Refém da Paixão
11 Ciúme
Notas iniciais
Se tinha um tipo de pessoa que eu odiava com todas as minhas forças eram as que se ofereciam, as que eram dadas demais, que riam e sorriam por tudo.
E Tanya era exatamente assim. Cada pedacinho dela era chamativo, e na minha opinião, exagerado demais. A começar por sua aparência montada, era visível que aquelas curvas tinham surgido de plásticas, a boca era desenhada pelo preenchimento, o rosto fora harmonizando e eu tinha certeza que metade daqueles fios claros não era dela.
Ela parecia uma Barbie. Uma Barbie muito atirada, que não tirava as mãos de Edward.
—Faz tanto tempo que nós não nos vemos. – ela se afastou um pouco para olhá-lo e havia um biquinho formado nos lábios. —Você sumiu, parou de atender meus telefonemas... Estou com saudades.
O fogo subiu por meu rosto aquecendo-o ferozmente ao ponto que a raiva me consumia por dentro.
—Edward. – chamei sem conseguir controlar o tom da minha voz. —É melhor tirar a Melissa do carro. Ela não está em uma posição confortável.
Tanya pareceu finalmente me notar. Me olhou de cima a baixo e por fim assumiu uma postura de superioridade. Apertei os lábios contendo a vontade de secar aquela carinha perfeita.
Os carros com os seguranças fizeram a volta e estacionaram atrás do de Edward, mantive meus olhos fixos em Tanya que parecia não entender muito bem todo aquele resguardo.
—Tanya, essa é a...
—Isabella Swan. – interrompi a fatídica apresentação de Edward e tomei a frente da situação.
Ela me estudou com aqueles olhos debochados e abriu um sorriso cínico. Ao se aproximar um passo.
—Tanya Denali. – arqueou o queixo visivelmente orgulhosa de seu nome. —Ouvi tanto sobre você nos últimos dias. – jogou o cabelo para trás e seu perfume doce veio até mim, meu estômago protestou na hora.
—Ah, é? – firmei meus olhos nos seus sentindo o veneno se intensificar em seus falsos olhos azuis. —Edward não comentou nada sobre você.
O contentamento me preencheu assim a vi desestabilizada, infelizmente se recompôs rápido demais.
—Vamos entrar? – Edward chamou assim que entregou Melissa a Jessica, que começava a despertar daquele sono angelical.
—Estou bastante chateada, Ed.
Ed.
Senti vontade de vomitar ao ouvir o apelido intimo demais.
—Já se esqueceu de tudo que vivemos? Nossa ligação não significa nada para você? – rebolou exageradamente enquanto subia as escadas. —Sinto em te dizer, mas já não é o meu primo favorito.
Soltou uma risadinha e lançou a piscadela para Edward que ficou visivelmente sem fala. Não sei exatamente a quem eu queria socar mais.
As portas de entrada da mansão do Senhor e Senhora e Cullen se abriram e um homem de meia idade, alto, magro e muito bem vestido nos recebeu com um sorriso ameno.
—Boa noite, senhor Cullen. – saldou a Edward. —Senhoritas. – deu um passo para o lado e liberou nossa entrada.
—Boa noite, Saint. – Edward lhe respondeu com cordialidade.
Saint era um homem simpático, mantinha a barba feita e o cabelo preto penteado para trás, a postura era perfeita. Tão perfeita quanto o trabalho impecável que ele fazia ao coordenar aquela mansão enorme.
—Vou ir dar um oizinho a Rose. – Tanya proferiu antes de desfilar escada a cima.
Edward e Saint a observaram subir os degraus e tive vontade de furar aqueles olhos heterocromáticos com as unhas.
—Avisarei aos seus pais que chegaram. O que acham de tomar um drink no deque enquanto os aguardam?
Edward me olhou, acho que esperando uma concordância minha, só consegui dar de ombros. A raiva que eu sentia dele me fazia fervilhar por dento.
Eu sabia de toda a história deles, o caso que durou anos, as traições com Victória, as brigas que tudo aquilo gerou na família.
