Renascido como um Tonks
10 10 - Choque e promessa cumprida!
POV da Professora Minerva McGonagall
O estalo da porta se fechando pareceu ressoar em meus ossos.
Harry Potter havia acabado de sair do gabinete do diretor, mas a presença dele continuava ali. Não a presença do menino de cabelos bagunçados que tantas vezes vi correndo pelos corredores, quebrando regras com uma mistura irritante de imprudência e nobreza.
Não.
O Harry que acabara de sair daquela sala era outro.
Um garoto de treze anos, sim. Mas com olhos frios, voz controlada e palavras afiadas como se tivessem sido escolhidas não para pedir, mas para cercar Alvo Dumbledore até que só restasse uma saída.
A saída correta.
Minhas mãos tremiam levemente sobre o colo.
Eu ainda via as memórias.
Sirius Black jovem, desesperado, convencendo James e Lily a trocar o Guardião do Segredo.
Pedro Pettigrew ajoelhado diante de Voldemort.
A rua trouxa.
A explosão.
O rato desaparecendo.
Sirius Black rindo como um homem que havia perdido a sanidade junto com tudo o que amava.
Fechei os olhos por um instante, mas as imagens não desapareceram.
— Alvo... — Minha voz saiu mais fraca do que eu pretendia. — O que foi que acabamos de presenciar?
Eu não falava apenas das memórias.
O horror da traição de Pettigrew revirava meu estômago, mas havia algo além disso me assombrando. Harry. A forma como Harry se comportara. Como ele nos olhou. Como citou os títulos de Alvo, não seus afetos. Como exigiu garantias antes de revelar qualquer coisa.
Ele não agiu como uma criança pedindo ajuda.
Ele agiu como alguém que sabia exatamente onde pressionar.
Alvo permaneceu em silêncio por alguns segundos, olhando para a porta por onde Harry saíra. Depois caminhou lentamente até a janela.
A noite sobre Hogwarts parecia calma demais para a verdade que acabara de cair dentro daquele gabinete.
— Presenciamos o fim de uma era de segredos, Minerva — disse ele por fim. — E, receio, o nascimento de um poder que não previmos.
Levantei-me de uma vez.
O choque começou a dar lugar à indignação. Era mais fácil sentir indignação. Mais seguro.
— Ele estava usando Oclumência, Alvo.
— Sim.
— Não apenas uma tentativa infantil. Aquilo era uma defesa estruturada. Alguém treinou aquele menino debaixo do nosso nariz.
Minha voz ficou mais dura.
— Quem teria a capacidade e a audácia de fazer isso?
Parei antes de terminar.
A resposta veio antes que Alvo dissesse qualquer coisa.
A mesa da Grifinória surgiu em minha mente. Harry Potter. Ronald Weasley. Hermione Granger.
E Sirius Tonks.
O filho de Andrômeda.
O garoto que sempre parecia calmo demais para a própria idade. Que observava mais do que falava. Que respondia perguntas como se já tivesse ouvido a conversa antes. Que, desde o primeiro ano, dava pequenos passos que pareciam inocentes isoladamente, mas que, agora, começavam a formar um desenho muito maior.
Senti um arrepio subir por minha nuca.
— Você acha que foi o filho de Andrômeda? — perguntei, quase em um sussurro. — O jovem Sirius?
Alvo não respondeu de imediato.
Isso, por si só, foi resposta suficiente.
— Ele tem apenas treze anos, Alvo — insisti. — Como ele saberia onde encontrar Pettigrew? Como saberia da inocência de Black quando nem nós sabíamos? Como teria acesso a memórias, esconderijos, Oclumência, tudo isso?
Alvo virou-se para mim.
O brilho em seus olhos não era curiosidade.
Era inquietação.
Profunda.
— Minerva, você e eu sabemos que há habilidades que não podem ser ensinadas em livros.
Meu coração pesou.
— Alvo...
