Notas iniciais
Olá, de novo!:)
Espero que estejam gostando da fic!
Como diz nos avisos, eu postarei com irregularidade, ou seja, sem dia específico pra postar.
Peço desculpas por isso,mas minha inspiração é que nem chuva : vem forte, fica por um bom tempo, depois passa e demora uma eternidade a voltar.
Boa leitura!^-^

Cinquenta e quatro, cinquenta e cinco, cinqüenta e seis, cinqüenta e sete...

Saiu de seus devaneios assim que viu a enfermeira Kim entrar no quarto. Ela carregava, como sempre quando vinha, uma bandeja com um prato de vidro em cima. No prato, se encontrava uma sopa duvidosa,a qual a enfermeira nunca lhe contara o sabor.

– Hora da janta.- falou sorrindo para a menina deitada na cama.

Esta apenas continuou a contar os azulejos da parede, com o olhar fixo na parede.

– Vamos, Al.- pediu com gentileza a enfermeira Kim.

Althea encarou a mulher de cabelos negros por alguns segundos, depois suspirou e assentiu com a cabeça.

– Não estou com fome.

Foi a vez da enfermeira suspirar.

– Você sabe que não pode ficar sem comer.- a encarou com o semblante sério.

Althea não disse nada, apenas levantou os braços e deixou que a mulher acomodasse a bandeja em seu colo. Com cuidado, pegou a colher com a mão esquerda e a mergulhou naquele líquido alaranjado com um cheiro de rúcula.

Assim que emergiu a colher e a levou á boca, tentou não vomitar ali mesmo. Aquilo era horrível!Piorava a cada dia, e mesmo assim, Althea era obrigada a tomá-la.

Depois da quarta ou quem sabe quinta colherada, não aguentou mais. Já tinha ânsia de vômito só ao sentir o cheiro daquilo.

Estava naquele bendito hospital, naquela maldita cama, sem poder se levantar e andar, já faziam três meses. Não agüentava mais, queria sair dali!Estava farta de, todos os dias, a enfermeira Kim lhe trazer um mingau com gosto de pé ( Althea nunca experimentou um pé, só sabe que o mingau tem gosto de pé e ponto) como café da manhã, uma gororoba que, hora era marrom, hora era verde, e hora era vermelha e branca de almoço, e uma sopa que fedia a um dos piores alimentos que se podia existir!

Queria sair dali, correr e sentir o vento balançar seus cabelos esvoaçantes.

Mas além de não poder sair daquele hospital, também não podia andar.

Sim, Althea não só perdera a memória, como também ficara sem os movimentos das pernas. Não as sentia mais. Não conseguia as mexer e era um sacrifício para darem banho nela.

– Vamos, Al.Você precisa comer.- insistiu a enfermeira Kim.

Althea contorceu o rosto numa careta de nojo e balançou-a para os lados.

A mulher de cabelos negros apenas olhou para baixo. Decepcionada, retirou a badeja do colo de Althea e saiu do quarto, fechando a porta com o maior cuidado para não fazer barulho.

A garota apenas continuou a contar os azulejos de seu quarto enquanto ouvia o som da TV entrar por seus ouvidos.

Acabou descobrindo que não era boa em matemática e parou de contá-los. Já estava com duzentos e sessenta e nove.

Começou a prestar atenção na TV, enquanto brincava com seus próprios dedos e estralava-os.

– Nesta sexta-feira, morreu num acidente de carro, os atores...- dizia a jornalista.

Althea parou de prestar atenção, e a frase “acidente de carro” ecoava em sua mente.

Então, flashes de acontecimentos vieram e sua cabeça doía, doía muito. Era algo insuportável, tanto que até colocou as mãos no crânio numa tentativa de amenizar a dor.

Obviamente não funcionou.

Ela via um homem e uma mulher, gritando um com o outro, suas veias saltando da testa.

A mulher, de cabelos de um loiro platinado,meio bege, fazia movimentos no ar com suas mãos e mantinha os olhos semicerrados durante todo o tempo.

O homem, que estava prestando atenção na estrada, apenas murmurava baixinho alguns xingamentos.

Althea se remexeu em sua cama.

Não queria que aquelas memórias parassem,mas se continuasse com aquela enxaqueca, desmaiaria.

Então tudo aconteceu tão rápido.

Ela viu o homem se virar e gritar algo para a mulher, que apenas virou o rosto para frente e arregalou seus grandes olhos cinzentos. O homem parou de gritar com ela e, achando que conseguiria retomar a direção á tempo, girou o volante para o lado direito no máximo que conseguiu.

Não adiantou, e Althea só ouvia os gritos de seus pais dizendo-lhe para se proteger.

A dor foi tanta, que Althea desmaiou e caiu de sua cama.

Ela acabara de lembrar do acidente que a deixou sem andar e sem memórias.

Notas finais
HEY JUDE!DON'T MAKE IT BAD!TAKE A SAD SOOOONG, AND MAKE IT BETER!
Espero que tenham gostado!;3
Quem aí gosta da Althea? o
Quem aí goasta da fic? ~cri cri~
Até o próximo!:)