Pelo o que Emmet contara eles haviam se afastado, mas eu duvidava muito. Depois de toda aquela intimidade, aqueles olhares, aquelas mãos atrevidas, eu tinha certeza de que ainda havia algo ali. E se Edward achava que eu iria aceitar que ele ficasse de graça com Tanya, ele estava redondamente enganado.
—Fiquem à vontade. Só irei guiar a babá de Melissa até o quarto, para que ela descanse até o jantar, e já virei servi-los. – Saint deu mais uma aula de educação ao nos encaminhar até o deque, que parecia surreal de tão lindo. A madeira caramelo se estendia por cima do mar, podíamos ouvir o barulho das ondas se quebrando nos pilares que sustentavam a construção.
Pérgulas grossas sustentavam as luzes que iluminavam os móveis quadrados e confortáveis. Era tudo muito chique e elegante.
—Não ligue para o que Tanya disse. – correu a mão pelo cabelo, seus olhos iam dos meus ao chão em uma constância irritante. —Ela é...
—Atrevida? Atirada? Vulgar? – minha voz saiu entredentes.
—Passado na minha vida. – completou se aproximando alguns passos.
Bufei alto recostado no guarda-corpos de madeira.
—Já vou te avisar Edward, se eu te pegar de gracinha com essa Tanya, juro por Deus que eu te mato.
Ele parou ao meu lado e soltou um risinho baixo, que só fez por aumentar minha ira. Ainda por cima era debochado!
—Isso é ciúme?
Rolei os olhos.
Ciúme.
—Não seja ridículo. – pedi diante tamanho absurdo. —Não há motivos para eu ter ciúme de você...
—Com Tanya não há mesmo. – me interrompeu chegando um pouco mais perto de mim. —Ela e eu...
—Não prestam? Eu sei. Sei de tudo que aconteceu entre vocês.
Edward respirou fundo e de soslaio o vi correr a mão pelo cabelo mais uma vez.
—Então você deve saber que o que tínhamos acabou. – seu tom demonstrou certa impaciência, o que me irritou ainda mais.
—Eu duvido muito. Conheço seu tipo. E o dela também.
Eu conhecia muito bem aliás. E não podia me esquecer de que Edward trocava de mulher com a mesma facilidade de que trocava de roupa. A única que tinha constância em sua cama era Tanya.
—Eu detesto quando você fala essas coisas. – bateu o pé e bufou alto.
—Por acaso eu disse alguma mentira? – me virei para encará-lo e o desafiei com os olhos. —Só te aviso que não vou pagar de corna por aí.
Edward rolou os olhos veementemente e vi sua expressão se contorcer enquanto me preparava para sua reposta ácida, mas por sorte, ou não, o barulho de passos e vozes o impediu de continuar.
Nós nos viramos juntos a tempo de ver o belo casal de jovens-senhores passar pelas portas francesas. Eu já havia visto fotos de Carlista e Esme Cullen, mas devia assumir que eles eram ainda mais bonitos pessoalmente.
Esme tomou a frente quando estava próxima o suficiente para nos cumprimentar, os olhos foram direto para o filho, e vi o amor resplandecer nos seus orbes verdes. Ela sorriu grande antes de abraçar Edward.
—Estava com saudades, meu filho! – tocou seu rosto com carinho.
—Eu também, mãe. – seu tom carinhoso me surpreendeu. Edward só falava assim com Melissa, e ter aquela visão dele melhorava um pouco a imagem que eu tinha daquele homem babaca e machista.
Carlisle se aproximou e tocou o ombro de Edward, atraindo sua atenção.
—Como vai, filho?
—Está tudo bem. E por aqui?
Carlisle exibiu seus belos dentes ao sorrir e concordar com a cabeça, e então, a atenção se voltou para mim.
Respirei fundo enchendo meu peito e tomando a coragem que precisava. Estava na hora de encenar. Não podia cometer o mínimo deslize.
—Mãe, pai, eu queria que conhecessem a Bella. Nós estamos namorando.
Esme abriu os lábios vermelhos em um perfeito ‘O'. Seus olhos verdes saíam de Edward e vinham para mim em uma velocidade impressionante.
—Namorando? Você está namorando? -sua voz deixou claro toda a incredulidade que sentia. —Carl, será que ouvi direito? – se virou para olhar o marido, o cabelo loiro acobreado chacoalhou e exalou um doce perfume.
