Rendirme En Tu Amor
9 Capítulo 9
Notas iniciais
- Droga estou aqui esperando ele ligar a mais de uma hora e nada. — Eu andava de um lado por outro na bendita sala da casa da minha amiga, e Mariah minha amiga estava ficando tonta.
- Sério ele vai ligar, relaxa. — Ela desistiu de me olhar caminhar e começou a brincar com Órion.
- Não tem como relaxa, será que você não entende? — Eu olhava para ela incredula. — Ray é perigoso e sabe-se Deus o que ele pretende fazer com meus pais.
Ela revirou os olhos achando que eu estava fazendo tempestade em copo d'água, mas ela não entendia mesmo e nem iria entender minha preocupação, na verdade ninguém conseguiria entender o quanto eu tenho medo daquele cara.
As horas passavam e nada do idiota do Aiolia ligar, que droga será que eu tinha colocado novamente minha vida nas mãos daquele incopetente que nem para salvar o próprio filho servia, eu já estava pirando de tanta raiva, e pela milesima vez checava o celular na esperanço de não tê-lo ouvido tocar.
Já eram meio dia quando o telefone tocou e eu corri para atendê-lo, Mariah até se assustou com a velocidade com a qual atende o telefone, que nem meu era, claro tinha deixado tudo em casa, e com certeza o maldito do Ray estava vasculhando todos os meus contatos, para saber onde poderia estar, fiquei um pouco decepcionada ao notar que eu não conhecia o número que estava ligando, então resolvi passar para a dona do telefone que atendeu o mesmo rindo de mim.
- Alô. — Ouvi ela atendendo o telefone, e para dar mais privacidade resolvi ir para o quarto, mas alguns minutos depois ela batia na porta com o telefone em mãos e dizia que era para mim.
- Mas nem conheço o número. — Murmurei, para que a pessoa na outra linha não me ouvisse.
- Bem falou seu nome então atende. — Respondeu também sussurrando. Peguei o aparelho e pus na orelha.
- Alô.
- Shaka, até que fim consegui falar com você. — Gelei ao ouvir aquela voz.
- Co..como...você...como você sabia? — Meu Deus será que ele realmente iria ficar me perseguindo.
- Eu não sabia, mas fiquei ligando a noite toda para os números na sua agenda e por fim encontrei você. Agora seja um bom menino e venha para casa, estou te esperando. — Ele sorria, pude perceber só pelo seu tom de voz.
- Me deixa em paz, eu não vou a lugar algum.
- Não deveria dizer isso sabia, seus pai podem sofrer com isso.
- Não se atreva a tocar nele, ou eu...
- Ou eu o que? — Ele agora tinha a voz séria e grossa o que me assustou. — Preste bem atenção seu idiota, você me pertence, venha para casa agora ou eu mato seus pais, e outra coisa traga essa maldito bastardo, vou me livrar dele e assim teremos o nosso próprio filho.
- Por favor me deixa em paz, você é doente.
- Não sou doente meu anjo, eu te amo. — Ele falava agora calmo.
- Isso não é amor é doença, obsessão.
- Que seja, você tem até amanhã para aperecer aqui, ou seus pais sofrerão a consequencia das suas escolhas, tome muito cuidado e nem pense em tentar fugir, montei vigilância em todos os aeroportos da cidade, foi assim que conseguir pegar um intruso, quer falar com ele. — Riu escandalosamente.
- O que? — Fiquei sem entender.
- Shaka não venha, fuja ele está blefando seus pais estão....AAAHHH. — Ouvi Aiolia gritar do outro lado, fiquei em choque, eu já chorava nesse momento, como ele conseguiu descobrir tudo o que eu pretendia fazer, como ele conseguiu? Era por isso então que o Aiolia não tinha ligado, ele havi sido capturado, esse doente pretendia matá-lo junto com meu filho e meus pais, eu preciso fazer algo para impedir.
- Ouviu meu amor. Agora seja bonzinho e venha até aqui e não tente nenhuma besteira dessa vez. — Ele desligou o telefone sem me deixar falar nada.
Fiquei em completo estado de choque, com lágrimas caindo dos meus olhos, Mariah ao notar meu estado veio até mim perguntando o que tinha acontecido, eu nem conseguia piscar ou falar direito, então apenas balbuciei coisas incompreensiveis, ela estava assustada queria chamar um médico ou ligar para a policia, mas não deixei, nesse momento minha consciência voltou ao lugar, todos estavam em perigo por minha culpa, Aiolia, meus pais e até mesmo Pablo estavam em perigo por minha causa, eu tinha que tomar providências.
