Renascido como um Tonks

9 9 - Ultimato de Harry, e pulga atras da orelha.


Harry ficou parado por alguns segundos, os dois frascos de cristal pesando em sua mão.


Sirius Tonks não disse mais nada.


Não precisava.


Rony olhava de Harry para os frascos, pálido e sem compreender completamente o tamanho do que acabara de ouvir. Hermione estava imóvel, os dedos apertados contra o tecido da saia, como se soubesse exatamente o que estava prestes a acontecer e, ainda assim, não pudesse impedir o próprio coração de acelerar.


Harry fechou os dedos ao redor dos tubos.


Então se levantou.


— Eu preciso fazer isso agora.


Hermione abriu a boca, talvez para pedir que ele esperasse, talvez para perguntar se tinha certeza. Mas Harry olhou para Sirius antes que qualquer palavra fosse dita.


— Não se preocupe, Sirius — disse ele, a voz baixa, firme demais para parecer apenas impulso. — Eu vou fazer isso da maneira certa.


Sirius sustentou o olhar dele por um instante.


Depois assentiu.


Harry saiu da sala comunal antes que qualquer um pudesse detê-lo.


O caminho até a gárgula que guardava a entrada do escritório do diretor pareceu mais curto do que deveria. Talvez porque cada passo estivesse sendo empurrado por doze anos de mentiras. Talvez porque, pela primeira vez, Harry não sentisse que estava correndo atrás de respostas.


Ele as carregava na mão.


Quando chegou diante da gárgula, respirou fundo.


Depois de dois anos em Hogwarts, já conhecia o gosto do diretor por senhas doces. Tentou algumas.


Na oitava tentativa, a gárgula se moveu.


— Sapinhos de Chocolate.


A passagem se abriu.


Harry subiu.


POV de Alvo Dumbledore


Eu estava terminando de discutir o cronograma das patrulhas com Minerva quando a gárgula se moveu.


O som discreto da entrada se abrindo chegou até meu escritório como um aviso fora de hora. Minerva parou no meio da frase, ainda segurando uma lista com os pontos mais vulneráveis dos terrenos de Hogwarts.


Ela parecia exausta.


Eu certamente me sentia assim.


A presença dos Dementadores ao redor da escola era uma concessão que me repugnava, mas que o Ministério havia empurrado como se medo fosse sinônimo de segurança. A sombra de Sirius Black pairava sobre Hogwarts, sobre Harry e sobre memórias que eu preferia manter sob controle, se não enterradas.


— Alvo, se um desses guardas de Azkaban chegar perto de um aluno... — Minerva começou.


A porta se abriu.


Harry Potter entrou.


Por um instante, preparei-me para encontrar um menino assustado. Talvez abalado pelos Dementadores. Talvez finalmente disposto a perguntar diretamente o que os adultos vinham escondendo dele desde o verão.


Meu sorriso acolhedor começou a se formar.


E morreu antes de chegar aos lábios.


Harry não parecia assustado.


Não parecia perdido.


Ele entrou com uma calma sólida, quase dura, que eu raramente via em bruxos adultos, muito menos em um garoto de treze anos. Seus ombros estavam retos, a expressão controlada, os olhos verdes fixos em mim como se ele tivesse decidido, antes mesmo de atravessar a porta, que não sairia dali sem conseguir o que viera buscar.


— Potter? — Minerva exclamou, surpresa. — O que faz aqui a esta hora?


Harry acenou para ela com respeito, mas não respondeu de imediato.


Seus olhos continuaram nos meus.


Por hábito, por instinto e talvez por preocupação, deixei uma pressão muito leve de Legilimência passiva tocar a superfície de sua mente. Nada invasivo. Nada que eu não tivesse feito centenas de vezes ao longo dos anos para compreender medo, culpa, mentira ou desespero em alunos que não sabiam pedir ajuda.


Mas, desta vez, não encontrei nada.