— Venho observando o jovem Tonks há algum tempo — continuou ele. — A maneira como se antecipa a acontecimentos. Como parece estar sempre no lugar certo, no momento certo. Como suas intervenções raramente são grandes o bastante para chamar atenção de imediato, mas sempre impedem que certas tragédias avancem.
Lembrei-me do trasgo.
Da Câmara.
Dos pequenos avisos.
Do modo como Harry parecia confiar nele com uma intensidade incomum.
— Você acredita que ele seja apenas talentoso? — perguntei.
Alvo acariciou a barba prateada, pensativo.
— Não. Talento explica magia avançada. Disciplina explica Oclumência. Inteligência explica parte da estratégia. Mas nada disso explica, sozinho, o conhecimento de uma mentira enterrada por doze anos.
Ele fez uma pausa.
— Acredito que ele possua o Dom, Minerva.
Fiquei imóvel.
— Premonição?
— Sim.
A palavra pareceu tornar o escritório menor.
— Suspeito que Sirius Tonks seja premonitivo — Alvo disse em voz baixa. — Talvez não como Sibila, com visões fragmentadas e simbólicas. Talvez algo mais claro. Mais direcionado. Apenas uma visão consistente do futuro explicaria como ele pôde desvendar uma mentira protegida pelo tempo, pelo Ministério e pela própria culpa dos envolvidos.
— Mas ele não está apenas prevendo — murmurei.
Alvo assentiu.
— Exatamente.
O horror daquela possibilidade se abriu diante de mim.
Um vidente de linhagem Black e Tonks. Um menino de treze anos capaz de ver desastres antes que acontecessem. E, pior, capaz de agir sobre eles com frieza suficiente para alterar o curso dos eventos.
— Se isso for verdade — eu disse, sentindo o peso de cada palavra —, ele talvez seja o bruxo mais perigoso que pisou nesta escola em décadas.
Alvo não me repreendeu.
Não suavizou minha conclusão.
— Sim.
Aquilo me assustou mais do que uma negação.
— Ele não está apenas vendo o futuro, Alvo. Está moldando o futuro.
— E hoje decidiu que o futuro deveria mudar.
Olhei para a Penseira.
As memórias ainda pareciam ecoar na superfície prateada.
— Ele nos deu essas memórias porque sabia que Harry seria a única pessoa capaz de obrigá-lo a agir.
— Sim.
— E Harry sabia disso?
Alvo demorou a responder.
— Harry compreendeu o suficiente.
Senti uma dor aguda no peito.
Harry Potter deveria estar preocupado com aulas, quadribol, deveres de casa. Não deveria entrar no gabinete do diretor carregando provas de uma conspiração que destruiu sua família e exigindo um julgamento público como se fosse um advogado adulto.
— Isso é cruel com ele — eu disse.
— É.
— E necessário?
Alvo fechou os olhos brevemente.
— Receio que também.
O silêncio que se seguiu foi pesado.
Quando finalmente deixei o gabinete, meus passos pelos corredores pareceram distantes, quase irreais. Hogwarts dormia ao meu redor, mas eu sabia que a escola havia mudado. Talvez não em suas pedras. Talvez não nas velas, nos retratos, nas salas de aula.
Mas havia mudado.
Olhei na direção da Torre da Grifinória.
Lá, em algum lugar, estava Sirius Tonks.
Um menino que talvez visse o amanhã.
Um menino que decidira que o amanhã não pertenceria mais aos erros do passado.
E isso, de alguma forma, me assustava mais do que qualquer Comensal da Morte.
Fim do POV da Professora Minerva McGonagall
Na Sala Comunal da Grifinória
Harry atravessou o retrato da Mulher Gorda com um peso a menos nos ombros.
A sala comunal ainda estava iluminada pelo fogo da lareira. As chamas projetavam sombras longas sobre as paredes vermelhas e douradas, mas ninguém parecia relaxado o bastante para aproveitar o calor.
Rony estava de pé antes mesmo que Harry desse três passos para dentro.
— E aí? Como foi? — disparou, quase derrubando um tabuleiro de xadrez bruxo no processo. — O diretor acreditou? Ele vai prender aquele desgraçado do Pettigrew?
