Notas iniciais
Oi, gente!
Eu disse que voltaria com novidades e voltei!
Aaaah, eu estou muito animada com essa fanfic, quem me conhece há um tempinho já, sabe que eu sempre quis escrever uma fic policial e estou realizando meu desejo hoje ♥
Eu espero que vocês gostem de ler essa história tanto quanto eu to gostando de escrever. E é isso, boa leitura :D

A impaciência me queimava por dentro fazendo-me revirar na imponente cadeira negra, dentro da imensa sala de reuniões. Encarei o relógio em meu pulso mais uma vez só para adicionar mais cinco minutos de atraso a hora marcada. Se tinha uma coisa que me deixava muito irritada era esperar alguém. Principalmente quando esse alguém estava precisando de ajuda e, aparentemente, não dava a mínima para o que estava acontecendo.

—Não atende! – Emmet bufou caminhando sem destino pela sala. Apoiei a cabeça na mão e o encarei. Parado de pé, do outro lado da mesa comprida, ele encarava o celular fixamente. —Ele simplesmente não atende. – repetiu batendo o pé no chão de mármore claro que refletia tão bem quanto um espelho.

—Tentou a secretária? – minha voz não escondeu o tédio que me consumia. Já tinha mais de uma hora que estávamos ali, plantados, à espera do poderoso senhor Cullen.

Emmet respondeu com um aceno rápido antes de voltar a pressionar o celular contra a orelha.

—Gente rica sempre está atrasado. – o murmúrio de Alice atraiu minha atenção. Lixava a unha sem pressa, e não demonstrava a menor irritabilidade. —É chique.

—É falta de educação, isso sim. – a voz masculina soou a minha direita, mas não virei para olhar o dono do timbre forte. Se tinha algo que eu não queria era olhar para Mike, principalmente quando concordava com ele. Na verdade, não queria nem estar no mesmo ambiente que ele, mas é isso que se ganha quando se namora um colega de trabalho. Ou melhor, quando o colega de trabalho rompe com você.

Maneei a cabeça para espantar aqueles pensamentos, não tinha motivos para ficar remoendo-os. Afundei na cadeira de couro e mais cinco minutos foram acrescidos ao timer. Encarei as grandes janelas de vidro que iam do chão ao teto e ofereciam uma vista privilegiada da Baía Biscayne. O sol começava a se pôr, e os raios de luzes tonalizavam a água do mar com cores de tirar o fôlego. Era uma vista e tanto. Aliás, era uma sala e tanto, em um edifício e tanto.

Localizado em um ponto estratégico de Brickell, o centro financeiro de Miami, o edifício reluzente abrigava a empresa milionária de Edward Cullen. Durante a subida pelos mais de quarenta andares foi impossível não ficar boquiaberta com tanto luxo e requinte. Tudo ali exalava dinheiro, desde o mármore que reluzia, a vista privilegiada.

Talvez fosse por isso que estivessem tentando matar o dono da grande companhia de hotelaria. Ao todo foram três atentados, aos quais, Edward saíra ileso. Aquilo era comum de ver, homens ricos e poderosos sendo assassinados, a maioria não tinha a sorte dele. A maioria nem conseguiu perceber o perigo que corria, mas Edward Cullen tinha, além de muita sorte, Emmet, que parecia estar a ponto de explodir pela demora do melhor amigo.

—Não é possível. – esfregou a mão livre no rosto e bufou alto. —Edward só pode estar... – parou de falar quando encarou a porta, seu semblante aliviado dera a dica que eu precisava e firmando os pés no chão, girei a cadeira a tempo de ver a figura alta e forte passar pela porta de vidro.

Já tinha visto fotos de Edward Cullen, mas a verdade é que retrato nenhum chegava perto de sua beleza. Ele era o tipo de homem que a gente vê em catálogos de moda ou revistas. Alto, ombros largos, braços e coxas fortes. O terno preto de corte fino deixava toda a potência de seu corpo a mostra. Correu a mão pelo cabelo ruivo e os fios pararam no mesmo penteado perfeito de antes. A barba cerrada e bem desenhada era a moldura perfeita para o sorriso que ele emitia. Ele era absurdamente lindo. Um tipo de “Deus Grego”.

Cumprimentou a Emmet com um típico “abraço de homem” e então se voltou para nós, os meros mortais ali presente. Olhou para os rapazes com um certo ar de superioridade que esvaiu por completo quando fitou Alice, e então, enquanto se sentava a ponta da mesa, dirigiu aqueles intensos olhos a mim.