Onde deveria haver o turbilhão emocional de Harry Potter, havia silêncio.


Não vazio comum.


Não confusão.


Uma barreira.


Fria. Polida. Estável.


Oclumência.


O pensamento atravessou minha mente como um relâmpago.


Harry Potter havia aprendido Oclumência.


E não apenas uma tentativa infantil de bloquear pensamentos. Aquilo tinha estrutura. Treino. Disciplina. Alguém o ensinara.


Alguém muito competente.


— Professor Dumbledore — Harry disse, sua voz estranhamente calma. — Eu trouxe algo que preciso que o senhor veja. É urgente.


Ele abriu a mão.


Dois pequenos frascos de cristal repousavam sobre sua palma. Dentro deles, fios prateados de memória brilhavam sob a luz do escritório.


Meu olhar desceu para as etiquetas.


Senti o ar mudar dentro do peito.


Sirius Black.


Pedro Pettigrew.


Por um momento, nenhum dos muitos instrumentos em meu escritório pareceu fazer ruído algum.


Harry olhou para Minerva.


— Já que a professora está aqui, acho que ela também deve ver.


Minerva se aproximou um passo, o rosto franzido entre preocupação e censura.


— Harry, o que é isso?


— Preciso que vejam primeiro — respondeu ele. — Depois podemos conversar.


A firmeza na voz dele fez Minerva endurecer.


— Harry Potter, essa não é maneira de se dirigir a seus professores.


Ergui uma mão antes que ela continuasse.


— Calma, Minerva. Creio que devemos primeiro ver o que o senhor Potter nos trouxe. Depois disso, poderemos averiguar o motivo de sua atitude.


Harry não reagiu à repreensão.


Não se defendeu.


Não se desculpou.


Apenas me entregou os frascos.


Aquilo, de algum modo, me preocupou mais.


Fui até a estante onde guardava a Penseira. Minerva me acompanhou, ainda observando Harry como se tentasse reconhecê-lo. O menino também veio, silencioso, atento.


Coloquei primeiro a memória marcada com o nome de Sirius Black.


Antes de mergulharmos nela, examinei a estrutura.


Se aquela memória fosse falsa, se alguém estivesse manipulando Harry, eu precisava saber. Memórias podiam ser alteradas, distorcidas, cortadas. Difícil, sim, mas não impossível. E Harry era o tipo de alvo que homens ambiciosos, vingativos ou desesperados poderiam usar com facilidade.


Mas a estrutura era pura.


Sem emendas grosseiras. Sem tremores de falsificação. Sem aquele gosto mágico de lembrança reconstruída.


Mergulhamos.


E o mundo mudou.


Estávamos em uma sala que reconheci de fotografias e lembranças alheias. James Potter andava de um lado para o outro, inquieto demais para ficar parado. Lílian estava próxima a ele, com Harry ainda bebê em seus braços. Sirius Black, jovem, bonito e angustiado, falava com urgência.


Ele os convencia a trocar o Guardião do Segredo.


Eu ouvi cada palavra.


Vi James hesitar.


Vi Lílian questionar.


Vi Sirius argumentar que Voldemort esperaria que ele fosse o escolhido. Que era óbvio demais. Que Pedro Pettigrew seria o esconderijo perfeito justamente por parecer fraco, irrelevante, incapaz de despertar suspeitas.


Senti um gosto amargo na boca.


A memória avançou com naturalidade.


Sem cortes.


Sem falsidade.


Pedro Pettigrew aceitou a incumbência.


Prometeu proteger o segredo.


Prometeu proteger seus amigos.


Emergimos da Penseira em silêncio.


Um silêncio tão denso que o tique-taque dos instrumentos de prata pareceu alto demais, quase ofensivo.


Minerva levou uma mão à boca. Seus olhos estavam úmidos, arregalados de horror e compreensão.


Eu apoiei uma das mãos na borda da mesa.


Doze anos.


Doze anos sustentados por uma certeza que nunca deveria ter sido tratada como certeza.


