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7 VI - Aproximações Perigosas Part. II
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem do capítulo c:
Até lá embaixo ô/
P.O.V Charles
Depois que entramos na mansão, Silena não falou mais nada. Subimos até seu quarto em silêncio absoluto. Só se ouvia o abrir de gavetas e o remexer de roupas.
–- Silena... o que houve? -- perguntei já preocupado com o seu súbito silêncio.
–- O que houve?! -- ela largou uma peça de roupa e me encarou. -- Estragaram a minha noite, Charles. Só isso.
–- Ora essa Silena, não é pra tanto -- dei de ombros.
–-Não é pra tanto? -- é nessas horas da sua vida que você deseja ser mudo. -- Se uma qualquer destruísse o seu vestido, o que você faria?
–- Hã... eu não uso vestidos -- respondi.
–- Está vendo? Por isso mesmo. Você não sabe o que eu estou sentindo pra falar "não é pra tanto". -- Silena argumentou. Ela recolheu as roupas do chão e voltou a remexer nas gavetas do closet.
–- Só sei que agredir a coitada no banheiro, foi errado da sua parte, Silena. -- Eu poderia dar esse assunto por encerrado. Mas como um bom idiota que sou, eu ainda tinha que dar opiniões.
Sabe aquele momento em que você vê a sua vida passar por seus olhos? Então, foi isso que aconteceu quando Silena fechou a gaveta com toda a força do mundo e saiu do closet.
–- Então você está do lado daquela vadia, Charles?
–- Eu só...
–- Está defendendo aquela mal-amada?
–- Silena...
–- Se é assim, acho melhor você correr! Quem sabe ela ainda esteja estirada no chão do banheiro!? É Charles, talvez você a encontre te esperando!
–- Eu não estou...
–- É melhor você não falar mais comigo, Beckendorf. Com certeza a sua nova protegida é ciumenta -- Silena entrou novamente no closet e depois se trancou no banheiro.
Anotações para mim mesmo: Se uma mulher "desabafar" com você, não dê opiniões e apenas ouça. Ou caso contrário o que era uma leve chuva, pode virar uma tempestade de proporções catastróficas.
Encostei-me na porta do banheiro.
–- Silena -- chamei. -- Abra a porta, por favor.
–- Acho que você errou de banheiro. -- ela irônizou.
–- Silena! Deixe eu me explicar.
Ela não respondeu mais. Eu estava prestes a desistir, fui em direção a porta, mas antes que eu pudesse sair do quarto, Silena abriu a porta do banheiro.
–- Tudo bem, explique-se -- ela ordenou séria.
–- Explicar...?
–- É Charles. Você disse que quer se explicar.
Porque eu não estava entendendo nada do que Silena estava falando? Aliás, eu mal sabia o meu nome e onde eu estava. Talvez seja pelo tipo de roupa que Silena estava usando. Ou pelo tipo de roupa que ela não estava usando.
–- Vamos Charles! Eu não tenho a noite toda. -- Silena reclamou, me tirando dos meus pensamentos.
–- Eu não quis defender aquela garota. Eu só estava querendo o seu bem e hã... eu não quero brigar mais -- respondi. Eu poderia ter escolhido melhor as palavras, o problema é que Silena estava tirando toda a minha concentração.
–- Talvez eu tenha exagerado um pouco -- ela admitiu.
–- A propósito, você gosta de lilás? -- Claro, com tanta coisa pra perguntar, eu vou logo fazendo a pergunta mais idiota possível.
–- Hã... porque você quer saber?
–- Nada, é só uma pergunta inocente -- respondi. Essa pergunta poderia ser tudo. Menos inocente.
–- Eu... gosto -- Silena respondeu confusa.
–- Então é por isso que sua lingerie é lilás -- conclui. Eu disse que a minha pergunta anterior não era inocente.
Silena franziu o cenho e pareceu ficar mais confusa. Foi quando ela olhou para baixo e percebeu do que eu estava falando.