Seus orbes eram um tanto quanto peculiares, um era verde claríssimo, o outro azul profundo... A heterocromia lhe caíra bem. Lhe dava um charme a mais. E seus olhos eram tão misteriosos e hipnotizantes. Engoli a seco quando um sorrisinho torto nasceu em seus lábios desenhados.

Porra de homem lindo!

Meu cérebro gritou enquanto tentava não demonstrar o quão impressionada fiquei com sua beleza. Claro que para ele não era surpresa, Edward era tão famoso por seus negócios milionários, quanto por sua coleção de amantes.

—Perdoem-me o atraso. Tive um imprevisto. – os dedos longos afrouxaram a gravata prateada. Sua voz era tão atraente quanto seu maxilar quadrado. —Emmet, meu bom e velho amigo exagerado. – zombou gesticulando a Emmet, que rolou os olhos ao se sentar na cadeira de couro. —Já que nos trouxe até aqui, porque não começa a reunião? – pediu em tom um tanto quanto debochado. —Tenho planos para o fim de semana! – lançou uma piscadela desabotoando o blazer.

Contive a vontade de rolar os olhos. Não era segredo para ninguém que Edward não acreditava que corria perigo, e que achava toda aquela missão para protege-lo um exagero. Emmet o olhou firme tentando manter a situação sob controle, quem sabe o tom mais autoritário, de um inspetor experiente, fosse convencê-lo do real perigo.

—Você parece não se dar conta da gravidade da situação. Como já te expliquei milhares de vezes, temos razões de sobra para nos preocupar com sua segurança... acreditamos que alguém está tentando acabar com a sua vida.

—Por causa de um buquê de flores? – rebateu em uma postura irônica.

— Sim. – Emmet respondeu, antes de lhe entregar um cartão.

—'Bem-vindo, senhor Cullen'. – leu com a voz despreocupada. —Qual o problema?

—Essas flores foram deixadas ontem à noite em sua casa. Foram encomendadas a um florista e pagos em dinheiro. O cartão já estava impresso. – Emmet contou os detalhes pacientemente.

—Por quem?

—O florista não se lembra. Afinal de contas, não foi um pedido incomum. O que é incomum, Edward, é que lírios e um cartão idêntico foram deixados no seu hotel na Espanha, há seis meses, quando atiraram em você. – continuou quebrando o silêncio imaculado que meus colegas e eu fazíamos. Sabíamos muito bem quando era hora de falar.

—Não atiraram em mim. – Edward refutou e precisei me esforçar para não bufar. —A polícia concluiu que foi uma briga entre gangues e acabei em fogo cruzado. Estava no lugar errado, na hora errada, só isso. Falta de sorte.

Falta de sorte. Rolei os olhos diante a fala mal agradecida ao compasso que as respirações ali ficaram mais fortes. O único que se manteve paciente diante a teimosia de Edward fora Emmet.

—Na época, foi o que pareceu — concordou. — No entanto, sua ex-namorada deu um depoimento muito detalhado à polícia: na hora do tiro, ela estava no quarto, abrindo a correspondência. Era para ela estar com você, mas um buquê de flores foi entregue e ela não conseguia imaginar quem as teriam mandado. Um detalhe insignificante, tão insignificante que quando foram entregues flores no seu quarto de hotel em Nova York, ainda assim o fato não pareceu relevante...

—Quase fui atropelado em Nova York... – Edward passou as mãos pelos cabelos ao lembrar dos detalhes. —Um carro veio direto na minha direção, acelerando. Eu pulei para o lado bem na hora. Desloquei o ombro, mas sei que tive muita sorte; a polícia disse que...

—Lugar errado, na hora errada? – perguntou Emmet e ele assentiu com a cabeça. — Essas flores são um aviso, Edward. Uma ameaça que temos de levar muito a sério. – colocou com firmeza. —Essa ameaça agora sonda sua casa. Sua família. Sua filha.

Emmet fora certeiro, atingira o alvo com sucesso ao citar a família, e principalmente a filha de Edward. Todos nós sabíamos que eles também corriam perigo, pelo visto, Edward concordava.

—Não vou deixar que ninguém machuque minha filha. – cuspiu com o maxilar cerrado, as mãos fecharam-se em punho.

—Nem eu. – Emmet garantiu igualmente comprometido. —Vou descobrir quem está por trás disso. – Edward finalmente concordou com a cabeça. —Agora, você não pode comentar com ninguém sobre a nossa operação. Nem mesmo com sua família.

—Por quê?

—Porque, por enquanto, todos são suspeitos nesta investigação. – Edward já estava abrindo a boca para retrucar, Emmet se adiantou: —É uma possibilidade que temos de considerar. – os dois se encararam por longos segundos. —Alice ficará com você enquanto estiver trabalhando. – continuou diante o silêncio de Edward, que a olhou no instante em que fora apontada.

