Rei Thranduil (Em reconstrução)

13 Jogos de Orgulho e Preconceito(capitulo da primeira versão)


Notas iniciais
Olá leitores! ^_^ Gente eu quase tive um piripaque na madrugada de segunda. Tive um problema no Nyah com esta história e quase perdi ela, mas aí a abençoada da Kori do suporte técnico salvou a minha vida. kkkkk... Agora poderei publicar os capítulos e vocês receberem as notificações no mural inicial. (palmas: clap! clap! clap!) Recebi duas recomendações lindas e perfeitas e fiquei ainda mais feliz. ♥ Agradeço imensamente às leitoras que recomendaram. Também aos leitores que sempre comentam e incentivam. Depois respondo todos os comentários, já está muito tarde e eu estou morrendo de sono, se acharem algo estranho foi por causa da embriagues do sono. rsrs... Boa leitura!

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”Então era por isso que o tal reizinho de meia tigela estava me tratando tão bem? Acha que eu sou uma elfa velha e morta que por ventura renasceu? Ah, mas você não vai me enganar mais com sua repentina bondade Thranduil, não vai mesmo.”

— Deixe-me passar, eu preciso falar com o seu rei. – Disse para os guardas posicionados à minha frente na entrada do salão do trono.

— Sinto declinar do seu pedido senhorita. Qualquer que seja poderá ir a presença do rei se, e somente se, o rei consentir. – Disse um deles em tom formal.

Não questionei os guardas. Fiquei nas pontas dos pés e vi ao longe, por cima dos ombros deles, que Thranduil estava conversando com Aldir a beira do seu alto trono.

Repousei os pés, me virei e sai andando premeditando meus próximos passos. Virei-me e corri em direção aos dois guardas jogando todo o meu corpo em cima deles.

— A senhorita perdeu o juízo? – Disse um deles tentando segurar-me dentre meus chacoalho e socos.

— Deixe-me falar com o rei!

Naquela imensidão tudo ali ecoava, até a queda de um alfinete se transformaria um som infinito. Falei alto em minha petição e a minha voz ecoou pelo salão chegando aos ouvidos de Thranduil que logo olhou em direção ao caos entre os guardas onde eu estava metida.

— Deixe-a. – O contrário de mim, ele nem precisou gritar para que nós ouvíssemos.

Os guardas me soltaram e eu quase dei de cara no chão, dei graças aos Valars por eu ter pernas firmes. Sustentei-me, ajeitei o vestido, puxei algumas mechas do meu cabelo para frente dos meus ombros e ergui a cabeça.

Andei calmamente pela ponte de acesso ao trono, subi os degraus e cheguei próximo a Aldir e o rei que me olhavam sem entender minhas reações desvairadas.

Depois de uma reverência, a qual não fui retribuída, falei:

— Necessito falar com o rei Thranduil. – Olhei para Aldir e continuei – Apenas com o rei.

— Pode ir Aldir. Dou por encerrado o nosso assunto por hoje. Melhor, saiam todos.

— Sim, meu senhor.

Aldir reverenciou a nós dois e saiu apressado levando consigo todos os guardas que marchavam como se estivessem indo para uma guerra.

Quando o barulho das armaduras dos guardas sumiu e o silêncio nos presenteou com sua graça, eu comecei a cessão de perguntas e repreensões:

— Por que se aproximou de mim rei? Por que me presenteou? – me virei e dei alguns passos até o pé da escada de subida ao trono. – Você só fez isso porque acha que eu, logo eu, sou a sua mulher que se libertou da morte? – Virei-me, descruzei os braços e o encarei. – Renascimento não existe Thranduil. Eu não sou o que você e Legolas acham que sou.

Por alguns instantes Thranduil ficou pasmo, pena que foi só alguns instantes:

— A sua ignorância em relação aos elfos mostra que não poderia ser a Elen Aurë. Você não possui o espirito sábio que ela possuía. És apenas um sósia ignorante, ousada e insolente.

Me doeu. Mas ele tinha razão. Eu fui uma completa idiota em acreditar que ele, o rei imponente, orgulhoso e sem coração, sentia algo por mim.

— Então admite que se não fosse pelas suas suspeitas em relação a mim teria me deixando apodrecer em suas masmorras? – Perguntei camuflando minha decepção.

— Sim, deixaria. Você de nada serve para mim. E como rei ordenaria o seu cárcere por sua ousadia e insolência em me rebaixar.

Tudo dentro de mim desmoronou, foi como se a luz do Sol se apagasse e o brilho das estrelas perdesse seu fulgor. Sentia-me caindo no mais profundo e escuro abismo. Estava claro que eu não significava nada para ele.

Observei os olhos azuis que dominava meus pensamentos, antes via uma ternura imensurável neles, agora estavam dominados de orgulho, imponência e altivez.

— Anne!

Eu conhecia muito bem o tom daquela voz me chamar intimamente e fiquei feliz por alguém me salvar daquele momento angustiante.

— Thaile – Sussurrei e corri em direção ao moreno, me joguei em seus braços. – Que bom que está aqui. Por favor, me tire daqui.

— O que houve Anne?

— Nada. Só que me tire daqui. – Implorei entre lágrimas.

— Como ousa voltar aqui, fedelho insolente?!

Thranduil puxou-me pelo braço, para longe de Thaile.

— Solte a Anne, velho arrogante, ou saberá a dor de uma mão decepada!– Thaile retrucou com ofensa.

