Notas iniciais
Inicio da jornada do nosso herói Alex no Reino Skyler em busca de uma nova vida e colocando fim na sua fase de andarilho.

Alex (lê-se Álex) está deitado no feno acomodado bem ao fundo de um pequeno estábulo, não passava das primeiras horas da manhã quando ele abriu os olhos, incomodado pela luz do sol que entrava pela janela. Logo à frente os cochos onde havia dois cavalos presos um de frente para o outro, era evidente que não eram cavalos de guerra, pois não eram robustos e imponentes estavam mais para dois cavalos para carregar cargas e passeio apenas.

Uma virada de lado Alex confere que suas coisas estavam do mesmo jeito do qual as haviam deixado. Uma pequena bolsa onde carregava suas poucas moedas que haviam restado de suas economias, um cantil de água para momentos de sede e suas duas inseparáveis espadas embainhadas em suas capas negras em couro. Quando Alex se senta no tufo de feno para terminar de acordar vê um pequeno menino o observando escondido atrás de uma pilastra de madeira.

_ Ei garoto porque se escondes? – pergunta Alex amistosamente.

O menino se esconde de forma tímida atrás da pilastra novamente. Era de cabelos pretos olhos curiosos. Não devia ter mais de 10 anos de idade e usava roupas de camponês.

_ Venha cá não sejas tímido? – Convida Alex ao se levantar

Alex calça suas botas, amarra seu cantil de couro na cintura e coloca suas duas espadas nas costas em forma de “X” quando estava pegando sua bolsa rápido como um raio entra uma mulher pela porta gritando...

_ Ali está o bandido! Ali esta o bandido! Não deixes escapar!

_ Maldito ladrão de cavalos! Vou pegá-lo antes que fujas! –Esbraveja um homem que entra empunhado uma espada na direção de Alex.

_ Meu senhor deves haver um mal entendido! Está certo que invadi seu estábulo, mas foi em busca de pouso apenas, viajo a muitas milhas e estava cansado! Desculpe-me o incômodo! – Diz Alex com as duas mãos para frente tentando acalmar o senhor em fúria.

_ Não mintas ladrão! Entrastes aqui em busca de meus cavalos! E agora vai sentires a fúria da minha espada! – esbraveja o senhor.

O dono do estábulo parte para cima de Alex com a espada levantada acima da cabeça, na eminência do golpe Alex puxa rápido como um raio apenas uma de suas duas espadas das costas, se esquiva para o lado do golpe de cima para baixo e o senhor acaba acertado o solo.

_ Desgraçado! Lutes como homem não fique se esquivando!

O senhor tira a espada do solo com certa dificuldade, pois o golpe foi muito forte o que acabou a enterrando um pouco. Enquanto ele fazia isso Alex desembainha a segunda espada lentamente e assume postura de luta. Alex utilizava duas espadas de apenas 50 centímetros, aparentando serem muito finas e frágeis comparadas a “Longsword” grande e robusta que o homem usava. Uma espada na mão esquerda virada 45 graus e a segunda na mão direita com o braço mais recolhido também em 45 graus protegendo seu rosto e joelhos flexionados, essa era a postura totalmente anticonvencional de luta de Alex, parecia um pugilista armado com duas espadas.

_ Quero ver você escapar disso! – Parte o homem novamente para cima de Alex agora golpeando da direita para a esquerda na altura da cintura.

Em um movimento que era praticamente impossível de acompanhar com os olhos de tão rápido Alex bate sua espada da mão esquerda de baixo para cima virando o pulso defendendo o golpe lateral da Longsword empurrando a espada para cima deixando o homem com a guarda totalmente aberta e com a espada direta entra rasgando e para a centímetros na garganta do homem.

Por um segundo o silencio se fez pelo estábulo, um suor escorreu pela testa do dono do estábulo que encarava de olhos arregalados os olhos frios e concentrados do veloz espadachim. A sua esposa e filho prenderam a respiração e de olhos arregalados assistiram surpresos a tamanha velocidade, agilidade e perícia do jovem espadachim que aparentava ter hesitado em decapitar seu agressor.

