Rei Thranduil (Em reconstrução)

26 Louca? Coisa nenhuma!(capitulo da primeira versão)


Notas iniciais
Depois de quase dois meses - ou foram dois meses? - escrevi um novo capítulo. (até que em fim!) rsrsrs... P.S - Sei que os leitores me abandonaram, mas vamos na fé e rezar "Eu te benzo eu te curo" para ver se aparece alguém pra ler. ahaha P.S - Capítulo dedicado as filhas de uma leitora chamada NINA. Ela fez de dois dos capítulos como historinha para a pequena Mariah. Eu por achar fofo - risos - Escrevi o capítulo inspirado nelas. Espero que agrade. ^_^ Explicação pela demora: Gente, uma autora e eu retomamos as publicações da outra história e eu fiquei meio confusa todas a vezes que vinha escrever o novo capítulo daqui. É um troca troca de personagem, personalidades que estava me fazendo trocar a Annael pela outra. kkkkkk... Mas agora acho que consegui. :p Fiz este capítulo para TENTAR contornar o outro. rsrsrs... Chega de notar, né? Boa leitura!

A ultima coisa que vi antes de dormir foi Thranduil sair pela janela do meu quarto, pulando para a árvore antiga e desceu escorregando pelos galhos firmes como raízes que se estendiam até o gramado do jardim. Logo depois cai na cama com um sorriso largo na face. Não cheguei a perceber quando cai no sono.

Parecia um sonho o eco de uma voz jovial e feminina que me chamava como uma voz sussurrante de ninfas e que foi se transformando em uma ríspida voz de anã em ira.

— Annael acorde! Deseja me fazer passar vergonha?

Dália?! Mas o que ela queria àquelas horas da manhã em meu quarto? Como ela poderia está ali?

Espreguicei-me e abri os olhos. Fiquei em choque. Eu, com vestido de festa debruçada sobre o chão a beira do portão de entrada do grande salão. Dália ainda com vigor de sua juventude me olhava vermelha de raiva.

Narir e Lauren, preocupadas, me levantavam enquanto Aranin segurava um pano umedecido que tinha cheiro forte sobre o meu nariz.

Sentia pontadas em minha cabeça e tive dificuldades em me equilibrar quando de pé. Recostei sobre a porta fechada e respirei fundo antes de disparar em perguntas.

— Como foi que vim parar aqui?

As elfas se entre olharam como se as minhas palavras não fizessem sentido algum.

— Sente-se bem, senhorita? – Aranin aproximou-se colocando a mão em minha testa.

Eu iria dizer que sim, mas senti o maldito espartilho comprimir a minha silhueta.

— Mas que desgraça, este espartilho de novo?! – Disse puxando o maldito tecido grosseiro.

— Deve ter sido isto que a fez desmaiar. – Narir deduziu. — Lauren?!

— Sim.

— Afrouxe o espartilho da senhorita Esgaroth. Vamos, vamos! Não podemos mais atrasar.

Quem não estava entendendo mais nada era eu. Como eu poderia ter desmaiado? Talvez na noite passada dormindo feliz sobre minha cama aconchegante.

Fiquei calada enquanto Lauren folgava o bendito espartilho, e esperei completamente confusa.

Cruzar novamente as portas daquele salão sob aquela decoração pareceu, inacreditavelmente, a coisa mais perturbadora aos meus olhos. A cada passo que dávamos via uma reprodução perfeita da festa primaveril local de reencontro de Thranduil e eu.

Passei metade da festa espantada, de olhos arregalados e bebericando o vinho no meu cálice. Rejeitei a dança com Aldir, com Legolas e praticamente fui empurrada por Narir quando nossos nomes foram anunciados por Legolas. Caminhei completamente perdida encarando Thranduil sentado todo altivo em seu trono.

Chegamos no altar, e para a minha decepção o rei se comportou como da primeira vez, me encarava como se tivesse visto um fantasma, àquilo me deu nos nervos.

Sai das costas de Dália e Thaile e subi dois degraus do altar.

— Como ousa?! – Disse o rei em tom firme levantando-se de seu trono.

Legolas imediatamente tentou impedir que eu cometesse a loucura de dar mais passos.