—Acho que sim, querida. – Carlisle respondeu sorrindo com vontade.
—Meu Deus acho que estou sonhando! – exclamou e não contive o riso. —Me dê aqui um abraço, querida. E seja muito bem-vinda a família!
Esme passou os braços por meus ombros e me puxou para ela. Um pouco sem jeito retribui seu ato de afeto.
—Obrigada!
—Boa noite. – Carlisle cumprimentou atraindo minha atenção.
—Boa noite. – respondi aceitando seu aperto de mão.
—É um prazer te receber, Bella. Sinta-se em casa.
Eles eram tão educados e gentis que foi fácil me sentir a vontade. Nós nos sentamos nos sofás quadrados e Saint logo serviu o champanhe.
Edward passou o braço por meus ombros quando se colocou ao meu lado e mesmo estando bastante irritado com ele, me aproximei de seu peito. Estava na hora de trabalhar e deixar qualquer coisa que me incomodasse de lado.
Carlisle e Esme faziam um belo par. Ele era um homem e tanto, e mesmo chegando ao sessenta anos, vivia arrancando suspiros das mulheres. O cabelo loiro era quase branco, assim como a barba curta e bem feita. Os olhos azuis brilhavam. Brilhavam mesmo, eram surreais de tão lindos.
Esme era uma mulher extremamente elegante, isso ia desde de seu jeito de falar a sua postura. Os olhos verdes eram tão sinceros e doces que qualquer pessoa se sentia acolhida ao seu lado. E ela nunca deixava de sorrir.
—Preciso confessar que não esperava por isso. – Carlisle proferiu antes de tomar um gole de seu champanhe. —Edward estava sempre fugindo de compromissos.
O olhei rapidamente a tempo de vê-lo rolar os olhos.
—Não exagere, Bella vai acabar pensando que eu era um conquistador sem vergonha.
Eu já tinha certeza daquilo. Sabia da sua fama, do seu histórico.
—É, querido. Não vamos assustar a moça. – Esme pediu tocando a mão do marido que segurou seus dedos e os levou até os lábios.
Foi impossível não sorrir, eles eram muito fofos.
—Você é de Miami mesmo?
—Não, eu moro em Nova York. Estou só passando um tempo aqui.
—Eu realmente amo Nova York. Estive lá semana passada, no lançamento de um conversível.
Maneei a cabeça e tentei fingir surpresa a fala de Carlisle. Eu sabia muito bem que ele estivera lá, que gostara do conversível elétrico e fechou contrato com a marca para vendê-lo em sua rede de lojas automobilísticas.
—Eu também gosto muito de lá, mas preciso confessar que estou adorando ficar aqui e ver o mar em todos os lugares.
Carlisle e Esme sorriram ao concordar com um aceno.
—O que você faz lá? – vi o interesse brilhar nos olhos da minha “sogra", ela estava verdadeiramente interessada em saber mais sobre mim, e aquilo me agradou bastante.
—Bella é uma das maiores designers de joias do mundo. – Edward tomou a frente respondendo por mim.
Seus pais se mostraram impressionados com aquela informação, mesmo sendo uma força não deixei de me sentir orgulhosa. Era bom impressiona-los.
—Uau, que profissão majestosa! – Esme cantarolou.
—Concordo. – Carlisle se uniu a esposa. —Você trabalha para alguma empresa, tem sua própria marca...?
—Trabalhei muitos anos em empresas, mas agora quero seguir novos rumos... – menti usando o texto bastante ensaiado. —Estou indo atrás dos meus próprios clientes para, quem sabe, criar minha própria marca.
Dei de ombros bebericando o champanhe importado. O gosto refinado adoçou meu paladar. Era uma pena não poder beber mais.
—Quanta determinação, tenho certeza que logo estará com várias lojas abertas por todo o país. – Esme profetizou em seu tom maternal.
—Eu também. – Edward concordou tomando mais um gole do champanhe. Olhando-o rapidamente senti certo incômodo em seus olhos. Mordi meu lábio inferior tentando entender o que havia saído de errado. —Onde estão Jasper e Rose? – mudou de assunto ao abandonar a taça comprida na mesa baixa.
