Repressed Love

15 Get ready for the dinner and the wedding


Notas iniciais
Hello, mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem.

Seis meses se passaram desde que eu fui à casa de campo do meu pai. Seis meses desde que eu quase matei o Louis. Seis meses desde que ele quase me beijou.

*Flashback ON*

Louis estava parado na minha frente, suas mãos em minha cintura e sua boca bem perto da minha, quando sussurrou:

– Isso só se você quiser.

Minha respiração falhava devido à proximidade de nossos rostos. Respirei fundo e com toda a força que podia, dei um tapa em seu rosto, e com minha perna machucada, chutei seu membro. Louis se curvou para frente e soltou um grito:

– VAGABUNDA!

– VAGABUNDA EU SERIA SE FICASSE QUIETA! –gritei e saí de perto dele. Ele respirava com dificuldade e massageava o lado esquerdo do rosto, que estava vermelho devido ao tapa. Observei-o por um momento. Ele era bonito. Quer dizer, lindo. Seus olhos claros eram nada menos que irresistíveis. Seu cabelo era bagunçado e arrumado ao mesmo tempo, fazendo-o ter um charme a mais. Seus braços eram fortes, bem musculosos até. E a sua bunda... Bem, era enorme! Juro que em 20 anos nunca vi nenhum homem com algo igual. Provavelmente era maior até que a minha. Pisquei algumas vezes e voltei à realidade. Olhei bem em seus olhos e sibilei:

– Nunca mais se aproxime desse jeito de mim.

*Flashback OFF*

De fato, nunca mais ele se aproximou de mim. De jeito nenhum, aliás. Bem, não nesses seis meses. Eu estava sentada no sofá com Charles ao meu lado vendo American Horror Story, sozinha, já que Eleanor estava na sua faculdade de novo e Jonathan também, porém na de Medicina. Meu relacionamento com ele ia bem, mas depois de passarmos 1 mês juntos, tivemos que passar mais 1 mês separados. Ele em Nova York, visitando sua irmã, e eu em Londres, dando aulas de esgrima e indo a faculdade. Por falar nisso, meu professor era lindo. 32 anos de pura saúde e gostosura. Seu nome era Martin, e ele arrancava suspiros por onde passava. Inclusive de alguns garotos que gostavam da mesma coisa que a maioria das garotas: banana. Após ouvir um barulho vindo da TV, voltei minha atenção ao seriado, e no mesmo momento, um cara com cabeça de touro apareceu, fazendo Charles subir correndo no meu colo e derrubando toda a pipoca. Suspirei.

– Ah, Charles! Olha a bagunça que você fez! –levantei-me do sofá e dei pause na série. Peguei uma vassoura e ia limpar aquela bagunça quando a campainha tocou.

– Oiiiiiiiiiii, florzinha da minha vida!! –Sam falou entrando em casa.

– Olá. –falei simplesmente. Ela carregava um buquê de flores. –Qual é a do buquê? –perguntei juntando algumas pipocas do chão.

– Cadê o Jon? –ela perguntou ignorando minha pergunta anterior.

– Faculdade.

– Juro que não entendo o fato dele fazer faculdade à tarde... É tão esquisito! Até porque se você faz de noite, e ele de tarde, vocês só tem de manhã para ficarem juntos... Não faz sentido pra mim. –ela falou sentando-se no sofá.

– E não precisa.

– Ai, que grossa! Mas ok, eu falo pra você primeiro. Sabe que dia é hoje?

– 5 de janeiro.

– Resposta errada! –ela depositou o buquê na mesinha de centro e pegou Charles no colo. –Hoje eu e o Kyle fazemos 2 anos de namoro!! –Sam bateu palmas animadas.

– Dois anos? –perguntei surpresa. Ela assentiu. –Já?

– Sim, os melhores dois anos da minha vida. –Sam suspirava.

– Bom, meus parabéns! Que vocês continuem juntos por mais um bom tempo!

– Ah, pode ter certeza que sim. –ela disse olhando para baixo e sorrindo.

– O que você quer dizer com isso? –olhei curiosa para Sam. Ela respirou fundo antes de falar:

– Kylemepediuemcasamento. –Sam falou muito rápido, juntando todas as palavras, e fechou os olhos com força em seguida. Demorei alguns instantes para entender exatamente o que Sam havia me falado. Fiquei em silêncio captando a informação que me fora passada. –Skye... –Samantha me chamava apreensiva. –Você não vai falar nada?

