Remember Me

9 Capítulo 8 - Good night's sleep


Notas iniciais
Olá peeps :) pra vcs verem como eu sou boazinha, hj meu final de semana na casa dazamiga, eu estou postando aqui pra vcs. Leiam as notas finais. Boa leitura.

Querido Baby Bear,

já faz um tempo que não escrevo nada à você, mas é que desde que a Bella nasceu nossa rotina tem se focado em cuidar de vocês e sua mãe e eu havíamos esquecido o que era ter um bebê recém nascido em casa. São noites acordados, muitas fraldas para trocar, alimentar vocês dois, colocar para dormir, dar atenção, ter tempo para nós mesmos, e tudo isso deixa a gente esgotado de uma forma que nunca imaginei ser possível. E sabe o que é mais esquisito? É que depois de, sei lá, duas horas de sono, eu ainda consigo me levantar e fazer tudo isso de novo.

Sua irmã, graças ao meu bom Deus, consegue dormir pelo menos três horas seguidas em cada noite, o que já é um alívio imenso porque assim sua mãe e eu podemos descansar e, bem... Relaxarmos. Você já passou da fase de acordar toda hora, então já dorme até de manhã e para não termos nenhum tipo de problema no meio da noite, você usa fraldas para dormir. Mas filho, eu te amo muito, mas tem uma coisa que, pelo amor de Deus, eu agradeceria muito se eu pudesse mudar em você. Parece que o seu reloginho biológico veio programado errado, eu não sei, ou talvez ele esteja de onda com a minha cara. O ponteiro marca 5 a.m. e eu acho que algo dentro de você apita, sei lá, avisando "VAMOS ACORDAR O PAPAI E A MAMÃE"....... TODOS OS DIAS. De domingo a domingo, inclusive feriados. Você simplesmente sai do seu berço (eu ainda preciso descobrir como você aprendeu a fazer isso) e vem para o nosso quarto, sobe na cama, pula, puxa meu cabelo, deita em cima da sua mãe até se convencer de que ambos estamos acordados, depois você deita no nosso meio, pega o controle da TV e liga no seu canal de desenhos favorito. Virou rotina isso já. E quando a gente tenta voltar a dormir, você chama para falar qualquer coisa. Nessas horas eu sinto falta de quando você era um bebê da noite, pelo menos você acordava tarde no dia seguinte.

Então, eu e sua mãe conversamos e resolvemos que iríamos mudar isso, afinal, estávamos chegando no trabalho com olheiras pelas noites mal dormidas e por madrugarmos todos os dias (nem aos domingos tínhamos folga do seu surto de despertador). Dissemos à você, de uma maneira que você entendesse, claro, que não tinha problema em acordar cedo, e já que você perdia o sono, podia ir ao nosso quarto, DEVAGAR, deitar na nossa cama sem acordar a gente e ligar a TV, ou até voltar a dormir perto de nós, melhor ainda, a gente adorava. Você concordou. Faríamos a primeira tentativa na manhã seguinte.

...

Eu não sabia se aquilo era um sonho ou realidade. Provavelmente sonho, ou pesadelo, eu só sei que eu estava em um salão de beleza perguntando à recepcionista se eles serviam frutas enquanto você fazia o cabelo, quando de repente escutei um barulho perturbador chegar aos meus ouvidos, me tirando rapidamente daquele salão horrendo e me trazendo ao poucos à realidade sem a minha permissão. Abri os olhos devagar, ainda morrendo de sono e meio sem saber aonde estava, e me deparei com a penumbra do nosso quarto, uma coisa miúda e loira de pijama, fralda e chupeta largada no meio do colchão segurando o controle remoto enquanto soltava altas gargalhadas com algum desenho irritante na TV. Sua mãe também despertava aos poucos do seu outro lado e te encarava da mesma maneira que eu, perplexa e desnorteada de sono ainda.