Sentada a minha frente, observei em silêncio Alice arrumar a postura e sorrir amena para Edward.

—Serei sua assistente pessoal, senhor Cullen. – informou com a voz doce de sempre. Edward assentiu com a cabeça, acho que tentava processar a informação.

—Haverá outros detetives espalhados por sua casa, empresa, ou qualquer outro lugar que você vá. Todos infiltrados. – Emmet continuou indicando os rapazes sentados à mesa, e quando me olhou, soube que chegamos na minha parte.

Engoli a seco e endireitei a postura. Senti meu estômago vibrando, minhas mãos ficaram gélidas. Já havia me arrependido diversas vezes por ter aceitado aquela missão, mas agora não dava mais tempo de voltar a trás.

—Naturalmente, teremos uma detetive com você todo o tempo.

—E como vou explicar para minha família o motivo de uma policial estar colada em mim? — perguntou com impaciência.

—Não sou idiota, Edward. – Emmet respondeu com um sorriso malicioso. —Posso garantir que a presença da detetive vai ser das mais convincentes. – apertei os lábios sentindo meu rosto corar.

—Como? – seu tom demonstrou que ele estava mais intrigado do que irritado. —É fácil de explicar a presença de Alice, basta inventar que minha secretária não estava dando conta do serviço, mas...

—Essa é Isabella Swan. – Emmet o interrompeu e apontou em minha direção. Ergui o queixo, mantendo-me firme diante aqueles olhos brilhantes. —Uma das minhas melhores agentes. – contive o sorriso diante o elogio de Emmet. —Pelos próximos dias, ela será uma designer de joias que viaja o mundo em busca de novos clientes.

Edward estreitou os olhos e me encarou fixamente. Mantive-me firme, mesmo sentindo cada célula do meu corpo tremer.

—Achei que tivesse dito que ela ia ficar comigo. – desviou os olhos de mim para encarar a Emmet.

—E vai. – Emmet estava se divertindo ao ver aquele homem superpoderoso, momentaneamente, inseguro por não ter o controle da situação. —O plano é que vocês se aproximem na Austrália, durante sua estadia no hotel que pretende comprar. – repassou aquele passo que eu já sabia de cor. —Bella vai arrumar um jeito de se aproximar, e você vai acabar convidando-a para ficar em seu quarto. Ninguém vai ficar remotamente surpreso em encontrá-lo com uma mulher ao lado. Você é famoso por sua agilidade.

Vi um resquício de orgulho brilhar no semblante de Edward. Ele me olhou de novo, daquela vez emitia um pequeno e sedutor sorriso.

—Quando voltarem, estarão namorando.

Edward pressionou os lábios, mas não conseguiu conter o sorriso torto. Porque ele tinha que ser tão lindo? Aquilo deixava tudo mais difícil.

—Vou te passar mais detalhes e te dar as coordenadas dos próximos dias. Mas Bella e você só vão poder conversar sobre esse assunto dentro do quarto, seja em sua casa, ou no hotel. E, mesmo assim, apenas depois que Bella tiver verificado que o quarto está seguro e que estão realmente a sós. Quando estiveram fora do quarto, ou com outras pessoas, devem fingir que são namorados...

Emmet fez uma pausa, dando tempo para que Edward digerisse toda a informação. Estava levemente impressionada com a expressão de perplexidade em seu rosto, pude concluir que o fato de que sua vida estava sob ameaça não tinha sido assimilado até aquele momento.

—Tudo bem. – Edward concordou por fim, após ficar um longo momento em silêncio. —Tudo bem, acho que posso conviver com isso. – seus olhos saíram de Emmet e voltaram para mim. Tentei não ser enfeitiçada por aqueles orbes brilhantes, mas eles eram tão hipnotizantes! —Estou de acordo com o plano.

Concluiu exibindo um sorriso torto por fim, sem tirar os olhos de mim. Entreabri os lábios para tomar um pouco de ar. Minha missão era protege-lo do inimigo, mas quem me protegeria daquele homem lindo?

Notas finais
AaaaaaaaaaaaaaaaaaA
Eu preciso confessar que eu AMO escrever fics onde o Edward é mandão e irrita a Bella. EU AMO.
E espero que gostem também... Bom, por enquanto é isso, nos vemos agora em TP, que já tá indo pra reta final!
Espero que tenham gostado, me digam o que acharam e o que esperam para essa fic nos comentários!
Se cuidem e bom fim de semana!
Amo vocês ♥