—Rose estava se arrumando para sair com Emmet. E Jasper... – Esme soltou o ar pela boca.
—Jasper provavelmente está enfiado em alguma casa noturna, ou então, tomando glicose em qualquer hospital. – Carlisle externou toda sua indignação.
Esme e Edward respiraram fundo, era claro que Carlisle não aprovava o jeito com que seu filho mais velho levava a vida.
—Ele não vai vir jantar conosco? – os dedos de Edward subiam e desciam por meu braço, mas nem aquele carinho gosto conseguia me distrair de toda a tensão pairada no ar.
—Ele disse que viria, mas saiu cedo e até agora não voltou. Você sabe como seu irmão é.
—Um inconsequente e irresponsável.
O complemento de Carlisle pesou ainda mais o clima.
—Por favor, Carl. Não vamos assustar a Bella. – Esme tentou descontrair com a brincadeira, forcei um riso tentando ajudá-la.
—Olha só quem resolveu aparecer aqui em casa. – a voz feminina ecoou pelo deck atraindo a atenção de todos nós.
Rosalie desfilou até nós em passos lentos. O vestido marsala justo se moldava a suas curvas em cada passo que dava.
—Pensei que tivesse se esquecido de nós. – continuou fazendo Edward rolar os olhos.
—Drama não combina muito com você. – se colocou de pé e deu um rápido abraço na irmã.
—Não é drama, é a verdade. – deu de ombros quando se afastaram, e então, sua atenção se voltou para mim.
Prendi a respiração enquanto seus olhos verdes me estudavam, eram analíticos e um tanto quanto frios.
—Rose, essa é Bella. Minha namorada. – Edward apresentou para a total surpresa da irmã. Pelo visto, Edward estar namorando era realmente surpreendente.
—Ok. – ela soltou e voltou a me olhar. —Como vai, Bella? – perguntou séria ao estender sua mão em minha direção.
Me levantei para aceitar seu cumprimento, e preciso confessar, ela era ainda mais linda de perto. Os olhos eram grandes e tinham um desenho lindo. O nariz era reto e arrebitado, os lábios em forma cúpido cheios e rosados.
—Estou bem, e você? – minha voz falhou um pouco, mas evitei o pigarro. Rosalie me abriu um pequeno e impessoal sorriso, antes de se afastar e se sentar ao lado do pai.
Já esperava que ela não fosse morrer de amores por mim, Emmet já avia me avisado de sua personalidade forte.
Voltei a me sentar ao lado de Edward, e tentando ignorar a irritação que voltou a crescer em mim, quando Tanya reapareceu.
Rebolando de um modo extremamente exagerado, ela cumprimentou os tios, que se mostraram surpresos por sua presença. Sabia que eles eram educados demais para manda-la ir embora, mas eu ia amar se aquilo acontecesse.
—Faz quanto tempo que estão juntos? – Rosalie perguntou cruzando as pernas e intercalando os olhos entre Edward e eu.
—Já tem um tempo. – agradeci mentalmente por Edward não ter dado uma data específica, sabia que tipo de pensamentos aquilo causaria.
—Ed pegou todo mundo de surpresa... Vocês sabiam que ele estava namorando?
Porque aquela mulher simplesmente não caía no mar?
Contive a vontade de bufar, mas foi impossível não rolar os olhos.
—Eu não tenho que ficar dando satisfações da minha vida para ninguém, Tanya. – Edward finalmente se pronunciou calando-a com uma de suas patadas. —Bella e eu estamos juntos, ela está ficando na minha casa, e é só isso que precisam saber.
Carlisle soltou um risinho, Esme o repreendeu rapidamente, e foi exatamente aquilo que me impediu de rir junto com meu “sogro”.
—O que você faz da vida, Bella? – Rosalie voltou a atenção para mim.
—Tenho certeza que é blogueira. – Tanya se intrometeu mais uma vez. —Reconheço uma de longe.
Estreitei os olhos e respirei fundo.
Deus, por favor. Me dê paciência!
—Na verdade eu sou designer de joias, mas não vejo problema nenhum em ser blogueira. – molhei meus lábios com o champanhe contendo a vontade de lançar o liquido naquela cara harmonizada. —Desde que a mulher esteja feliz e não prejudique ninguém, qualquer trabalho é válido.