Hermione estava sentada em uma poltrona, os dedos entrelaçados com tanta força que as juntas estavam brancas. Sirius Tonks permanecia recostado em um canto, meio na sombra, observando a entrada com uma calma que contrastava violentamente com a ansiedade dos outros.
Harry olhou para ele primeiro.
Sirius apenas assentiu.
Então Harry respirou fundo e se sentou.
— Ele acreditou.
Hermione soltou o ar como se estivesse prendendo a respiração desde que Harry saíra.
— Ele viu as memórias? — ela perguntou.
— Viu. A professora McGonagall também estava lá.
Sirius ergueu levemente as sobrancelhas, mas não pareceu surpreso.
— Melhor assim — disse. — Uma segunda testemunha respeitável dificulta qualquer recuo.
Rony franziu a testa.
— Isso é bom?
— Muito.
Harry continuou:
— Eles ficaram chocados. McGonagall chorou. Dumbledore... — Ele hesitou. — Acho que Dumbledore ficou velho por alguns minutos.
Hermione abaixou os olhos.
Harry olhou para os três.
— Ele deu a palavra. Vai haver um julgamento público para Sirius Black.
Rony soltou um grito abafado de comemoração.
— Finalmente! Quero ver a cara do Malfoy quando descobrir que o “criminoso mais perigoso do mundo” era inocente e que o Ministério prendeu o cara errado!
Ele deu um soco no ar.
Depois parou.
— Mas e o Pettigrew? Dumbledore disse onde ele está?
Harry balançou a cabeça.
— Ele sabe que Pettigrew está vivo, seguro e sob custódia de quem me entregou as memórias. Não gostou do mistério, mas aceitou os termos. No momento em que o julgamento for anunciado, Pettigrew será entregue.
— O rato — Rony resmungou, fazendo uma careta de nojo. — Que apelido apropriado para um traidor. Espero que ele apodreça em Azkaban pelo dobro do tempo que Black ficou.
Hermione desviou o olhar para a lareira.
As mãos dela tremeram levemente.
Rony não percebeu.
Harry também não.
Sirius percebeu.
O segredo de que “o rato” estivera até pouco tempo antes dormindo na cama de Rony, comendo restos na mão dele e sendo tratado como animal de estimação, pairou entre Sirius e Hermione como uma lâmina invisível.
Rony continuou, sem saber:
— Imagina, Harry. Um animago vivendo escondido por doze anos. Que tipo de pessoa faz isso?
Sirius respondeu antes que Hermione precisasse suportar o silêncio.
— O tipo de pessoa que não tem nada a perder além da própria pele.
A voz dele era suave, mas havia nela um peso que fez Rony se calar.
Sirius se afastou da parede e deu um passo em direção à luz da lareira.
— Mas o importante é que a peça principal se moveu. Dumbledore não pode mais voltar atrás. Agora veremos qual será a atitude dele em relação a mim.
Rony piscou.
— Em relação a você? Mas... o diretor nem sabe que foi você, sabe? Harry não contou, não é?
Harry olhou para Sirius.
Lembrou-se do brilho nos olhos de Dumbledore, da pergunta sobre quem extraíra as memórias, da forma como ele parecera tentar enxergar através da Oclumência.
— Ele não precisa que eu conte — disse Harry, baixo. — Ele já sabe.
Hermione abraçou os próprios braços, sentindo um calafrio.
Na sombra da sala comunal, Sirius parecia muito menos um aluno do terceiro ano e muito mais alguém que havia acabado de declarar guerra sem levantar a voz.
— Ele pode te expulsar? — perguntou Hermione.
A preocupação veio rápida demais, sincera demais.
Sirius olhou para ela.
— Não.
— Expulsão é o menor dos problemas! — Rony exclamou, agora claramente assustado. — Ele pode chamar aurores! Pode acusar você de... de obstrução da justiça ou alguma coisa assim!