Seus olhos voltaram à se encaixar em mim. Eu não soube distinguir a sua expressão. Primeiro ela ficou vermelha, provavelmente corando com aquela situação um tanto quanto... vergonhosa -- e que pessoalmente para mim não foi tão ruim assim. -- Mas depois, sua expressão foi misturada com uma certa raiva.
–- E você aí, aproveitando da situação! -- ela esbravejou.
–- Ora essa, eu achei que você soubesse das suas roupas... ou "não-roupas". Então resolvi não comentar nada -- dei de ombros.
–- Está vendo? Você me deixa nervosa! Anda, saia do meu quarto. Quero trocar de roupa... hã... quero vestir uma roupa.
–- Sinceramente -- me aproximei um pouco. -- Eu prefiro você assim -- sussurrei em seu ouvido fazendo-a estremecer levemente.
–- E sinceramente? Eu prefiro o Charles timido que eu conheci -- ela disse se afastando de mim. -- Agora... pode me dar licença?
–- Se você quer assim -- dei um sorriso de lado e saí do quarto.
Eu já estava na metade do corredor, mas fui interrompido de continuar pelo peso de delicadas mãos em meus ombros.
–- Olha Sile...-- não consegui terminar a frase. Silena me interrompeu com um beijo. Se eu recuei? Não, não mesmo. Ainda mais pelo fato de que ela continuava com as suas "não-roupas".
Voltamos aos tropeços para seu quarto. Ela enroscou suas pernas em minha cintura e eu a apoiei contra a parede.
–- Você disse que preferia o Charles timído de antes -- reclamei me desviando de seus beijos e a encarando.
–- Mudei de ideia -- ela respondeu me puxando pela gravata.
Então resolvi tomar a iniciativa de empurrá-la contra a cama. Nossos lábios se encontraram de forma suave, mas quando nossas línguas se enroscaram, o beijo se tornou voraz e desesperado. Desviei -me de sua boca e marquei uma trilha de beijos pelo seu rosto até a sua orelha e a mordi de leve. Ela enrijeceu-se e cravou suas unhas em minhas costas. Silena parecia não ter muita noção do que estavamos fazendo, e ela não era a única. Quando dei por mim, a única peça de roupa que me encobria era a calça.
Teriamos continuado se não fosse o "toc-toc" na porta.
–- Silena, está tudo bem? -- uma voz conhecida falou do outro lado da porta.
–- Q-quem é? -- Silena perguntou tentando se desvencilhar dos meus braços.
–- Como quem é? Sou eu, Drew. Abra essa porta agora.
–- Ah Drew, volta outra hora, estou ocupada... DREW? -- Silena me empurrou com tanta força que eu caí da cama, fazendo um enorme barulho.
–- Silena? O que foi isso? Abre a droga dessa porta! -- Drew esbravejou.
–- Droga Silena, eu não sou de ferro! Acho que quebrei alguma costela -- murmurei para que apenas Silena ouvisse.
–- Se esconde -- Silena disse tentando me levantar do chão. -- A Drew não pode ver você aqui.
–- Por que não? Abra a porta ué -- respondi.
Silena me largou no chão novamente, e antes que eu pudesse reclamar da dor, ela tapou a minha boca.
–- Acontece, que se ela ver você aqui, irá me dar meia hora de sermão. Mas sabe-se lá o que ela poderia fazer com você.
–- Silena, eu vou dar dez segundos pra você abrir essa porta! Ouviu bem? -- Drew gritou novamente.
–- Já vou! -- Silena voltou a me levantar. -- Anda, debaixo da cama!
–- Óh não... eu não vou...
–- Anda Charles! -- Silena me empurrou para perto da cama.
–- Ah que ótimo! Há dois minutos atrás eu estava encima dessa cama, e agora terei que ficar embaixo -- resmunguei enquanto fazia o que Silena me aconselhara.
Silena vestiu um roupão e abriu a porta.
–- Então, onde ele está? -- Drew perguntou.
–- Ele quem? -- Silena se fez de desentendida.
–- O Charles. Onde ele está?
–- Ah... ele foi embora -- Silena deu de ombros.
