Rei Thranduil (Em reconstrução)

8 Capítulo 7: O segredo de Legolas e Thranduil (Novo!)


Notas iniciais
Olá Leitores! Boa leitura!

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Na manhã seguinte, despertei com a luz do Sol que atravessava aos poucos minha janela à medida que Lauren puxava delicadamente as cortinas ricas e pesadas de cor marfim. Ela cantarolava uma doce e suave música élfica que me pareceu conhecida aos meus ouvidos.


Dirigi-me lentamente para aquela sala de banho,adentrei laguinho e imergi até o pescoço sobre as águas. Após o banho em água quente com cheiro de cidreira, fui servida com um maravilhoso café da manhã. A mesinha estava tão farta que me segurei pra não chorar. Lembrei-me e minha casa, nos serviamos apenas com cevada e pão amanhecido, sobras da mesa da senhora Leona da noite anterior. Vez outra tiamos o privilégio de comprar trigo para fazer alguns biscoitos.

Na bandeja havia um bilhete escrito:

Espero que tenha tido um ótima noite e que aprecie o café da manhã.

Legolas

Avaliei o conteúdo com mais calma e percebi que naquela farta alimentação possuía tudo que eu apreciava comer mesmo que raras as vezes eu tivesse o prazer em provar. Devorei um pouco de cada apreciando as delícias sem qualquer vergonha.

Aranin e Lauren eram ótimas aias, em apenas um dia já nos sentíamos à vontade. As elfas me mantinham atualizada sobre o que estava acontecendo na reunião dos líderes e suas filhas convidadas pelo rei, cheguei, pela primeira vez na minha vida, dar graças aos céus por ser um dama.

Era permitido as damas passarem pelos jardins então eu não perdi a oportunidade de sempre visitar um deles no fim da tarde, era prazeroso caminhar entre as flores silvestres e rosas do inverno. Mas não podíamos participar das reuniões ou acompanhar nossas senhoras já que elas tinham aias elficas.

Eu estava grata por enfim estar livre das exigências de Dália mesmo por poucos dias.

Três dias se passaram e tudo era na mesma: Café da manhã vindo com os bilhetes de Legolas, alguns me fizeram rir, conversar com as elfas e passeios pelo reino. Não vi o rei e nem Legolas que estavam ocupados demais, segundo Lauren.

No quinto dia, assim que acordei fui levada pelas elfas ao banho e depois houve o ritual de sempre. Porém, com um vestido élfico mais leve de tecido esvoaçante e cabelos modelados em um coque frouxo em formato de uma rosa, e para embeleza-lo ainda mais, Lauren pôs uma tirara de pequenas flores azuis ao redor. O colar era o mesmo com o pingente escolhido no primeiro dia.

Mas naquele dia as damas foram convidadas ao café da manhã junto com suas senhoras e o rei.

As elfas quase me rastejaram até o salão das refeições, fui a primeira a chegar e fiquei um bom tem esperando. Então, aproveitei para deixar o tédio de lado e ir bisbilhotar um pouco e descobri que ao passar por uma porta lateral e atravessar um corredor e mais uma porta nada discreta, havia uma enorme biblioteca, imensidão e a beleza daquele lugar fez meu queixo cair. Nunca tinha visto tantos livros empilhados organizadamente em prateleiras gigantes suspensas em vários andares para cima.

Caminhei sem acreditar. Caminhei até a primeira prateleira, ergui a mão e toquei a lombar do primeiro livro, rastejei meus dedos pelos vários outros enquanto caminhava lentamente entre a imensidão daqueles corredores. Foi no final do corredor que fui pega de surpresa.

Havia um espaço circular no centro da biblioteca grande o suficiente para uma enorme mesa oval. No entanto o que me surpreendeu não foi o espaço ou a linda mesa de madeira, e sim os elfos que, nervosos e irritados, conversavam enquanto um deles segurava o enorme e belo livro.

Escondi-me atrás do pilar que firmava a prateleira, e curiosa me pus a ouvir.

— Neste lugar as suas palavras são incertas — Dizia Legolas com rispidez. — Não estaria aqui se não acreditasse..

O príncipe discutia apontando para o grande livro na mão do rei.

Thranduil suspirou e apoiou o livro em cima de um tecido de couro, enrolou com cuidado e atou a fita na cor negra em forma de laço. Depois olhou para o filho com tranquilidade e falou com tom arrogante e superior:

— A sua mãe se foi e não voltará mais, não depois de quase três eras. Então, trate de se conformar.

