Renascido como um Tonks

8 8 - Treino motivacional e memorias para entrega!


Dora fez uma careta exagerada ao ouvir o próprio nome completo.


— Argh, Hermione! Eu já pedi mil vezes para não me chamar de Ninfadora. É Tonks. Ou Dora, se quiser ser carinhosa.


Hermione ficou um pouco sem graça.


— Desculpe.


— Está perdoada — Dora respondeu, e o sorriso voltou ao rosto dela, agora com um brilho mais interessado. — Mas então... “expandir o tempo”, é? Caramba, Sirius. Você anda ensinando truques de alto nível para ela.


Sirius apenas ergueu uma sobrancelha, como se aquela fosse uma interpretação muito conveniente e muito perigosa da situação.


Dora ignorou o irmão e voltou a atenção para Hermione. Seu olhar tinha menos brincadeira agora. Havia respeito ali.


— Entendi o recado. Você é bem mais perigosa do que parece, Hermione Granger. Gostei de ver.


Hermione não soube se deveria agradecer, negar ou ficar preocupada por uma auror em treinamento achar aquilo um elogio.


Antes que ela escolhesse uma resposta, Sirius apontou para Pedro Pettigrew, inconsciente no chão da cela.


— Irmã, leve este traidor para a segunda casa trouxa. Aquela que alugamos antes das aulas começarem. Mantenha as algemas nele o tempo todo. Não quero correr o risco de o “Perebas” encontrar um buraco na parede e sumir de novo.


A expressão de Dora mudou.


A irmã provocadora desapareceu, dando lugar à auror em missão.


— Pode deixar, maninho. Ele não vai a lugar nenhum.


Ela olhou para Pettigrew com desprezo, depois voltou-se para Sirius.


— E você? Vai falar com Harry agora para ele começar a pressionar nosso indeciso diretor?


Hermione olhou de Dora para Sirius.


Ninfadora — Dora, corrigiu-se mentalmente — já parecia saber de tudo. Não apenas sobre Pettigrew, mas sobre os Potter, Sirius Black e o plano envolvendo Dumbledore. Havia uma familiaridade amarga na forma como ela falou do diretor. Não ódio exatamente, mas frustração.


Sirius negou com a cabeça.


— Não ainda. Harry precisa de mais uma ou duas semanas de treino em Oclumência.


— Duas semanas? — Dora perguntou.


— Talvez menos, se ele continuar evoluindo. Mas, se ele for ao diretor agora, Dumbledore pode perceber facilmente que existe uma estrutura por trás dele. E se perceber que eu, você ou Hermione estamos envolvidos antes da hora, ele vai tentar assumir o controle do caso.


Hermione apertou os braços contra o corpo.


— Você realmente acha que ele faria isso?


Sirius olhou para ela.


— Sim.


Dora suspirou, passando a mão pelos cabelos, que assumiram um tom castanho escuro por alguns segundos antes de voltar ao rosa.


— Eu fiquei furiosa quando ele me explicou — ela disse a Hermione. — De verdade. Queria marchar até o gabinete de Dumbledore e perguntar como ele deixou isso acontecer.


— E eu te disse que isso não resolveria nada — Sirius completou.


— Eu sei. — Dora fez uma careta. — O problema é que você estava certo.


Hermione olhou para Sirius.


Ele não parecia satisfeito por estar certo.


— Dumbledore não é um homem mau — Sirius disse. — Mas ele é um político cansado, Hermione. Um homem tentando lutar em tribunais, na escola, na opinião pública e contra sombras do passado ao mesmo tempo. Às vezes ele age tarde demais. Às vezes se arrepende tarde demais. E, quando tenta corrigir uma falha, geralmente tenta fazer isso controlando todas as peças do tabuleiro.


— E você não quer ser uma peça dele — Hermione disse baixo.


— Não nesse caso.


Sirius se aproximou de Pettigrew.


O homem continuava inconsciente, caído de lado, com o rosto mole pressionado contra o chão sujo. Era difícil acreditar que aquele ser patético havia destruído tantas vidas.