–- Não, não. Ele está sem carro. Iria embora de que? -- dessa vez pude ouvir a voz de Érick. Isso mesmo Litcher, sentencia a minha morte.
–- Ele recebeu uma ligação e teve que sair as pressas -- Silena respondeu prontamente. -- Só não me pergunte quem ligou. Ele não quis dizer e simplesmente foi embora.
–- Espero que não seja alguma coisa séria -- Érick comentou.
–- Então eu espero você lá embaixo, tudo bem? -- Drew disse em tom delicado e... como assim delicado? Alguma coisa estava muito, muito errada.
–- Claro, maninha. Irei daqui a pouco -- Silena respondeu.
Depois disso pude ouvir o bater da porta. Então vi que já era hora de sair do meu "esconderijo".
–- Cara, se eu tivesse claustrofobia, teria morrido debaixo da sua cama. E você morreria de remorso depois -- disse enquanto me levantava.
–- Ah que exagero -- Silena me ajudou a sentar na cama. -- Onde dói?
–- Dói tudo -- reclamei.
–- Dói aqui? -- ela depositou um beijo no meu pescoço. -- Então ...dói aqui? -- ela beijou a ponta da minha orelha. Balançei a cabeça negativamente. -- Ah já sei! Deve doer aqui -- Silena estava prestes a me beijar, mas foi interrompida pela porta sendo aberta com um estrondo.
–- Eu disse à você Érick! -- Quando me virei, pude ver meu amigo e uma Drew não muito amigável nos encarando. -- Calma... respira... você não viu isso...
–- Drew... hã... ele já estava de saída...-- Silena tentou explicar.
–- Dois minutos -- Drew disse por fim. -- Quero vocês lá embaixo, de preferência, vestidos -- ela apontou para mim. É eu ainda estava só com a calça social. -- Em dois minutos não dá para fazer nada, a não ser que os dois sejam... rápidos demais. E eu espero profundamente, que nenhum dos dois seja rápido. Ou alguém por aqui -- ela me encarou -- terá que ser MUITO rápido, quando tiver que correr.
–- Calma Drew...
–- Calma? Eu estou calma, Érick. MUITO calma. Calma até demais -- Drew deu ênfase na palavra "muito". -- Estão avisados. Dois minutos, ouviram bem? Dois minutos.
Dito isso Drew e Érick fecharam a porta. Me deixando sozinho novamente com a Silena.
–- Agora você entendeu o porquê de ter que se esconder -- Silena disse.
–- É acho que sim -- concordei.
–- Ela disse dois minutos. Provavelmente já perdemos meio minuto -- Silena correu até o closet e o velho som de gavetas e o remexer de roupas voltaram.
–- Precisa de ajuda? -- entrei no closet. Silena estava de costas, então envolvi minhas mãos em sua cintura.
–- Para, Charles. A Drew disse dois minutos, não dá tempo pra nada e aliás, se ela chegar aqui e ver você...
–- Shh..–- fiz com que ela se virasse de frente para mim. -- Bem... qualquer coisa eu posso correr -- sugeri.
–- Espere -- Silena foi até a porta do closet e a fechou. -- Agora sim você pode escolher uma roupa para mim -- ela sorriu maliciosamente. E acabei devolvendo o sorriso.
A última coisa que fariamos ali, seria vestir alguma roupa. E pelo o que eu percebi, aquela noite seria longa.
P.O.V Nico
Estavamos parados dentro do carro em um silêncio constrangedor.
–- Acho que parou de chover -- Thalia disse. -- Você... hã... pode entrar por cinco minutos?
–- Perséfone disse para eu não chegar tarde em casa -- respondi. -- Mas acho que demorar mais cinco minutos não fará tanta diferença.
Thalia sorriu e abriu a porta do carro.
–- Venha -- ela abriu os grandes portões e eu a segui.
Ela me encaminhou até o jardim da casa. Na verdade não era bem um jardim. Era apenas gramado.
Thalia retirou o salto e se deitou na grama, fazendo sinal para que eu fizesse o mesmo.
–- São lindas não acha? -- ela disse fitando o céu.
