Remember Me - Extras

11 XI. Desentendimentos


Notas iniciais
Oi, galerinha :D Venho com um novo e fresquinho extra para meus amados. Eu sei que to em falta com vocês, mas perdoem a criatura aqui que tem como passatempo sofrer de bloqueio de criatividade T_T Eu faço o meu máximo, juro, mas as vezes a vida é uma vadia e não colabora. Quero dedicar esse capítulo à minha amiga Kallie, que me deu a ideia de escrevê-lo e me enviou um trecho que me inspirou a escrever todo o resto. Kallie, meu anjo, muito obrigada! Sem mais delongas, enjoy it!

Rachel estava atualmente sentada atrás do volante no Prius estacionado em frente à escola secundária. Com um olhar para o telefone plugado ao carregador portátil do veículo, ela verificou a hora e viu que eram poucos minutos depois das três da tarde. Soltando um suspiro, a mulher voltou a recostar no banco e fechar os olhos por alguns minutos de paz, o esgotamento físico e mental tomando o melhor da morena. As últimas semanas estavam provando que o ser humano realmente tem limites, porque Rachel não sabia de onde ela estava tirando forças para viver um dia e tudo que vem com ele depois de apenas três ou quatro horas de sono a cada noite, uma casa que raramente ela conseguia manter completamente em ordem, roupas para lavar e comida para fazer. Ela estava exausta.

Mas a resposta com certeza vinha do rostinho tranquilo que ela via ao olhar pelo espelho retrovisor, que refletia em um outro espelho colado ao banco traseiro que possibilitava sua visão ao bebê adormecido em seu bebê conforto. O pequeno Elijah de dois meses de vida era o mais novo membro da família Hudson e trazia uma certa canseira para a mamãe, trocando o dia pela noite e exigindo atenção a maior parte do tempo com cólicas e manhas. Ao seu lado, sentado em uma cadeirinha de carro, estava Connor felizmente entretido com um desenho no iPad que Rachel deixara em suas mãos para evitar birras por causa do cinto de segurança obrigatório. Um ou dois episódios de Vila Sésamo era tudo que a mãe podia oferecer em troca de silêncio e tranquilidade, nem que fosse por meia hora. Mas mesmo esgotada, Rachel conseguia sorrir para seus bebês. Eles eram o motivo de, depois de algum pouco descanso, ela se levantar da cama e fazer tudo de novo.

Para alívio da mãe, felizmente ela viu seus dois filhos mais velhos caminharem até o veículo com suas mochilas nos ombros e expressões cansadas. Ela destravou o carro e sorriu quando cada um ocupou os últimos lugares vagos. A família estava realmente grande agora.

— Hey, crianças. Como foi a escola?

— Legal. — Bella respondeu sentada ao lado do bebê conforto e travando seu cinto de segurança. Rachel sorriu pelo retrovisor antes de olhar para o menino ao seu lado.

— Foi escola. Chato como sempre. — Nate deu de ombros e imitou o gesto da irmã depois de jogar a mochila aos seus pés.

— Pois bem, então podemos ir. — a mãe acenou e girou a chave na ignição para deixar as dependências da escola.

Nate se inclinou e apertou um dos botões no console, decidindo sobre uma estação de rádio antes de voltar a encostar e balançar a cabeça ao som da música com os olhos no lado de fora da janela. Rachel parou em um sinal vermelho e abaixou o volume um pouco, encostando a cabeça em um braço apoiado na maçaneta da porta. Com um olhar para o lado ela viu seu filho mais velho com a cara enfurnada no telefone e digitando copiosamente, provavelmente em mensagens de texto. Ela balançou a cabeça com a proximidade do rosto do menino da tela e pensou que talvez fosse hora para um check-up no oftalmologista. Bella no banco de trás lia seu exemplar surrado de "As Crônicas de Nárnia" e parecia totalmente fora do presente momento no carro, Connor ainda era sugado por Vila Sésamo sem mesmo piscar e Elijah dormia profundamente. Foi um momento de calmaria que Rachel estava agradecida.