- Mariah fique com Órion, até eu ligar para você, só o entregue para Aiolia, vai ser fácil identificá-lo afinal Órion parece muito com ele, se nem eu, nem meus pais ou nem Aiolia vier buscá-lo fuja com ele deste país, eu tenho dinheiro no banco saque o quanto precisar, a minha senha é essa, meu cpf e indentidade estão também neste papel, infelizmente não posso lhe dar os cartões e nem nada do gênero porque deixei tudo em casa, mas só com o número você consegue sacar, por favor cuide bem do meu filho. — Abracei Mariah que estava realmente assustada com tudo o que eu tinha dito.
Peguei Órion no colo, e começei a chorar enquanto beijava, abraçava e cheirava meu filho, talvez fosse a ultima lembraça que eu teria dele, então queria guardar para sempre na memória aquele cheiro e tudo o mais. — Eu te amo meu anjo, sempre vou te amar e estarei contigo onde você estiver, basta pensar em mim. — Beijei-o mais uma vez e dei-lhe para minha amiga. — Obrigado por tudo, cuide bem dele e acima de tudo se cuide. — Abracei-a e sai da casa.
Peguei meu carro e sai do local, dirigia de maneira calma ou pelo menos tentava eenquanto o filme da minha vida passava por minha cabeça, tinha certeza apenas de uma coisa a partir deste momento eu não iria mais conseguir ter uma vida em paz, com certeza seria mantido como prisioneiro em casa.
Nem me dei conta que já estava em frente a minha casa, parado há um bom tempo apenas olhando o local que estava repleto de homens, olhava tudo assustada, tinha que entrar ali, mas estava com tanto medo queria poder voltar, mas saber que vidas seriam tiradas por minha causa fez com que eu tomasse coragem e saisse do carro.
Entrei pela porta da frente e dei de cara com uma cena um tanto pertubadora, Ray estava sentado em um sofá, Aiolia estava preso em uma cadeira, com uma arma apontada para sua cabeça, meus pais estavam sentados os dois no sofá parados chorando e Pablo estava caido no chão braco, envolto de uma poça de sangue, e só pelo fato dele estar imovel constatei que já deveria estar morto, me pus a chorar já na entrada e isso chamou a atenção de todos para mim.
Aiolia arregalou os olhos, mas não pode falar nada, pois estava com uma fita na boca, meus pais choravam ainda mais, falando coisas como "meu filho", "vá embora", "louco", era apenas isso que eu conseguia entender, eles estavam realmente assustados, Aiolia pelo que pude perceber ao chegar mais perto, estava com o rosto sangrando de tanto apanhar, tinha vários hematomas pelo corpo, com certeza tinha sido torturado.
Ray quando me viu sorriu contente, mas logo fechou a cara ao notar que eu estava sozinho.
- Onde está o bastardo? — Perguntou me pegando pelos cabelos e me jogando na sala. — ONDE ELE ESTÁ?
- Ray por favor, já estou aqui, só isso já basta. — Ao terminar de falar ele me deu uma bofetada irritado.
Aiolia se mexeu inquieto na cadeira o que fez Ray rir, enquanto meu pai tentou cobrir os olhos de minha mãe para que ela não visse seu unico filhos sendo apanhando de um louco.
- EU MANDEI VOCÊ TRAZÊ-LO. — Ele distribuia tapas em meu rosto e quando percebeu que eu estava sangrando, ele se acgachou em meu lado e me abraçou. — Viu o que você me fez fazer amor, eu não quero te machucar, mas você não me deixa saida quando me desobedece.
Ele levantou meu rosto e começou a me beijar, eu chorava estava realmente com medo daquele homem, não conseguia prever o que ele pretendia fazer agora e isso era um grande problema, afinal do jeito que ele era louco, podia fazer coisas imprevisiveis.
- Me diga meu anjo onde o garoto está? — Ele acariciava meu rosto.
- Deixe meus pais e Aiolia irem embora por favor.
- Você não está em condições de negociar. Agora diga onde ele está.
- Não. — Falei e cuspi em seu rosto, aquilo o deixou irritado, pois ele levantou a mão para me dar um bofetada quando Aiolia se mexeu e caiu com a cadeira fazendo um barlho horrivel, mas isso só fez o idiota rir mais ainda.
- Você quer ser o primeir Aiolia, bom já que é assim, eu queria que seu filho estivesse aqui, assim eu poderia matá-lo na sua frente e ver você sofrendo, mas já que é assim terei que acabar com você logo.
Ele foi andando para perto de Aiolia com a arma na mão, apontou bem para a cabeça dele, ele me olhou fundo nos olhos e percebi que estava sorrindo, pelo menos era o que seus olhos transmitiam, eu olhava nos olhos dele, e estava agoniado, nervoso, triste e ainda chorava.
