Rendirme En Tu Amor
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Obrigado desde já.
Estava deitado com meu filhote que dormia o sono dos justos, depois daquele piquenique no parque, Pablo sempre arrumava uma desculpa para ir até minha casa ficar conversando comigo, sinceramente aquuilo me irritava profundamente, mas eu tentava ignorar. Começei a fechar os olhos para poder tirar um cochilo, afinal cuidar de uma criança de dois anos sozinho cansava, mas mal fechei os olhos e a campainha tocou.
Levantei bufando e resmungando afinal quem poderia estar me incomodando uma hora dessas, com certeza a pessoa não tinha senso de horario, queria muito poder mandar o idiota ir catar coquinho e tudo mais. Abri a porta com raiva e fiquei cochocado ao perceber quem se encontrava ali.
– Oi. — O imbecil teve a cara de pau de sorrir.
– O que você quer Pablo? — Perguntei já irritado.
– Vim ver o campeão. Não vai me chamar para entrar? — Nem precisava afinal ele já estava entrando sem autorização mesmo.
– Ele está dormindo, então volte outra hora. — Mantive a porta aberta indicando que o mesmo deveria sair, ele tinha o costume de aparecer do nada e ficar brincando com Órion, que gostava muito dele, meu filho tinha me traido, mas tudo bem.
– Poxa, mas já que estou aqui, vamos conversar para eu não perder a viagem. — Sentou-se no sofá e indicou o seu lado para que eu sentasse. Não conseguia acreditar como aquele cara podia ser espaçoso.
Sentei e ele pos-se a falar da sua vida e de como estava complicado seu trabalho, eu fingia prestar atenção, mas estava tão cansado que quase nem ouvia o que ele dizia.
– Mas então como você está?
– Com sono caso não tenha notado. — Resmunguei.
– Nossa assim vou acabar achando que você não gosta da minha companhia.
– Imagina. — Carreguei minha fala de sarcasmo, será que ele não se toca?
– Sabe eu acho que deveriamos dar um irmãozinho ao Órion. — Ele chegou mais perto e passou o braço por cima do meus ombros.
– Nós...rsrsrsr...não existe nós querido. — Tirei a mão dele de perto.
– Vamos deixe de ser assim, qual o problema de me dar uma chance.
Olhei para ele e fiquei calado, não tinha problema em dar uma chance para ele, afinal o cara era lindo, mas eu tinha muito medo, não conseguia confiar nas pessoas, afinal todos em que havia confiado de uma forma me trairam. Estava incomodado, pois meu coração estava uma pedra.
– Olha, não é você, o problema é comigo...eu..
– Você não consegue confiar nas pessoas. — Ele me olhava triste, aquilo realmente partiu meu coração. — Eu queria muito saber quem fez isso com você.
– Eu..eu não gosto de falar sobre isso. — Levantei e começei a andar pela sala o assunto estava realmente me deixando nervoso, mas o problema nem era isso e sim o fato de uma parte de mim querer contar o que aconteceu comigo para alguém.
– Pode confiar em mim, eu juro que não irei traí-lo. — Ele levantou se postou na minha frente, os olhos dele pareciam estar tão serenos, tão calmos, eu realmente queria contar aquilo para alguém, eu precisava contar.
Suspirei e sentei no sofá novamente e ele sentou-se a minha frente. — Não é uma história muito agradável sabe. — Tentei sorrir, mas o máximo que consegui foi um riso forçado, quase amarelo. — Bem como você deve ter notado, sou um pisaverde, mas não nasci assim, na verdade meu pais me modificaram.
– Nossa que pais. — Ele comentou e eu até sorrir com o comentário. Mas eu não culpava meus pais pelo que me ocorreu, quer dizer não mais.
– Eles não tem culpa, eu nem sou filho deles de fato, sou adotado, meus pais morreram em um acidente e ele me adotaram, e como minha mão nunca pode ter filho, ela me achou muito parecido com uma menina e resolveu me mudar e junto com o meu pai fizeram toda a transformação, o unico problema é que continuei com corpo de homem, apenas os orgãos internos foram modificados para que assim eu pudesse ter filhos. — Começei a contar, e de alguma forma diividir aquilo com alguém me aliviava. — No começo eu os culpava, pois muitos garotos tentavam se aproveitar de mim, e até homens mesmo, eu ouvia piadas de mal gosto ao meu respeito e aquilo me irritava sabe. E por um tempo culpei meus pais, porem fui aprendendo a viver e a lidar com tudo isso, quando fiz o primeiro ano me mudei para uma escola de rapazes.