Minutos mais tarde, Rachel estacionou no gramado em frente à casa. Ela suspirou de cansaço e viu seus dois filhos mais velhos saírem do carro e caminharem até a porta sem olhar para trás. Rachel, de pé ao lado da porta do motorista ainda aberta, pôs as mãos no quadril e ergueu uma sobrancelha.

— Eu tenho bolsas de compras no porta-malas, seria possível eu obter alguma ajuda, sendo que eu ainda tenho que tirar seus irmãos do carro?

Ela ouviu duas bufadas diferentes e viu como os dois, de 13 e 11 anos, deixaram cair os ombros e marcharam de volta até a parte de trás do carro. Ela destravou o porta-malas e Nate puxou para cima e se inclinou recolhendo algumas bolsas e deixando outras três para sua irmã. A mãe soltou um som satisfeito e entregou as chaves de casa para a menina ir abrir a porta enquanto ela tirava os menores. Rachel abriu a porta traseira com trava infantil e persuadiu seu filho a largar o iPad por alguns minutos, o menino reclamou mas logo sua birra cessou quando ele se deu conta que estava em casa e correu para dentro para seus brinquedos, Rachel balançou a cabeça e se inclinou dentro do carro para buscar o bebê sonolento.

Carregando o bebê conforto, a bolsa de fraldas e a mochila de Connor, ela entrou em casa por último e fechou a porta com o pé. O garotinho de dois anos estava na sala entretido com seus blocos coloridos e ignorou até mesmo quando sua mãe colocou o bebê conforto na mesinha de centro, Rachel estalou a língua com as mochilas jogadas no sofá ao lado das bolsas de compras, e nenhum sinal de seus dois bagunceiros.

— Nate! Bella! — ela chamou indo até o pé das escadas. As duas cabeças, uma loira e outra morena, apareceram sobre o parapeito da escada — É no sofá o lugar das mochilas?

Os dois suspiraram ao mesmo tempo e se moveram preguiçosamente para descer e pegar suas coisas, recebendo um tapinha não tão gentil no traseiro cada um quando passaram pela mãe até a sala de estar.

— Obrigada. — ela disse quando os dois voltaram a subir — Quero que os dois coloquem as bolsas no lugar, não jogadas em qualquer canto, por favor. Depois tomem um banho e Nate, faça o favor de trazer até o porão o cesto de roupas do banheiro de vocês para que eu possa jogar na máquina de lavar. Em seguida quero que façam a lição de casa até que o jantar fique pronto.

— Sim, senhora. — Bella disse obediente.

— Sim, senhora. — o tom de Nate foi mais entediado e o garoto revirou os olhos, de costas para sua mãe.

Enquanto as crianças mais velhas estavam ocupadas no andar de cima, Rachel ligou um desenho para Connor assistir e levou o bebê conforto e as compras para a cozinha. Ela começou a guardar tudo na geladeira e nos armários e decidiu o que fazer para o jantar. Com um olhar para o relógio, ela viu que Finn provavelmente estaria em casa em pouco mais de uma hora, e nesse meio tempo ela esperava conseguir colocar roupa pra lavar, começar o jantar, dar mamar ao filho caçula e manter um olho no menino na sala de estar.

Era tanta coisa e Rachel apenas estava contente que era uma sexta-feira.

...

Finn girou as chaves na porta da frente e entrou, suspirando de alívio por estar finalmente em casa. Ele ouviu o costumeiro som de desenhos animados da sala de estar, o choramingo de seu caçula na cozinha e Rachel se movimentando enquanto preparava o jantar para a família. Essa era sua rotina quando chegava do trabalho, dar um beijo na esposa e nos dois menores no andar de baixo, subir e cumprimentar os filhos em seus respectivos quartos, tomar um banho, verificar lições de casa e por fim passar um tempo com toda a família na sala de estar depois do jantar. Às nove horas Connor ia para a cama e às dez e meia, Bella e Nate. Elijah ficava até as onze, mas logo depois de mamar caía no sono de três horas. E só então ele e Rachel tinham um tempo a sós, o que ultimamente consistia em uma rápida conversa enquanto se preparavam para dormir. Rachel dormia antes mesmo de encostar a cabeça completamente no travesseiro, já Finn permanecia acordado navegando na internet até o sono chegar, isso só depois da meia noite. O rapaz alto começava a ficar frustrado com o momento dele e de sua esposa relaxarem juntos estar cada vez mais escasso, quase inexistente. Mesmo que ele soubesse que ela estava cansada, era frustrante. Ele sentia falta de se enrolar com Rachel no sofá e assistir um filme depois que as crianças dormiam, ou então de beber uma taça ou duas de vinho na cozinha e conversar sobre qualquer coisa, ou compartilhar um banho de imersão. Inferno, ele sentia falta do corpo dela, do contato íntimo, da companhia. Eles não faziam sexo há quase um mês e isso frustrava Finn.