Olhei para Harry.


Ele não se moveu.


Não havia triunfo em seu rosto. Nenhuma satisfação juvenil. Nenhum “eu sabia”. Apenas aquela muralha gelada, aquela calma que parecia ter sido esculpida sobre algo muito mais doloroso.


— Alvo... — A voz de Minerva falhou. — Se isso for verdade... se Sirius Black nunca foi o Guardião...


— A memória é autêntica, Minerva — respondi.


Minha própria voz soou velha.


Voltei-me para o segundo frasco.


Pedro Pettigrew.


Minhas mãos raramente tremiam.


Naquele momento, senti o frio do cristal contra meus dedos como se ele atravessasse a pele.


— Mas isso apenas prova que Sirius foi imprudente — eu disse, mais para organizar o pensamento do que para negar o evidente. — Ainda não explica o que aconteceu naquela rua. Nem como Pedro Pettigrew morreu.


Harry falou antes que Minerva pudesse responder.


— Não se preocupe, professor. A próxima memória explicará esse “mistério”.


A palavra veio carregada de um sarcasmo controlado que fez Minerva se virar para ele como se o visse pela primeira vez.


Talvez eu também estivesse olhando assim.


Coloquei o conteúdo do segundo frasco na Penseira.


O brilho dessa memória era diferente.


Mais turvo.


Mais carregado.


Como se a ansiedade de quem a vivera tivesse deixado marcas na própria textura da lembrança.


Mergulhamos novamente.


Desta vez, não havia segurança doméstica. Não havia amigos reunidos. Não havia criança no colo.


Havia escuridão.


Frio.


Medo.


Pedro Pettigrew estava de joelhos diante de uma figura que eu conhecia bem demais, mesmo envolta em sombras.


Tom.


Voldemort.


A lembrança me obrigou a assistir.


Pedro entregou o segredo.


Não houve tortura.


Não houve coação.


Não houve resistência heróica vencida pelo horror.


Houve covardia.


Houve ambição pequena, miserável, rastejante.


Houve um homem trocando a vida de seus melhores amigos pela própria sobrevivência e por uma migalha de relevância aos pés de um monstro.


Minerva soltou um som baixo ao meu lado.


Mas a memória não terminou.


Ela saltou.


Uma rua trouxa.


Sirius Black, transtornado de dor e fúria, confrontava Pettigrew.


Eu ouvi Pedro gritar para que todos escutassem:


— Lílian e Tiago, Sirius! Como pôde?


Então, com rapidez cruel, ele cortou o próprio dedo.


Um feitiço.


Uma explosão.


O duto de gás.


Corpos.


Gritos.


E, no meio do caos, um rato cinzento desaparecendo pelos esgotos enquanto Sirius Black ficava para trás, rindo.


Não rindo de alegria.


Rindo porque alguma coisa dentro dele havia quebrado.


Emergimos.


Minerva sentou-se pesadamente em uma cadeira, como se as pernas não conseguissem mais sustentá-la. As lágrimas corriam livremente por seu rosto, e ela não tentou escondê-las.


Eu senti frio.


Um frio que nenhuma lareira poderia aquecer.


— Ele está vivo — Minerva sussurrou. — Pedro Pettigrew enganou todos nós. Ele matou aqueles trouxas. Traiu Lílian e Tiago. E nós deixamos Sirius apodrecer por um crime que ele tentou impedir.


As palavras dela ficaram suspensas entre nós.


Eu olhei para Harry.


A muralha ainda estava ali, mas algo afiado brilhava por trás dela.


Ele sabia o que queria.


Não precisava dizer.


A injustiça era tão grande que ocupava todo o escritório.


— Harry... — comecei.


Minha voz falhou.


O que se diz a um órfão quando se descobre que o único homem que poderia tê-lo criado foi lançado ao inferno por uma falha coletiva, por uma verdade ignorada, por um julgamento que nunca existiu?


