Remains

9 Nova equipe, novas regras


Eleanor pensava no dia que a amiga chegou em casa, logo após sair com Alberich.

“

-Gente, que cara é essa?

-Eu me apaixonei Eleanor.

- Pelo Alberich?! –Eleanor demonstrou o desprezo que sentia pelo oficial.

- Não, ele é legal,mas não faz o meu estilo.

- Me explica então como você sai com um cara e volta apaixonada por outro?

- Ah, é que eu conheci um garoto tão fofo!

- E quem é o galã?

- Você conhece! Ele é assistente de limpeza criminal.

- Credo, que emprego infeliz!

- Não tem nada a ver. E ele é tão gentil comigo...

- Afê...

- Ele me pediu em namoro...

- No primeiro encontro?!

- É, ele é um cavalheiro. É mais bonito e romântico do que seu caso com aquele policial.

- Com o Mime? Ah, mas é que ele é irresistível. Tão certinho, mas ao mesmo tempo tão selvagem...

- Esquece, você não entenderia.O Shun é um homem sensível e dedicado.

- Que trabalha limpando crimes. Ora, tenha dó Mitiko! Me poupe desse papo chato.

- Realmente, nunca vai entender...”

- Não posso entender mesmo Mitiko...

- Srita.Eleanor.

- Eu?

-Você tem visitas.

- Tas?

- O sr. Mime e o sr.Shura.

- Meu pai ta aqui? Droga!

- Quem eu mando entrar primeiro?

- Manda o Mime entrar.

- Como quiser.

Mime entrou.

- Olá Eleanor.

- Oi herói.

-Está mais do que na hora de parar com isso. Descobrimos pistas importantes neste meio tempo.

- Hum.

- Mas você está oficialmente fora do caso.

- Não é justo!

- Veio um outro fotografo, um francês, para te substituir.

- Mime, Eleanor!

- Me desculpem, não pude detê-lo...

- Solte ele.

Um homem alto e moreno entrou e fez o atendente soltar Alberich.

- Eu agradeceria, se te conhecesse.

- Ele é meu pai.

- Hum...

- O que você quer Alberich?

- É confidencial...

- Eu sou integrante da Interpol, estou entrando no caso.

- Bem... O assassino está esse tempo todo em um templo budista.

- E como chegou a essa conclusão?

Resmungou Shura, se sentando no sofá. Um homem de camisa social meio amassada e desabotoada entrou, seguido de perto por um outro que carregava uma câmera.

- Isso não interessa agora Shura. Se a informação é confiável, iremos atrás.

- Esta bem Saga. Você é o novo responsável pelo caso, não posso fazer nada.

- Vamos.

- E nós?

- Estão dispensados.

Eu sou
Um pouco de solidão
Um pouco de negligência
Uma plenitude de reclamações
Mas eu não posso evitar o fato
De que todos podem ver essas cicatrizes

- Escute Saga, sei que você está assumindo o caso e não duvido de sua competência, mas não pode nos tirar do caso agora...

- Não só pode como já tirou, não ta vendo?

- Não vai abandonar o caso assim vai Mime?

- Eu sou um oficial responsável que obedece as normas e seus superiores Alberich. Estamos fora.

- Vai deixar o caso mesmo?

- Sim Eleanor,estou voltando para meu país esta noite.

- Depois de tudo, depois de Mitiko, todo o nosso trabalho...- Alberich protestou.

- Fique se quiser, não me importo e aposto que Siegfried também não.

- Hilda...

- Idem.

- Vamos Mime, o que tenho de fazer pra te convencer?

- Oficial Mime... –o fotografo se manifestou quase timidamente- Não seria melhor se permanecesse na proteção a testemunha?

Eu sou
O que eu quero que você queira
O que eu quero que você sinta
Mas é como se
Não importasse o que eu faço
Eu não posso lhe convencer

- É uma boa idéia Camus.

- Bem...

- Chega de discussão Saga. Vamos atrás desse cara logo.

Shura se arrependeu das palavras ao encarar o colega.

Eleanor não se deixou intimidar.

- Se vão, é melhor irem logo. Algo me diz que o Fênix não vai esperar vocês chegarem lá.

- Está bem...-Alberich refletiu- Vamos então.

Alberich, Mime e o resto da nova equipe saíram, indo diretamente para o tão insuspeito templo.

Entraram discretamente mas não foi suficiente para camuflar suas reais intenções. Um homem de vestimentas budistas os recepcionou e se dirigiu diretamente a eles no meio da multidão.

- O que desejam?

- Viemos... –Alberich começou.

- O que realmente vieram fazer no Santuário?

A simplesmente acreditar que isso é real
Então eu simplesmente deixo acontecer
Te observando
Dê as costas como você sempre faz
Abaixe o rosto e finja que
Eu não estou
Mas eu estarei lá
Porque você é tudo que eu tenho

- Estamos atrás de um assassino. O Fênix. –Saga foi o único a o encarar.

- Não tem permissão de entrar aqui para isso.Este é uma local de paz.

