Remember
3 III
Notas iniciais
Espero que estejam gostando da fanfic.
Comentem pra eu me sentir motivada a escrever, ok?
Boa leitura!
Althea acordou atordoada pela dor de cabeça.
Subitamente, sentiu vontade de se olhar no espelho. A figura de sua mãe com seus cabelos platinados não saía de sua cabeça.
Queria e gostaria de se parecer com ela.
Mas havia um problema: não tinham espelhos em seu quarto.
Nem no banheiro, nem em nenhum outro lugar. E, desde o acidente, Althea não sabia como era sua face.
Sabia que sua pele era pálida de tanto ficar presa aquele quarto. O sol não entrava pela janela, suas cortinas estavam sempre fechadas.
Sabia também que era magra, devido á pouca alimentação que tinha. Seus dedos esguios se assemelhavam aos de pianistas.
Ás vezes, ela se via fingindo tocar um piano.Imaginava tecla por tecla.
Não sabia o que estava fazendo; talvez tenha sido pianista antes do acidente.
Se acomodou na cama e estendeu o braço para ligar a televisão. Estava passando um reallity show fútil, então ela decidiu desligá-la e voltar a teclar num piano invisível.
Passou o dia inteiro assim, cantarolando a música e a tocando no ar.
Não tinha nada melhor pra fazer.
A enfermeira Kim veio, lhe trouxe a sopa e conversou com ela sobre seu sonho. Mas logo após foi embora.
Althea ficou até a noite naquele tédio dominante, até que algo inesperado aconteceu.
O médico que estava cuidando dela entrou no quarto. Mas, diferente das outras vezes, estava sorrindo. O que deixou Althea aflita.
– Althea.- chamou.
Ela engoliu a saliva e sentiu a voz falhar.
– S-sim?- gaguejou.
– Encontramos um lugar pra você ficar.- falou ainda sorrindo.
Althea quis chorar, mas não o fez.
Você pode não estar entendendo, mas quando os pais de Althea morreram, ela virou órfã. Nenhum membro de sua família a procurou. Ela já chegou a pensar que seus pais não tinham uma boa relação com a família.
O que lhe trouxe um frio na espinha.
Era muito, mas muito difícil mesmo, alguém adotar uma menina de dezessete anos. Afinal, quem gostaria de cuidar de uma adolescente que acabara de perder os pais, que não podia andar e ainda por cima não sabia quem era?
Althea sorriu, e usou seu melhor sorriso pra isso.
– Você está falando sério?- perguntou, ainda não acreditando.
O velho assentiu.
– Amanhã de manhã a família que lhe adotou vem lhe buscar, minha jovem. Você vai sair daqui!- falou animado.
Ela riu e jogou os braços pro alto.
– A enfermeira Kim lhe trará roupas amanhã. Não são perfeitas para uma jovem de 17 anos, mas acho que você não quer sair daqui com uma camisola aberta atrás, permitindo a todos ter a visão de seu glúteo.
Althea gargalhou e assentiu com a cabeça.
Ela realmente sairia dali!
O médico se despediu dela, falando-lhe para dormir cedo esta noite e não ficar acordada de tanta ansiedade.
Ela concordou e logo se viu sonhando com sua nova casa. Ou pelo menos achava que era sua nova casa.
Se surpreender ao ver a figura de sua mãe enterrando uma caixa de madeira no quintal de sua antiga casa. Gotas de sangue estavam marcadas na caixa, e uma mão saía da mesma.
A pequena e frágil Althea se assustou e voltou correndo pra dentro da casa, de olhos arregalados e mãos suando.Se trancou em seu quarto e ficou observando da grande janela de seu quarto enquanto a mulher jogava terra em cima da caixa, enterrando-a por completo.
Althea pensou estar tendo um pesadelo, e queria acordar logo. Cobriu o rosto com as mãos e gritou.
E só então percebeu que o grito havia saído de seus sonhos, e virado realidade.
Acordara suando e tensa. Sua respiração estava descompassada.
Passou a mão no rosto e foi se acalmando aos poucos. Olhou no relógio de parede, que marcava exatamente oito horas da manhã.
Era hoje que ela conheceria seu novo lar.
Notas finais
O que será que a mãe da Al estava fazendo?O.O
Espero que tenham gostado ;3
Me mandem reviews, por favor T.T
Até o próximo capítulo!
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