Reencontros

7 O plano parte 2 e o passeio


P.O.V Cebola

18:00 horas

Havia combinado com Mônica e Magali que iria buscá-las para irmos a pizzaria.

Primeiro passei na casa de Magali, tive que esperar uns minutos pois ela ainda estava se arrumando. Quando ela (finalmente) acabou de se vestir (estava usando um vestido amarelo, meia calça branca e sapatilha amarela também. Seu cabelo estava solto. Tive que admitir, ela estava bonita) fomos a casa de Mônica.

Chegamos e tocamos a capainha. Foi a própria Mônica que atendeu. Nossa ela estava linda! Simples, mais mesmo assim linda! (usava uma calça jeans, botas pretas e camisa vermelha de coelho). Magali deve ter percebido que eu estava quase babando (literalmente) por Mônica e rapidamente me deu uma cotovelada no braço. Mas a própria Mônica nem pareceu perceber.

Fomos andando até a pizzaria, já que nenhum de nós tinha idade pra dirigir.

Chegamos lá e sentamos numa mesa perto da parede. Magali e Mônica sentaram de um lado e eu sentei do outro.

Ficamos conversando e comendo por umas duas horas, que pareceram minutos já que era muito bom estar na companhia das duas.

P.O.V Cascão

Lá estava eu me metendo em enrascada de novo.

O que eu iria falar pra mãe da Mônica? Só mesmo o Cebola pra me convencer a fazer uma coisas destas! E o pior era que enquanto eu estava aqui invadindo a casa dos outros ele estava na pizzaria comendo na companhia de Mônica e Magali. Eu sei, uma injustiça!

Toquei a campainha. Foi a mãe da Mônica que atendeu. Fui logo dizendo a primeira coisa que me veio na mente:

– Oi, eu sou o Cascão. Sou amigo de sua filha, a Mônica.

– Olá Cascão, me desculpe mais a Mônica acabou de sair.

– Ah, que pena. Mais não é nada que tenha que envolver ela não. Eu mesmo posso resolver isso. É que a Mônica perdeu a caneta na escola e eu emprestei a minha pra ela. É que ela esqueceu de me devolver a caneta e é a minha única caneta vermelha. Será que eu posso subir até o quarto dela e pegar?

– Mas é claro que pode, mais não demore hein?

– Pode deixar.

Subi as escadas correndo. Por fora eu estava muito confiante, mais por dentro... Uma pilha de nervos. Ainda bem que a mãe dela deixou, era bem capaz de eu desmaiar de nervoso se ela não deixasse. Invadir a casa dos outros dizendo que vai fazer algo mais na verdade vai fazer outra coisa é meio difícil sabe?

Cheguei no quarto dela tão rápido que até me assustei. Estava subindo de 2 em 2 degraus. Precisava rapidamente vasculhar o quarto dela sem fazer barulho, muito menos bagunça.

Primeiro abri a gaveta, tirei de lá um álbum. Coloquei em cima da cama.

Vi debaixo da cama. Não havia nada! Chequei também dentro do armário. Além de algumas roupas havia algo que me chocou muito. Cebola estava certo. Lá estava afinal, a prova que nós todos precisávamos. Sentado num cantinho do armário estava Sansão: limpinho, vivo e bem cuidado.

Peguei o coelho e tirei 2 fotos. Uma em pé e uma deitada.

Botei ele de volta e fechei o armário. Me sentei na cama e folheei o álbum. Arranquei de lá 2 fotos. Em uma estava eu, Mônica,Magali e Cebola sentados na sombra de uma árvore lendo. Bateu uma saudade dos velhos tempos de repente! Na outra havia Mônica já crescida na frente de uma escola com duas outras meninas.

Guardei o álbum na gaveta. Coloquei as fotos e a câmera no meu bolso e desci.

Me despedi da mãe da Mônica e caminhei até em casa.

P.O.V Mônica

Quando fui ver já era tarde. Minha mãe já deveria estar ficando preocupada. Acho que Magali pensou a mesma coisa pois disse:

–Gente eu tenho que ir, já ta ficando tarde!

– Eu também. Foi muito legal esse passeio. Poderíamos fazer isso mais vezes.

– É uma ótima ideia. Esperem aqui que eu vou pagar a conta. – Disse Cebola, eu o olhei e ele entendeu o que eu quis dizer: Vai pagar tudo sozinho? –Podem deixar,eu convidei eu pago!

Depois de alguns minutos ele voltou. Eu me despedi de Magali. Na hora que eu fui me despedir dele também ele me disse:

– Mônica, eu poderia falar contigo rapidinho?

– Mas é claro.

Ele se despediu de Magali e foi pra parte de trás da pizzaria. Eu o segui.

– Então, o que você queria me falar?

– Bom é que... — Ele parecia meio embaralhado.

– É que... — Disse eu fazendo sinal pra ele continuar.

–Eu me esqueci de copiar o dever de casa, mais como é só pra segunda-feira. Eu queria saber se você pode me emprestar o caderno amanhã.

– Mas é claro! É só isso?

Na verdade ele parecia querer dizer outra coisa e eu acho que não era sobre o dever de casa, mas logo decidiu mudar de ideia.

– Só. Obrigada pela atenção.

– De nada.

Eu me despedi e fui caminhando pra casa.