Repressed Love
14 Crazy Mofos
Notas iniciais
POV Skye
Não quer me ver usando a lingerie? -perguntei ao Jon, sorrindo maliciosamente. Ele parou ofegante e respondeu:
– Deixa pra outro dia, vamos ter muitoooooooo tempo para usá-la... E tirá-la!! -ele falou tirando a minha blusa.
Voltamos a nos beijar, e então quando ele ia tirar sua bermuda, meu celular tocou. Procurei-o rapidamente no bolso do meu shorts. Atendi enquanto Jonathan me olhava curioso.
– Alô? -Jon saiu de cima de mim e se sentou ao meu lado.
– Skye, por favor, me ajuda!! –Lea sussurrava. Olhei preocupada para o Jonathan.
– Lea? O que foi? O que aconteceu? -falei me sentando.
– Eu acho que tem um assaltante aqui em casa! –ela continuava sussurrando.
– Um assaltante? Em casa? Tem certeza? -perguntei preocupada.
– É... E o Peter saiu pra comprar comida pra nós, mas não voltou até agora. Eu estou sozinha, Skye... Sozinha!–ela começou a choramingar.
– Eleanor, fique calma. O Charles está aí com você? -ela respondeu um baixo "sim". -Okay, onde vocês estão?
– No banheiro. Skye, eu tinha ligado para o Peter poucos minutos antes do assaltante entrar aqui em casa. Eu estava no seu quarto, arrumando algumas coisas. Ele disse que não demorava, mas não chegou ainda! Tô com medo.–ela falava nervosa.
– Ok, Lea... –falei pensativa. –Faz o seguinte: tenta ir para o quarto sem ele te ver, e de lá liga pra polícia, porque eu realmente não tenho muito que fazer...
– Tá, mas não desliga. Se eu morrer, você vai ser a única testemunha. –sua voz era quase inaudível.
– Eleanor, não fala merda. Mas ok, eu fico aqui. –falei. Enquanto escutava ela falar com o Charles para ir com ela, expliquei ao Jon a situação. Assim como eu, ele ficou preocupado. Perguntou sobre o Peter, e quando eu ia responder, Lea gritou por mim.
– SKYE, SKYE!! –ela gritava afobada. –Skye, eu estou no quarto, mas acho que ele me viu!
– O quê? Calma Eleanor, calma! Vai ficar tudo bem, mas liga pra polícia!! –falei um pouco mais nervosa. Jonathan olhou para mim como se me dissesse para ficar calma.
– Eu já liguei, mas disseram que estão sem viaturas e policiais disponíveis no momento. E me mandaram ficar no quarto. –ela falava afobada. –Skye, ele tá tentando entrar, socorro!!
– Lea, não deixa ele entrar! Faz força contra a porta, sei lá! E liga de novo pra polícia!!
– JÁ SEI! Vou pegar um sapato seu e vou tentar acertar na cabeça dele, caso ele consiga entrar! Ou pelo menos vou machucá-lo para ter tempo de fugir pra algum lugar. –ela falou um pouco menos nervosa.
– Eleanor, NÃO! Você não é nem louca, vai que ele tá armado??
– Se ele estivesse armado já teria tentado atirar. –tenho que admitir, fazia sentido. –Eu coloquei uma cadeira na porta, mas daqui a pouco ele vai conseguir entrar, e aí eu jogo o sapato na cabeça dele e tento fugir!
– Lea, não é uma boa ideia... Na verdade, é uma péssima ideia. Não faz isso! –falei agitada. Eleanor estava louca, só pode.
– Que salto seu eu posso pegar? –ela me ignorou completamente.
– ELEANOR, NÃO! –gritei desesperada.
– Não tem mais volta, eu tenho que dar um jeito, daqui a pouco ele entra.
– Eleanor, para com essa bobagem e liga pra polícia, AGORA!! –gritei.
– ACHEI! Pronto, achei um sapato que deve servir! –ela me ignorou. De novo. –Ok, espera aí. –pude ouvir ela deixar o celular em cima de alguma mesa, e após alguns instantes de silêncio, pude ouvir a porta se abrir e um grito.
“AHHHHHHHHHHHHHHHH”
Barulhos de sapato sendo atirados. Mais gritos. Mais sapatos. Gritos. Silêncio.
