Repressed Love
7 Hurt
Notas iniciais
- Skye... –Lottie me chamou. Eu estava mostrando para a Savannah como dar um afundo corretamente. As aulas haviam acabado, e eu estava ajudando quem queria.
- Sim? –falei com ela e disse para Savannah que ela já poderia ir embora e que nós treinaríamos outro dia.
- Esse vermelho no seu pulso... Foi o meu irmão né? –ela falou apontando para a marca.
- Isso? Não... É que eu saí ontem a noite e dormi com as pulseiras. Aí ficou a marca. –falei mentindo.
- Você não... Você não precisa mentir. Eu sei que ele foi o responsável que veio aqui conversar com você. Conheço ele e seu temperamento. Foi ele né? –ela perguntou nervosa.
- Lottie... Vem cá. –falei a puxando pela mão até entrarmos no vestiário. –O seu irmão... Ele veio aqui porque ele se preocupa com você. Ele veio por causa dos seus roxos.
- MAS A ESGRIMA É UM ESPORTE DE CONTATO! É CLARO QUE EU VOU FICAR ROXA! -ela disse gritando. –SERÁ QUE ELE TEM ALGUM TIPO DE PROBLEMA??
- Lottie... Respira fundo, se acalma. Não aconteceu nada demais. Seu irmão só apertou o meu pulso um pouco forte demais e ficou a marca. Ele não me espancou nem nada.
- Eu sei, mas é que... Ele é meio super protetor às vezes... E isso não é tãoooo legal assim... –ela falou rindo.
- Bem, eu aposto que ele só quer te proteger porque te ama... Mas, me desculpe por dizer isso: eu não gosto dele.
- Tudo bem haha eu também não gostaria se ele fizesse isso comigo. Mas fica bem tá? –Lottie falou séria.
- Eii, relaxa. Eu sei me cuidar sozinha. Seu irmão não é capaz de me machucar. –falei.
- Ok... Te vejo amanhã, então? –ela perguntou.
- Bem, amanhã eu vou visitar meu pai... Pretendo passar essa semana antes de começarem as minhas aulas com ele. Então, infelizmente, não. Mas na próxima segunda estarei de volta. –falei pegando a minha bolsa.
- Errr, pode me ajudar em uma coisa? –ela perguntou.
- Claro, o que foi??
- Bem, é que assim... Eu tô ficando com um garoto lá do meu colégio. E tipo, ele me pediu em namoro, e eu tô pensando em aceitar, mas não sei se conto pra minha mãe ou não...
- Bem, primeiramente: meus parabénsssss!! Que venha tudo de bom pro casal. –falei. –E segundo, conta sim. Sua mãe é e sempre será sua 1ª melhor amiga, em quem você sempre poderá confiar.
- Obrigada... Mas sabe, eu também considero você minha melhor amiga, uma irmã mais velha... Sempre me ajuda! Quer saber? Eu vou falar com a minha mãe, e quando você voltar da sua viagem até a casa do seu pai, vou convidá-la para jantar conosco.
- Muito obrigada! Você é muito querida, Lottie. –falei piscando para ela. –E ok, me considere sua irmã mais velha então... Para o que precisar, conte comigo! Apesar de que no meu grupo de amigas, eu sou a mais nova... –rimos juntas. –De qualquer maneira, não sei se é uma boa ideia eu jantar na sua casa... Seu irmão me odeia, lembra?
- Ele que se dane! Você vai jantar lá em casa sim! É só você voltar da casa do seu pai, que você irá lá em casa. –ela falou decidida. –E eu não aceito “não” como resposta!
- Bem, então eu vou! Veja isso direito, e quando eu voltar, vou visitá-la. Mas agora eu preciso mesmo ir! Até. –falei saindo. Ela apenas acenou.
Fui caminhando com a roupa de dar aulas mesmo até o carro, e segui em direção a minha casa. Assim que cheguei, percebi uma coisa: silêncio. A Lea deve ter saído, senão, não estaria aquele silêncio. Entrei com medo até, e vi o Jonathan dormindo no sofá. Nem sinal da Lea e do Peter. Fui caminhando até o quarto, pé ante pé para não acordá-lo, quando eu tropecei no “Charles” que estava dormindo no meio do caminho. Merda, e como fui eu, Skye, que caiu, claro que fez um baita barulho, o que acordou o Jon.
- Skye?? Já chegou? –ele perguntou se levantando.
- Aiii, já sim. –falei com a mão no tornozelo. –Cadê a Lea e o Peter? –falei fazendo uma careta de dor, cachorro chato.