— Déda! — Connor gritou assim que viu o pai e Finn se abaixou e pegou o filho no colo, enchendo seu rosto salpicado de sardas com beijos.

— Hey, monkey. Sentiu falta do Déda?

O garotinho de dois anos e meio assentiu e contorceu seu corpo em um pedido para ser colocado de volta no sofá e assistir seus desenhos. Finn deu um último beijo no menino e o colocou no chão.

Na cozinha, Rachel cortava algo na pia e Elijah choramingava no bebê conforto em cima do balcão. Finn se aproximou e pegou o bebê.

— Hey, Eli. Dando trabalho pra mamãe? — falou carinhoso e deu um beijo na mãozinha do bebê ainda resmungando. Então se aproximou de Rachel e esperou ela se virar para lhe dar um beijo — Oi, amor.

— Oi, querido. Como foi o trabalho? — ela perguntou e se voltou para os legumes que cortava.

— Cansativo, estou feliz que é sexta-feira. — ele respondeu e balançou o bebê chorando — Ei, mocinho. Qual é o problema, hein?

— Ele tá com fome. — Rachel suspirou e lavou as mãos rapidamente antes de girar o botão do fogão e pegou Elijah.

— Quer alguma ajuda por aqui?

— Não, por enquanto tenho tudo sob controle. — ela falou se sentando em uma cadeira da mesa e começando a amamentar o filho — Pode ir tomar seu banho. Os meninos estão fazendo lição.

— Tudo bem. — Finn se inclinou e beijou a esposa outra vez e saiu da cozinha.

Passou no quarto de cada filho e beijou o topo da cabeça de cada um, Bella lhe deu um sorriso e Nate só acenou com a mão, concentrado em seus problemas de matemática. Finn então entrou em seu quarto e suspirou sentindo o cansaço de toda aquela semana.

...

— Como foi a escola hoje, crianças? — Finn se dirigiu aos filhos quando todos já estavam sentados ao redor da mesa comendo. Connor se lambuzava com molho de spaghetti em seu assento de elevação na cadeira ao lado da mãe e Elijah dormia em seu carrinho perto da mesa.

— Chato. — Nate resmungou empurrando uma almôndega em seu prato.

— Foi bom, Déda. — Bella respondeu — Eu tenho um trabalho de ciências sobre o sistema solar, meu grupo tem que fazer uma maquete. Mama, podemos nos reunir aqui em casa? Por favor?

— Eu vou ver, Bella. Sabe que eu fico ocupada com seus irmãos. — Rachel suspirou — E Connor vai querer ficar em cima de vocês. Quem está no seu grupo?

— Hmm Emily, Abby, Hunter e Kyle.

— Por que vocês não fazem na casa da Emily como sempre é? Quer que eu fale com a mãe dela?

Bella suspirou e olhou para seu prato.

— Não precisa, está tudo bem. Abby ofereceu a casa dela de qualquer maneira.

— Ok, e... Quando vocês marcaram? Eu preciso deixá-la lá?

— Não. Nós vamos direto da escola na segunda-feira. A mãe da Emily pode me dar uma carona para casa depois.

Rachel sentiu-se encolher involuntariamente, mas sorriu com simpatia.

— Lamento, querida. Eu queria poder fazer algo. Vou telefonar para a mãe da Emily amanhã e ver se está tudo bem com ela.

— Bailey não está no seu grupo? — Finn parecia confuso.