–- Hã... está falando da grama?
–- Claro que não seu bobo! Estou falando das estrelas.
–- Ah sim, elas também são lindas -- respondi.
–- Elas fazem com que eu me sinta mais perto da minha mãe -- Thalia comentou.
–- Ela... hã... se foi há muito tempo?
–- Dez anos. Ela não era má pessoa. Só um pouco alegre demais, perdê-la foi um choque muito grande pra mim e Jason.
–- Quem é Jason? -- perguntei. Confesso, senti uma pontada de ciúmes quando ela falou esse nome.
–- Meu irmão mais novo. Ele está fazendo intercâmbio em Paris -- Thalia continuou -- Não o vejo faz alguns meses.
Me virei para vê-la e apoiei a minha cabeça em uma mão. Com um susto, percebi que Thalia estava chorando.
–- Ei, ei! N-não chora, por favor.
–- Foi um cisco que entrou no meu olho -- Thalia tentou disfarçar.
–- Olha...-- pensei por um minuto -- Você mentiu para mim.
–- Do que você está falando? -- ela franziu o cenho.
–- Eu disse que você mentiu para mim. E agora vou puní-la por isso.
–- Como assim me punir, Nico? -- Thalia começou à ficar nervosa.
–- Você sente cócegas? -- perguntei me sentando ao seu lado.
–- E-eu... você não vai...
–- É. Eu vou -- dito isso comecei à fazer cócegas nela, o que a fez rir frenéticamente.
–- N-nico... pelo a-mor de Deus... p-para... eu... i-imploro... eu... v-vou morrer...-- Thalia disse entre risos.
Vendo o seu desespero, parei com a tortura e me deitei novamente ao seu lado.
–- Isso foi golpe baixo! -- ela disse ofegante.
–- Você mereceu -- disse enquanto ria da situação anterior.
–- Ah é? -- ela subiu encima de mim. -- Pois agora eu quero vingança!
–- Vá em frente -- dei de ombros.
Thalia pôs-se a fazer cócegas em mim. Sem resultados.
–- Não acredito! -- Thalia pareceu decepcionada. -- Você não sente cócegas?
–- Desculpe, mas não.
–- Então você deve ter um ponto fraco -- ela afirmou.
–- Na verdade eu tenho... mas não vou te contar -- respondi.
–- Ah você vai contar sim!
–- Tudo bem eu conto -- disse levantando as mãos em rendição. -- Meu único ponto fraco é... a boca.
–- Você deve estar brincando -- ela concluiu.
–- Estou falando sério -- respondi me segurando para não rir.
–- Então me diz, o que eu devo fazer para atingir o seu... ponto fraco? -- Thalia perguntou. Será que ela havia acreditado mesmo?
–- Talvez você tenha que me beijar -- respondi tranquilamente.
–- Bem conveniente, não acha? -- ela arqueou uma sobrancelha.
–- Tudo pela sua vingança -- acrescentei.
–- É acho que vale a pena -- ela aproximou-se um pouco mais, fazendo com que nossa respiração se misturasse. -- Mas pensando bem, -- se levantou -- acho que você não mereça tal tortura.
–- Ah eu mereço sim -- me levantei decepcionado.
–- Não, Nico. É uma tortura grande demais -- Thalia irônizou. É, ela havia entrado na brincadeira.
–- Mas e a sua vingança? -- perguntei.
–- Eu posso pensar em algo depois -- ela continuou andando pelo gramado.
Envolvi meu braço em seu ombro e começei à caminhar junto a ela.
–- Você sabia que eu estava brincando não é? -- perguntei.
–- Mentir não é uma qualidade sua... ou defeito... Ah, você me entendeu.
–- Foi tão ruim assim? -- questionei.
–- Se foi ruim? Eu parei de acreditar depois do "Meu único ponto fraco é... a boca" -- ela soltou uma gargalhada.
–- Nem vem, mentir tambem não é o seu ponto forte -- rebati.
–- Então qual é o meu ponto forte? -- ela questionou.
–- Me deixar confuso.