- Ultimas palavras. — Ele agachou-se ao seu lado e tirou a fita de sua boca.
- Shaka, me perdoe e eu te amo, jamais deixaria que ele te machucasse, eu realmente te amo. — Ele terminou de falar e sorriu, esperando pela morte, fechou os olhos, mas antes Ray deu um chute em seu estômago.
- Não fale com ele seu imundo, ele me pertence. — Ele engatinhou a arma e então percebi que seria o fim de Aiolia e seria a ultima vez que eu poderia dizer algo para ele então gritei.
- EU TAMBÉM TE AMO AIOLIA, SEMPRE TE AMEI E VOU SEMPRE TE AMA. — Isso pareceu aliviá-lo, pois ele me olhou e sorriu novamente, mas Ray ficou indignado e colocou a arma na cabeça dele novamente.
- É a ultima vez que você se mete entre a gente entendeu, ele puxou o cabelo de Aiolia e sussurou em seu ouvido. — Eu comê-lo como você nunca fez, vou fazê-lo gritar que nem uma puta. — Riu.
Fechei meus olhos não queria ver Aiolia morrer, não assim, não na minha frente, não ia aguentar ver o homem que eu amo morrer assim, como um cão sarnento, depois de um tempo ouvi um disparo e lágrimas já sabiam abundante de meus olhos, meu peito doia, tinha perdido uma pesoa que era realmente importante para mim. Nesse momento ouvi um grito, minha mãe estava gritando e chorando, fiquei um pouco confuso e abri os olhos, foi quando notei que o corpo que estava sangrando era o de meu pai, corri até ele e minha mãe.
- PAI.
- Ele não po..pode morrer....você vai ser feliz meu amor...eu pro..prometo. — Ele falou em seguida fechou os olhos, vi meu pai morrer nos braços de minha mãe, não entendia o que tinha se passado, quando olhei Aiolia estava deitado ainda no mesmo lugar olhando para mim, murmurando desculpas, então olhei para Ray que tinha um expressão assustadora, e estava com a cabeça sangrando.
- Seu assassino, imundo, meu filho nunca irá te amar, você não merece ele e nem é digno do amor do mesmo. — Minha mãe foi para cima de Ray e começou a esmurrar seu peito, tentei detê-la, mas estava de nada adiantava, Ray parecia outra pessoa, seu rosto era tão sombrio que quando ele olhou minha mãe, senti meu sangue gelar e meu coração quase parar de bater. Ele levantou a arma e apontou para a cabeça dela.
- NÃO. — Gritei mas era tarde demais ele já tinha tirado abrindo um buraco na cabeça dela, minha mãe caiu no chão e eu fiquei aterrorizado olhando tudo com um tremendo medo, Aiolia tinha os olhos arregalados, eu tremia de medo.
- Bem agora onde parei. — Ray virou-se e apontou a arma para Aiolia, mas antes de atirar ouvimos, uma criança chorando e foi então que virei e vi um homem entrando com Órion nos braços que estava coberto de sangue, já imaginava e quem era, corri até meu filho e o peguei do homem, que tentou impedir, mas ao notar que o mestre nada falou entrgou a criança para mim.
- Então esse é o pequeno Órion bastardo, ele olhou o menino e depois olhou para Aiolia, é vocês parecem mesmo. — Resmungou com nojo, ia chegando perto de mim.
- Não se aproxime dele. — Aiolia falou ainda no chão, Órion então olhou para ele e logo pode perceber de quem se tratava, apesar de nunca ter visto o pai eu sempre contava sobre ele, e dizia que o mesmo era muito parecido com ele, ele arregalou os olhinhos, mas continuava olhando para Aiolia.
- Cale a boca. — Ray esbravejou. — Agora sim a festa está completa. — Ele ria de forma macabra, pegou Órionno colo à força e levou-o para junto de Aiolia. — Veja Aiolia, seu filho, e moleque conheça seu pai. — Ele mostrava um para o outro e os dois se encaravam.
- Bem vou mudar um pouco meus planos agora, acho que pretendo abusar de Shaka primeiro na sua frente Aiolia, e depois mato seu filho, quem sabe eu até o mentenha vivo e faça a mudança no corpo dele, pois pelo que parece ele não é um Pisaverde, ai eu tiro a virgindade dele, e depois o alugo para homens que queiram fuder com pirralho, e acho que vou te manter prisioneiro para ver eu comer seu precioso Shaka, e para ver também seu filhinho se tornar um prostituto, e quando eu me cansar posso matar a todos, é acho que essa será a vingança perfeita. — Ray ria de forma macabra.
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