É, nossa técnica não funcionou. Você entendeu errado, tá você não chamou a gente como o de costume, mas a TV nas alturas e suas gargalhadas escandalosas fizeram o trabalho por você. Então resolvemos que, se você não quisesse ficar acordado sozinho, você até poderia acordar um de nós (não tinha mais escapatória mesmo) mas apenas um e em dias alternativos, um dia a mamãe e um dia o Déda. Porém, que fizesse de maneira delicada, não precisava pular na gente ou ligar a TV, um barulho baixinho seria o suficiente.

Ah, bela escolha de palavras...

O sonho daquele dia eu não lembro, mas eu sentia que meu sono não duraria muito tempo mais. Sabe quando em nosso interior a gente já sabe quando o mal é iminente? Então, eu já sentia que meu precioso sono não teria paz. De repente algo perturbador chegou aos meus ouvidos e eu abri os olhos num rompante, assustando você que me encarava agora de olhos arregalados da beira da cama. Em uma mão sua, perto da minha orelha, estava um aparelho branco e azul em formato de ursinho. Na outra, você segurava outro aparelho igual àquele, mas esse estava perto de sua boca enquanto você fazia barulhos estranhos e me chamava hora ou outra. Sua criatividade me surpreendia, como você teve aquela ideia sozinho? Pelo amor de Deus, você não tem nem três anos! Claro, "um barulho baixinho". Como diabos você fez aquilo eu não faço ideia, mas a sua capacidade com aparelhos eletrônicos me surpreendia a cada dia. Você me olhou com a cara mais lavada do mundo, largou a, depois eu reconheci, babá eletrônica no chão, subiu na cama e ligou a TV nos malditos desenhos. E eu fiquei lá, com a cara no chão e sem ação.

Desde então a gente desistiu de tentar fazer você acordar tarde e acabamos por nos encaixarmos na sua rotina, uma hora isso ia acabar mesmo. Os meses foram passando e até que a gente se acostumou à isso, tanto que a gente até já esperava você subir na cama, pegar o controle, ligar a TV e começar a gargalhar. Não adiantava, meu filho, você entenderia tudo da sua maneira e faria com seu jeitinho peculiar de ser. Eu só tinha vontade de te agarrar e apertar até não aguentar mais, seus desenhos até passaram a ser menos irritantes quando eu comecei a prestar atenção neles, já que uma vez acordado era impossível voltar a dormir, e ainda mais quando a Bella também pegou a mania de acordar junto com o sol e começou a vir para a nossa cama também, era bem gostoso o momento família que tínhamos antes do dia realmente começar.

Até que, um dia, o dia que na verdade me levou a escrever essa carta, depois da comum rotina de vocês dois se juntarem à nós na cama com o seu jeitinho peculiar de nos acordar e com muita farra, era hora de nos aprontarmos para começar o dia. Eu havia ido fazer o café da manhã na cozinha enquanto sua mãe assistia TV com vocês dois no quarto, eu estava distraído preparando panquecas quando a Rach me chama para ver alguma coisa. Fui apressado, preocupado com qualquer coisa, e quando chego lá, eis que me deparo com você e sua irmã ressonando tranquilamente, um de cada lado do colchão, enquanto sua mãe sorria boba.

Ah, Baby Bear, você me apronta cada uma.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem bastante. No último capítulo me pediram foto do Nate pra saberem como ele é atualmente. Só há um problema, as fotos que vêm no final das cartas são fotos que estavam junto delas, fotos que o Nate achou na caixa de relíquias e lá só há coisas antigas. Vai ser muito difícil ele achar algo do presente da fic, então o que eu posso fazer é colocar fotos dele maiorzinho e dali vcs imaginem como ele é hj. Não mudou mta coisa, podem ficar tranquilos, ele ainda é loirinho dos olhos castanhos e a coisa mais fofa do mundo. Quando ele está narrando, tem por volta dos 10, 11 anos de idade :) Então é isso, mores. Até o próximo...