Pablo era um bom ouvinte pude notar, ele não me interrompia e fazia comentários em momentos certos, na verdade ele nem fazia comentários queria mais era ouvir minha grande história.
– Pois bem no inicio fiquei com medo, mas depois me acostumei novamente, naquela escola conheci um garoto que parecia se importar comigo, como estava enganado, ele apenas me usou para conseguir dinheiro, foi um grande filho da p..., a mãe dele nem tem culpa. — Sorri.
– Como é o nome dele?
– Não posso falar, prefiro só relatar a história e sem citar nomes.
– Tudo bem, mas só uma pergunta ele é o pai do Órion?
– É.
– Você ainda gosta dele?
– Você disse só uma pergunta. — Fugi pela tangente, afinal eu não sabia o que sentia por ele, não conseguia esquecê-lo, mas tinha um odio tremendo dele, afinal ele apenas me usou, enquanto eu realmente me entreguei a ele. — Continuando, transei com ele e engravidei, ele fez um video e mostrou para escola inteira, acabei passando mal e quando acordei estava preso, na casa de um garoto muito perigoso que acabou me estuprando. — A partir dai começei a chorar, lembrar de como fui violentado como tive que ceder era humilhante. Pablo cheou mais perto e me abraçou.
– Não precisar contar mais se não quiser. — Ele tentava me acalmar, o abraço dele era realmente reconfortante.
– Obrigado. Mas eu quero falar, preciso terminar, acredito que somente assim poderei superar o que ocorreu no passado. — Enxuguei as lagrimas e volteii ao relato. — Ele me libertou para sair, pois ele disse que eu não podia fugir dele e que eu pertencia a ele, no mesmo dia descobrir minha gravidez e resolvi fugir para cá com meus pais, depois disso tudo deu certo. — Sorri.
– Você, acha que eles esqueceram de você?
– Se não esqueceram iram esquecer, afinal não quero ver as pessoas que me magoaram.
– Mas para mim você ainda gosta do pai do Órion.
– Está enganado.
– Então me dá uma chance.
– Não, eu tenho medo de confiar demais.
– Eu não sou um canalha.
– É melhor você ir. — Levantei e abrir a porta da sala, para ele ir embora.
Ele passou por mim e me olhou nos olhos e disse — Eu não vou desistir de você. — Ele foi embora e aquelas plavaras realmente mexeram comigo, eu queria que alguém lutasse por mim, alguém que valesse apena.
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Pablo ao sair da casa de Shaka pegou o celular e ligou para Aiolia.
– Não posso mais fazer isso.
– O que?
– Sinto muito Aiolia, mas estou apaixonado por ele.
– Eu não te paguei para isso, estou chegando amanhã ai, me espere e iremos resolver isso. — Aiolia estava irritado com o desaforo do homem.
– Eu não quero mais o dinheiro esqueça o contrato, não venha para cá, ou iremos fugir de você, ele não te ama mais, desista, deixe-o ser feliz.
– O que você está insinuando?
– Estamos juntos agora, e não deixarei você se aproximar dele.
– RSRSRSRS, acho então que ele te contou como odeia ser traido certo.
– O que isso tem haver, nunca irei traí-lo.
– Acho que não me entendeu amigo, você já o traiu, quando aceitou meu dinheiro e do Ray para achá-lo e vigiá-lo, pensa só o que le irá achar disso quando descobrir. Afinal você estava ratreando ele para o homem que o estuprou.
– Como você sabe do Ray? — Pablo suou frio, estava realmente com medo.
– Eu faço minhas pesquisas direito e claro botei alguém para ficar de olho em você, afinal aprende com a vida a não confiar muito nas pessoas. — Aiolia estava rindo do outro lado, sabia muito bem que ele estiverá agora a pouco na casa de Shaka. — Por isso nem pense em me trair, e nem tente fugir.
– Eu não tenho medo de você, ele nunca irá acreditar em você, ou achas mesmo que ele irá acreditar no homem que o triu primeiro. Não seja ingenuo e não me faça rir. — Pablo mostrou seu verdadeiro lado. — Não venha para cá e não se aproxime dele ou do meu filho se não te mato.
– O garoto é MEU FILHO. — Aiolia gritou do outro lado do telefone.
– Bem ele será meu quando colocar meu sobrenome nele. — Pablo desligou o telefone e do outro lado da linha Aiolia jogou tudo que encontrou na sua frente no chão, não conseguia acreditar que aquele idiota estava tentando passar a perna nele, tinha que adiantar o mais rápido possivel sua passagem para a Grécia.