Sirius retirou um pequeno frasco de cristal de dentro da túnica.


Hermione observou sem entender.


Ele não usou a varinha.


Apenas se ajoelhou, encostou a ponta do dedo indicador na têmpora de Pettigrew e fechou os olhos por um instante.


A concentração no rosto dele era quase cirúrgica.


Então um fio prateado surgiu.


Fino, brilhante, líquido e etéreo, como se a própria lembrança estivesse sendo puxada para fora do crânio do homem.


Hermione prendeu a respiração.


Ela já havia lido sobre Penseiras e memórias extraídas. Sabia que bruxos muito hábeis podiam fazer aquilo. Mas saber em teoria e ver um garoto de treze anos arrancando uma memória da mente de um traidor inconsciente eram coisas completamente diferentes.


Sirius depositou o fio prateado dentro do frasco com cuidado absoluto, lacrou o vidro e o guardou.


— Quando Harry estiver pronto para entregar as duas memórias que temos a Dumbledore sem colocar em risco quem as entregou a ele, começamos a próxima fase.


— Duas memórias? — Hermione perguntou.


— Uma de Sirius Black. Uma de Pedro Pettigrew.


Dora ficou séria.


— Elas bastam?


— Bastam para obrigar Dumbledore a procurar mais. E, quando ele procurar, encontrará o resto.


Hermione ficou em silêncio.


O modo como Sirius falou aquilo a fez sentir um calafrio.


Não era crueldade. Não exatamente. Era eficiência. Uma eficiência tão limpa, tão calculada, que parecia deslocada no corpo de um menino do terceiro ano. Ele havia encontrado Sirius Black, capturado Pettigrew, preparado esconderijos, previsto a reação do Ministério, manipulado o tempo de ação de Dumbledore e agora extraía memórias como se estivesse organizando livros por ordem alfabética.


Uma lembrança saltou em sua mente.


Um domingo qualquer, anos antes, quando seu pai insistira para que assistissem a um filme de James Bond.


Na época, Hermione achara tudo exagerado. O espião impecável, os planos impossíveis, a frieza elegante diante do perigo.


Agora, olhando para Sirius Tonks, a comparação parecia menos absurda.


Um 007 mágico.


A ideia a fascinou.


E a aterrorizou.


Porque era reconfortante ter alguém tão capaz ao seu lado.


Mas também era assustador pensar no que alguém tão capaz poderia fazer quando decidisse que o objetivo justificava sujar as mãos.


Sirius percebeu o olhar dela.


Claro que percebeu.


Hermione viu isso nos olhos dele. Um reconhecimento calmo, sem surpresa. Como se ele já tivesse recebido aquele mesmo olhar de outras pessoas. Dos pais. De Dora. Talvez até de Harry, em algum momento.


Por um segundo, ela teve a sensação desconfortável de que Sirius sabia exatamente o que ela estava pensando.


Não por Legilimência.


Por experiência.


Ele sabia que, naquele momento, ela não enxergava apenas o amigo que dividia livros na biblioteca ou corrigia sua postura em duelos. Ela via alguém mais velho por dentro. Mais frio. Mais disposto a fazer o necessário.


Sirius não tentou se defender.


Isso talvez fosse o mais inquietante.


Ele apenas sustentou o olhar dela como se dissesse: sim, eu sou capaz disso; não, isso não muda por quem estou fazendo.


Dora observou a interação em silêncio.


Por uma vez, não fez piada.


Ela conhecia aquele olhar no rosto de Hermione. Já o vira no espelho, anos antes, quando percebeu que o irmãozinho não era apenas inteligente demais. Era alguém amadurecido à força por visões, segredos e responsabilidades que nenhuma criança deveria carregar.


Dora caminhou até Pettigrew e agarrou o homem inconsciente pelo ombro.


Antes de aparatar, olhou diretamente para Hermione.


Dessa vez, sua voz saiu gentil.


— Meu irmãozinho pode parecer assustador às vezes, Mione. Mas nunca esqueça uma coisa: ele só é assustador para quem quer fazer mal aos outros.


Hermione engoliu seco.


