Reino Skyler: A lenda do cavaleiro de duas espadas
2 Conseguindo um trabalho
Nosso espadachim começa a sua jornada pela estrada da floresta em direção à cidade principal do Reino Skyler. Era uma floresta muito bonita cheia de pinheiros e uma pequena fauna também de lebres, insetos de variados tipos, alguns pássaros e de vez em quando se via um cervo passeando por ali. Um pouco mais adiante Alex notou um riacho onde pode beber um pouco de água e encher seu cantil. Não aparentava nenhum pouco ser tenebrosa muito pelo contrario era bem agradável caminhar por lá o que o fez pensar: Mais que raio de perigos se tem por aqui?
_ Auto lá forasteiro! – grita alguém ordenando em alto e bom som.
Quando Alex se vira, vê 5 soldados devidamente uniformizados com seus capacetes reluzentes, uma malha preta e um brasão dourado estampado no escudo montado em seus cavalos robustos e imponentes.
_ Quem és tu e o que fazes por essas bandas?! Ainda mais sozinho, não sabes que és perigoso vagar sozinho pela floresta! – diz o soldado líder aparentando ser meio esquentadinho.
_ Meu nome é Alex e sou um viajante de terras distantes, procuro a cidade principal do Reino Skyler – Diz Alex se apresentando.
_ Certo meu jovem tu estás diante de uma legitima patrulha da cavalaria real Skyler, como posso acreditar que és apenas viajante se carregas duas espadas nas costas?
_ São heranças de família, não sou perigoso, vou até a cidade para vendê-las e conseguir algumas moedas para comer.
Pelo jeito os soldados engolem a história, realmente Alex não tinha porte de guerreiro, não era musculoso como um cavaleiro real ou um soldado de linha de frente. Tinha um porte atlético sim, mas nada comparada a um guerreiro tradicional suas vestes também eram simples o que dava mais ainda um ar completamente de coitado a ele.
_ Certo jovem suba na garupa que iremos escolta-lo até a cidade, não temas, pois estas diante da melhor cavalaria de todos os reinos.
Alex sobe na garupa do cavalo e começa a perceber que pelo menos os soldados do Reino Skyler tem uma autoestima bem elevada, estava curioso para conhecer o povo. A carona veio bem a calhar, pois chegou bem no meio da tarde na cidade e foi deixado as portas de uma hospedaria.
Registrou-se pagando algumas moedas como diária e tratou logo de sair pra conhecer a cidade que era bem grande e agitada, tinha muitos moradores e serviços e ao longe pode ver o imponente castelo muito bonito por sinal. Saiu para dar uma volta breve para conhecer a cidade e voltou a hospedaria para descansar um pouco. Já a noite procurou uma taberna, que não foi muito difícil de encontrar.
Entrando pela porta da taberna praticamente todos no bar o encararam, pois quando você era forasteiro parece que anda com isso escrito em sua testa! O Lugar era bem agradável e limpo tinha musica ao vivo e pessoas dançando e rindo, Alex entrou de fininho e sentou-se no balcão se querer chamar muito a atenção.
_ Uma caneca de vinho, por favor – pede Alex a mulher de cabelos curtos e negros. Que o atende prontamente.
_ Tu és novo por aqui como se chamas? – Pergunta a mulher colocando vinho na caneca.
_ Me chamo Alex, és tão evidente assim que sou novo?
_ Sou dona dessa taberna, conheço cada um desses bêbados. – Comenta com humor a mulher.
_ Uma mulher dona de taberna? – comenta Alex um pouco surpreso.
_ O que é que tem? Uma mulher não pode ser dona de algo agora? – termina fingindo irritação.
_ Não quis faltar respeito com uma dama, perdoe- me – Se desculpa Alex bebendo um gole da caneca.
_ Não precisa se desculpar, nem ser tão formal comigo. Chamo-me Lina, então Alex o que te trazes aqui para Skyler?
_ Então Lina venho atrás de uma nova vida e fugindo de um passado. Sabes onde posso arrumar algum trabalho para conseguir umas moedas?
_ No fundo dessa taberna existe um mural onde tu podes pegar alguns anúncios de trabalhos, cada um paga de acordo com o perigo e desafio oferecido. Se fores um jovem guerreiro de coragem, podes ajudar alguém a se livrar de alguma encrenca ou se preferires pode ficar com algo mais tranquilo como arar a terra. É um reino grande sempre há pessoas necessitando de alguma ajuda.
Alex termina sua bebida e vai até o fundo da taberna onde havia um mural grande com vários papeis com anúncios recrutando para algo numa rápida olhada ele vê um que pagaria 5 mil moedas de ouro para quem recuperasse um tesouro roubado do monastério.
_ hahaha – começam a rir um trio de homens muito fortes sentados a mesa
_ Tu não achas que pegou um trabalho difícil de mais para alguém com tu? – questiona um homem forte líder do grupo que tinha uma cicatriz enorme no rosto.
_ Não entendi a sua desconfiança cavalheiro – rebate irônico Alex.
_ Alguém tão fraquinho quanto tu não serás páreo para aqueles ladrões da floresta, estas vendo isso? – aponta o homem que parecia um monstro de grande para a cicatriz no rosto – Foi um deles que fez isso comigo quando atacamos o esconderijo deles.
_ Ah é? Conte mais sobre esses ladrões da floresta – comenta com desdém Alex.
_ São demônios cruéis, jogam sujo durante a luta. São tão fortes e grandes como eu, até os soldados do reino tem receio de enfrenta-los, vivem espalhados pela floresta. Mas com sorte tu encontrarás o esconderijo deles, mas tenho a certeza que será suicido tu entrares lá. Tentei entrar nós três lá e tivemos que fugir para não sermos mortos são muitos e lutam como demônios! – termina a narrativa
_ E onde posso encontrar tal esconderijo?
_ HAHAHAHA – Gargalham os três – És um jovem tolo, nem as patrulhas da cavalaria ou exercito ousam ir para lá, mas se queres encontrar a morte siga o riacho até próximo a uma caverna é lá que escondem o que é roubado.
_ Obrigado parto pela manhã e irei recuperar com certeza aquilo que fores roubado do monastério. – Diz Alex tranquilamente saindo.
_ Que tolo esse rapaz! Vamos segui-lo não é chefe?! – Questiona um dos homens
_ Mas é claro quero ver com meus próprios olhos ele ser aniquilado pelos nossos sentinelas! – Conclui o líder e os três dão muita risada.
_ Conseguiu algo para ganhar suas moedas Alex – pergunta Lina no balcão limpando uma caneca com um pano antes de Alex sair.
_ Sim, é um trabalho difícil. Mas dará um bom pagamento
_ E o que pegou? – Pergunta Lina.
_ Vou recuperar o tesouro do Monastério – diz Alex como se fosse tosquiar uma ovelha.
A taberna simplesmente fica em silencio, todos param de conversar, a musica para e todos olham para o jovem Alex com suas roupas simples e espadas embainhadas em forma de “X” em suas costas. Uma mulher faz um sinal da cruz boquiaberta como se tentasse afastar uma maldição. Todos ali sabiam que era uma missão suicida praticamente, Alex sai pela porta acompanhado pelos olhares de todos e sua silueta vai desaparecendo na escuridão gradativamente enquanto se afastava como um espírito vagando
Seu primeiro trabalho para conseguir dinheiro e já cheirava uma cilada mortal, porém nem o mais sábio ancião consultando suas inúmeras constelações no céu poderia prever o que o destino reservava para esse jovem e confiante espadachim totalmente incomum.
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