- Foram no cinema. Tá tudo bem com o seu pé? –ele falou se sentando ao meu lado.
- Não sei... Acho que não. Esse cachorro ficou dormindo aí, eu não vi ele e tropecei... Acho que torci meu pé. –falei fazendo outra careta.
- Bem, então é melhor irmos ao hospital. Lá eles vão te examinar melhor. –assenti com a cabeça. –Se importa se eu te pegar no colo?
- Não... Tá doendo muito, acho que não consigo caminhar mesmo. –falei e ele me levantou.
- Vamos. –entrei no carro e logo em seguida entrou também. O hospital mais próximo ficava a cerca de 30 minutos dali de casa. No caminho, Jonathan foi me distraindo da dor que eu sentia no meu pé. Chegamos lá e tiramos a senha. Logo em seguida já fui atendida por um doutor alto, forte.
- Bem, Srta. Scarlett... A senhorita fraturou a sua fíbula (n/a: fimbula schimbula), então terá que ficar um tempo de repouso. –ele falou olhando a prancheta.
- Quanto tempo doutor? Eu dou aulas de esgrima, e semana que vem a minha faculdade já começa. –falei apreensiva.
- Levando em conta a sua fratura, eu diria que de 3 a 4 semanas.
- O QUÊ? –eu gritei desesperada. –UM MÊS INTEIRO?
- Srta. Scarlett, se acalme. A fratura não foi tão grave, mas para que você possa se recuperar bem, e volte a sua rotina normal, precisa ficar aproximadamente um mês de repouso. –o médico falou tentando me acalmar.
- Amor... –Jonathan me chamou. Olhei surpresa para ele, era primeira vez que ele me chamava assim, e talvez fosse um pouco precipitado. Ele respirou e falou de novo. –Skye... É melhor assim. É melhor que você fique um mês longe das espadas do que nunca mais poder fazer de novo. –assenti com a cabeça.
- Bem, o hospital disponibiliza muletas, se você desejar.
- Claro, por que não? –falei desanimada. Vou te explicar porque: desde que eu comecei a praticar e dar aulas de esgrimas regularmente, não faltei nem uma semana... E ficar um mês, é demais pra mim. Jonathan viu minha cara triste, e fez carinho na minha bochecha, enquanto o médico ia buscar as muletas.
- Ei, não fica assim não... –ele falou me dando um selinho. –Daqui a um mês passa.
- Eu sei, é que... Meu pai quer que eu vá visitá-lo nessa semana, antes que as minhas aulas comecem. –falei suspirando.
- E qual o problema disso? –Jon perguntou confuso.
- Eu não me dou bem com o meu pai. Temos gênios beeeem diferentes.
- É só por isso mesmo?? –Jonathan perguntou curioso.
- E porque ele abandonou minha mãe por uma outra mulher, com a qual ele teve uma filha super patricinha e nojenta. Satisfeito? –falei brava.
- Não precisa se irritar, eu só queria saber... –ele falou colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. –Ei... –olhei para ele. –Dá um sorrisinho, vai?
Dei o sorriso mais fraco que consegui, antes de falar:
- Enfim, eu vou passar essa semana com o meu pai, sua mulher detestável e minha meia irmã nojenta. –falei fazendo careta. –Masssss, você pode vir comigo!!! –falei animada.
- Tem certeza Skye? Não acha que é muito cedo? –ele perguntou indeciso.
- Pode até ser, mas pelo menos eu terei companhia para aguentá-los. Por favooooooorrrr. –falei implorando. –E agora que eu tô machucada... Não posso fazer muitas coisas. –falei fazendo beicinho.
- Hmmm, tá, tá bom! Eu vou com você! Mas ó: eu só vou porque você tá machucada! –ele falou sério. Sorri.
- Muito obrigada!! Eu prometo que não vai ser tão detestável assim! –falei o abraçando e em seguida dando um beijo nele.
- Hum-hm. –o médico chamou nossa atenção. Olhamos para ele. –Aqui estão suas muletas. Pode usá-las até quando ficar melhor, e para devolver é só ir na enfermaria. –ele falou me entregando minhas novas “companheiras”.
- Obrigada, doutor. –agradeci e peguei as muletas. Precisava me acostumar com elas... Não iria ser tão difícil, mas eu precisava de prática. Desci da maca com a ajuda do Jonathan, e fomos para casa arrumar nossas coisas para nossa “viagem”para a casa do meu pai.
Notas finais
P.S.: não sei exatamente quando sai o próximo capitulo, masss se vocês me derem ideias e comentarem, ele sai mais rápido :D
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