- Escute, compreendemos isso mas não pode impedir nossa passagem.

- Seu nome?

- Mime. Mime Benetnach.

- Mime... Sinto muito, mas não vão passar por mim.

- Eu seguro ele, e vocês vão atrás do maluco ok? –Saga sussurrou para Shura.

- Tenho um plano melhor Saga. Eu e o Camus o distraímos e você com os outros dois pegam o maluco.

- Precisam de dois caras da Interpol pra segurar um monge?! –Alberich se perguntou, olhando de Saga para o monge, desconsolado em ter perdido o caso para eles.

- Talvez seja uma boa idéia, eu vou lidar melhor com a situação. Existe uma chance do monge e do Camus se darem bem?

Eles riram, tentando descontrair. O fotografo chamado Camus não pareceu muito satisfeito, fechou ainda mais a cara.

-Parece indefeso.Vai, pode ir.

- Se pretendem deixar minha presença, vou me apresentar. Sou Shaka, seu pior pesadelo.

Mime e Saga não mudaram as expressões, enquanto os outros passavam por um instante de indecisão. Deviam avançar?

Um rapaz de cabelos azuis revoltosos como sua face se aproximou. Devia ter uns vinte anos, era uns dez anos mais jovem do que os novos agentes e o monge.

- Não precisa se meter Shaka. Preserve seu Santuário.

- É o que estou fazendo. Você é parte deste lugar.

Eu não posso sentir
Da mesma maneira que sentia antes
Não vire as costas para mim
Eu não vou ser ignorado
O tempo não vai curar
Esse dano nunca mais
Não vire as costas para mim
Eu não vou ser ignorado

Alberich pegou a deixa e se atirou sobre o recém-chegado, o derrubando. Shaka fez um movimento desesperado.

- Ikki, NÃO! Me deixe resolver isso sozinho!

Quando Shaka ameaçou a ajudar Ikki, Saga entrou em sua frente. O monge derrubou o policial com um chute bem aplicado, mas com isso conseguiu uma briga com os outros dois. Mime observava.

Alberich estava rolando com o suspeito pelo chão, com sérias dificuldades para pará-lo, e isso estava aborrecendo Mime. Não podia ser tão difícil! O estampido de um tiro o despertou.

Poucos passos ao seu lado, Shura e Camus estavam no chão e o monge, ofegante, encarava Saga. Um tiro para o alto, apenas um aviso.

- Jamais me vencerá assim, e sabe disso. Seja mais inteligente Saga, sei que o é.

- Meu nome...

- Todos os meus sentidos são aguçados, posso perceber o que alguns jamais poderiam.

- Então conhece o segredo que encoberta em seu Santuário? –Não era exatamente uma pergunta...

- Claro. Conheço Ikki e seu irmão há anos, e posso lhe assegurar que suas atitudes não são irracionais ou injustas. Pelo contrário.

- Então você é mais louco que eles.

- Esta julgando minha loucura Saga?

Eu sou
Um pouco de insegurança
Um tanto quanto inconfidente
Porque você não entende
Eu faço o que posso
Mas às vezes eu não faço sentido
Eu sou
O que você nunca quer dizer
Mas eu nunca tive dúvida alguma
É como se não importasse o que eu faço
Eu não posso lhe convencer
Por uma vez só a simplesmente me ouvir
Então eu simplesmente deixo acontecer
Te observando

Saga movimentou a cabeça, como se para afastar uma idéia.

Shura resmungou algo como “que lerdeza” e “estou velho demais para isso” antes de se levantar e ir ajudar Camus.

- Seus companheiros estão longe de conseguir avançar. –Shaka olhou para Alberich, que foi jogado para longe. Um outro monge de longos cabelos negros o segurou quando ele fez menção de se levantar novamente- Está em meu, vulgarmente falando, habitat. Tem duas opções Saga. Desistir ou me matar.

As pupilas do oficial retraíram. Não acreditava que estava ouvindo isso.

Shura assentiu, mas Camus soltou um murmúrio de revolta.

Dê as costas como você sempre faz
Abaixe o rosto e finja que eu não estou
Mas eu estarei lá
Porque você é tudo que eu tenho

- Não podemos fazer isso. Decididamente não.

- É nossa única opção. Ele é forte demais, e está decidido em nos impedir.

Shura olhou para Saga, e dele para Mime e o chamado Ikki, que se rodeavam como felinos em uma disputa por alguma presa.

- Vamos com isso. –apontou a arma para Shaka.

- A decisão está tomada?

Foi a ultima coisa que o monge disse antes de ser transpassado por três tiros a queima-roupa.

- Shaka, eu disse para ficar fora disso... –Ikki parecia realmente pesaroso, tanto quanto um psicopata pode ser.

Escute-me agora
Você vai ter que me ouvir
Querendo ou não
Agora mesmo.

Notas finais
Cavaleiros de ouro 4ever! Enfim... A musica eh Faint, aquela bem famosa (rs), do Linkin Park