—Touché. – a voz masculina quebrou nossa conversa, e o fuzilamento que eu recebia dos olhos de Tanya. —Sabem que eu nunca conheci uma designer de joias? – virei a cabeça para encontrar o dono do timbre rouco, e o reconheci de cara. —Que profissão mais interessante!
Jasper.
Era ele, eu tinha certeza. Estava um pouco mais pálido e magro, mas era o mesmo rapaz das fotografias. Diferente de todos os outros, ele passou direto por Edward e parou a minha frente. Os olhos de cor cinza eram tão simpáticos quanto o sorriso que mantinha no rosto.
—Então é você a mulher que conquistou o duro coração do meu irmão. – ele olhou rapidamente para Edward e o sorriso cresceu em sua boca. —Ótima escolha, hein? – brincou me fazendo rir. —Eu sou o Jasper, irmão mais velho e mais bonito, do seu namorado.
—Pode me chamar de Bella. – me levantei para aceitar seu aperto de mão e foi impossível não sentir o cheio forte de bebida que ele exalava.
—É um prazer, Bella. – me lançou uma piscadela. —E então, onde está a minha, Melzinha?
—Dormindo...
—Jasper. – Carlisle interrompeu a esposa ao se colocar de pé. —Me acompanhe até meu escritório, por favor. – sua voz saiu dura e impassível. —Com licença. – pediu antes de se afastar.
—Lá vou eu enfrentar a fera! – Jasper brincou, acho que para tentar aliviar o clima, antes de seguir o pai para dentro da mansão.
Um silêncio chato pairou no ar, voltei a me sentar ao lado de Edward, que desceu a mão por minha coxa, segurando-a possessivamente. Sorri com o canto dos lábios ao perceber que Tanya se incomodara com aquilo.
—Vou ligar para Emmet, e ver se ele já está chegando. – Rosalie se levantou e ajustou o vestido em seu corpo.
—Te acompanho, filha. Vou pedir para que Saint sirva uns aperitivos, Bella deve estar com fome.
—Ah, não se preocupe...
—Faço questão. – sorriu docemente ao me interromper, e não consegui dizer mais nada. Como eu podia negar alguma coisa vinda de tanta gentileza e cuidado?
Esme e Rose entraram naquela casa gigante e, mais uma vez, restou apenas nós três, e um silêncio tão incomodo quanto a presença de Tanya.
—Está com frio? – Edward perguntou baixo ao passar o braço por meu ombro e tocar minha pele. Maneei a cabeça em negação me apetando ainda mais em seu peito. —Certeza? Sua pele está fria.
—Estou bem...
—Ed, e sua preocupação excessiva. – Tanya soltou se colocando mais uma vez na conversa que não fora inclusa. —Ainda me lembro daquele cruzeiro que fizemos pelo mediterrâneo. Eu queria tanto dar um mergulho em mar aberto, e você só deixou quando pode me acompanhar...
Apertei os dentes sentindo cada pedacinho do meu corpo ferver de raiva.
Será que não dava para ela engasgar com a saliva?
—Isso já faz muito tempo... – Edward tentou desconversar.
—É... Quase um ano. Está na hora de repetirmos aquela viajem, não acha? – a falta de resposta de Edward só serviu para me irritar ainda mais.
Quando é que ele daria outra má resposta para ela? Porque ele não era impaciente e grosso com aquela mulher inconveniente e chata?
—Nós nos divertíamos tanto juntos... Tenho certeza que você ainda se lembra.
Soltei o ar pela boca e me coloquei de pé.
Não dava para aguentar aquela mulher. Não, era demais para mim. E eu sabia que se não me afastasse, ia acabar arrancando aqueles apliques de cabelo dourado nas unhas.
—Vou ao toalete...
—Te mostro o caminho.
—Não. – ergui a mão, impedindo Edward de se levantar. —Não precisa. Pode ficar aí.
Não esperei por sua resposta, apenas marchei para dentro daquela casa que mais parecia um labirinto de cômodos. Os corredores que seguiam após a subida da escada eram praticamente iguais, e escolher uma, das mais de quinze portas, não era uma missão fácil.
