Remember Me - Extras

12 XII - Reconciliação


Notas iniciais
*limpa as milhares de teias de aranha* Não, isso não é miragem, eu to postando um capítulo. Sim! Eu estou postando um capítulo. Eu não tenho nem palavras suficientes para me desculpar com vocês, nem sei se alguém ainda vai se interessar por isso aqui porque eu fiz por merecer, me desculpe! Muitas coisas aconteceram nesses 3 anos e dentre todas elas, estabelecer prioridades em minha vida foi necessário. Estou na segunda metade da minha faculdade, quase caminhando para o último ano e tem sido uma luta diária, não sei se vocês já estão na faculdade ou terminaram, mas se sim vocês sabem do que eu estou falando. É uma luta entre continuar e não surtar. Entre correr atrás dos sonhos e jogar tudo aos ventos. Dizem que no fim vale a pena né, então estamos aí aguardando esse fim. Me desculpe a falta com vocês, nesses últimos anos eu tenho me sentido a pior pessoa do mundo por ter que botar minhas fanfics em segundo plano, mas infelizmente é e vai ter que ser assim até eu terminar tudo. Seria mais fácil e cômodo abandonar isso aqui, mas não seria prazeroso. Vocês me mantém sã e isso aqui é meu refúgio, eu amo escrever. É por vocês e pelo minha paixão que eu continuo aqui. Sem mais bla bla bla, vamos ao desfecho do último capítulo! Aproveitem!

Quinn fechou a porta do quarto de sua filha cuidadosamente para não acordar a menina. Bailey havia passado o dia com febre e depois de uma visita ao pediatra veio o diagnóstico de uma infecção de ouvido, havia sido um sacrifício fazer com que ela pegasse no sono e a mãe não iria arriscar que ela acordasse novamente. Quinn encontrou o marido no corredor após ele ter trancado as portas e apagado as luzes no primeiro andar, eles fizeram seu caminho para o quarto. Foi quando a campainha tocou.

Quinn franziu as sobrancelhas e encarou Noah.

— Quem pode ser uma hora dessas?

— Não faço ideia. — Noah a beijou nos lábios e se virou para descer as escadas novamente — Mas vou descobrir.

Quinn assentiu e suspirou sentindo o cansaço do dia a atingir em cheio. Ela nem queria pensar que tinha apenas mais duas horas de sono até Brooklyn acordar com fome.

Noah desceu as escadas e acendeu a luz do foyer em seu caminho para enxergar a figura parada em sua varanda pela vidraça lateral. Ele imediatamente reconheceu.

— Finn? — questionou assim que abriu a porta — Ta fazendo o que aqui à essa hora, cara?

Finn encarou seu melhor amigo e Noah pode enxergar os olhos vermelhos do rapaz. Ele havia chorado, ou estava se esforçando muito para não chorar. Finn vestia calças de ginástica e um moletom, tênis de corrida e só. Claramente hava saído de casa sem um segundo pensamento.

— Puck, eu... Me desculpa, cara...

— Vem, entra aí. — Noah acenou com a mão e deu espaço para Finn entrar — Vamos conversar na sala, Quinn está lá em cima e as meninas já dormiram.

— Desculpa vir assim do nada. Mas é que foi o primeiro lugar que eu pensei.

— Tudo bem. Você quer alguma bebida? Água, talvez?

— Na verdade, você tem cerveja aí?

Noah riu e assentiu. Pelo visto aquela seria uma conversa longa.

...

Rachel despertou de um sono leve com o choramingo insistente de Elijah deitado ao seu lado. O relógio digital na mesinha ao lado lhe informava que eram apenas sete da manhã e seu bebê estava pronto para ser alimentado.
Foi então que, novamente, ela se deu conta dos acontecimentos do dia anterior, como vinha fazendo durante aquela noite a cada vez que o menino despertava. Na última mamada, três horas antes, Rachel havia decidido deitar o menino adormecido ao seu lado na espaçosa cama, rodeado de travesseiros. Era mais fácil e ela estava sozinha de qualquer forma.

Pegar no sono havia sido um inferno. Tanto que, depois que Finn saíra sem dizer aonde ia, Rachel ficara acordada até a primeira vez que Elijah acordou na madrugada. A mãe cuidou do bebê enquanto deixava as lágrimas molharem suas bochechas, ainda magoada com tudo e sentindo raiva das coisas. Felizmente Elijah dormiu rapidamente e ela pode seguir logo após. Fora a pior noite de sua vida.