— Senhorita, boa coisa não será se der mais um passo.– Ele disse já em minha frente.

— Se quiser que eu pare terá que ordenar que parem com esta farsa. – A minha voz soou mais alto do que eu queria.

— Ousa insultar o meu povo diante de mim, plebeia insolente!

Senti meu sangue ferver de raiva com as palavras arrogantes de Thranduil. Desviei-me de Legolas e subi mais um degrau sentindo os meus olhos arderem em chamas. Mas Legolas, graças aos céus, segurou o meu braço. Mesmo assim continuei.

— Não venha me dizer quem está insultando quem aqui. Pra começar, eu não sou insolente, plebeia posso até ser. Outra coisa, você me faz de boba ao tentar reproduzir a mesma festa do nosso primeiro encontro sem ao menos avisar. Quer me deixar louca?! Não bastava apenas anunciar o nosso noivado e partir logo para casamento?

Além da expressão confusa do rei, em todo o salão houve cochichos barulhentos.

— Vejam só! Não estava ciente que os meus organizadores pretendiam nos divertir com um bobo da corte.

Fiquei irada, e ao mesmo tempo arrasada com o sorriso sínico de Thranduil. Boba da corte? Ele realmente queria me fazer de boba? Como ele poderia fazer aquilo comigo?! Senti as lágrimas se formarem em meus olhos ao mesmo tempo em que a raiva queimava-me por dentro.

— Como ousa me humilhar assim Thranduil?!

Tentei dar mais um passo e apesar de Legolas apertar mais a mão em meu braço, era tarde demais para mim. Só me dei conta do que estava acontecendo, que aquilo tudo estava realmente acontecendo, quando Thranduil sacou a sua espada e apontou em minha direção, ao mesmo tempo que Thaile puxou uma adaga de sua bota e avançou para me defender ferindo uma soltado no caminho e impedido por outros três.

— Pagará com a vida a sua insolência! – Ele alçou a voz imponente.

— Solte-a, rei arrogante, ou vai se ver comigo!

Eu ouvia o tinir da armadura dos soltados tentando segurar Thaile com toda àquela força sobrenatural.

Thranduil me encarava com ira. Permaneci imóvel, confusa e com um fio de espada ameaçando a minha garganta.

— Ada, deixe-me conversar com ela. Eu a conheço bem. – Legolas implorou ao meu lado, mas Thranduil o ignorou.

— Acha que pode vir aqui e tentar exercer algum poder sobre mim? – Deixei as lágrimas caírem. – És louca e tola o suficiente para mencionar uma casamento que não existe? Achas que me conhece? – Engoli em seco e deixei os meus olhos fitarem o chão. – Responda-me plebeia!

Ergui os olhos banhado pelas lágrimas e ousei falar, revelar o que eu sabia, o que eu lembrava. Eu não era apenas a Annael de Esgaroth, mas a sim a Ellenya. Embora tenha sido um sonho tão real a ponto de uma cicatriz arder na altura do meu coração, eu precisava falar mesmo que ele não acreditasse em mim.

— Eu o conheço bem, Thranduil. – Ousei tocar a espada sobre o meu pescoço e baixa-la a medida em falava. – Você pode dizer que sou louca, todos deste salão digam se sou louca se quiserem. Mas você precisa saber que já vivemos isso, esta festa, e outras coisas mais. –Respirei fundo e alcei a voz em tom de soberania. – Eu sou Elenya Aurë, a segunda rainha de Mirkwood .

Thranduil sorriu descaradamente.

— É evidente que estais louca, plebeia. A sua sentença será cem anos de cárcere, punição por tentar manchar a memória da minha esposa.

Ao minúsculo sinal da mão de Thranduil dois soldados seguraram os meus braços e me arrastaram pelo salão sobre os cochichos e dos olhares de espanto e repugnância da plateia. Lutei com todas as forças para dificultar o trabalho deles enquanto gritava:

— Legolas diga a ele, diga que sou sua mãe. Você sabe que sou. Legolas!

Os guardas continuaram me arrastando pelo salão juntamente com Thaile o qual eu receava desesperadamente que ele se transformasse em lobo no meio de tantos, seria a morte na certa. Em meio a preocupação observei Legolas cochichar algo ao pai que rapidamente o convenceu de algo.