Com um estalo seco, Dora desapareceu, levando Pedro Pettigrew consigo.


O quarto ficou subitamente quieto.


Restaram apenas o cheiro de mofo da Casa dos Gritos, marcas no chão da cela e o eco da frase de Dora.


Sirius soltou um suspiro longo, profundo, como se tivesse segurado o ar por semanas.


— Ufa. Eu já estava cansado de calcular cada detalhe e garantir que o plano não desmoronasse.


Hermione olhou para ele.


A frieza clínica havia desaparecido do rosto de Sirius.


No lugar dela, havia um garoto cansado.


Um garoto de treze anos, com olheiras discretas, ombros tensos e um sorriso pequeno, genuíno, quase tímido.


A mudança fez a tensão nos ombros de Hermione ceder.


— A parte mais arriscada do plano para inocentar Sirius Black e prender Pedro Pettigrew acabou agora — ele disse, guardando as mãos nos bolsos. — Se tudo der certo, em alguns meses Harry terá um padrinho. Um lar de verdade.


Hermione observou Sirius por um momento.


O “James Bond mágico” havia ido embora.


Ficara apenas o amigo que se preocupava com Harry acima de tudo.


— Você arriscou muita coisa hoje, Sirius — ela disse baixo.


— Eu sei.


— Mas... acho que entendo por que fez isso.


O sorriso dele suavizou.


— Vamos voltar? Se chegarmos a tempo do jantar, ninguém vai suspeitar que acabamos de capturar um morto e mudar o curso da história britânica.


Hermione soltou uma risada curta, apesar de si mesma.


— Isso não teve graça.


— Teve um pouco.


— Muito pouco.


— Aceito.


Eles deixaram a Casa dos Gritos pelo túnel e voltaram ao castelo antes que Harry e Rony retornassem do treino de quadribol.


Na sala comunal, Sirius e Hermione se posicionaram de forma perfeitamente inocente: livros abertos, pergaminhos espalhados e expressões de quem havia passado a tarde estudando.


Hermione, para sua própria surpresa, conseguiu até ler duas linhas antes de perceber que não havia entendido nenhuma palavra.


A porta da sala comunal se abriu pouco depois.


Rony entrou primeiro, encharcado, indignado e dramaticamente ofendido pela existência do clima escocês.


— Vocês não acreditam! — exclamou, jogando-se em uma poltrona perto da lareira. — O Wood está maluco. Maluco! O time ficou duas horas voando debaixo de chuva porque ele acha que o Malfoy tem vassouras mais rápidas. Vocês tiveram a melhor ideia ficando aqui mofando com livros no seco.


Harry entrou logo atrás, igualmente molhado, mas com um sorriso cansado.


Sirius trocou um olhar rápido com Hermione.


Um olhar pequeno.


Rápido demais para Rony notar.


Cheio de segredos o bastante para preencher a biblioteca inteira.


Então fechou o livro de Transfiguração.


— É, Rony... realmente, deve ter sido um treino inesquecível. Mas não se preocupe. Acho que as próximas semanas serão ainda mais interessantes do que manobras de voo.


Hermione percebeu a ironia.


Harry também percebeu que havia algo escondido na frase.


Ele olhou para Sirius. Depois para Hermione. Notou que ela estava pálida demais para alguém que apenas estudara, e que Sirius tinha um brilho silencioso de satisfação nos olhos.


Por um instante, Harry pareceu prestes a perguntar.


Mas não perguntou.


Confiava em Sirius.


E, depois das últimas semanas, começava a entender que alguns silêncios eram partes de planos maiores.


As semanas seguintes se arrastaram entre aulas, pergaminhos, poções e a chuva constante batendo nas janelas do castelo.


Para a maior parte dos alunos, Hogwarts retomava seu ritmo comum.


Para Harry, Rony, Hermione e Sirius, o verdadeiro trabalho começava quando o sol se punha.


As sessões de Oclumência aconteciam em uma sala vazia que Sirius transformara em uma espécie de escritório improvisado. Carteiras afastadas. Cortinas fechadas. Feitiços abafadores nas portas. Às vezes, uma vela acesa no centro da mesa para exercícios de foco.