Mas agora ela precisava se levantar e aprontar as coisas. Era sábado, para seu alívio, mas ainda sim as crianças tinham atividades a cumprir e o dia em sua casa nunca era parado, mesmo nos fins de semana. Trocou a fralda do bebê e o alimentou, levantando em seguida para tomar um banho depois que Elijah pegou no sono.

O café da manhã era a próxima parte. Ela ainda precisava acordar Bella para levá-la à aula de música e preparar Connor para o dia na casa de Santana e Brittany. Ela estava sozinha naquele dia e precisava se organizar. Bem, ela estava acostumada afinal de contas.

Deixando a cafeteira trabalhando, ela pensou por um momento e viu que seria muito mais fácil se as crianças comessem cereais e frutas. Então ela resolveu subir e acordá-los de uma vez. Connor era fácil, o menino parecia que estava sempre pronto para o dia junto com o nascer do sol, e quando Rachel lhe disse que ele podia ir brincar com Jayden, era motivo suficiente para deixar a mamãe vesti-lo sem nenhum problema. Ela então colocou o menino no colo e foi até o quarto de sua filha. Bella dormia em um amontoado de cobertor e ursos de pelúcia, o cabelo escuro espalhado no travesseiro e um pé coberto por uma meia verde limão com bolinhas roxas pendurado ao lado da cama.

Não foi preciso muito esforço já que Connor estava lá para fazer o trabalho. Sua voz alta demais para aquela hora da manhã fez o favor de despertar uma Bella carrancuda. Rachel colocou o menino no chão e puxou o cobertor de cima da filha.

— Mamãe... — a menina reclamou tentando rolar para longe. Sem sucesso.

— Hora de acordar. Se vista e desça para tomar café da manhã, você tem quinze minutos. — Rachel avisou e se virou pra seu filho que mexia nas coisas da irmã — Connor, larga o tênis da sua irmã. Não, não cabe no seu pé, filho.

Por último Rachel passou pelo quarto de Nate. O adolescente dormia esparramado como a irmã, o rosto enfiado no travesseiro e um ronco baixo deixando suas narinas. Rachel optou por deixar ele dormir mais um pouco e fechou a porta devagar.

Trinta e cinco minutos mais tarde, e depois de deixar um bilhete na geladeira para Nate, Rachel prendeu Connor em sua cadeirinha ao lado do bebê conforto onde Elijah dormia, Bella já ocupava seu lugar no banco da frente usando seus headphones.

— Onde está o Déda? — a menina questionou assim que sua mãe sentou-se atrás do volante.

Rachel engoliu o nó na garganta e respondeu enquanto tirava o carro da garagem.

— Ele teve que sair hoje bem cedo para resolver algumas coisas.

Ela odiava mentir para seus filhos, mas o que ela diria?

"Bem, mamãe e papai tiveram uma briga feia ontem a noite e então ele saiu sem dizer aonde ia. Mas tudo bem, isso não importa".

Apesar de estar magoada, ainda morria de preocupação sem saber onde Finn estava, mas ela precisava manter a compostura na frente de seus filhos.

— Ele ainda vai me buscar na aula? — perguntou Bella, olhando para a mãe.

— Eu não sei, docinho. — respondeu sem pensar muito, os olhos presos na rua enquanto uma mão ela passava entre os cabelos e a outra apertava o volante.

Bella deu de ombros e voltou a escutar sua música. Rapidamente eles chegaram na escola de música e a menina se despediu da mãe e dos irmãos, correndo para dentro do prédio com seu violão nas costas. Rachel voltou a dirigir assim que Bella entrou e dessa vez seguiu caminho para a casa de suas amigas.

Foi Brittany quem abriu a porta para receber uma Rachel aparentemente cansada, segurando Connor pela mão e um bebê conforto na outra. A loira sorriu amavelmente e deixou que eles entrassem, Connor imediatamente correndo para os brinquedos de Jayden no canto da sala, o menino loiro ainda longe de ser visto.

— A San vai descer em um minuto, está trocando o Jayden. Vem tomar um chá comigo.

As duas entraram na cozinha, ainda mantendo o olho em Connor. Rachel colocou o bebê conforto em cima do balcão e se sentou em frente à Brittany enquanto ela servia as xícaras. A mulher loira podia ver claramente que algo estava acontecendo, Rachel não era tão calada, normalmente. Brittany bebericou seu chá e encarou Rachel sugestivamente por cima da xícara.

