Reencontro e um novo amor.
2 Elas são malvadas.
P.O.V. Maliva.
Eu adoro as minhas garras chinesas, elas me fazem sentir poderosa. Um gavião em corpo de mulher e sei que Aro gosta de mim porque não sou como as outras, porque sou difícil, complicada e malvada. Assim como ele, bom com minha filhinha eu sou um anjo pois ela é minha família. É tudo o que eu tenho, daria minha vida por Marique sem pensar duas vezes.

Ele devia ter me apoiado e desafiado sua família, se realmente me amasse teria me escolhido. Mas, era mais comodo casar-se com ela.
–Mamãe?
–Sim, meu bem?
–Você está se sentindo bem?
–Sim. Não se preocupe querida.
Ela se sentou no meu colo e acariciei seus cabelos levemente para que minhas garras não a ferissem.
–Podemos voltar pra casa?
–Claro, vamos fazer as malas.
–Mamãe?
–Sim?
–Alec pode vir conosco?
–Claro, se ele concordar.
–Oba!
Como podem ver eu mimo demais a minha Marique, mas se ela estiver feliz então tudo bem.
Depois que as malas estavam prontas fomos nos despedir.
–Olá, minhas queridas.
–Adeus, na verdade. Vamos voltar pra casa.
–O que?
–Tchau papai, foi muito bom conhecer você.
–Mas, vocês acabaram de chegar.
–Estamos aqui a duas exaustivas semanas e agora, vamos pra casa.
–Eu vou com elas mestre.
Assim que colocamos o pé fora do castelo ele e seus guardas vieram atrás de nós.
–Não, por favor. Eu imploro! Fique.
–Tarde de mais amor. Nós vamos embora e se vierem atrás de nós eu arranco sua cabeça.
P.O.V. Aro.
Logo agora que pensei que teria uma segunda chance com ela, Maliva e Marique foram embora levando com elas Alecssandro e o meu coração.
Se eu mandasse alguém atrás delas Maliva saberia e eu nunca mais a veria.
–Irmão, deixe-a ir. Ela não é boa o bastante pra você.
Agarrei Caius pelo pescoço e disse:
–Ela é a minha razão de existir! Já a deixei partir uma vez e não vou repetir o erro.
Corri o mais depressa que pude atrás deles.
–Ora, ora, ora até que enfim deixou de ser fraco e medroso.
–Você sabia?
–Não, mas tinha esperança.
Pude finalmente beija-la outra vez.
–Eca!
Nós rimos da reação deles.
–Vamos pra casa.
Minhas meninas eram donas de um castelo na Romênia, lá era escuro e chovia quase o tempo todo. No inverno grossas camadas de neve caiam sobre o chão, era bem o estilo dela. Gótico e sombrio.
–E então? Gostou?
–É a sua cara, mas e você Marique gosta desse lugar?
–Adoro, nada de multidão, é bem afastado, o ar é puro. Mas, queria que fizesse mais sol.
Assim que chegamos ao nosso quarto eu a prensei na parede e fiz amor com ela a noite toda, ou quase. Maliva ainda precisava dormir.
–Bom dia, meu bem.
–Hum! Bom dia.
Ela diz com uma voz sonolenta enquanto se espreguiça.
–Mamãe!
–Eu já te disse pra sempre bater na porta antes de entrar Marique!
–Desculpa, eu esqueci. Desce pra tomar café.
Disse Marique cobrindo os olhos.
–Ai, algumas coisas nunca mudam.
Como o inverno já batia a porta, ela colocou um belo vestido preto com aquelas armações como os de princesa e por cima uma capa de pele de coelho.
–Tá esperando o que? Vai se trocar e nos vemos lá embaixo.
–Vai me deixar aqui sozinho?
–Vou.
Ela me mostrou a língua e saiu correndo gargalhando.
Quando cheguei elas estavam comendo torta de framboesa que sempre foi a preferida da minha amada. Ao contrário de Sulpícia, Maliva nasceu para ser rainha. Não tem só pose, ela age, fala e se comporta como uma.
–Tenho que sair por algumas horas e vocês dois estão responsáveis pela segurança de Marique. Se acontecer alguma coisa com ela eu agarro seu pescoço!