— Parem! – Ordenou o rei e os guardas pararam.

Thranduil desceu os degraus tranquilamente como se nada tivesse acontecendo, e caminhou até nós, com Legolas logo atrás. Ao parar em minha frente ele disse:

— Solte-a. – E os guardas obedeceram.

Cai ajoelhada no chão como uma boneca marionete. Ele inclinou-se e segurou firme o meu maxilar e levantou a minha cabeça.

— O meu filho acha que há um resquício de verdade nesta sua história infundada. Eu, por outro lado, dúvido. Acho que ultrapassas a loucura.

— Eu juro por minha vida que não estou mentido, meu senhor. – Sussurrei receosa.

Thranduil soltou a minha face e endireitou-se.

— Vejam esta donzela! – Ele se direcionou aos convidados. – Para mim ela não passa de uma louca, e creio que todos aqui pensam o mesmo. Porém, meu filho com sua benevolência irrevogável, convenceu-me a deixa-la provar o que diz...

Eu pensei que tinha sido humilhada antes, mas me enganei. Àquilo era pior que morrer na prisão. E tinha que reverter aquilo, fazer algo para que ele recordasse. Eu tinha que provar que não era louca coisa alguma.

Enquanto Thranduil insistia em me humilhar, Legolas me estendeu a mão e me ajudou a levantar-se. Depois aproximou-se e sussurrou ao meu ouvido:

— Recuperou mesmo as memórias?

— Sim, filho. E já vivemos esta festa. Eu quase morri novamente em Angband. Não sei porque só eu lembro de tudo. Tenho quase certeza que Galadriel está metida nisto tudo. – Sussurrei

Legolas parou alguns instantes e pareceu avaliar com cautela as minhas feições, depois prosseguiu preocupado.

— Se realmente recuperou as lembranças, faça algo que só a mamãe e o meu pai sabem.

Examinei as minhas memórias em busca de algo que só eu e Thranduil saberíamos, e encontrei algo que jamais ele duvidaria.

— já sei o que farei.

Legolas sorriu e assentiu.

— Muito bem! – Continuou o rei com seu sarcasmo odioso. — O que farás pra provar que possui sanidade em sua mente perturbada, senhorita de Esgaroth?

Apesar de querer socar a bela face dele, eu recuperei a dignidade humilhada e alcei a minha voz.

— Para provar que falo a verdade, e que todos aqui estão sob o feitiço do esquecimento, farei algo que só eu e Thranduil conhecemos.

— Duvido que saibas. – Todos riram após a risada sarcástica do rei.

Eu queria mata-lo! Mas me contive.

— A Annael não o conhece, mas a Ellenya sim. – Disse com um sorriso sínico na cara.

Então ignorei o olhar ameaçador de Thranduil, eu continuei toda altiva e vitoriosa:

— Um feitiço antigo que eu mesma descobri e mostrei para Thranduil aqui mesmo no rio da floresta que corre a beira dos portões de entrada do reino. – Todos se entreolharam chocados. – Se quiserem ver a minha sanidade, acompanhem-me até o rio.

Sem encarar Thranduil , passei por Legolas e dei uma piscadela, Legolas retribuiu o sorriso e me acompanhou juntamente com uma multidão de curiosos.

Já na ponte, contemplei o Sol se pondo que escondia-se atrás das chapadas de cachoeiras daquele maravilhoso lugar.

Deixei a magia guiar os meus instintos élficos e comecei o pronunciar das palavras na linguagem dos antigos com devoção, e então as águas tomaram forma de vorazes cavaleiros que cavalgaram pela enchente que se formou inundando a ponte principal, até que eles voltaram a ser apenas um fluxo revolto de águas.

Eu, satisfeita por ter sucesso com feitiço, me virei sorrindo para a multidão molhada que encarava-me perplexa.

Legolas me surpreendeu com seu abraço aliviado, beijei a sua face após ele afrouxar os braços.

Thranduil, tão perplexo quanto seus súditos, aproximou-se lentamente de nós.

— Como sabia deste feitiço? – Perguntou quase inaudível.

— Sou Elenya Aurë, fui aprendiz de minha parente feiticeira, Galadriel, e eu mesma descobri este feitiço das águas e mostrei pra você no dia em que selamos o nosso noivado, lembra-se?