“Peter? VOCÊ é o assaltante?”
“Assaltante? Claro que não! Eu achei que fosse você!”
Eu estava vermelha de raiva. COMO ASSIM???? LEA TINHA ACHADO QUE O PETER ERA O LADRÃO, E ELE ACHADO QUE ERA ELA????????????? EU NÃO CREIO. Onde eu estava com a cabeça quando deixei dois idiotas cuidando da minha casa?
– ELEANOR!! -gritei no telefone.
– Ah... Oi, olha só que curioso: não era um ladrão, era o Peter! -ela falou rindo nervosa. -E ele achou que eu...–ela ia continuar quando a interrompi:
– Eleanor, eu ouvi a conversa de vocês. -respirei fundo. -Por acaso você é idiota? -gritei pra ela. -Você nem sequer pensou em ver se era o Peter! Eu estava aqui quase morrendo de preocupação e isso só porque 2 idiotas não souberam se comunicar!!!
– Skye, me desculpa, mas eu também estava assustada! Sei que nós erramos em não nos comunicarmos, mas tente entender...
– Eu estou tentando entender a idiotice de vocês, juro que estou. -falei massageando a testa com a mão. -Como vocês podem ser tão estúpidos?
– É, nós somos, mas... Não foi nenhum de nós que tropeçou no Charles e fraturou o pé.–ela disse e começou a rir.
– Eleanor, vai tomar no cu. -falei bufando e desligando o celular. Irritada, o joguei longe.
– Ei, o que foi? -Jon falou me abraçando.
– A Lea e o Peter são muito idiotas! O Peter achou que a Lea era o assaltante, e ela achou que era ele!
– Tá brincando, né? –Jon falou arqueando as sobrancelhas.
– Não, eles realmente fizeram isso. –falei cruzando os braços.
– Relaxa, pelo menos eles estão bem. –ele falou e eu assenti com a cabeça. Em seguida, com a mão no queixo, ele me perguntou:
– Onde é que nós paramos, mesmo? –mordi o lábio e o respondi.
– Não sei, acho que... –falei e o beijei. Ele colocou uma de suas mãos em minha bunda, e logo entendi o que ele queria que eu fizesse. Com um pouco de esforço, pulei e encaixei minhas pernas ao redor da sua cintura. Jonathan colocou uma mão em meu pescoço, e a outra ele deixou na minha bunda. Em seguida, foi andando devagar de costas, até que chegou na cama e com todo o cuidado possível, se sentou comigo pendurada em seu pescoço e com meus dedos bagunçando seu cabelo. Comigo ainda agarrada, ele me deitou na cama e ficou por cima de mim.
– O que acha de tirar essa coisa preta do seu pé? –ele perguntou ofegante. Assenti com a cabeça e ele tirou a tala do meu pé com um pouco de dificuldade, mas em seguida voltou a me beijar com a mesma intensidade de antes. Sua mão foi descendo até que chegou ao cós do meu shorts, então ele parou de me beijar e me olhou como se pedisse permissão. Assenti levemente com a cabeça e ele logo voltou a me beijar. Pude sentir suas mãos no botão do meu shorts e... Bom, elas estavam congelando e um arrepio percorreu meu corpo.
– Desculpa. –ele falou sorrindo de canto. –Tenho mãos de morto.
– Relaxa. –falei e voltei a fazer o que eu fazia de melhor: beijá-lo e bagunçar seu cabelo. Rapidamente ele abriu o botão e o zíper, e quando eu fui ver, meu shorts já estava longe. Meu sutiã voou longe em pouco tempo, até que resolvi tomar uma atitude. Tirei minhas mãos de seu cabelo e me foquei em abrir seu cinto e sua bermuda. Com um pouco de dificuldades, abri o cinto e o joguei longe, logo sendo acompanhado por sua bermuda. Com a mesma quantidade de roupas agora, ele parou de me beijar e desceu suas mãos até meus seios, e começou a massageá-los, me levando a loucura. Minhas mãos foram passeando por seu abdômen, até chegar em sua boxer preta, onde comecei a massagear seu membro. Ele soltou um gemido abafado e começou a chupar meus seios. Eu estava gemendo e massageando-o, até que senti um volume crescer em minha mão. Continuei massageando-o até que Jon, sem ar, falasse:
– Che... Chega... –ele tirou sua boxer, fazendo-a voar longe. Minha calcinha foi junto pouco tempo depois. Devidamente protegido, Jonathan investiu primeira vez, me fazendo agarrar seus cabelos com força. Soltei um gemido rouco e ele me calou com um beijo. Jon fazia movimentos de vai e vem, e algum tempo depois, senti minhas pernas bambearem e soube que meu ápice estava próximo.