Forcei-me a continuar.


— Onde você conseguiu essas memórias? Quem as extraiu? Uma memória dessa clareza, especialmente de alguém como Pettigrew... isso exige uma habilidade que poucos possuem.


Eu precisava saber.


Se Pettigrew estava vivo, e alguém extraíra aquela memória dele, então o traidor estava sob custódia.


E a pessoa que o mantinha assim havia colocado Harry Potter diante de mim com a precisão de uma lâmina apontada para minha consciência.


Harry sustentou meu olhar.


— Eu ainda não posso dizer isso, professor. Não antes de ter certeza de que o senhor fará o que é certo.


Minerva pareceu prestes a protestar.


Eu não a deixei.


— E o que seria o correto para você, Harry?


Eu precisava ouvir.


Precisava saber até onde o haviam conduzido.


Harry respirou fundo.


— Antes, preciso informar uma coisa. Tanto Sirius Black quanto Pedro Pettigrew estão em custódia da pessoa que me passou essas memórias.


Por um instante, minha mente se encheu de possibilidades.


Sirius Black vivo.


Pedro Pettigrew vivo.


Ambos em custódia.


Um bruxo ou bruxa habilidoso o bastante para capturá-los, ocultá-los, extrair memórias e treinar Harry em Oclumência.


Alguém estava se movendo pelas sombras de Hogwarts e do mundo bruxo com uma competência que eu não havia previsto.


E estava usando Harry para me alcançar.


— Harry — eu disse, com cuidado —, por favor, entenda. Fomos enganados tanto quanto você. Pettigrew enganou todos. E Sirius... Sirius se deixou prender. Nunca falou. Nunca explicou. Se ele tivesse nos contatado, ou ao menos se pronunciado—


— Professor.


A interrupção foi baixa.


Mas cortou minha justificativa como uma lâmina.


Harry não ergueu a voz.


Não precisou.


— Eu não vim aqui culpá-lo por isso. Se eu não tivesse visto, provavelmente também não teria acreditado. Estou lhe mostrando essas memórias porque sei que isso não é algo que o senhor queria que acontecesse.


A frase atingiu um lugar que eu preferiria manter protegido.


Não era acusação.


Era pior.


Era confiança condicionada.


Harry acreditava que eu ainda podia escolher corretamente.


E aquilo me prendeu com mais força do que qualquer condenação.


— O que eu quero do senhor — Harry continuou — é que, como Bruxo Chefe do Wizengamot no Reino Unido e Cacique Supremo da Confederação Internacional de Bruxos, o senhor abra um julgamento público para meu padrinho.


Ali estava.


Não um pedido de aluno.


Não um apelo emocional de órfão.


Uma cobrança institucional.


Harry não me chamara de diretor.


Não me chamara de professor em busca de conforto.


Citara meus títulos.


Bruxo Chefe.


Cacique Supremo.


Ele me lembrara das cadeiras que eu ocupava e, com elas, das responsabilidades que eu não podia deixar do lado de fora quando me era conveniente.


Quem quer que estivesse por trás dele entendia política.


Entendia culpa.


Entendia símbolos.


E entendia Harry Potter.


— Um julgamento público — repeti, sentindo o peso das palavras. — Harry, você tem noção do que isso causará? O Ministério, sob Cornélio Fudge, admitir que manteve um homem inocente em Azkaban sem julgamento por doze anos enquanto o verdadeiro assassino circulava livremente... isso abalaria a confiança no sistema até o âmago.


Harry não desviou o olhar.


— O sistema falhou com a minha família, professor. A confiança já foi quebrada. O senhor só tem a escolha de ser aquele que ajuda a restaurá-la ou aquele que ajuda a escondê-la.


Minerva fechou os olhos.


Quando os abriu, estava pálida, mas assentiu para mim.


Ela sempre fora o coração da Grifinória.


E, naquele momento, seu coração exigia justiça.


Custasse o que custasse.