–- Como assim confuso?
–- Se eu soubesse, eu não estaria confuso -- respondi e ela me deu um empurrão.
Voltei a deitar na grama e comecei à fitar o céu. Thalia apenas se sentou ao meu lado.
–- E isso é bom? -- ela perguntou.
–- O que?
–- Essa... confusão, é boa ou ruim?
–- Não sei também -- respondi. Thalia pareceu decepcionada, ela suspirou e deitou-se ao meu lado. --... mas de alguma forma, essa confusão me faz bem.
–- Legal -- ela deu de ombros.
–- Quando eu falei sobre o meu ponto fraco, bem... eu estava na expectativa de que você me beijasse -- as palavras saíram da minha boca sem que ao menos eu pudesse pensar duas ou três vezes antes de falar.
–- Isso foi algum tipo de cantada? -- ela sorriu.
–- Não, foi só... a verdade.
Thalia não disse mais nada. Ficamos em mais um silêncio constrangedor.
–- Eu tambem queria me vingar -- ela pôs-se novamente encima de mim -- digo... queria beijá-lo.
Azul no castanho. Estavamos mais uma vez nos encarando como da primeira vez que nos vimos. Só que dessa vez não sentimos nenhuma ligação.
–- Não acredito que eu disse isso -- Thalia disse entre risos.
–- Então você não queria me beijar?
–- Na verdade eu não queria -- ela se aproximou da minha orelha. E sussurrou -- Para ser mais exata, eu ainda quero.
Encaixei uma das minhas mãos em sua cintura e com a outra agarrei os seus cabelos e a puxei delicadamente até encostar sua testa na minha. E ficamos assim. Nos encarando com uma enorme curiosidade. Quando fiz um movimento para beijá-la, começou a chover. Não, não era chuva. Era...
–- Esqueci que nas quintas o sistema de irrigação é ativado -- Thalia disse tranquilamente. Sem mostrar nenhuma reação.
–- Você não vai sair correndo?
–- Não antes de fazer isso -- ela desfez a distância entre nossos lábios e me beijou. O que eu senti depois disso foi indescritivel. Aquela mesma conexão voltou, só que ainda mais forte. Os seus lábios eram macios e doce. Nossas línguas já dançavam em completa sincrônia. Nos beijamos até perder totalmente o fôlego, era intenso, mas estava longe de ser o suficiente. Eu sentia uma necessidade fora do comum de estar junto dela. A vontade de entrelaçar nossos corpos e almas era quase que inevitável. Logo, eu me pegava escorregando os meus lábios sem pudor pela pele nua do pescoço de Thalia. O fato de estarmos em meio a uma "chuva artifcial" não nos impediu em nada.
Era errado.
Muito errado. Em algum lugar de Nova Orleans, Rachel poderia estar pensando em mim e talvez até chorando por mim.
Fui tirado dos meus pensamentos quando uma forte luz chegou até meus olhos.
–- Thalia! Pode me explicar o que isso significa? -- a voz de uma mulher nos interrompeu. Olhei para o lado e vi uma senhora com provavelmente 50 anos apontando a droga de uma laterna para mim e Thalia.
–- Janicy! -- Thalia se levantou assustada. -- Hã... você não deveria estar dormindo?
–- Deveria sim, Thalia. Aliás, você e esse moçinho deveriam estar na cama.
–- Na cama? -- perguntei. É, eu levei aquilo na maldade. Quem não levaria?
–- É, na cama... quero dizer, cada um em sua casa -- a tal Janicy corrigiu-se. -- Vamos sair daqui, olhem pra vocês! Vão acabar pegando um resfriado.
–- Não é pra tanto, Janicy -- Thalia reclamou.
–- Vamos entrar Thalia... e você moçinho, venha tambem -- a tal Janicy não parecia estar pedindo e sim ordenando.
Thalia me ajudou a levantar e me puxou pela mão, seguindo a Janicy. É, aquela noite seria longa.
Notas finais
Se quiserem clicar no bagulhinho ali de recomendar ashuahsuas eu aceito c: Bj ô/
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