Rei Thranduil (Em reconstrução)

6 Capítulo 5: Perante o rei (Novo!)


Notas iniciais
Boa leitura! ♥

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Eu ainda parecia uma plebeia ao lado de Dália que caia muito bem na posição de nobre sobre seu vestido amarelo perfeitamente elaborado. O sorriso que ela tinha nos lábios iluminava qualquer espírito. Enquanto isso eu mantinha-me em meu lugar, dando espaço para a nobreza.

Os guardas abriram o portão, só então adentramos o salão de festa. Era incrível a beleza daquele lugar, cada detalhe era perfeitamente elaborado.

Pelo salão se movimentavam nobres de vários reinos, e elfas com seus vestidos esvoaçantes dançavam entre o eco de uma música alegre.

Havia guirlandas de flores de várias cores espalhadas, alguns pendiam em cachos da copa das árvores que adornavam o lugar.

Os guardas abriram o portão, só então adentramos o salão de festa. Era incrível a beleza daquele lugar, me surpreendia a cada canto que visitava.

Pelo salão se movimentavam nobres de vários reinos, e elfas com seus vestidos esvoaçantes dançavam entre o eco de uma música alegre.

Havia guirlandas de flores de várias cores espalhadas, alguns pendiam em cachos da copa das árvores que adornavam o lugar.

— Com licença senhoritas, temos que ir aos nossos lugares. Vamos dançar para os convidados. – Disse Aranin com um doce sorriso ao lado de Lauren.

— Claro Aranin! Obrigada pelo maravilhoso vestido. – Agradeceu Dália.

Eu acenei me despedindo das elfas que me retribuíram com um largo sorriso, logo após se juntaram aos rodopios ao ritmo da dança no centro do salão. Tinha que admitir que não existiam muitas mulheres iguais as elfas, elas não eram nada normais, parecia haver magia em tudo o que faziam, eram incríveis.

— Sejam bem-vindas! — Uma elfa alta de cabelos loiros nos saudou com voz musical — Sou Narir, cuidarei da vossa estadia aqui na floresta. Senhoritas de Barahir, eu presumo.

— Sim, senhora Narir. — Disse Dália com leve sorriso e imponência de realeza fachuda — Sou Dália, e esta é a minha dama.

Ela nem se importou em disse meu nome. Permaneci calada, apenas assenti.

— Poderiam me acompanhar, senhoritas? — Com evidente cortesia a elfa nos convidou apontando em direção a mesa.

Dália assentiu mantendo a aparência irreverente.

Narir nos levou até uma grande e retangular mesa onde havia várias guloseimas. Nos serviu vinho em cálices de prata que parecia um espelho de tão polidos. Eu beberiquei aquela única taça de vinho metade da festa, me sentia apenas mais uma em meio a tanta beleza.

A música alegre foi substituída por um som forte, um anúncio. Todos abriram espaço no meio de salão e eu fui levada a seguir as reverências à medida que duas figuras parecidas se moviam pelo meio do salão até ao trono colocado estrategicamente no ponto mais alto. Não conseguia ver bem atrás de vários elfos, mas tinha certeza que se tratava do rei e seu filho.

— Vamos Annael, daqui não enxergo nada. – Dália, irritante como sempre.

Segui Dália, contra a minha vontade, até um lugar onde podíamos ver o rei e o príncipe sem que a multidão nos impedisse.

Os coroados subiam os poucos degraus até o altar, e se posicionaram rei e príncipe, um ao lado do outro.

O rei era tão belo quanto o príncipe, mas a superioridade não se igualavam. O rei parecia mais imponente, calculista seguindo seu olhar frio, mas sua majestade acrescentava-lhe uma beleza diferenciada, sedutora.

— Tenho medo de pôr tudo a perder — Disse Dália aparentemente nervosa. — Tenho que ser irresistível, imponente, de igual para igual.

— Seja você mesma, minha senhora — Inocentemente, atrevi-me a aconselhar — Tenho certeza de que irá agradar as majestades sendo simplesmente você.

