Remember
1 I
Notas iniciais
Espero que gostem da minha história, é a primeira que posto aqui, no Nyah!
Tenham paciência comigo se eu demorar pra postar os capítulos, mas é que minha vida é uma bagunça rs'
Espero que gostem e boa leitura!
Palavras aleatórias: mandioca, churros, sal, telefone, gatos, macarrão e chinchila.
Nos vemos lá em baixo!
Beep Beep
Foi o som que ouviu ao acordar.
Não sabia onde estava, não sabia com quem estava e não sabia quem era.
Os olhos pesavam e as pálpebras tremiam inquietas.Tomou coragem e sentiu a luz cegar-lhe a visão.
Estava de olhos abertos.
Viu um senhor de cabelos grisalhos a observar calado.Ele a olhava e escrevia algo em sua pasta. Ao seu lado, um garoto de cabelos negros apenas o observava deslizar a caneta no papel.
Ela pigarreou.
– Onde estou?- perguntou com sua voz calma e baixa, como de costume.Além de tímida, tinha por natureza uma voz na altura do que parecia ser um sussurro.
O velho a olhou sorridente.
– Num hospital, minha jovem.- respondeu com pena nos olhos.
– E... por que estou em um hospital?- questionou a menina confusa.
Ele suspirou.
– Você sofreu um acidente de carro.
Ela piscou várias vezes.Acidente? Mas não se lembrava de absolutamente nada!E, parando pra pensar, refletiu sobre isso.
Ela não se lembrava de nada.
Não se lembrava de seu nome, idade, sexualidade. Não sabia quando fazia aniversário e os números pareciam flutuar para fora do relógio de parede á sua frente.
Mas o mais importante era: não sabia quem eram seus pais. Estariam eles ali? Será que ela se encrencou e acabou indo parar no hospital? Mas, porque não se lembrava de nada?
Balançou a cabeça.
– Onde estão meus pais?
O velho, que logo ela deduziu ser um médico, a olhou novamente com pena. O garoto ao seu lado desviou o olhar.
– Eles morreram, minha jovem. Estavam no mesmo carro que você.
Ela não sabia o que falar. Não sabia o que sentir.
Não se lembrava de seus pais, então como poderia chorar por eles? Se sentiu mal com esse pensamento, mas não tinha escolha. As lágrimas continuaram dentro dela.
– Então eu... não tenho onde morar agora?- perguntou com medo.
O médico tossiu, desconfortável.
– Olhe, isso é com o departamento de humanas. Estou aqui apenas para checar se está tudo bem com a senhorita.- e foi andando até o aparelho que fazia o barulho que a acrodou.
O garoto o seguiu, com sua bolsa azul marinho no ombro.Assim que o médico lhe pediu para checar os batimentos cardíacos dela, ele a largou em cima da cadeira ao lado da cama da garota.
Ela apenas ficou mexendo em seu anel prateado. Não sabia quem lhe dera, ou se comprara e não tinha motivos especiais para usá-lo.
Mas sentia que ele era a única coisa que a lembrava de sua vida passada. A qual ela não sabia de absolutamente nada.
O garoto pediu para que ela colocasse uma máscara de oxigênio, porque ela precisaria usar um pouco.
Assentiu e colocou-a no rosto.
Continuou brincando com seu anel, até tirá-lo do dedo e, sem querer, deixá-lo cair.
Justamente na bolsa do garoto.
Ela tentou tirar a máscara para lhe falar sobre o acidente, mas o médico ralhou com ela e disse que não poderia tirá-la até o dia seguinte.
Então ela apenas ficou ali, olhando fixamente para a bolsa do menino enquanto ele seguia o velhinho de cabelos grisalhos e ia embora do quarto, com seu anel dentro.
Notas finais
Espero que tenham gostado :3
Mande um review, faz bem pra mim e não faz sua mão ter um infecção grave para que tenham que decaptá-la.
Desculpe se eu uso muitas palavras difíceis, ás vezes.É que eu tento dar uma de intelectual.
Kissu e até o p´roximo!:)
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