Sem mais conversa o rei, até então imponente, envolveu-me em seus braços e me beijou. Àquele beijo tornou-se como uma despertar do esquecimento. Senti algo como um calor nos envolver e quando abri os olhos todos estavam envolvidos com uma névoa amarela e laranja que se assemelhava as fagulhas das cores do pôr do Sol. E de repente tudo se extinguiu.

Thranduil passou a me olhar sem entender o que estava havendo, do mesmo modo que Legolas e todos os outros.

— O que está havendo? – Legolas perguntou.

— Isto é feitiço. – Disse Thranduil tendo recobrado a sanidade rapidamente. – Galadriel porque fez isto?

— Sim, ela mesmo o fez. — Disse com total convicção.

— Conversarei com ela depois.

—Cuidado com ela, rei! Ou ela pode te transformar em um orc. — Caçoei rindo.

Depois de me encarar friamente diante da minha diversão o qual Legolas também se juntou a rir, o rei segurou a minha mão e a beijou suavemente.

— Me perdoe por...

Antes que ele terminasse o silenciei repousando meu dedo indicador em seus lábios.

— Eu entendo que fez o que fez por não se lembrar. Porém, não precisava exagerar.

Ele sorriu e com um braço envolto a minha cintura, me puxou para si.

— Você supera qualquer provação, e esta foi uma das qualidades em que me fez torna-la minha para sempre.

Eu iria falar, mas ele me silenciou com mais um beijo diante da multidão que nos ovacionaram com gritos de "viva, o rei! Felicidades! Ao retorno da rainha!".

A festa continuou apesar do caos que houve. Alguns elfos não se importaram de permanecerem com a roupa molhada, se encharcaram de vinho sob os risos e conversas felizes. As dançarinas élficas trocaram de roupa e continuaram a dançar sob a música alegre.

A chegada da primavera era importante demais para os elfos, apesar dela se transformar em comemoração ao retorno da rainha. Thranuduil também foi trocar a sua majestosa roupa. No entanto, Thranduil segurou a minha mão e puxou-me até seu quarto.

Eu morreria de vergonha se eu não já o tivesse visto apenas com a roupa de baixo. Mesmo assim senti minhas bochechas esquentarem quando ele começou a se despir. O sorriso malicioso que ele tinha nos lábios piorou a situação. Então, virei de costas e deixei-o livre da minha vergonha, ou mesma livre dela.

Segui até a mesa e peguei uma maçã, fome era o que vinha no estômago depois daquele alvoroço.

— Agora precisas se preparar para o teste. — Ele disse pela minhas costas.

— Teste?! – Disse sem entender o que realmente significava a palavra “teste” naquelas circunstâncias.

Nem cheguei a morder a maçã, a coloquei de volta ma bandeja e me virei para encara-lo.

— Mais do que já passamos?

— Sim. Um simples teste para todos os elfos que não lhe conheceram.

— Tinham me conhecido se você não tivesse escondido que um dia teve uma esposa. – Cruzei os braços.

Ele baixou a cabeça e respirou fundo. Já coberto por um manto marrom ele aproximou-se de mim e acariciou o meu rosto.

— Isso não vem ao caso, não agora, Anne.

— Qual teste precisarei fazer para mostra-los que sou eu, Ellenya? – Perguntei calmamente mesmo sem acreditar que passaria por mais um maldito teste.

— Eu não posso lhe revelar, quebraria minha palavra. Se passar no teste, serás aceita entre os elfos no reino, se não, darei um jeito, não irei te perder de novo. Só deixarei você passar por isso porque a sua condição atual é de plebeia meio humana. — Ele suspirou. — Céus! Se pelo menos você tivesse nascido totalmente elfa.

A ternura nos olhos dele me fez querer abraça-lo.

— É nosso povo, eles tem direito de julgar quem será sua próxima rainha. Pelo reino, por Legolas e por você, eu daria a minha vida, novamente.

Notas finais
Teste? Mas que teste?! Essa coitada sofre, viu. Meu Deus! (risos) O título foi um improviso de um bordão que falo em tom de sarcasmo quase todos os dias. :p Foi no impulso. kkkkk bjs ♥