— E o que você sabe sobre agradar?

Eu queria responder a altura, mas fazê-lo era imprudente e acarretaria a castigos como um dia e uma noite de trabalho forçado. Então, calei-me.

Esquivei-me um pouco dos meus pensamentos e voltei os olhos novamente ao trono.

Rei élfico como era conhecido e falado por todos, formalmente chamado de Rei Thranduil. As histórias sobre ele eram incríveis, um rei destemido e imponente, vencedor das grandes batalhas e temido por todos. Muitos o odiavam, e muitos o admiravam. No entanto, eu simplesmente amava as histórias sobre ele, mas odiava a sua fama de rei arrogante e frio. No entanto, confesso que naquele momento eu não sabia como descrevê-lo, sequer conseguia pensar em algo sobre ele.

— Sejam bem-vindos a Mirkwood! — O rei alçou sua voz...

"Aprecio com satisfação a presença de todos. Sinceros agradecimentos por comparecerem a celebração da chegada da primavera, aos vários anos de paz que se seguem após as grandes guerras, e as alianças entre elfos e homens que contribuiu para a aniquilação das trevas que lutavam pelo o fim da vida de nossa terra e de tudo que lutamos e construímos. Divirtam-se e celebrem!"

Todos aplaudiam, admiravam felizes as palavras do rei. Eu por outro lado, achei o discurso um tanto previsível para um rei considerado irrepreensível.

Começou a música novamente. Para a tristeza de Dália o príncipe escolheu uma elfa para dançar. O rei se serviu de um cálice de vinho e sentou-se no grande trono jogando para o lado o seu longo manto vermelho. E eu por vezes movia-me no ritmo das danças só pra não parecer rejeitada.

Três músicas se foram e eu já começava a cogitar em sair dali de fininho já que minha senhora dançava felizmente com Haldir que segundo ela era melhor que nada.

Deixei o cálice de vinho na mesa, mas fui surpreendentemente interrompida.

— Concede-me esta dança, senhorita Anne.

— Legolas estava à minha frente sorrindo e já tomando a minha mão.

— Sim, Alteza. – Respondi de imediato após uma polida reverência que pude fazer.

— Apenas Legolas, por favor. – Pediu gentilmente.

— Sim, Mellon Legolas.

— Parece que alguém aprecia a linguagem élfica. – Ele gracejou.

— Não só aprecio como sou fluente.

Legolas pareceu divertir-se com o meu ego visivelmente inflável.
Começamos uma conversa enquanto dançávamos a passos lentos uma música élfica calma e suave.
Legolas olhava-me como se estivesse admirando alguma coisa, exibindo um sorriso discreto em seus lábios perfeitamente moldados.

— Pelo visto você escondeu mais das suas habilidades.

— E pelo visto somos bons em esconder algo. – sorri não me esforçando a esconder o sarcasmo.
Ele segurou em minha cintura, e elevou-me um pouco, rodopiou uma vez repousando-me ao chão em seguida.

— A propósito, você dança como uma elfa. Estou feliz por não permitir Haldir vir convida-la.

— Então você é o motivo por eu estar sozinha por três longas danças? — gracejei — Se divertiu ao me ver definhar em solidão?

Rimos divertidamente enquanto ele me fazia girar duas vezes suspensa pela cintura. Tinha que admitir que o príncipe estava sendo uma companhia agradável, sem contar que me fazia rir pelo simples fato de não sair se gabando por causa de seu título. A sensação era como se já nos conhecêssemos há muito tempo.

Três danças se passaram e o príncipe não me largou. Até que entre uma taça de vinho e outra, ele disse:

— Com sua permissão, senhorita Annael, o dever me aguarda.

Légolas repousou em minha mão seus lábios macios em um beijo leve. Reverenciei-o em respeito e ele saiu em direção ao trono.

De imediato a música parou e todos voltaram sua atenção ao altar onde estava o incrível trono do rei:

— Companheiros da Terra Média! – Legolas levantou sua voz — Aprecio a presença de todos, espero que estejam se divertindo.