— O quê? — Rachel ficou confusa.

— Pode despejar tudo. Eu sei quando tem alguma coisa acontecendo. Eu sinto.

— Brit, não há nada-

— Rach. — Brittany deu um olhar à amiga.

Rachel suspirou resignada.

— Finn e eu brigamos ontem e ele saiu sem dizer onde ia. Ele dormiu fora.

— Deus! O que aconteceu? Como você está?

A morena sentiu vontade de chorar novamente, e dessa vez ela deixou seus olhos encherem d'água.

— Nós discutimos sobre algumas coisas e jogamos na cara um do outro algumas de nossas frustrações. Eu tava tão cansada e nós estávamos estressados e acabou nisso. Ele saiu bufando e agora não faço ideia de onde ele está.

— Oh, meu Deus, Rach. — Brittany deu a volta no balcão e abraçou Rachel — Olha, eu sei que vai soar clichê, mas vocês vão resolver isso, ok? Você e Finn se amam muito, e brigas acontecem. San e eu também entramos em discordâncias de vez em quando e acabamos bem no final. Muito bem, na verdade.

Rachel fungou e se permitiu rir.

— Só você para me fazer rir agora, Brit. — ela balançou a cabeça e suspirou — Me sinto tão impotente. E detesto mentir para as crianças. Bella perguntou pelo pai e eu simplesmente tive que mentir.

— Oh, querida...

— Eu explodi, Brit. Eu sei que ele também trabalha e tem os problemas dele, mas eu cheguei ao meu limite. Com dois bebês e dois adolescentes para dar conta mais a casa eu simplesmente não tenho uma folga. Finn ta frustrado, mas eu também estou.

Brittany assentiu em entendimento e a abraçou mais uma vez.

— Eu sei, Rach. Vocês dois têm muita coisa em suas cabeças agora, um bebê sempre muda a rotina. Mas vocês vão superar essa como sempre fazem, juntos. Acho que um tempo longe pode ajudar a esfriar as ideias.

— Ele sempre busca a Bella na aula de música. Nem sei se ele vai hoje.

— Claro que vai. Ele não magoaria a Bella assim...

Santana desceu as escadas naquele momento e colocou Jayden no chão quando o garoto gritou de alegria ao ver Connor em sua casa. Com um olhar para a cozinha, ela parou de repente na cena a sua frente. Brittany com um braço pelas costas de Rachel e a morena baixinha com os olhos e nariz vermelhos, fungando.

— Rach? O que aconteceu?

— Ela e Finn brigaram. — Brittany sussurrou para sua esposa, tendo o cuidado de não deixar os meninos ouvirem.

— Oh.

Santana olhou com simpatia para a amiga e foi até ela lhe dando um beijo na cabeça e um afago no ombro.

Rachel explicou outra vez o motivo da briga e Santana ocupou o lugar de Brittany enquanto a loira foi verificar os meninos brincando. Elijah acordou nesse meio tempo e Rachel o tirou do bebê conforto para amamentá-lo, continuando sua conversa com a amiga latina.

— Finn é um idiota. — Santana exclamou balançando a cabeça.

— San... Ele não é um idiota. — Rachel disse com os olhos presos no rostinho do bebê em seu colo.

— É sim, você que é apaixonada demais e não se dá conta. — as duas riram e então Santana ficou séria novamente — Vai dar tudo certo, Rach. Vai ver que daqui a pouco ele vai estar igual um louco atrás de você. Sabe que não conseguem ficar muito tempo longe um do outro.

Rachel suspirou.

— Eu to muito brava ainda, mas... Você tá certa, não consigo ficar longe por muito tempo.

— Eu sei. Isso inclusive me dá ânsia de vômito.

A baixinha rolou os olhos. Aquela mulher não mudava nunca.

— Obrigada. — ironizou.

— Não tem de quê. — Santana sorriu.

— Será que ele tá morto? — Bailey sussurrou para sua irmã.

Beth rolou os olhos.

— Claro que não, né? Ele só tá dormindo. Tio Finn parece pedra quando dorme.

Finn queria sorrir. Ele arriscou abrir um dos olhos e viu Bailey sentada na mesinha de centro em frente ao sofá onde ele estava deitado. A menina de dez anos usava pijama e tinha o cabelo bagunçado encarando ele atentamente. Beth ocupava a poltrona do canto, também de pijama e com o celular na mão.