Baixei os olhos para os frascos.


Depois para Harry.


Eu estava cansado. Tão cansado que senti cada ano da minha vida pesar sobre os ombros. Mas, sob o cansaço, havia uma clareza estranha.


Talvez fosse isso que Harry havia trazido com aquelas memórias.


Não apenas uma acusação.


Uma chance.


— Muito bem — eu disse por fim. — Se você me garantir que Pedro Pettigrew será entregue no momento em que o julgamento for anunciado, usarei minha autoridade para convocar o Wizengamot. Eu apresentarei pessoalmente essas memórias como evidência.


Harry não relaxou.


— Ele será entregue, professor. No momento em que o senhor garantir que o julgamento será público, que Sirius Black terá direito a um advogado e que receberá proteção total contra os Dementadores até o veredito.


Advogado.


Proteção contra Dementadores.


Julgamento público.


A mão por trás disso não queria apenas libertar Sirius Black.


Queria impedir que o Ministério corrigisse a injustiça em segredo.


Queria um precedente.


Queria que a verdade fosse impossível de enterrar novamente.


Observei Harry por um longo momento.


— Eu farei isso, Harry. Você tem a minha palavra.


Só então vi uma rachadura mínima na muralha.


Por um breve segundo, havia um menino de treze anos diante de mim novamente. Um menino que queria acreditar em adultos, mas havia aprendido a exigir garantias deles.


Harry fez uma pequena reverência.


Formal.


Antiga.


Não aprendida com os Dursley.


Então se virou para sair.


— Harry?


Ele parou perto da porta e olhou por cima do ombro.


— Quem quer que esteja ajudando você... diga a ele que sou grato por me devolver a chance de corrigir este erro. — Fiz uma pausa. — Mas diga também que Hogwarts é minha escola. E eu não gosto de ver meus alunos sendo usados como peças em um tabuleiro, mesmo quando a causa é nobre.


Harry me olhou por alguns segundos.


Então deu um meio sorriso.


Não arrogante.


Não infantil.


Apenas seguro.


— Ele não me usou, professor. Ele me deu uma voz.


A resposta ficou suspensa no ar.


Harry inclinou levemente a cabeça.


— Boa noite, diretor. Boa noite, professora McGonagall.


A porta se fechou atrás dele.


Minerva e eu ficamos sozinhos no silêncio do escritório.


Os retratos dos antigos diretores, que haviam permanecido atentos durante toda a conversa, agora sussurravam freneticamente entre si. Alguns indignados. Outros chocados. Uns poucos, pensativos.


Eu caminhei lentamente até minha cadeira, mas não me sentei.


Olhei para a Penseira.


Para os dois frascos.


Para a porta por onde Harry saíra.


O mundo bruxo mudaria quando aquilo viesse à tona.


Cornélio tentaria resistir.


O Profeta tentaria distorcer.


Famílias antigas tentariam se reposicionar.


A inocência de Sirius Black abriria perguntas que muita gente preferiria manter fechadas.


E, acima de tudo, havia agora uma nova peça no tabuleiro.


Não Harry.


Harry sempre estivera nele.


A peça nova era quem havia lhe ensinado a mover-se.


Oclumência aos treze anos.


Memórias extraídas com precisão.


Sirius Black e Pedro Pettigrew capturados.


Um plano político desenhado para me obrigar a agir sem me transformar em inimigo.


Sorri, cansado e triste.


— Sirius Tonks — murmurei, baixo demais para que Minerva ouvisse claramente.


O garoto acabara de declarar sua existência para mim sem dizer uma única palavra.


E eu, velho tolo que ainda acreditava reconhecer todos os movimentos perigosos dentro da minha escola, havia percebido tarde demais.


Fim do POV de Alvo Dumbledore


"Harry Potter e Stargate são propriedades de seus respectivos donos. Esta é uma obra de ficção feita por fã, sem fins lucrativos."

Notas finais
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