–Vamos cuidar dela.
P.O.V. Marique.
Odeio quando minha mãe me trata como criança, eu já tenho dezoito anos!
Mas, discutir com ela é pedir pra morrer e sei que ela faz isso porque me ama.
Estava eu no meu quarto, ouvindo a Nicki Minaj quando sinto alguém me sufocar e perco a consciência. Quando acordei estava numa masmorra, fria, úmida e escura. Isso sem falar nos ratos.
–Vejo que a princesinha Volturi acordou.
–Quem é você e o que quer de mim?
–Sou Ryan e de você eu não quero nada, mas do seu pai eu quero tudo.
–E o que eu tenho a ver com isso?
–Você vai ser meu trunfo princesa.
–Não sou princesa, sou só a Marique.
–Vamos ver.
P.O.V. Aro.
Quando percebemos que Marique havia sumido era tarde de mais.
–Maliva vai matar a gente.
–Com certeza.
–E porque eu mataria vocês?
–Porque Marique sumiu.
–O que? Seus idiotas! Tragam ela de volta, agora!
Fomos todos atrás da minha filha, mas ela não estava em lugar nenhum.
–Vou fazer um feitiço de rastreamento.
Maliva descobriu que nossa garotinha foi levada para Volterra.
–Vamos pegar o avião.
Assim que aterrissamos minha Maliva saiu correndo do avião empurrando todos no seu caminho e quando chegamos ao castelo fiz com que Demitre a rastreasse.
–Chegamos Mestre.
Como sempre ela foi na frente e encontramos Marique sendo arrastada pelos cabelos até a sala onde estamos agora.
–Olá Volturis.
–Jane.
–Dor.
O homem gritou e se contorceu, mas Marique também.
–Pare! Está ferindo Marique!
Assim que Jane parou de torturar o homem minha filha também voltou ao normal.
–Achou que eu seria tão idiota de enfrentar Jane Volturi sem um feitiço de conexão?
–Desgraçado! Deixa ela!
–Não! Vocês massacraram minha família por termos adotado um bebê humano que nem sabia que vampiros existiam! Cortaram a garganta da minha mulher e da minha filha de seis meses!
–Nos devolva Marique e vamos poupar você.
–Maliva?!
–Calado, Aro! Deixa eu resolver!
–Quero que sintam a mesma dor que eu senti quando tiraram de mim meus bens mais preciosos.
Ele colocou uma faca na garganta de minha filha, ameaçando degolar-lhe.
–Por favor, deixe-a ela não tem culpa.
–Minha filha também não tinha moça, mas eles não se importaram. Mataram ela mesmo assim.
–Então, façamos uma troca.
–Que troca?
–Me leve no lugar de Marique.
–Eu aceito.
–Não Maliva!
–Cale a boca! Isso é tudo culpa sua! Se a tivesse vigiado direito isso não estaria acontecendo.
Maliva se aproximou lentamente e assim que Marique estava a salvo ela o atacou cortando-lhe a garganta.
–Mamãe!
–Vamos pra casa e vocês dois estão ferrados.
Fomos para o castelo e decidimos passar a noite, já que estava bem tarde.
Marique quis dormir com sua mãe, pois estava apavorada.
Uma vez devidamente banhadas e vestidas elas se deitaram e dormiram abraçadas.
Sulplícia estava possessa por ter sido trocada por outra e partiu pra cima da minha esposa atual que a fez em pedaços num estalar de seus dedinhos.
Quando o dia nasceu voltamos para a Romênia e por incrível que pareça o povo todo veio com a gente.
Jane porque queria ficar com o irmão, eu e Alec porque queremos ficar com elas e assim por diante.
Os outros membros do clã ficaram impressionados com a decoração gótica e negra do castelo, mas aceitaram sem reclamar.
E tudo voltou ao normal, mas antes disso tomei uma bela surra. O que fez todos os membros da guarda e meus irmãos rirem de mim.
Sei que mereci aquilo, afinal prometi a Maliva que a protegeria e falhei.
Algo que me consolou foi que Alec também sofreu a ira da minha mulher e a de Jane.
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