1º de Julho de 1999

A Terceira Visão

Uma Luz

Quando acabei de cavar minha cova para se enterrar, encontrei o diário de Emeli. Ela foi a ultima pessoa que viveu aqui nesta casa, mas a história está incompleta; falta uma pagina.

“Criei meu próprio mundo, quando abri as portas, fui consumida... Deixei minhas lembranças... Onde minha alma ficou aprisionada...”

Não consegui encontrar a resposta, mas já tomei minhas conclusões. A luz que envolve a casa nos protege.

Peguei o diário de Emeli e sai da casa.

Fui em direção dos Mil Cães. Estavam tão enfurecidos que mordiam uns aos outros. Coloquei o diário sobre o peito e fui em direção ao portão. Os cães que ficavam em meu caminho se reduziam. Tornavam-se tão pequenos que cabiam na palma da mão.

Passei pelos cães...

Passei entre as grades...

E estou fora!

Conclusão: o alimento dos cães é o medo, Emeli os alimentou e terminaram se multiplicando. Por fim, Emeli desapareceu e os cães ficaram a espera de um outro criador...

Sai da escuridão e fui para a luz. Meus olhos ainda não se aconstumaram com o clarão, mas isso não me incomoda. Levo a minha atenção a ferida do braço esquerdo...