Fiquei pasma atrás do pilar, senti meus pelos se eriçarem em todo o meu corpo e uma sensação queimava nas minhas entranhas. Raiva e tristeza se chocavam dentro de mim.

Como o rei poderia ser tão frio a ponto de pedir para o filho esquecer um ente tão querido que era a sua mãe?! Como ele teve aquele audácia infame?! Senti-me inclinada a interferir, mas Legolas revidou com mais pose do que eu iria oferecer ao rei.

— Você esqueceu?

Thranduil iria responder em seguida, mas algo prendeu as suas palavras, então Legolas continuou com um sorrisinho vitorioso e discreto.

— Foi o que imaginei. Mais uma vez exijo que conte-me o aconteceu nos campos de Angband?

— Esqueça este assunto, já lhe pedi. Sou seu Ada, mas também sou seu rei!

A explosão de fúria do rei me surpreendeu, já Legolas não se abalou.

Procurei aquietar meu coração acelerado e observei as reações do rei percebendo que ele estava mergulhado em uma profunda tristeza e ao mesmo tempo com fúria.

— Ela não é a sua mãe! – O rei disse com ira e seguiu caminho à passos rápidos em direção a outra porta.

Não fiquei para ouvir o que o rei diria ao filho, bastou=me saber que havia um segredo entre o rei e Legolas. Por isso, sai de fininho da biblioteca e decidi esquecer aquele assunto.

Senti-me incomodada de certa forma, por guardar aquele segredo e preocupei-me em me denunciar perante Legolas . Não seria fácil escolher as palavras ou como agir perante o rei e o príncipe.

Na sala das refeições abarrotada de donzelas, já estava começando a ficar aflita quando escutei alguém bater à porta. Dois guardas abriram caminho, e então o rei entrou.

— Bom dia, senhoritas! — ele disse.

O alvoroço no salão foi evidente: umas endireitaram as costas, outras tiraram o cabelo do rosto e outras ajeitavam o vestido. Olhei para Dália, cujo peito se movia em ritmo acelerado, ela estava tão empolgada com tudo aquilo que nem se quer me notou entre as selecionadas.

— Majestade – disse Narir, com uma breve reverência e saiu do salão logo após.

O rei correu os olhos pelo salão e deparou comigo. Nossos olhares se encontraram por um instante e ele modelou alguma coisa nos lábios que eu podia jurar que foi um leve sorriso. Eu não esperava por aquilo. Imaginava que ele já teria tido raiva de mim o suficiente para não querer me ver.

— Senhoritas, se não lhes incomodar, chamarei cada uma de vocês para me conhecer individualmente. Creio que Narir já tenha lhes anunciado. Muito bem! Não tomarei muito do seu tempo, pois estou certo de que estão com fome assim como eu, e fico furioso quando estou faminto.

Houve uma explosão de risadas. Eu, por outro lado, fiquei pasma por não acreditar que o rei imponente e meio metido conseguiria se quer ser divertido.

Rapidamente, ele dirigiu-se à garota na ponta direita da primeira fileira e a acompanhou até os sofás. Os dois conversaram por alguns minutos e se levantaram. Ele se inclinou diante dela, que devolveu a reverência. Ela voltou para a mesa e falou com a garota ao lado, então o processo se repetiu. As conversas duravam poucos minutos e as vozes saíam abafadas.

— O que será que ele quer saber? – Uma garota perguntou virando-se para mim.

— Com quantos paus se faz uma canoa, talvez, ou como preparar um ensopado de Orc. Melhor começar a preparar as respostas desse já. – sussurrei de volta.

Uma moça ao meu lado e outra do lado dela riram baixo.

— Sou Annael. – continuei

— Perdoe-me por não me apresentar. – disse a garota de cabelos castanhos. – Sou Tilda.

Baixei os olhos e vi o colar em volta do seu pescoço com uma pedra vermelha no pingente. Tilda era mais velha que eu, deduzi que passava dos trinta anos de idade, indaguei intimamente sobre o motivo dela ainda continuar solteira já que conhecia bem o seu pai Bard o senhor de Vale, mas não era da minha conta, então ignorei meus pensamentos.

Eu observava o tempo todo o sofá enquanto nossas senhoras conversava com o rei por alguns instantes, algumas permaneciam calmas e senhoris, as elfas claro, as humanas pareciam nervosas. Tilda corou como um pimentão quando foi sua vez de ir até o rei e voltou radiante.

Eu estava começando a suar quando ela voltou, e me surpreendi quando o rei me chamou.

Notas finais
Não esqueça de me dizer o que achou. :) Até o próximo!