– Você vai casar... –falei baixo. –Você vai casar! –falei mais alto um pouco.

– Vou...

– Você vai casar! –falei mais alto ainda. –VOCÊ VAI CASAR, PORRA!!! –gritei.

– VOU!! –ela gritou também. E então fizemos uma coisa que não fazíamos desde a 5ª série: começamos a gritar e pular.

– Meu deus, Sam! Parece que foi ontem que você apareceu com seu primeiro namorado!

– O Christian?

– Sim. –comecei a rir. –Estou muito feliz por vocês, sério. –falei abraçando-a.

– Obrigada, madrinha. –ela riu também.

– Madrinha? –indaguei confusa.

– Claro. Você e a Lea, óbvio. E o George como padrinho, talvez o Richard também. Isso é, se o Jonathan e o Peter não se importarem.

– Claro que não! Mas já temos uma possível data para o casório?

– Daqui a uns dois anos, provavelmente. Mas tem que ser no verão, ou na primavera.

– Aposto que vai ser lindo! –bati palmas animada. –E como foi o pedido?

– Assim, eu tava em casa dormindo, quando meu celular apitou avisando que tinha mensagem, aí eu fui ver e era dele, falando que era para eu levantar da cama e sair do quarto. Então eu troquei de roupa e saí, mas no chão, bem na frente da porta, tinha uma seta indicando que era pra eu ir pra frente, e do lado da seta tinha uma foto nossa juntos.

– A primeira oficial como casal. –adivinhei.

– Exato. E então tinha outras setas apontando pra que direção ir, juntos com mais algumas fotos. Sobre a mesa da cozinha estava o buquê, e aí eu vi uma seta apontando pro jardim, onde o Kyle estava de pé, no meio de mais um monte de fotos nossas, só minhas e só dele. Bom, nesse momento eu já meio que estava chorando, então ele se ajoelhou e tirou do bolso uma caixinha com a aliança. Aí ele falou um texto super lindo sobre tudo que a gente já passou juntos e me pediu em casamento. –ela sorria lindamente. Eu estava quase chorando, confesso.

– Que... Que lindo!! –falei enxugando uma lágrima que caía.

– Awn, você tá chorando. –Sam disse enquanto fazia carinho no Charles. –Meu namo, opa, meu noivo é muito fofo mesmo. –ela deu ênfase no “noivo”.

– Bem, pode até ser. –concordei. –Mas mudando de assunto, preciso da sua ajuda.

– Em que?

– Vou jantar na casa da Lottie e não tenho a mínima ideia de que roupa usar.

– Na casa da Lottie? Sério? –ela perguntou surpresa. –Vocês se dão muito bem, né?

– Sim. Na verdade, ela vem pedindo para eu ir jantar lá desde que eu fui pra casa do meu pai. Mas com as coisas da faculdade, eu só pude ir agora. –menti. A verdade é que eu não queria ver o Louis nem pintado de ouro. Ou de prata, rubi, safira, esmeralda ou diamante. Mas depois de prolongar o máximo possível por aqueles seis meses, o dia finalmente havia chegado.

– Jura que a faculdade tá tão difícil assim? –Sam perguntou arqueando as sobrancelhas.

– Pois é, o Martin é gato e simpático, mas pega pesado com a gente.

– Sei...

– Acredite no que quiser. –dei de ombros. –Mas preciso da sua ajuda para escolher uma roupa!! Não sei se vou de calça, short, saia, vestido... E sapato então? Tô mais perdida que mosquito em fumaça. –Samantha riu.

– Short no inverno? Saia? Sério mesmo? –assenti. –Você realmente precisa de ajuda. Mas relaxa, você só vai conhecer a família da sua aluna, não a do seu namorado. Eu te ajudo, mas fica calma. Vamos lá para o seu quarto ver as opções disponíveis. –fomos em direção ao andar de cima e Sam deixou Charles no chão. Entramos no quarto e ela já foi abrindo meu closet, parando em frente e avaliando minhas roupas. Sentei-me na cama e Charles pulou para se deitar ao meu lado.

– E então? Achou alguma coisa? –indaguei acariciando o cão ao meu lado.

– Quer estilo “Skye arrumadinha”?

– Pode ser. –revirei os olhos. Eu simplesmente odiava os nomes que a Sam dava aos modelos de roupa que eu usava.

– Tem que usar salto, ok? –ela falou, sabendo que eu meio que abominava o uso de sapatos de salto, usando apenas quando necessário.