Bella revirou os olhos de cabeça baixa, longe dos olhares de seus pais.

— Déda, Bailey está um ano antes de mim.

— Oh. Eu sempre me esqueço. Vocês duas estavam sempre grudadas que eu pensei...

— Não, Bailey é minha amiga mas ela também tem outros amigos na escola.

— Entendi. E você, Nate? Como está o futebol?

— O mesmo, pai. Treinos puxados, garotos idiotas... A mesma coisa de sempre.

— Hmmm. E quando é próximo jogo?

— A temporada ainda não começou. — o menino deu de ombros.

— E quais são os planos para o fim de semana, querida? — Finn perguntou à Rachel.

Rachel suspirou antes de responder.

— Bom, amanhã Bella tem aula de violão cedo e Connor tem marcado um dia de brincar com Jayden, pretendo deixá-lo na Santana depois de deixar Bella na aula. Você precisará ficar com Eli na parte da manhã pra mim, não quero levá-lo. Nate se não me engano vai ao cinema com os amigos, não é, filho?

— Sim.

— Posso deixá-lo lá. — Finn ofereceu e encarou seu primogênito — Que horas é a sessão?

— Às cinco.

— Certo.

— E domingo — Rachel continuou — minha mãe nos convidou para almoçar lá. Ela quer me dar uma folga da cozinha, o que eu claramente entendi como paparicar os netos dela com guloseimas. Ela reclamou comigo que Eli está crescendo rápido demais e ela está perdendo tudo.

Finn revirou os olhos de brincadeira.

— O drama está nos genes.

— Ok, terminem de comer todos. Bella, Nate, lavar louça. Finn, entreter Connor. Eu vou subir para trocar o Eli e dar mamar.

...

— Ele finalmente dormiu. — a voz cansada de Rachel soou enquanto ela entrava no quarto dela e de Finn.

A mãe estava voltando do quarto de Connor que havia escolhido aquela noite para dar trabalho pra dormir. Duas histórias, quatro canções de ninar e balançar de um lado a outro do quarto depois, o menino finalmente havia cedido ao cansaço. Finn, que estava sentado na cama com seu iPad, se aproximou da esposa quando a mesma se sentou na beirada da cama, bufando de exaustão.

— Os dias agitados são os piores. — Finn comentou, massageando os ombros de Rachel.

— Eu estou exausta. Elijah chorou o dia inteiro de cólica, tentei todas as posições possíveis pra tentar fazê-lo dormir, ele tava chorando de cansaço já. Connor não queria ir para a casa da babá e chorou na porta da casa da Vicky. Eu estou cansada, Finn, meus limites estão sendo extrapolados e eu não sei se aguento muito mais disso.

Finn se inclinou beijando o pescoço dela e continuou com a massagem.

— Amor, você é uma mãe incrível. Eu sei que às vezes parece muito, mas eu to aqui e eu te ajudo ao máximo que eu posso.

— Mas não é suficiente, Finn. — ela se levantou em um átimo e se afastou da cama — Você chega do trabalho, faz a lição com as crianças e assiste TV com o Connor, mas e o resto? Quando você está em casa não tem criança pra dar banho, não tem que dar mamar, troca uma fralda ou duas e é isso. O pesado do dia eu já fiz.

— Rachel, calma. Você não pode também me culpar por tudo. Eu trabalho o dia inteiro.

— E eu sinto falta do MEU trabalho, Finn. Eu amo meus filhos, amo muito, mas às vezes passar um tempo longe deles é necessário. Eu sou um ser humano, merda, eu tenho limites.

Finn suspirou e esfregou o rosto algumas vezes antes de voltar a encarar sua esposa.

— E quanto a nós? Você acha que eu não sinto falta de passar um tempo só com você também? Eu chego em casa cansado e é exatamente como você disse, eu passo um tempo com as crianças e é isso, a gente mal conversa e sempre acaba sendo sobre eles. Eu sinto falta de conversar sobre algo que não seja os nossos filhos. Eu sinto falta dos velhos tempos, Rachel.

Rachel levantou os olhos, choque estampado em seu rosto.

