Remember
4 IV
Notas iniciais
Espero que estejam gostando da fic :)
Outro capítulo, vamos bater palmas ~clap clap clap~
Boa leitura!
A enfermeira Kim demorou mais do que o costume para levar as roupas de Althea.
Esta já estava quase rastejando para fora da cama quando a mulher de cabelos negros entrou no quarto e a repreendeu por tentar sair sem ajuda.
A colocou na cadeira de rodas e a levou até o banheiro para um banho rápido.
O que para uma pessoa que usa cadeira de rodas significa algo em torno de meia hora.
Saiu de lá com seus cabelos molhados e pediu para que Kim lhe fizesse um penteado bonito. Queria parecer apresentável perante a família que cuidaria dela.
A enfermeira lhe mostrou um sorriso acolhedor e fez uma trança de lado, prendendo seus cabelos com uma liga preta. Althea conseguiu ver a cor de seus cabelos e percebeu que eram iguais aos da mãe; um tom loiro platinado, mais puxado pro bege.
Kim a ajudou a vestir a roupa simples que o hospital se disponibilizou a dá-la: uma calça jeans rasgada no joelho, uma blusa branca com o desenho de uma coruja cinza, e o escrito: I WANT TO SLEEP; nos pés, eles lhe deram um simples tênis preto.
Althea gostou da roupa. Era larga e confortável. A blusa era de alças, e não era apertada. O tênis deu certinho e ela se sentia limpa e feliz pela primeira vez em meses.
Kim virou a cadeira de rodas e se agachou em frente á Althea, segurando suas mãos e se segurando para não deixar que lágrimas caíssem.
– Vou sentir sua falta, Al.- confessou.
A garota riu.
– Eu tenho que voltar aqui toda semana pra falar com o psicólogo, lembra?- comentou.- Você não vai se livrar de mim tão fácil assim não.
Kim riu e se levantou.
– Quem bom.
Então começou e empurrar a cadeira de rodas pra fora do quarto, se dirigindo para a recepção.
Era agora que Althea conheceria sua família.
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Kosmo foi obrigado a acordar mais cedo que o comum.
E era sábado!
Estava indignado, e ainda não se conformara que sua mãe ia adotar uma garota de dezessete anos.Ela tinha sua idade! Como isso, de algum modo, seria legal pra ele? Kosmo tinha medo de garotas.
Com seus cabelos macios, seus olhos expressivos e seus belos corpos. Sua vozes doces e o dom de fazer qualquer cara se apaixonar.
Ele odiava isso!
Sua mãe lhe dissera que esta menina sofrera de amnésia e perdera os pais num acidente de carro. Mas não respectivamente nessa ordem.
Se levantou da cama cambaleando e soltando alguns resmungos; parecia um morto-vivo. Jogou água gelada no rosto e quase deu um grito. A água estava tão congelante que saíram até algumas pedrinhas de gelo.
Ele bufou e voltou para seu quarto. Colocou os óculos fundo de garrafa e passou a mãos nos cabelos, o bagunçado. Ele tinha preguiça de penteá-los, assim como qualquer garoto de sua idade.
Vestiu uma camiseta preta de frio e uma calça jeans escura. Por cima da blusa preta, colocou uma blusa do Lanterna Verde, de mangas curtas. Calçou seus tênis e desceu as escadas bocejando.
Seu irmão Frank já estava sentado á mesa tomando café. Apesar de seus dez anos de idade, o pequeno garoto já lia livros que nem Kosmo conseguia ler.
– As Crônicas de Gelo e Fogo?- perguntou Kosmo para Frank enquanto se sentava á mesa.
Ele negou com a cabeça e soltou um grunhido de desaprovação.
– Guerra Dos Tronos.
Kosmo apenas revirou os olhos e deu uma mordida na torrada á sua frente.
Sua mãe apareceu um tempo depois, com a bolsa nos ombros e a chave do carro na mão.
– Vamos, vocês dois. Depois vocês tomam café direito.- então sorriu.- E aproveitam e fazem companhia pra ela.
Frank revirou os olhos.
– Mãe, eu não vejo necessidade em me socializar com um ser de sexualidade diferente da minha. Não ajudará em nada para o meu QI se elevar, ou meu conhecimento crescer.Vai simplesmente atrapalhar meus estudos, já que garotas são estridentes e barulhentas. A menos que ela deixe eu dissecar o cérebro dela...
A mulher arregalou os olhos.
– Ninguém vai cortar a cabeça de ninguém!- disse alterada.
Kosmo riu.
– Vamos logo, mãe.- a puxou porta afora, junto com seu irmão.
Entraram no carro e a mulher deu partida no carro, seguindo a caminho do hospital.
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Assim que chegou na recepção, Althea sentiu um nervosismo repentino. E se eles não gostassem dela e mudassem de opinião ? E se esqueceram de vir? E se ela não fosse o suficiente? E se eles a maltratassem?
Estremeceu e mandou embora aqueles pensamentos negativos.
A enfermeira Kim se despedira dela e a deixara ali junto com o guarda Mark, que conhecia a família e a indicaria quando eles chegassem.
O senhor já de idade falava incansavelmente sobre o festival de balé de sua filha de sete anos. Althea não sabia como alguém tão velho tinha uma filha tão nova, mas resolveu não perguntar.
O tempo todo ficava olhando para as portas automáticas do hospital. Toda vez que uma família entrava lá, Althea se contorcia na cadeira e arrumava a blusa. Dali de onde estava, podia sentir o frio que estava lá fora.
Pegou o casaco amarelo de lã que a enfermeira Kim lhe dera quando passaram por uma lavanderia e o colocou, esfregando os braços. Mais uma vez se remexeu inquieta na cadeira de rodas, até que Mark parou de falar e sorriu.
– São eles.- explicou apontando para um rapaz alto de cabelos pretos e olhos do mesmo tom, que andava ao lado de uma mulher baixa de cabelos castanhos. Conforme iam andando, ela percebeu uma criança andar ao lado deles.Estava atenta lendo um livro que parecia ser grosso e ter muitas palavras para a idade que a criança aparentava ter.
Mark acenou para eles e a mulher sorriu, indo em direção á Althea e ao guarda.
– Então, Mark. Onde ela está?- perguntou animada.
Estava tão entusiasmada que nem percebeu a garota de cadeiras de rodas ao lado do guarda.
Este riu e indicou Althea com o olhar.
– Oh, me desculpe, querida!- se desculpou.- Não lhe vi aí!
Althea riu.
– Tudo bem.- deu seu melhor sorriso.
A mulher estendeu a mão direita para Althea.
– Sou Catherine.- ela puxou os dois meninos.- E estes são Kosmo – apontou para o alto e esguio menino de cabelos negros.- e Frank.- desta vez indicou o menino que lia o livro.
Althea continuou sorrindo.
– Ãhn... Oi.- falou tímida.
Kosmo apenas coçou a nuca e Frank nem tirou os olhos do livro.
– Vamos, querida?- perguntou Catherine.
Althea assentiu e se despediu do guarda velhinho.
Não sabia por que, mas sentia que ficaria com saudades daquele lugar.
Notas finais
Moahahaha!
Ok, sem suspense '-'
Mentira, morram de curiosidade! HU3HU3'
Até o próximo capítulo!
Mandem reviews ò.ó
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