—Precisa de ajuda, senhorita? – me sobressaltei com a voz próxima. —Desculpa, não quis assustá-la. – a mulher pediu visivelmente envergonhada.
—Tudo bem. – sorri fitando os detalhes de seu uniforme branco e preto. Era uma das empregadas, tinha certeza. —Pode me dizer onde fica o banheiro mais próximo?
—Claro. Me acompanhe.
Ela pareceu satisfeita ao poder me ajudar, me guiou até o cômodo em silêncio e ainda abriu a porta para que eu entrasse. Sorri ao lhe agradecer, e assim que entrei no toalete, me surpreendi com tanto requinte e bom gosto.
Era todo em mármore branco rajado de cinza, que refletia tão bem quanto um espelho. Era grande, espaçoso e muito bem decorado. Cada detalhe ali impressionava, desde a privada quadrada, aos posta lenços de papel em rose gold.
Firmei as mãos na bancada fria e me encarei no espelho. Estava vermelha. Vermelha de raiva. De ódio.
A vontade que eu tinha era de socar a cara daqueles dois. Começando pela priminha puta, e terminando naquela babaca do Edward.
Fechei os olhos e procurei respirar fundo algumas vezes. Eu precisava me acalmar. Não podia ceder aquela raiva que queria me consumir, e consequentemente, agir por impulso. Não podia perder o controle. E não ia.
Arrumei a postura e molhei os pulsos com água fria. Eu já tinha passado por vários testes psicológicos extremamente pesados, não era aquela mulherzinha desclassificada que me tiraria do sério. Não mesmo.
Pronta para sair do banheiro, segurei a fechadura dourada e abri a porta, assim que ergui a cabeça dei de cara com Edward.
—Caralho, Edward! – soltei sentindo meu batimento cardíaco acelerar consideravelmente por causa do susto.
Ele pareceu não se importar, segurou em minha cintura e me empurrou para dentro do banheiro. Ainda perdida por conta do susto, o vi fechar a porta e trancar com a chave.
—O que está fazendo? – ele ignorou minha pergunta e se aproximou de mim até me encurralar na parede. —Se afasta, eu quero sair do banheiro...
—Não vou me afastar. – me interrompeu com a voz dura, tão dura quanto o volume que pressionou minha barriga. —Não vou te deixar sair.
Seus olhos eram perigosos, e por mais que eu quisesse negar, gostava quando estavam assim. Era excitante demais.
Apoiei as mãos em seus ombros e tentei empurrá-lo, não consegui o menos êxito, obviamente.
—Para de graça. Eu quero sair.
Edward ignorou meus protestos e infiltrou a mão por de baixo da saia do meu vestido. Seu toque quente me deixou arrepiada, e vi o sorriso de contentamento nascer em seus lábios apetitosos.
—Me solta. – minha voz saiu mais baixa, mais fraca.
—Não vou te soltar. – pontoou as sílabas olhando diretamente nos meus olhos. —Eu vou te foder aqui dentro desse banheiro. Em cima dessa bancada.
Não sei exatamente o que foi que me fez ofegar alto, se foi a ideia do que ele prometera, ou ter meu corpo completamente prensado pelo seu na parede.
Eu detestava a forma rápida com quem meu corpo respondia ao dele. Era como se Edward tivesse o controle remoto que me controlava e fizesse de mim o que quisesse.
—Eu não quero, Edward. – minha voz falhou diante o toque de sua boca em meu pescoço.
—Para de fingir. Eu sei que quer. – suas mãos desceram até minha cintura e com um impulso forte ele me tirou do chão, minhas pernas traiçoeiras passaram pelo quadril de Edward e o gemido escapou dos meus lábios quando o volume duro de seu pau pressionou minha boceta. —Está vendo? Seu corpo não te deixa mentir...
Sussurrou ao pé do meu ouvido, fechei os olhos estremecendo dos pés a cabeça e, mentalmente agradeci por ele estar me sustentando.
—Você fica ainda mais gostosa quando está com ciúme, sabia? – seus dedos desceram por minha perna até se entrarem por baixo do vestido.
Já embriagada de tesão, o encarei fixamente. Seus olhos peculiares reduziam desejo.