Harry e Hermione olharam para Sirius ao mesmo tempo.
Por um instante, o pânico ameaçou ocupar a sala.
Sirius permaneceu calmo.
A calma dele funcionou como uma âncora.
— Ele não fará nada disso.
— Como você sabe? — Hermione perguntou.
— Primeiro, porque não pode provar legalmente que fui eu. Segundo, porque eu não mantive um inocente em Azkaban por doze anos. Eu entreguei a Harry as provas necessárias para corrigir isso. Atacar a pessoa que levou a verdade ao Menino que Sobreviveu seria politicamente desastroso.
Rony abriu a boca.
Fechou.
Sirius continuou:
— E mais importante: Dumbledore não quer que Harry o veja como inimigo.
Harry ficou imóvel.
A frase acertou fundo.
— No momento — Sirius disse —, o diretor precisa salvar o máximo possível da confiança nas instituições. Se ele atacar quem entregou a verdade, parecerá que está tentando esconder o erro. Dumbledore é um homem bom, mas também é um político. Ele sabe que, neste tabuleiro, eu sou uma das poucas pessoas capazes de entregar Pettigrew de forma que ele saia como o homem que corrigiu a injustiça, não como o homem que tentou abafá-la.
Rony soltou um suspiro longo.
— Caramba, Sirius. Às vezes eu esqueço que você pensa nessas coisas. Eu só estava pensando nas masmorras.
— Por isso você não deve liderar revoluções jurídicas antes do jantar — Sirius respondeu.
Harry quase riu.
Hermione, porém, ainda observava Sirius com atenção.
Ela entendia o que Rony não entendia completamente. A segurança de Sirius não vinha da ausência de risco. Vinha de um equilíbrio de poder. De uma rede de consequências que ele havia tecido antes mesmo de Harry subir ao gabinete do diretor.
— Então... — ela começou, a voz mais firme. — Agora nós apenas esperamos?
Sirius sorriu de canto.
Aquele sorriso que indicava que as peças ainda estavam se movendo.
— Agora nós voltamos a ser estudantes.
Rony encarou-o como se a frase fosse absurda.
— Depois disso?
— Especialmente depois disso. Harry tem treino de quadribol amanhã. Você tem um ensaio de Poções atrasado. Hermione precisa dormir pelo menos algumas horas antes de tentar abraçar todas as matérias de Hogwarts ao mesmo tempo. E eu vou ler um pouco.
— Ler — Rony repetiu.
— Sim.
— Você acabou de derrubar uma mentira de doze anos e vai ler.
— As próximas semanas serão muito barulhentas lá fora. Alguém precisa aproveitar o silêncio enquanto ele ainda existe.
E, como Sirius previra, o silêncio não durou.
No fim da primeira semana, o Profeta Diário chegou ao Grande Salão como uma explosão impressa.
ERRO HISTÓRICO OU TRAMA DAS TREVAS?
DUMBLEDORE EXIGE JULGAMENTO PARA SIRIUS BLACK
Naquela manhã, o som dominante não era o tilintar de talheres, mas o farfalhar frenético de centenas de jornais sendo abertos ao mesmo tempo. Corujas mal haviam terminado de soltar os exemplares quando o burburinho se transformou em um rugido de vozes assustadas, excitadas e incrédulas.
Harry sentiu os olhares do castelo cravados nele como agulhas.
Alguns alunos cochichavam apontando para sua cicatriz. Outros olhavam para a mesa dos professores. Os sonserinos estavam estranhamente agitados. Os grifinórios pareciam divididos entre choque e indignação tardia.
Rony gesticulava com um pedaço de torrada na mão.
— Eu sabia! Quer dizer, eu não sabia, mas sabia que o Ministério era idiota o suficiente para prender o cara errado!
— Rony, isso não faz sentido — Hermione disse, relendo a matéria pela terceira vez em busca de detalhes legais.
— Faz emocionalmente.
Sirius Tonks não comemorava.
Não sorria.
Apenas dobrou o jornal com precisão cirúrgica e levou a xícara de chá aos lábios.