O rei sacou a sua espada com uma rapidez que mal se conseguiu ver seu movimento, e com maestria encostou a ponta afiada na garganta da minha única salvação.

Temi por Thaile. O rei estava disposto a arrancar-lhe a cabeça ali mesmo, os seus olhos que flamejavam ira era a evidência de seu futuro ato.

— Pare Thranduil!

Segurei e apertei o braço estendido do rei que ostentava furiosamente a morte do que ansiava me libertar.

— Eu lhe adverti que se ousasse voltar não teria mais clemência. Morrerás aqui mesmo.

— Seja homem! Elfo macho! Ou seja lá o que você for! Enfrente-me em uma luta justa, espada a espada e não fique se gabando que é o rei que tudo pode e atacar um homem desarmado. Tenha honra! Saia do seu buraco, deixe seus guardas inúteis e me enfrente como macho!

Thaile não deixou se intimidar pela espada em sua garganta. Mas a minha aflição aumentou quando uma gota de sangue escorreu pelo seu pescoço emanada da ponta afiada pressionada contra a sua pele.

— Thranduil pare! Pare! Você está machucando ele. – Implorei apertando e forçando desesperadamente o braço firme do rei.

—Ada. Deixe-o ir. — Fiquei tão feliz em ouvir a voz de Legolas. – Ele veio buscar a ma... – Ele não ousou falar a palavra – a Anne.

— Ela é minha prisioneira, e eu não dou a minha permissão para ir.

Eu estava cansada dos joguinhos do rei. O que aquela criatura queria comigo afinal? Maltratar-me mais ainda? Jogar na minha cara que eu era imprestável e se orgulhar disso? Humilhar-me, e me deixar arrasada de uma forma que ninguém jamais foi? Eu era um brinquedo para sua diversão?

— Exijo que solte a minha noiva.

As palavras de Thaile confirmaram as minhas suspeitas. Ele realmente não perdera tempo em pedir a minha mão ao meu pai depois de dar o veredito da minha derrota a maldita aposta.

— Sua noiva? – Legolas perguntou descontente.

— Sim. Eu sou a noiva dele. – Me aproximei de Thaile e enrosquei minha mão à dele. – Eu o amo, e se tiver que mata-lo terá que me matar.

De louca passei a ser mentirosa também. Mas convenci a ponto de Thranduil baixar a espada nos encarando assombrado. Thaile não seria morto a final.

— Tudo foi apenas um jogo.– Disse o rei decepcionado.

— Sim. – Mais uma vez eu sendo mentirosa. – Você sob um fantasma do seu passado e eu sob uma aposta. Considere empate.

— Mamãe...

— Não sou velha, Legolas. – O repreendi ainda encarando Thranduil.

Aproximei-me do rei segurando as primeiras lágrimas nos olhos e ousei tentar deixar o orgulho dele ainda mais fulminado.

— Você se acha imponente, e por este seu orgulho e arrogância afasta todos que tentam deixar a sua vida menos amarga. Andas pelas terras se achando imortal, entretanto, você sente que o seu espírito morreu junto com esta tal de Elen Aurë, e por isso a sua vida é amarga como o fel, é solitária, sem amor, sem sentido. És um morto vivo desejando ser liberto de uma vez dos resquícios de vida que insiste em morar em seu corpo...

Aproximei-me mais e ergui a cabeça para olhar fundo nos olhos do elfo rei que ardia em seu desespero camuflado no seu orgulho. Aproveitei-me das tímidas lágrimas que começavam a se juntar neles. Agora, seria a minha vez de humilha-lo e quebrar o seu coração assim como ele fez com o meu:

— Você é o tipo de elfo que donzela alguma desejaria ter por marido. – Ergui mais a cabeça e estiquei meu corpo para falar a centímetro de sua face e de seus lábios entreabertos. – Serás consumido pela tristeza e morrerás em sua desolação.

Thranduil baixou sua cabeça de um modo que chegou a me doer. Era mais que evidente que eu tinha exagerado novamente.

Eu quis reverter tudo o que disse, tocar-lhe no rosto e conforta-lo com um abraço, mas Thranduil era uma causa já perdida.

— Annael...

Virei-me para Legolas e me deparei com um elfo magoado e triste, enquanto Thaile deliciava-se com a cena tendo em sua face um discreto e sínico sorriso.

— Não faça isso com Ada. – Legolas apenas meneou os lábios.

— Eu já fiz. — Sussurrei com desgosto:

— Vamos Thaile. Não ficarei mais nenhum momento aqui.

Segui em direção a porta do salão do trono deixando Legolas e Thranduil para trás. Mas antes que eu descesse a curta escada, ouvi claramente a voz quase sussurrante do rei.

— Vá e não volte mais.

E eu segui o meu caminho.

Naquele mesmo dia deixei o reino, montada sobre uma égua mansa que Aldir com seu impecável cavalheirismo insistiu em me dar com a desculpa de que chegaria em casa mais rápido se eu não fosse no mesmo cavalo que o senhor Thaile. Só por este argumento aceitei a oferta.

Cavalgamos o dia todo. Thaile tentava falar comigo às vezes, mas eu o ignorava, até que ele desistiu.

No fim da tarde já estávamos em Barahir, na minha casa abraçando o velho escritor das histórias da Terra Média, nos braços do meu pai e não nos do rei onde eu queria estar.

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Notas finais
Até o próximo! ♥