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A campainha da casa de Shaka tocou mais uma vez naquele dia, ele estava terminando de dar banho em Órion, exugou o menino e o colocou em seu colo e foi abrir a porta imaginando que fosse Pablo querendo brincar com o garoto.
– Ola amor sentiu saudades. — Shaka quase caiu para tras ao perceber quem estava em sua casa. — Oh esse deve ser o filho do outro.
- O que você está fazendo aqui? Como você me encontrou? — Shaka segurou o filho com uma força tremenda, estava com medo, mas faria de tudo para impedir que aquele louco tocasse em seu filho.
- Você não sabe o quanto te procurei, como foi dificil te encontrar, quando você não apareceu no outro dia na escola, fiquei tão irritado, afinal queria repetir a dose, e saber depois de alguns dias que você tinha se transferido me deixou irritado. Afinal você achou que poderia se livrar de mim. — O homem ria de forma escandalosa parecia um louco, Órion encolheu-se no colo do pai.
- Você não sabe a raiva que me deu saber por terceiros que você teve um filho de outro, saber que Aiolia tinha conseguido o que eu queria.
- Co..como você me achou Ray? — Shaka recuava estava quase próximo a parede, quando viu Pablo chegar em sua casa, ficou aliviado e consguiu correr até o moreno, se postou ao seu lado.
- Pablo meu amigo. — Shaka arregalou os olhos ao notar a intimidade com que Ray tratava Pablo. — Veio receber seu pagamento.
- O..o que?
- RSRSRSR, que mania você tem Shaka de confiar nas pessoas erradas, primeiro Aiolia agora o Pablo, deixa eu te contar uma coisinha, eu paguei a ele para te rastrear, foi ele quem me trouxe até você. — Shaka estava assustado com a noticia. — Vamos Pablo me de meu prêmio e receberá seu dinheiro.
- Não Ray, não vou te dar nada.
Ray suspirou. — Que mania vocês tem de ficar com pena e depois quererem voltar atras.
Ray e Pablo começaram a discutir e nenhum dos dois percebeu quando Shaka saiu da casa e foi até o carro e fugiu indo em direção a casa dos pais.
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Eu não posso acreditar que ele me achou aqui meu Deus, o que vou fazer tenho que sair daqui o mais rápido possivel, dirigi acima do limite permitido e cheguei bem rápido a casa dos meus pais, contudo antes de entrar na mesma notei que haviam alguns homens armados lá dentro, voltei para o carro e sai de lá, não tinha ideia para onde iria e nem o que iria fazer, estava sem dinheiro e documentos, teria que voltar para casa mais com certeza ele estaria me esperando lá. Minha unica saida é ligar para ele.
Mas iria para a casa de uma amiga e espararia até amanhã, para falar com ele, espero que ele consiga me ajudar, não ele tem que me ajudar o filho é dele também. Cheguei na casa de Mariah e fui muito bem recebido, expliquei a situação e ela me acolheu com meu filho, estava tão impaciente que não conseguia dormir, resolvi então ligar para casa dele.
- Alo, quem fala?
- Aqui é Shaka, gostaria de falar com Aiolia.
- Ele não está, quer deixar recado.
- Não, você poderia me dar o numero do celular dele. Obrigado.
Desliguei o telefone e disquei para o numero dele, apenas caia na caixa postal, aquilo estava me irritando com quem ele estava para não me atender, liguei mais uma vez e ele atendeu.
- Alo Aiolia..
- Shaka. — Aiolia estava surpreso.
- Aiolia estou com um grande problema e preciso da sua ajuda.
- O que aconteceu.
- Ray me encontrou e está na minha casa, preciso que você venha para Grécia, seu filho precisa.
- Estou indo amanhã, tem como ficar seguro até eu chegar.
- Vou tentar, mas por favor não demore. — Ia desligar o telefone quando ele pediu para eu esperar.
- Shaka eu sinto muito, pelo que fiz, eu...
- Aiolia agora não é hora para isso, não pense que eu vou te perdoar assim tão fácil, está sendo muito dificil ligar para você, só faço isso porque preciso salvar meu filho.
- Entendi, estou chegando amanhã, assim que chega te ligo.
Deitei na cama e abraçei Órion, estava com medo por ele e por mim, só tinha realmente uma saida, mas tinha que ajudar meus pais antes de fugir, começei a ficar cansado e a pegar no sono.
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