Na mesa principal, Dumbledore parecia imperturbável para quem não o conhecesse bem. Mas havia rigor demais em sua postura. Ele não comia. Seus olhos azuis percorriam o salão até encontrarem, quase inevitavelmente, a mesa da Grifinória.
O olhar dele cruzou com o de Sirius Tonks.
Foi rápido.
Silencioso.
Um reconhecimento.
O primeiro dominó havia caído.
Dois dias depois, o Ministério anunciou oficialmente que haveria um julgamento público, no qual novas provas seriam apresentadas e os envolvidos ouvidos. A data, porém, seria divulgada futuramente.
A palavra “futuramente” incendiou os corredores.
Ninguém falava de outra coisa.
Snape parecia mais sombrio do que nunca. Suas vestes esvoaçavam pelos corredores como asas de morcego enquanto distribuía detenções por qualquer sussurro mais audível sobre “o caso Black”. Fred e Jorge começaram a apostar quantos dias levaria até Fudge fingir que a ideia do julgamento sempre fora dele. Percy escreveu uma carta longa para o pai, provavelmente em tom burocrático demais para uma crise histórica.
Enquanto caminhavam para Defesa Contra as Artes das Trevas, Harry se aproximou de Sirius.
— Eles estão adiando.
— Estão com medo — Sirius respondeu, sem olhar ao redor. — O Ministério tem as memórias, mas não tem Pettigrew. Eles têm a história, mas não têm o corpo do crime.
Hermione baixou a voz.
— Tecnicamente, ele não é o corpo do crime.
— Tecnicamente, eu sei. Dramaticamente, funciona.
Rony fez uma careta.
— Ainda acho assustador quando você fala assim.
Harry ignorou o comentário.
— E quando você vai entregar Pettigrew?
Sirius deu um sorriso de canto.
Aquele que Harry já aprendera a associar a perigo iminente para os inimigos do amigo.
— No momento em que o “futuramente” do Ministério virar um prazo de quarenta e oito horas.
— Como você vai forçar isso?
— Pressão.
— Que tipo de pressão?
Sirius parou diante da porta da sala de Defesa.
— A conversa certa com a pessoa certa.
Harry o encarou.
Sirius olhou para o corredor, depois para a direção das escadas que levavam aos andares superiores.
— E acho que o diretor já esperou o suficiente para ter nossa conversa particular.
Naquele mesmo dia, depois das aulas, Sirius Tonks caminhou até o escritório da professora McGonagall.
Bateu à porta.
— Entre — veio a voz firme de dentro.
Sirius entrou.
Minerva McGonagall ergueu os olhos de uma pilha de pergaminhos. Por um instante, ao vê-lo, sua expressão mudou quase imperceptivelmente.
Não era medo.
Mas também não era apenas curiosidade.
Era o olhar de alguém que vira um tabuleiro inteiro se mover e agora encarava a peça que talvez tivesse iniciado tudo.
— Senhor Tonks — disse ela. — Em que posso ajudá-lo?
Sirius fechou a porta atrás de si.
— Professora, eu gostaria de solicitar uma reunião com o diretor Dumbledore.
Minerva deixou a pena sobre a mesa.
— Sobre o caso Black, suponho.
Sirius sustentou o olhar dela.
— Entre outras coisas.
A professora o observou por alguns segundos.
O silêncio entre os dois parecia carregado com tudo que ainda não havia sido dito.
Por fim, Minerva se levantou.
— Muito bem, senhor Tonks. Vamos ver se o professor Dumbledore está disponível.
Sirius assentiu, educado.
— Obrigado, professora.
Enquanto ela passava por ele em direção à porta, Minerva teve a estranha sensação de que não estava conduzindo um aluno ao gabinete do diretor.
Estava escoltando o futuro até uma conversa que o passado já não tinha como evitar.
"Harry Potter e Stargate são propriedades de seus respectivos donos. Esta é uma obra de ficção feita por fã, sem fins lucrativos."
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