— V-você quer dizer o que com isso? Você se arrepende?

— Não foi isso que eu disse. Você tá colocando palavras na minha boca. Eu disse que sinto falta de ser um casal com você, ultimamente nós temos sido apenas Rachel e Finn os pais, o que houve com o marido e mulher? Eu sinto falta de ficar a sós com você como fazíamos antes, a gente tirava um fim de semana e deixava as crianças com nossos pais e viajava, ficava junto. A gente se curtia, Rachel.

— Uma pena que a lua de mel acabou, não? — Rachel jogou com sarcasmo nítido em sua voz.

— Porra, eu sinto falta de fazer sexo com você. Antes a gente não se importava com nada, se desse vontade a gente fazia. Eu não encosto em você tem um mês, Rachel. Um mês!

— O que?! Você está discutindo comigo porque a gente não transa? Oh, me desculpa, ok? Desculpa se eu tô ocupada o dia inteiro catando brinquedo pelo chão ou limpando vômito ou fazendo comida pra alimentar todos nós e ainda preciso manter essa casa em ordem pra você chegar e ver tudo limpo e arrumado. Me desculpa se depois de tudo isso eu não tenho energia pra pensar em outra coisa que não seja o meu cansaço, os meus seios doloridos por causa da amamentação e a minha enorme vontade de conseguir dormir por oito horas ininterruptas sem ter uma criança chorando e chamando "mamãe", pra pensar que talvez o meu doce maridinho precise ter um corpo quente pra fazer sexo antes de dormir!

Finn deu as costas à esposa e levou uma mão ao cabelo, puxando com um misto de irritação e frustração. Merda, ele não queria passar o único momento com ela brigando, mas ultimamente era o que vinha acontecendo entre eles.

— Quer saber? Você tá certa. Eu sou a porra de um egoísta que só quer ter um momento íntimo com minha esposa e não só pensar nas crianças e nas necessidades delas 24 horas por dia. Eu sinto falta do seu corpo e queria, só por um momento, largar tudo e ser apenas você e eu. Mas eu não posso. Merda, eu não posso, e isso me frustra ao ponto de culpar meus próprios filhos. Eu não quero pensar assim, eu quero nesse instante chutar a porra do meu traseiro, mas eu não consigo pensar em nada melhor. Eu sinto muito!

Com isso, Finn puxou suas calças e deixou o quarto sem mais uma palavra. Rachel sentiu a fúria por seu corpo e ela teve vontade de gritar, de xingar, de dar um soco em algo. Era muita coisa acontecendo e ela não sabia como consertar.

Ela se sentou na cama e bufou, levando as mãos até o rosto. Ela ouviu a porta bater no andar de baixo e sentiu rapidamente as lágrimas de raiva e cansaço inundarem seus olhos. Não tinha muito o que fazer agora, ambos ela e Finn estavam irritados e jogariam a culpa um no outro sobre a crise que estavam passando. Ficar jogando farpas um no outro só acabaria em mágoa e arrependimentos mais tarde.

Como toda noite, Rachel tomou um banho rápido e vestiu uma camisa larga de Finn antes de se arrastar na cama para um sono curto até a próxima hora de alimentar o bebê. Ela deitou a cabeça no travesseiro e sentiu as lágrimas molharem sua bochecha e a fronha, afundando o rosto para silenciar os soluços que deixavam sua garganta. Odiava brigar e dormir sem fazer as pazes, mas no momento ela não conseguia pensar em dizer a Finn que estava tudo bem e que eles iriam dar um jeito.

Naquela noite, Rachel não conseguia pensar em um jeito de consertar as coisas.

Notas finais
Não, o capítulo não acaba aqui! Acontece que se eu colocasse tudo em um capítulo passaria de cinco mil palavras facilmente e isso torna cansativa a leitura. Por isso, no próximo nós veremos o desfecho disso. Espero comentários de todos vocês que não desistiram de mim. Muito obrigada! P.S.: eu tenho um tumblr agora (YAY) onde eu posto algumas coisitas sobre minhas histórias, vocês podem até me mandar sugestões por lá. Aqui vai o link: http://writeryasminr.tumblr.com/