Sirius não tinha piedade.


Não crueldade.


Piedade.


A diferença era importante.


Ele invadia as defesas mentais dos amigos com precisão controlada, forçando-os a reconhecer pensamentos soltos, emoções expostas e lembranças que surgiam rápido demais. Rony reclamava sempre. Hermione tentava transformar tudo em teoria e se irritava quando isso não bastava. Harry era quem mais sofria.


E quem mais evoluía.


Havia uma urgência nele. Uma vontade de estar pronto mesmo sem saber todos os detalhes. Sirius havia dito que a verdade sobre Black e Pettigrew dependia de sua capacidade de controlar a mente, e Harry se agarrou a isso como uma missão.


— De novo, Harry — Sirius dizia, a voz firme, os olhos atentos demais para um garoto de treze anos. — Se Dumbledore olhar para você hoje, ele vai ver que você está escondendo alguma coisa antes mesmo de você abrir a boca. Limpe a mente. Não lute com a emoção. Observe. Afaste. Vazio.


Harry cerrava os dentes.


Tentava.


Falhava.


Tentava outra vez.


Hermione assistia com o coração apertado.


Ela sabia o que Harry ainda não sabia. Sabia que Pedro Pettigrew estava preso. Sabia que Sirius Black aguardava escondido. Sabia que cada exercício aproximava Harry do momento em que receberia uma verdade capaz de partir seu mundo ao meio antes de reconstruí-lo.


Por isso, quando Sirius era duro, ela não reclamava.


Não porque gostasse.


Mas porque entendia.


Se Harry falhasse diante de Dumbledore, o diretor assumiria o controle cedo demais. Se falhasse diante de Snape, o segredo poderia vazar por outro caminho. Se falhasse diante de si mesmo, talvez corresse atrás de vingança antes que justiça pudesse ser feita.


Três dias antes do que Sirius havia previsto, Harry conseguiu.


Não foi perfeito.


Mas foi suficiente.


Sirius o atacou com Legilimência superficial e encontrou apenas uma sala vazia. Não um bloqueio agressivo. Não uma muralha desesperada. Apenas silêncio, distância e uma lembrança neutra de chuva escorrendo por uma janela.


Quando o contato se rompeu, Sirius ficou parado por um segundo.


Então sorriu.


— Muito bem.


Harry respirava pesado.


— Eu consegui?


— Conseguiu.


Rony soltou um assobio.


Hermione sorriu, aliviada e nervosa ao mesmo tempo.


Sirius colocou a mão dentro da túnica e retirou dois tubos de cristal.


Ambos continham fios prateados de memória.


Um tinha uma etiqueta escrita Sirius Black.


O outro, Pedro Pettigrew.


Harry olhou para os frascos, e a expressão em seu rosto mudou.


— O que é isso?


Sirius se aproximou e colocou os dois tubos nas mãos dele.


— As provas que você vai entregar ao professor Dumbledore.


Harry ficou imóvel.


— Provas?


— A memória de Sirius Black mostra que ele passou a função de Guardião do Segredo para Pedro Pettigrew antes da morte dos seus pais. A memória de Pettigrew mostra ele entregando a localização dos Potter para Voldemort.


O silêncio caiu na sala.


Rony empalideceu.


Hermione fechou os olhos por um instante.


Harry olhou para os frascos como se eles fossem perigosos demais para segurar.


— Pettigrew... traiu meus pais?


Sirius sustentou o olhar dele.


— Sim.


Harry respirou fundo.


A raiva veio.


Hermione viu.


Sirius também.


Mas, dessa vez, Harry não explodiu.


Os dedos apertaram os tubos de cristal, mas a respiração dele continuou controlada. O rosto ficou pálido, os olhos úmidos, a mandíbula travada.


Mas a mente não transbordou.


Sirius pareceu notar exatamente isso.


— Você escolhe quando vai entregar isso ao professor — ele disse, a voz firme e baixa. — O sucesso agora depende da sua capacidade de convencer Dumbledore de que ele deve te ajudar.