"Com prazer anúncio os nobres reis, mestres e líderes da nossa terra segundo com cada província e reinos. Alguns líderes não puderam estar presentes, no entanto, enviaram seus sucessores e estes serão chamados pelos respectivos nomes de família. Suas filhas serão chamadas acompanhada de sua dama."

Congelei. Eu seria chamada junto a Thaile e Dália à presença do rei. Pelo céus!

Pensar na ideia de todo mundo me olhando fez meu estômago embrulhar.

— Peço que apresentem-se: – Legolas começou o chamado.

Perto de mim, Narir começou a ajeitar um broche e meu cabelo após arrumar a manga caída do vestido de Dália.

— Thaile e Dália da família de Valles da cidade de Barahir, e sua dama Annael Di Milenia!

O eco nítido anunciando nossos nomes me fez sentir um frio seguido de arrepios. Engoli seco.

Todos abriram espaço para caminharmos até ao altar onde estava o rei e o príncipe. Olhei para Narir preocupada; eu poderia tropeçar na saia do vestido e cair de cara no chão, ou ficar muda como uma idiota perante o rei, ou pior.

Eu nunca tinha sido o centro das atenções antes. Senti o meu rosto aquecer a cada passo que dava entre as duas muralhas de pessoas.

Enquanto caminhava naquele grande corredor, discretamente olhei para os lados e percebi que alguns elfos me olhavam espantados. Passei a mão no cabelo na tentativa de melhorar a situação dele, se é que o problema estava no meio cabelo que as elfas demoraram tanto escovando.

Vez por outra, Tahile olhava para trás e me lança um olhar preocupante, ele parecia não estar gostando nada daquilo, e pelo visto estava se sentindo obrigado a fazer-lo. Ele não escondia ódio pelo rei da floresta. O motivo? Ninguém sabia.

Finalmente chegamos ao pé do altar. Levantei o olhar que antes se mantinha concentrado ao chão e olhei para o príncipe evitando a face do rei. A face de Legolas era reconfortante para mim, era amigável.

Ouvi Tahile e Dália falarem seus nome e fazer lhes uma reverência. Eu prossegui após:

— Majestade, alteza. Sou Annael Di Milenia, filha de Alíon Di Milenia nomeado senhor escritor de Barahir.

Após a reverência cai na idiotice de olhar para a direção do rei, e fui surpreendida com olhos azuis intensos, penetrantes, desconfiados. Aparentemente se mostrava surpreso, parecendo ver um fantasma. Mas me surpreendi naquele exato momento quando percebi que o rei era o mesmo elfo que caminhava tranquilamente pelo jardim hora antes da festa. Ali ele não possuía a serenidade com qual parecia ter antes.

Por alguns instantes pareceu que todos esperavam uma reação do rei, mas ele nada disse, apenas ficou parado em seu trono me encarando atônito com seu lábios um pouco separados. Suas constantes mudanças de expressão revelavam que pensava em algo por momentos dolorosos e outras emocionados.

Estremeci dentro do vestido, e já sentia minha pernas começarem a tremer. Desviei os meus olhos do imã que era os olhos do rei, e me concentrei em Legolas novamente e não entendi o porquê dele estar com um leve sorriso diante daquela situação constrangedora.

O silêncio e espera já estava me fazendo desejar sair correndo dali quando o rei levantou-se e começou a andar e minha direção sem desviar seus olhos sequer um só instante.

Ele se movia à passos lentos e firmes em minha direção, e à cada mover de sua silhueta fazia o lindo e longo manto prata rastejar pelo chão formando ondas sobre os degraus.

Eu não poderia negar que o rei era perfeito em beleza, que ele era majestoso até muito além do que contavam, e que embora eu tenha o intitulado egoísta insuportável penas pelas histórias que contavam sobre seu caráter, ele me atraiu.

Notas finais
Bjs, Até o próximo! ♥