Remains
8 Por Buda!
Shun não abriu a boca em nenhum interrogatório, nem diante da probabilidade de ter a pena diminuída.
Mais uma semana se passou e Mime, que fora encarregado do caso, estava perdendo a paciência. Os policiais, temendo pelas próprias vidas, aos poucos abandonavam o caso, e quando este vazou, o terror tomou conta das ruas de Tókio.
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- Não está funcionando, não está... -TRIN TRIN- Alô?Ele mesmo. Não, o... Como assim? Não! Sério? Estou indo para aí!
- O que foi Alberich?
- Acharam um gravador nas coisas da Mitiko!
Mime esboçou um sorriso e se levantou.
- É uma ótima noticia!
- É uma prova em potencial, mas pode não ser nada, também...
- Chega de papo.Vamos logo ver isso Alberich.
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- Bem...
- Eu sou o novo responsável pelo caso!Vai ter que me entregar isso agora!
- Mime, se acalma!
- Ele tem A PROVA POTENCIAL! E NÃO QUER ENTREGAR!
-Ai ai... Eu vou conversar pessoalmente com esse cara...
Alberich puxou o zelador do prédio até um canto.
- Escute amigo, não precisa se preocupar com o Fênix, eu te garanto que nada vai acontecer a você. Tenho meus contatos. Não vai vazar informação nenhuma dessa vez, e você já fez muito declarando o seu “achado” a policia.
- Eu...
-Relaxe. Só me entregue ok?
- Tome.
Alberich suspirou.
- Está dispensado.
- Como você consegue? Eu tenho um nível de controle mas...
- Você está muito estressado.
- Hunf...
- A Eleanor já saiu do hospital?
- Não.
A resposta seca de Mime o surpreendeu.
- A propósito...
- Faz uma semana que eu não vejo um cigarro...
- Abstinência dupla? –riu Alberich- Vai com calma cara, largue um vicio vital de cada vez, se bem que...
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Ouviram atentos. Todas as conversas com Satoshi e, o mais importante, o ultimo encontro entre ela e Shun.
Logo de inicio, um prólogo chamou sua atenção:
- Eu sou a major Mitiko, e você que está me ouvindo com certeza me conhece, então não devo maiores explicações. Fiz essa gravação em conjunto com o tenente Satoshi –entra a voz de Satoshi- Vocês também me conhecem. Continuando, estou no caso Fênix disfarçada de civil, como repórter investigativa. Ainda não sei o rumo que essa investigação irá tomar,mas com certeza pegaremos esse cara.Sim. Mas é algo arriscado, então estamos fazendo esse registro-novamente Satoshi fala-e eu desejo toda a sorte para ela. Mas eu não preciso de sorte Satoshi.Bem,vou estar trabalhando com a fotografa Eleanor Cantarella e com policiais da Interpol. Vamos conseguir.
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- É isso.
- A Fênix é irmão do nosso prisioneiro?
- Ela, sem querer,começou a namorar com um serial killer irmão de outro... Bem, a morte dela não foi em vão. Agora temos que achar uma ligação entra a senhora daquela mansão e o Satoshi, para encontrarmos o Fênix.
- É.Vamos fazer assim, eu vou atrás da velha e você vai atrás da Eleanor.Proteção a testemunha, você sabe.
- Pode ser.
- Então vamos. E, Mime...
- O que?
- Todo cuidado agora é pouco.
- Eu sei.
Se separaram. Alberich foi direto para a casa da velha senhora cujo patrão fora assassinado. Uma mulher ruiva atendeu a porta.
- No que posso ajudar?
- Eu gostaria de falar com a senhora Ikeda.
- Quem é você?
- Agente Alberich, da Interpol.
- Ela não está.
- E onde eu posso encontrá-la?
- Não posso te dizer.
- Não sabe?
- Não, não quero dizer mesmo.
- Mas vai ter que me dizer.
- Não vou não.
A mulher ia fechar a porta mas Alberich a segurou e entrouna casa.
- Vai terque me dizer. –ele a segurou pelo braço, mas ela se desvencilhou.
- Tente me obrigar.
- Não tenho medo de mulher garota.- Alberich a segurou pelo pescoço- É melhor você falar.
- Marin! –um rapaz que entrava na sala deixou cair os livros e cadernos que carregava- Solte ela!
- Seiya! Sai daqui!
- Hum, é Seiya não é? Se me disser onde eu posso encontrar a sra.Ikeda eu vou embora.
- Promete que nos deixa em paz?
- Sim.
- Ela esta no templo budista.
- Obrigado.
Alberich soltou a mulher chamada Marin e saiu. Pouco tempo depois, parou na avenida.
- Claro! Como não pensei antes!Satoshi era japonês, provavelmente freqüentava o templo budista! Aí está a resposta pra tudo!
Correu em direção ao hospital.
Mime e Eleanor precisavam saber disso.
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