Harry ergueu os olhos.


Sirius continuou:


— Entenda, Harry. Eu não estou falando por falar. Pense no sacrifício dos seus pais pela Ordem da Fênix. O diretor não teve culpa pela traição. Pedro teve. Mas Dumbledore carrega o peso de acreditar que sua própria displicência permitiu que isso acontecesse.


Harry ficou imóvel.


— Ele é um homem assombrado pelos próprios fantasmas — Sirius disse. — Quando você entrar naquela sala, não estará apenas entregando memórias. Estará oferecendo a ele a única coisa que ele deseja há doze anos: a chance de corrigir um erro terrível.


Harry apertou os frascos na mão.


Já não parecia o menino que havia perdido o controle com tia Guida.


Parecia um jovem bruxo prestes a entrar em uma batalha de vontades.


POV de Harry Potter


Sinto o peso dos frascos de cristal na minha mão.


Mas o peso das palavras de Sirius Tonks é ainda maior.


Por um momento, a sala parece sumir. Rony, Hermione, as carteiras afastadas, a vela acesa sobre a mesa... tudo fica distante. Só resta Sirius diante de mim, olhando como se soubesse exatamente o tamanho da porta que está me pedindo para abrir.


Assombrado por fantasmas.


Eu nunca tinha pensado em Dumbledore desse jeito.


Para mim, o diretor sempre foi uma figura quase impossível de abalar. O homem que todos respeitavam. O bruxo que Você-Sabe-Quem temia. Alguém que parecia saber mais do que qualquer outra pessoa na sala, mesmo quando não dizia nada.


Mas Sirius está me mostrando outra coisa.


Não um herói perfeito.


Um homem velho.


Um homem poderoso.


Um homem que carrega mortos demais nas costas.


Ele sente culpa, percebo.


Pela minha mãe.


Pelo meu pai.


Talvez por mim.


Olho para os fios prateados dentro dos frascos e sinto uma onda fria atravessar meu corpo. Não é medo. Não exatamente.


É propósito.


Sirius não está me dando apenas provas. Está me dando uma chave.


Uma forma de abrir a consciência do homem mais poderoso que conheço e obrigá-lo a olhar para algo que ficou enterrado por doze anos.


Hermione talvez chamasse isso de manipulação.


Talvez fosse.


Mas eu não me sinto como o mesmo garoto que explodiu tia Guida por acidente. Não agora.


Lembro-me da voz dela falando dos meus pais.


Lembro-me do frio dos Dementadores no trem.


Lembro-me de todas as vezes em que ouvi adultos dizendo meias verdades, desviando os olhos, decidindo por mim o que eu podia ou não saber.


Tudo isso nasceu de uma mentira.


Uma mentira que durou doze anos.


Dumbledore pode ser um bom homem. Talvez Sirius esteja certo sobre isso. Mas um bom homem ainda pode errar. Um bom homem ainda pode deixar um inocente apodrecer em Azkaban enquanto o verdadeiro traidor foge.


Aperto os dedos ao redor do cristal.


Se Dumbledore precisa de uma chance para corrigir o passado, eu vou entregar essa chance a ele.


Não como um pedido.


Como uma cobrança.


— Eu entendo — digo.


Minha voz soa mais baixa do que eu esperava. Mais firme.


Olho para Sirius.


— Eu não vou pedir um favor. Eu vou dar a ele a oportunidade de finalmente dormir em paz.


Sirius não sorri.


Mas seus olhos dizem que eu compreendi.


Por um instante, me pergunto como alguém da minha idade consegue saber tanto sobre o coração humano.


Depois a dúvida desaparece.


Não importa.


Estou pronto.


Fim do POV de Harry Potter


"Harry Potter e Stargate são propriedades de seus respectivos donos. Esta é uma obra de ficção feita por fã, sem fins lucrativos."

Notas finais
Se gostarem da história por favor se juntem ao meu Patreon, o acesso é gratuito, com opção de ajuda ao autor apenas para acesso o que estou escrevendo; https://www.patreon.com/c/fmanettioficial