_ Um homem com esposa e filho não deves morrer... A não ser que o faça por merecer – diz Alex quebrando o silencio – Em nome de sua família renda-se... Essa luta já acabou – termina de forma séria e ainda com a espada brilhante e prateada quase encostando na garganta do senhor.

O senhor solta a espada que cai do alto se encravando no solo, num sinal claro de rendição, lentamente Alex se afasta e guarda suas espadas de volta nas bainhas em suas costas. O homem ainda em choque com a situação em que quase morre não diz nada é Alex que quebra o silencio.

_ Não faz sentido carregar uma espada se não seja para fazer justiça. São armas letais – começa Alex tirando a espada do homem do chão e começando a manusea-la – Tem o poder de tirar a vida de qualquer ser vivo que eu conheço e por isso deves ser usada de forma justa e honrada. Um homem que defende seus bens e sua família tem todo direito de fazer isso, invadi seu estábulo e peço desculpas por isso e tinhas todo direito de me atacares, estava defendendo seus bens e a honra de sua família é um homem de coragem e justo, por isso poupei sua vida. Pessoas justas e honradas devem ter vida longa – Termina Alex já devolvendo a espada de volta de forma amistosa ao dono do estábulo.

_ Obrigado por teres poupado a vida de meu marido meu jovem como se chama? – Pergunta a esposa intrigada com o jovem espadachim.

_ Alex minha senhora, ao seu dispor – Responde Ale se inclinando para dama em respeito.

_ Não és ladrão com certeza Alex, falas de forma poética, tens honra e bons ensinamentos. Tens habilidades que jamais vi, poderias ser muito bem um assassino ou mercenário treinado, mas seu caráter não mentes. Suas vestes me dizem que tu não és alguém muito afortunado, então quem tu és na verdade jovem espadachim? – pergunta intrigado o dono do estábulo.

_ Apenas um viajante – responde Alex depois de pensar um pouco.

_ Hahaha – Gargalha o senhor – Mercadores não lutam como tu, nunca vi ninguém usares duas espadas e muito menos como tu usas, não és um mercador viajante.

_ Certo... – Começa Alex um pouco entristecido – Todo homem tens seus propósitos e suas lutas, quanto a minha luta não posso fazer nada por hora. Somente reconstruir minha vida e retornar mais forte para minha batalha pessoal.

_ Vejo que tu és um homem de luta e irei respeitar seus segredos, por favor aceites cear com minha família como pedido de desculpas e terás minha gratidão para todo o sempre.

Alex acompanha o dono do estábulo e sua família para a casa deles e nota que ele estava numa pequena fazenda de criação de ovelhas, não havia reparado nisso, pois havia adentrado no estábulo durante a noite.

A casa era modesta típica de camponeses, mas era aconchegante, a comida não era farta também mais estava deliciosa, preparada com muito carinho pela esposa.

_ Podes-me dizer onde estou e se há alguma cidade nas redondezas? – pergunta Alex.

_ Você está no Reino Skyler – começa o senhor – O reino governado pelo rei Sebastian e rainha Catarina, eles são muito bondosos e justos tratam seus súditos como uma família por isso tem tantos reinos aliados e fartura durante seu reinado. Eles têm sua filha princesa Agatha uma princesa que ama descer do castelo e visitar e interagir com todos do reino, muito atenciosa e carinhosa uma simpatia em pessoa, existem rumores que ela não é filha de sangue de vossa majestade o que nunca foi comprovado. Enfim o Reino Skyler é um lugar ótimo para se viver onde todos que chegam não querem mais sair.

_ Que maravilha! Parece que não és tão ruim ter tomado rumo por essas bandas –Diz Alex animado.

_ A cidade principal fica a algumas milhas daqui, se saíres daqui após nossa refeição consegues chegar por lá pouco antes do anoitecer. Só seguires a estrada pela floresta, tenho que dizer para teres cuidado, pois a floresta esconde ladrões e perigos. Porem lutando como tu lutas, tu será o maior perigo de lá – termina gargalhando o senhor e todos na mesa riem.

Após a refeição era quase meio dia quando Alex se despede da pequena família criadora de ovelhas, levando consigo suas coisas tomando o caminho em direção a floresta. Antes de sair ele diz para si mesmo.

_ Reino Skyler... Vai ser um novo começo para mim, com a graça do nosso senhor.