Notas iniciais
OBS: Rarity mudou o seu nome para Draculaura.

P.O.V Cascão

Depois...

Lá estava eu esperando o Cebola. Ele e suas idéias malucas! Fico até com medo, o que será que ele está tramando agora?

– Finalmente. – Disse eu quando ele chegou.

– Eu sou um homem importante. Não tenho tempo pra isso! Tenho o direito de chegar atrasado.

– Tá, então diz aí homem importante, qual é o plano?

– Seguinte, a Magali furou com o meu 1° plano...

– Vamos parando por aí. Você não me contou pra que serve esse tal plano.

– Cascão, você achando ou não, mas eu tenho certeza de que essa Mônica era a que nós conhecíamos e se for ela eu vou ajudá-la a se lembrar de nós.

É, eu acho que ele realmente está ficando doido. Não, doido não. Lelé da Cuca. Onde já se viu, mal conheceu a pessoa e já tá achando que essa pessoa é outra! É tanta confusão que nem eu entendo mais.

– Ok, calma Cebola. Explica aí qual é o plano. DEVAGAR, não fale rapidamente.

– Eu estava pensando em convidar ela pra ir a algum lugar, enquanto isso você vai entrar pela janela do quarto dela...

– Pode ir parando! O quarto dela é no andar de cima, tá pensando que eu sou o homem-aranha?

– Então dá uma desculpa á mãe dela e sobe pro quarto. Quando você chegar lá procura algo pra confirmar a minha suspeita. Por exemplo: uma foto o qualquer coisa do tipo. Se achar tira uma foto, entendeu?

– Só não entendi uma parte. Que desculpa eu vou dar para a mãe da Mônica?

– Sei lá, inventa na hora! Se vira nos 30.

– E quando vai ser isso?

– Amanhã na escola, eu irei falar com ela e se ela aceitar eu te falo.

– Ok, então até amanhã

– Até.

Quinta feira no recreio...

P.O.V Mônica

Eu estava caminhando até o refeitório quando uma voz me chama.

– Mônica.

Olho e vejo que é o Cebola.

– Correndo de novo da Carmem?- Pergunto eu.

– Não, graças a Deus eu ainda não vi ela hoje. Exceto na hora da aula, mas o eu queria mesmo é te convidar pra ir a pizzaria. Eu, você e a Magali.

– Pensei que você e a Magali não se gostassem muito.

– É, mais eu andei tendo uma conversa com ela e ela me deu uma nova chance.

– Que bom né?

– É, mais e aí, você aceita ou não?

– Aceito, é sempre bom sair com os amigos. Mas, que horas?

– Às 18:00.

– Combinado, te vejo lá.

Eu continuei andando quando me deparo com uma pessoa. Era da minha altura, tinha cabelos loiros e olhos azuis. Eu já tinha visto ela na classe, mas nunca tive a curiosidade de conhecê-la. Pela descrição que Magali me dera eu descobri que era a Carmem. Magali também me falara que ela é muito encrenqueira e adora se exibir apenas por ser rica. Logo de cara não gostei dela, então passei sem se quer olhar pra cara dela. Infelizmente isso não funcionou, ela queria falar comigo.

– Então, pode me explicar o que você estava falando com o meu Cebola?- Disse ela em tom irritado.

– Não. E em primeiro lugar pelo que eu saiba ele não é seu. Em segundo o que eu e ele estávamos conversando não te interessa. Mas se quer tanto saber espere, pois a conversa ainda não chegou no chiqueiro.

– O quê??? Como ousa falar assim comigo?

– Fácil, é só você escolher as palavras e pronunciar.

– Pois você vai ver só. Vai pagar por ter dito isso.

– Então é melhor eu esperar sentada.

Ela saiu de perto de mim (o que foi um alívio), foi só aí que eu percebi que Magali estava observando a cena este tempo todo.

– Amiga isso foi demais. Ninguém havia tido coragem de falar com a Carmem desse jeito antes.

– Pra tudo tem a primeira vez né?

Ela riu e nós fomos andando até o refeitório.

Na hora da saída...

Eu estava quase saindo do colégio, até que tropeço em algo e caio no chão em cima de uma poça da água. Atrás de mim, ouvi risinhos de umas pessoas. No meio dessas vozes reconheci uma: a voz da Carmem.

Me levantei com raiva. A cena era muito obvia, ela tinha armado tudo isso. Olhei pra trás. Havia duas garotas junto com ela. Outra estava do meu lado com o pé estendido. Não sabia quem eram, muito menos o nome pois elas não eram da minha turma, mais de uma coisa eu sabia, eram amigas da Carmem.

– Foi você que armou isso não foi?- Perguntei apontando pra elas.

– Desculpe, é que na hora que você passou me deu uma vontade de esticar o pé!- Disse a que estava perto de mim com uma voz de ironia.

Elas começaram a rir da minha cara.

– Mas é claro que foi! Quem mandou me provocar, não é meninas?- Disse Carmem.

– É! E você bem que merecia algo pior, só não fizemos porque estamos dentro da escola- Disse a menina que estava ao lado de Carmem.

– De onde você veio mesmo? Do Rio né? Pois devia ter ficado lá com a sua turma de fracassados. Aqui somos nós que mandamos- Diz a outra.

Estava sem opções. Se eu arrumasse briga iríamos para a secretaria, mas se eu não fizesse nada elas iriam me zoar mais ainda.

Não tive que pensar duas vezes. Dei uma rasteira na menina que estava ao meu lado a jogando na poça de água que eu havia caído antes. Depois fui andando calmamente e fiquei de frente pra Carmem. No momento em que ela ia me empurrar (ou me dar um soco na cara, sei lá) eu puxei o seu cabelo. Todos aqueles cachinhos que ela vivia se esnobando agora estavam em minhas mãos.

Abri a minha mochila e de lá tirei uma tesoura, sem largar os cachos dela. E então aconteceu. Ela gritou alto, mais já era tarde demais eu já havia cortado uns cachos de seu cabelo. Cortei o máximo que pude pois ela estava puxando a minha mão, me xingando e fazendo pirraça igual a uma criancinha.

Quando acabei com o cabelo dela guardei a tesoura. Carmem estava no chão resmungando e agarrando os cachos de seu ex-cabelo.

Olhei para as outras duas e lhes lancei um olhar que elas entenderam: É melhor correr ou vocês vão querer também? Elas foram andando apressadamente para a sala de aula.

Caminhei tranquilamente até em casa como se nada tivesse acontecido. Cheguei e minha mãe foi perguntando:

– Filha! O que aconteceu com você??? Está toda molhada.

– Foi uma briga com uma colega de classe! Não precisa se preocupar, nada de mais.

Subi para o quarto e me troquei. Estava olhando pela janela e vi Magali entrar em uma casa perto da minha. Logo em seguida foi o Cebola e por fim o Cascão. Nunca havia me ocorrido isso mas, eles eram meus vizinhos! Achei isso muito maneiro. Era legal conhecer os vizinhos.