— Ei, vocês duas! Saiam daí! — ouviu Quinn sussurrar para as duas meninas.

— Ele acordou! — Bailey comemorou, um pouco mais alto do que devia para aquele horário.

— Bailey Puckerman! Pra cozinha já! Você também, Beth.

Depois que as duas obedeceram à mãe, Quinn se aproximou de Finn que já estava se sentando no sofá, dando um sorriso gentil ao amigo. Ele devolveu outro antes de dar um longo bocejo e esfregar os olhos.

— Dormiu bem?

— Na medida do possível. — ele retornou — Obrigada de novo, Quinnie. E desculpe pelo horário.

Quinn acenou uma mão na frente do rosto.

— Sem problemas, grandão. Amigos são pra essas coisas. — ele sorriu em agradecimento — Como você está, Finnie?

Finn suspirou e abaixou a cabeça, colocando os braços apoiados nos joelhos.

— Se eu disse que bem, você acredita?

— Nem por um segundo. — ela estendeu uma mão e agarrou a dele — Puck me contou um pouco ontem a noite, eu sinto muito. Saiba que pode ficar o tempo que precisar, apesar de eu ter certeza que vocês vão se resolver daqui a pouco.

Finn deu um sorriso de lado pelo carinho da amiga e acenou.

— Eu espero que você esteja certa. — deu um aperto na mão dela e se inclinou para trás, colocando as mãos sobre os olhos — Merda, eu pisei na bola.

Quinn sorriu compadecida.

— Às vezes a gente diz coisa sem pensar e depois se arrepende. Mostre à ela que você tá arrependido.

— Eu sei... Eu só tava tão frustrado que acabei descontando nela. Poxa, Rach é tão incrível como mãe e como esposa, como eu pude ser tão insensível?

— Você também tá estressado. Muita coisa aconteceu, é normal o cansaço e tudo que vem com um novo bebê. Puck e eu também nos desentendemos de vez em quando, mas a conversa é a melhor das soluções. Conversa com a Rach, escute o que ela tem a dizer também. Vai ver que vai ser melhor.

— Ela não deve estar querendo me ver nem pintado de ouro...

— Eu duvido muito.

Finn encarou a amiga por longos segundos antes de suspirar.

— Você tem razão. Eu vou falar com ela.

— Sim, vai. Mas antes você vai comer alguma coisa. Acabei de preparar o café da manhã, vem sentar com a gente.

Os dois entraram na cozinha e viram Bailey e Beth sentadas em frente ao balcão comendo waffles. Bailey levantou o rosto melecado de mel e sorriu para o tio.

— Oi, tio Finn! Estou feliz que você não tá morto.

Beth rolou os olhos, sua irmã era tão inconveniente!

— Eu também, Bay. Obrigado. — ele riu e bagunçou o cabelo dela. Depois fez o mesmo com Beth, que apenas empurrou a mão dele para longe.

...

— Oi, Déda! — Bella cumprimentou o pai assim que entrou no carro.

— Oi, princesa. Como foi a aula? — perguntou, se inclinando para beijar a cabeça da menina.

— Foi ótima. Aprendi uma música nova!

— Mesmo? Que legal. Depois vou querer ouvir. — ele sorriu minimamente — Ok, Boo, vamos lá. Coloque o cinto.

Finn soltou um longo suspiro enquanto abria a porta de casa. Bella entrou na cozinha para cumprimentar a mãe, Rachel sorriu para sua menina e a abraçou, depois encarou o marido que entrou na cozinha naquele momento.

— Bella, vai lá em cima guardar suas coisas e se lavar para o almoço, por favor, filha. Quando tiver pronto eu chamo você e seu irmão.

— Mas, mãe, eu queria te mostrar a música nova que eu aprendi.

— Você pode me mostrar mais tarde, ok? Mamãe e papai vão conversar agora.

Bella encarou seus pais e então encolheu os ombros, assentindo resignada. Quando a menina subiu, Rachel encarou novamente o marido antes de voltar a mexer a panela no fogão. Ela misturou um pouco antes de apagar o fogo e tampar a panela. Finn ocupou um lugar na mesa e esfregou as mãos no rosto. Rachel se encostou no balcão e cruzou os braços.

— Olha, me desculpe, ok? Eu fui um completo idiota ontem e disse coisas que você não merecia ouvir. Eu estava estressado e descontei em você. Me desculpe.