– Jon, eu vou... Eu vou... –falei para Jonathan e antes que pudesse terminar a frase, atingi meu orgasmo. Ele chegou ao dele pouco tempo depois. Jon foi ao banheiro e retirou a camisinha. Quando voltou, colocou a boxer, se deitou ao meu lado e relaxou, suspirando pesadamente.
– Obrigado... –ele falou. Coloquei minha cabeça em seu peito e respondi:
– Obrigada você, tô até cansada! –ri baixo. Ficamos um momento em silêncio, até que Jonathan o quebrou.
– Skye, me responde uma coisa? –ele falou me fazendo cafuné.
– Depende.
– Por que você odeia o Louis? Quero dizer, na hora em que eu passei com ele, ele foi muito engraçado e simpático, e não insuportável como você disse.
– Digamos que comigo ele não foi engraçado, e nem simpático ou gentil. –falei. –Nunca.
– Vocês foram namorados? –ele perguntou exaltado. Comecei a rir.
– Claro que não!! Eu o conheço porque ele é irmão de uma das minhas alunas. E te garanto que eu NINCA namoraria ele.
– Por que não? Tipo... Ele é bonito. –Jon falou fazendo uma careta.
– Que coisa de gay, Jonathan!! Já que ele é tão bom, casa com ele! –falei irritada e me levantei. Coloquei a camiseta dele e minha calcinha e fui juntar as coisas espalhadas pelo chão.
– Ei, calma. –ele falou vindo até mim e segurou meu braço. –Você ainda não falou porque odeia ele.
– Porque odeio. Simples. Eu o odeio. –falei me soltando e indo em direção ao banheiro.
– Ah, qual é Skye! Não acredito que você ficou brava!! –ele falou parando na minha frente. –Isso é só porque eu elogiei o Louis? –Jon me segurou pelos ombros.
– Olha, vou te falar uma coisa: eu conheço o Louis há menos tempo que conheço você, mas de todas as vezes que falei com ele, ele me tratou mal. Fora isso, há mais motivos para eu odiá-lo, mas não quero falá-las e adoraria que você entendesse. –falei e fui ao banheiro. Tomei um bom banho relaxante. Coloquei uma regata e uma saia longa e estava secando meu cabelo quando Jonathan parou na porta.
– Me desculpa, tá legal? É só que eu queria que vocês se dessem bem, ou pelo menos não quisessem se matar. –ele falou colocando as mãos na bermuda que usava.
– Não, tudo bem... Eu também me irritei demais e perdi a paciência, mas não vai mais acontecer, ok? –falei e dei um beijo em sua bochecha. –Que horas são?
– Acho que 19h30... Por quê?
– A Rose deve estar preparando o jantar, vamos descer. –falei puxando-o pela mão.
– Eu vou descansar um pouco, depois eu desço. –ele falou bocejando. Assenti com a cabeça e dei um selinho nele, descendo as escadas logo em seguida. Cheguei na sala e a televisão estava ligada, mas Louis não estava lá, e sim na cozinha, fazendo um sanduíche (n/a: shut up and make me a sandwich *risos*).
– Cadê meu pai e a Rose? –perguntei.
– Saíram para comprar as coisas para o jantar, falaram que talvez demorassem.
– E a Patrice?
– Foi para a casa de uma amiga, vai dormir por lá.
Respirei fundo e falei:
– Por que você veio pra cá? Quer dizer, o que veio fazer aqui?
– Conversar com seu pai sobre negócios. Relaxa, não te segui até aqui. –ele riu. Me encostei no balcão.
– Vai passar o mês? –ele assentiu com a cabeça. –Vai ser o pior mês da minha vida. –falei baixo mas Louis ouviu e parou na minha frente, suas mãos em minha cintura, sua boca bem próxima da minha e sussurrou.
– Isso só se você quiser.
Fale com o autor