—Eu não estava com ciúme. – neguei mais uma vez, apenas para provocá-lo. Desmenti-lo era meu hobby favorito.
—Ah, não? – mordeu o lábio inferior enquanto eu chacoalhava a cabeça em negação.
Edward me estudou com os olhos cerrados por alguns segundos, e então me desceu. Entreabri os lábios para perguntar o motivo do afastamento, mas ele não me deu tempo, me girou e me empurrou contra a parede.
Minha bochecha colou no mármore frio, suas mãos prenderam as minhas na altura da minha cabeça. Evitei o sorriso.
Eu amava quando ele me pegava daquele jeito.
—Quero te ouvir assumir que estava com ciúme. – apertou seu corpo contra o meu para falar ao pé do meu ouvido.
Engoli a seco sentindo cada pelinho do meu corpo ficar arrepiado.
Porra de homem!
—Desista, Cullen! – provoquei empurrando o quadril contra seu pau duro, mesmo com as camadas de roupas eu podia senti-lo.
—Você não me conhece, Isabella... – praticamente rosnou soltando minhas mãos e segurando em meus quadris.
Edward me moveu como se eu fosse uma marionete e pesasse menos de dez quilos, e não dá para fingir, eu gostava muito daquilo.
Me colocou sentada na bancada de mármore e arrancou minha calcinha de renda sem a menor delicadeza.
—Vai confessar que estava com ciúme? – perguntou enquanto abria o cinto da sua calça branca.
Neguei com um aceno sem conseguir tirar os olhos do volume que seu pau fazia nas roupas. Edward soltou um risinho, desabotoou a calça e a empurrou para baixo juntamente com a cueca boxer branca, e então fui privilegiada pela visão do seu pau duro saltando para fora.
Apertei as pernas sentindo minha boceta piscar. Tudo o que eu queria era tê-lo dentro de mim, metendo com força, com vontade.
Edward me puxou pela bunda e me fez escorregar na bancada. Soltamos um gemido juntos quando nossos sexos se tocaram. A glande quente do seu pau pressionava o lugar certo.
—Caralho.. – a palavra escapou dos meus lábios, curvei o quadril para frente procurando mais contato, mas Edward me impediu para minha total frustração.
—Fala para mim que estava com ciúme . Assume que estava com ciúme. – pediu ao pé da minha orelha. —E eu dou o que você quer.
Engoli o excesso de saliva que juntou em minha boca, estava literalmente babando de tanto tesão.
—Edward... – soltei baixinho, o tom manhoso, arrastado.
Ele pressionou ainda mais seu pau contra minha boceta massageando meu clitóris e me fazendo revirar os olhos.
Puta que pariu!
—É só você assumir. – repetiu infiltrando a mão livre em meu cabelo e o puxando-o com a força certa. —E eu vou te foder gostoso, até você gozar no meu pau.
Porraaa!
—Está bem. – concordei por fim, sem ter mais forças para lutar contra. —Eu estava com ciúme. Eu detestei essa Tanya, e estava morrendo de ciúme dela. – minha voz saiu ofegante, não sei exatamente o que provocou aquilo. —É isso que você queria ouvir?
Edward sorriu vitorioso e segurando no cabelo da minha nuca, me puxou para um beijo ardente. Sua língua roçou na minha no instante em que seu entrou em mim. De uma vez, com força, alcançando o fundo da minha boceta e me fazendo gritar de prazer.
Felizmente sua boca abafou aquilo. Agarrei seus ombros com as mãos quando ele começou a investir em mim.
Minha lubrificação permitia que seu pau deslizasse para dentro e para fora em uma velocidade deliciosa. Segurando sem seus ombros eu movimentava meus quadril deixando tudo ainda mais gostoso.
Gemíamos na boca do outro enquanto o suor descia por nossas testas.
Aquilo era a melhor coisa do mundo!
Edward aumentou a velocidade das investidas, e senti a vibração do orgasmo me anestesiar da realidade.
Separei minha boca da sua e joguei a cabeça para trás no momento em que meus sentidos explodiram.
Eu fui ao paraíso e voltei, sem nem mesmo sair da terra.
Fale com o autor