30 de Julho de 1999

Um Sonho...

Na época que a criei, tão grande foi a minha felicidade. No tempo era apenas um bebe, mesmo assim ele brilhava entre os demais. Seu sorriso era a minha felicidade.

Quando completou um ano, não parava mais dentro de casa. Onde passava deixava sorrisos nos rostos. Eu ganhava elogios por sua beleza e um dia todos queriam imita-la, mas mesmo ela andando nas pontas dos pés era inabalável. Eu vi que isso não poderia ficar assim, não foi essa a educação que a dei. A coloquei numa creche, eu estava muito ocupado, lá ela estará com os outros.

Por um semestre a esqueci, que culpa...

Quando completou três anos, eu a trouxe de volta. Estava mais bonita ainda, não saia mais de perto de mim. Nos mudamos para uma cidade maior. Tive a infeliz noticia que a creche se incendiou com tudo dentro. Na nova escolinha estará mais próxima de mim. A nova casa era bem maior, ela se sentiu como num paraíso em seu novo quarto. Tinha tudo ali. Na escola ela se sentia sozinha, mas eu lhe dizia que era só o começo. Mas é claro! Pouco tempo depois já procuraram briga com a beleza dela. O Japonês (R) tinha inveja de sua beleza. Por muito tempo isso se tornou uma rivalidade. Se tornaram amigos em um semestre. Um dia ela me levou para visitar a casa do Japonês e vi que a sua casa era bem maior que a nossa. Mais sofisticada e bonita. Tudo que uma criança sonhava tinha ali. Sai da casa do Japonês impressionado e de cabeça baixa. Mas o sorriso dela me levantava.

Neste mês o Japonês já se dava como derrotado, a beleza dela já abalava os tempos. Ela já era noticia na escola e estava sempre a um passo a frente, sempre mais alta que os demais e sempre mais bonita. Mas eu acreditava que meu mundo era menor que o dela. O Japonês iria se mudar no final do ano para o interior.

Não sei se era loucura, mas eu ia entrega-la para o Japonês. Em sua companhia ela não ficaria sozinha. Já me dava como perdido. Naquela noite eu estava arrumando as malas para ela ir embora. Ela chorava sem parar, não saia do meu pé. Mas ninguém conseguiu impedi que o sol viesse no próximo dia. O Japonês foi embora, não deixei que minha criança fosse junto. Mas ainda continuava com a minha loucura de arrumar as suas malas...

Um ano se passou...

Minha ideias retrocederam...

Ela estava com quatro anos e foi para uma nova turma. No inicio seu sucesso estava fraco. Loucura Sangrenta (T) e o Café Mate (D) foram seus primeiros amigos naquele ano. Os dois ajudavam ela em quase tudo. O Loucura gostaria que ela fosse mais selvagem e o Café queria vê-la saltar, pular, nadar, lutar etc. Até que isso tudo ajudou, fez com que o sucesso dela pulasse de um para dez.

Foi como uma senha nova, seu nome ficou estampado em diversos outdoors. Foi uma celebração. Sua beleza era rara. O Café dormia e acordava pensando nela, a cada dia que passava queria vê-la de um modo diferente. Sempre era uma inspiração. Loucura Sangrenta era altos agitos e ela gostava.

Mas o ano está chegando no final, parece que o Café Mate vai embora. Estou a beira do abismo.

O ano passa e leva consigo as suas magoas para o mar...

Ela está com cinco anos e mais selvagem. Ficam as lembranças do Café Mate que ocupava horas de dedicação a ela. Loucura Sangrenta continua na escola. O Japonês veio visita-la, ele disse que mora num apertamento e disse que onde ele mora não é tão bonito. Desistiu do nome Japonês... Ele saiu descendo a rua num céu escuro. O Café Mate aparece as vezes por aqui, não se esqueceu dela.

Um dia, no final do semestre, pessoas a cercaram, ela virou assunto somente por um dia...

No segundo semestre... Numa noite que não houve janta...

Ele veio arrastando seu manto, seus passos mostravam a devastação de seu exercito e seus olhos determinava o alcance de seu ataque. Seu nome é Blues Fire (F), mas neste outono ele não atacará...

(final incompleto)