Rachel suspirou e encarou seus pés.

— Sim, você foi um idiota. Mas eu também disse coisas que não queria, descontei em você e... Droga, Finn. Vai ser assim agora? Toda vez que estivermos estressados vamos descontar um no outro? — disse, sentindo sua voz embargar. Ela respirou fundo antes de continuar — Eu sinto saudade de você também, sinto saudade de mim mesma, de um tempo só pra mim, mas tem sempre uma fralda pra trocar, uma sujeira pra limpar ou alguém me chamando. Eu tenho ficado em casa nos últimos dois meses e tudo que tenho feito foi pelas crianças, não que eu me arrependa, mas eu gostaria que você se colocasse no meu lugar por um segundo e pensasse antes de sair falando merda.

Finn assentiu e suspirou. Ele sabia que ela estava cansada, que ela estava se esforçando muito e que ela também tinha limites. Óbvio que ele era ums er humano e tinha necessidades, mas ele também era pai e marido e tinha tanta responsabilidade quanto Rachel.

Rachel descruzou os braços e caminhou até a mesa, sentando-se ao lado do marido, que levantou a cabeça a encarando.

— Ser pais é isso, é abrir mão de algumas coisas pra suprir as necessidades de outras. E você tava certo, o que temos que fazer é separar o pai e a mãe do marido e mulher, porque se as coisas se entrelaçarem vai sempre acabar na gente indo dormir em lugares diferentes. — ela deu um meio sorriso e esticou uma mãe para agarrar a dele. Finn apertou a mão dela e retornou o sorriso.

— Me desculpa, amor. — ele pediu sinceramente.

— Eu também devo desculpas. – ela se inclinou e ele imitou o gesto, fazendo os lábios se encontrarem em um selinho demorado.

Eles se separaram e sorriram um para o outro.

— Que tal se a gente sair hoje? Só eu e você?

— Não sei, amor...

— As crianças podem ficar com a minha mãe. Vamos, vamos ter uma noite de Rachel e Finn casados, não a mãe e o pai. Eles vão ficar bem.

Rachel mordeu o lábio pensativa mas por fim sorriu e assentiu.

— Ok.

Desgrudando seus corpos suados, Rachel e Finn caíram de costas sobre a cama com a respiração ainda ofegante.

— Eu amo sexo de reconciliação. — Finn disse, um sorriso em sua voz.

Rachel gargalhou, assentindo.

— É, eu também. Podemos fazer mais vezes.

Finn virou a cabeça, a encarando.

— Para isso precisamos brigar mais vezes. — ele apontou erguendo uma sobrancelha.

— Bem, se for pra terminar assim, talvez valha a pena.

Foi a vez de Finn gargalhar, antes de se virar e puxá-la para perto novamente. Ele a beijou e deitou de costas de novo, dessa vez Rachel se aconchegou ao seu lado com a cabeça apoiada no ombro do marido.

Eles haviam tido uma noite ótima em um restaurante calmo não muito longe de casa, as crianças haviam ido jantar com os pais de Finn e na volta para casa do restaurante, eles pararam para buscá-los. E agora, tarde da noite, eles curtiam o momento a sós enquanto tinham tempo.

— Podemos passar o resto da noite assim e o dia todo também, afinal é domingo...

— Não vai dar, querido. Ainda temos o almoço na minha mãe amanhã.

— Oh, man. Eu havia esquecido. — Finn beijou os cabelos da esposa antes de voltar a falar — Não podemos mandar só as crianças?

Rachel se aconchegou mais perto e fechou os olhos, aproveitando o carinho em sua cabeça.

— Acho que não será possível. Lamento.

— Hmm.

Eles ficaram em silêncio por mais alguns minutos, curtindo o momento sossegado.

— Eli vai acordar daqui a pouco. — Rachel murmurou na penumbra do quarto deles.

— Então significa que temos mais uma rodada. Não estou desperdiçando nenhum momento.

Rachel riu e concordou. Nem ela.

Notas finais
É isso, galera! Espero que tenham gostado do desfecho. Brigas acontecem, ninguém escapa disso, mas é bom quando no final fazemos as pazes, digamos, de um jeito maravilhoso ;) Eu ainda não sei como vai continuar essa história, ainda mais que são capítulos independentes por se tratar de um extra, mas se pintar inspiração eu volto aqui, e também aceito sugestões de enredo pro capítulo. Estou aberta, mandem ideias! Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.