Reescrevendo o Passado
2 Liberdade
Notas iniciais
A felicidade de Harry não cabia em seu peito.
O jovem casal voltou para casa realmente tarde, ou cedo, a ponto da amável Sra. Wealey quase ter uma taquicardia.
– MAS ONDE VOCÊ SE METEU GINEVRA MOLLY WEASLEY? – berrava ela aos quatro ventos, até notar que Harry estava ali.
– Harry? Como… Não importa. – o mais próximo de “mãe” que Harry já tivera o puxou para um abraço de quebrar as costelas.
– Não amasse meu namorado, mamãe. – pediu uma Gina risonha.
– Certo, certo. – resmungou ela, largando o menino que sobreviveu – Espera, O QUÊ?
Harry sorriu envergonhado e entrelaçou seus dedos com os de Gina.
– Estamos namorando, Tia Molly.
– Oh! Agora você realmente faz parte da família! — exclamou – Que maravilha! Todos precisam saber!
Gina estava apreciando o toque de Harry, o toque pelo qual ela ansiou desde que o viu pela primeira vez.
Harry estava radiante. Como ele não notara Gina antes?
Nenhum dos dois escutava o que Molly Weasley tagarelava.
As duas ruivas levaram um susto ao encontrar o professor Dumbledore em sua cozinha.
– Professor! – exclamou Harry. – Que bom que o senhor veio cedo, temos muitos assuntos a tratar.
– Certamente criança, começando com como o senhor chegou aqui. – disse velho de oclinhos meia-lua.
– Tia Molly – chamou o menino de olhos verdes, ignorando a pergunta – Será que você pode nos dar licença?
– Ora, é claro querido. – respondeu ela – Vamos Gina!
– Ah não mamãe!
– Ela pode ficar tia? – pediu Harry – Por favor?
– Certo, tudo bem. Vejo vocês depois meus amores. – cedeu a ruiva – Sinta-se a vontade professor.
– Agradeço, Molly.
Quando a mais velha saiu a expressão do menino mudou para aflição.
– Professor, temos que nos apressar, há um inocente em Azkaban!
– Fique tranquilo, Harry. – disse Dumbledore surpreso – Agora conte-me esta história direito.
O professor e Gina ficaram chocados diante das revelações.
– Temos que levar Rabicho para Askaban agora mesmo! E libertar Sirius, é claro. Nunca imaginei… — Dumbledore refletiu.
– Se apresse então! – Harry estava angustiado, a cada segundo aquele lugar horrível afetava seu padrinho ainda mais.
– Pois não. – disse ele, oferecendo o braço – Vamos até Azkaban. Gina, minha querida, faça o favor de ir pegar a gaiola de Rabicho sim?
Quando a ruiva ameaçou se levantar, Harry segurou seu braço.
– Não é necessário professor
Dumbledore se surpreendeu ao ver a gaiola segura e já nos braços do menino.
– E a respeito de aparatar… Nos encontramos em Azkaban.
Rapidamente o garoto agarrou o braço da namorada e aparatou para a ilha onde se encontrava a prisão.
– Harry! – exclamou ela – Como…?
Gina não teve tempo de terminar a pergunta, um professor muito velho e de cabelos prateados os interrompeu, afobado.
– Harry James Potter! O senhor não pode fazer magia fora da escola!
– Mas eu não tenho rastreador, tio Dumby! – retrucou ele – Percebeu?
O professor parecia não ter uma resposta. Não ter uma resposta era algo que o aborrecia muito.
– Certo, vamos logo com isso.
Harry riu e concordou.
Supreendentemente, libertar Sirius não foi difícil.
– TIO SIRIUS! – berrou Harry feliz e pulou em cima do padrinho.
– Aah Harry! Eu sinto tanto! – disse ele de olhos marejados – Nunca mais vou deixar que te levem para longe, prometo!
– Eu sei que não padrinho, eu sei que não. – sussurrou ele, o abraçando forte.
De repente Sirius arregalou os olhos.
– Espera, como o senhor lembra de mim? Não te vejo desde que tinha 1 ano de idade!
Harry achou engraçado.
– Tenho uma memória extraordinaria, sabe?
O padrinho lhe lançou um olhar desconfiado, mas sua face adquiriu um ar maroto.
– É, aposto que tem.
O engraçado foi ouvir Dumbledore resmungando e dizendo que Sirius não podia cuidar de Harry.
– COMO NÃO POSSO? – ele se exaltou – CLARO que posso, sou padrinho dele. Seus pais me deram esse direito, era o desejo deles! Com todo respeito, professor, mas…
– Está bem! Está bem! Façam como quiser!
A apresentação de Gina foi realmente hilária. Para Sirius.
– Tio, essa é Gina Weasley. – apresentou ele.
– Prazer, ruivinha! – comprimentou ele sorridente – É muito bom saber que Harry tem amigos!
Gina ficou vermelha.
– Ela não é minha amiga, Almofadinhas – disse ele, deixando Sirius confuso.
– Mas então o que é?
– Minha namorada.
Fazer Sirius parar de rir depois disso levou um longo tempo, uma Gina ruborizada e um Harry irritado.
Já a chegada de Sirius à Toca não foi exatamente o que podemos chamar de agradável.
– AAAAAAAAAAAAHHHHHHH!!!
Muitas cabeças ruivas berraram.
– UM BANDIDO! UM PRESO NA MINHA CASA! – Molly fazia escândalo.
– Tia Molly! – Harry tentava lhe acalmar, mas ela não prestava atenção nele. – Tia Molly! Não se preocupe! Tio Sirius não faria mal a uma mosca! Ele é meu padrinho!
Quando eles finalmente chegaram ao Largo Grimmauld número 12, ambos estavam exaustos.
– Vou arranjar um lugar melhor para nós, Harry. – prometeu Sirius – A última coisa que quero é viver o resto da minha vida ouvindo o quadro rabujento da minha mãe me xingando de traidor do sangue.
– Não há problemas. – sorriu o menino – Iremos para um lugar melhor em breve, tenho certeza.
Aquele havia sido o dia mais feliz da vida de Harry até então. Tudo corria bem e como planejado.
Talvez ele realmente conseguisse salvar muitas vidas. Talvez ele até rescrevesse sua própria história. Pensou.
Mas existem coisas que ninguém pode mudar. Coisas que foram escritas nas estrelas e que mais cedo ou mais tarde acontecerão. Harry descobriria isso mais cedo do que planejara.
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