– Ok, sem problemas. –então ela começou a tirar do meu closet uma calça jeans preta, uma camisa em azul degradê, uma regata preta e uma ankle boot também preta.

– Essa aqui. –ela apontava para a roupa sobre a cama. –E deixa seu cabelo solto, que vai ficar lindo. Ah, maquiagem bem básica, e os acessórios também.

– Ai Sam, o que seria de mim sem você? –Sam era, do nosso trio, a que mais entendia de moda. Eleanor vinha depois, e eu ficava em último lugar, sabendo apenas o básico.

– Nada, eu sei.

– Humildade é tudo, né?

– Sempre. Que horas é o jantar? –ela olhava o relógio de cabeceira que se encontrava ao lado da minha cama, marcando o horário: seis e quarenta e cinco.

– Às oito.

– Melhor se apressar! Vai tomar banho, que daqui a pouco você tem que ir.

– Sim senhora. Mas posso ver sua aliança antes?

– Pode. –ela me mostrou sua mão. No dedo anelar, havia um lindo e delicado anel de prata, com um pequeno diamante em cima.

– É maravilhoso.

– Eu sei, mas agora vai tomar banho. Sério. –assenti e fui pegar uma toalha. Liguei o chuveiro e demorei uns 20 minutos no banho. Quando saí, Sam sorria olhando para o celular.

– O que foi? –perguntei me secando.

– Kyle fez reserva no Petrus para nós dois. E eu ainda preciso passar em casa para trocar de roupa... Se importa se eu for agora? –ela quase implorava.

– Claro que não. Vai logo, é o seu noivo te esperando! –falei abraçando-a.

– Ai, obrigada Skye! Você é demais! –ela saiu do quarto.

– Só não esquece a camisinha.

– Pode ter certeza que não! –ela gritou já da sala, com o buquê e sua bolsa em mãos. –Tchau!

– Tchau! –falei rindo. Voltei para o quarto, onde Charles me olhava confuso. –É sempre assim, já deveria estar acostumado, amiguinho. –o acariciei. Coloquei minha roupa e um colar com "J", que Jon me dera no nosso aniversário de 1 mês de namoro, nada muito exagerado. Passei uma maquiagem básica e então finalmente fiquei pronta. O relógio marcava sete e quarenta, horário perfeito para eu sair de casa e enfrentar o trânsito. Peguei minha bolsa e desci as escadas. Estava quase saindo de casa quando Charles começou a latir, provavelmente sabendo que ficaria sozinho em casa. Dei um biscoito a ele e finalmente saí de casa. Entrei no carro as pressas e segui pelo caminho que Lottie me explicara. Por incrível que pareça, o trânsito estava tranquilo, e em pouco tempo cheguei ao condomínio de casas onde os Tomlinsons moravam. Parei em frente à casa de número 27 e antes que eu pudesse descer do carro, meu celular tocou. Era o Jonathan.

– Oi, gorda.

–Hey, obeso.

– Onde você tá?

– No carro, por quê?

– Você saiu? Não tá em casa?

– Não, mas por que????????

– Ei, calma. Só porque eu queria sair com você hoje... Só nós dois, tipo programa de casal mesmo.

– Programa de casal ternurinha, sei. Juro que queria, mas realmente não vai dar.

– É, tipo isso. –ele riu. –Onde você tá?

– No carro, já disse.

– Não né otária. Tô querendo dizer tipo, pra onde você foi.

– Otário é você. Eu vou jantar na casa da minha aluna, lembra? A irmã do Louis.

– DO LOUIS??? –Jon gritou do telefone e logo começou a rir desesperadamente. –Tentem não se matar.

– Ha-ha. Que engraçado você. Mas é, eu vou jantar aqui na casa da Lottie, que infelizmente é irmã dele.

– Bem, boa sorte. Não vou ficar te prendendo no carro. Qualquer coisa me liga, vou estar em casa.

– OK, beijos.

–Beijos. –ele falou e desligou. Peguei minha bolsa e respirei fundo, criando coragem para descer do carro. Dei uma última olhada no espelho, minha maquiagem estava ok. Então desci do carro, morrendo de vontade de tirar o sapato de salto e voltar para a casa, só para não ter que olhar pra cara do Louis. Mas eu devia isso a Lottie, só por ela eu estava lá, e só por ela eu ficaria. Respirei fundo e toquei a campainha, rezando para aquela noite acabar logo.

Notas finais
Foi isso, quem quiser comenta. Quem não quiser, só lê mesmo.