Reencontrando O Amor.
10 Capítulo 10: O Reencontro.
Notas iniciais
"Como isso pode ter acontecido? Será que eu só faço cagada? Foi tudo minha culpa! Nossa, Hoje é a estreia da Rachel, e eu to aqui. Pelo menos se dona Francisca estivesse viva. Ela morreu e tudo o que eu disse pra ela antes de ela partir dessa para melhor foi "Sou Finn Hudson e você nunca me conheceu", que tipo de ser eu sou? Não tenho mais sentimentos? Ela não merecia ter escutado isso. Ela era uma boa senhora só queria meu bem. Será que ela sofreu o infarto de tanto desgosto que eu causei à ela? Ela não merecia nada do que eu disse para ela. Só quero que ela descanse em paz." Finn pensava enquanto estava sentado na guia da calçada. As lágrimas escorriam pelo seu rosto. Tudo o que ele poderia fazer de útil na sua vida era tratar com respeito Dona Francisca e nem isso ele fez direito. Ele se odiava. Não queria mais estar no mundo. "Pra que eu presto? Pra nada!" Finn pensava. Novamente atormentado pelo pensamento, segue sem rumo, dessa vez deixando tudo no pequeno quarto daquele albergue.
Tinha 50 dólares na carteira e o desejo de esquecer tudo o que havia acontecido. Foi para o boteco. Sentou se naquele balcão sujo e pediu vodka, bebia um atrás do outro. Estava totalmente bêbado. Havia esquecido sua identidade. Uma moça bonita se sentou ao seu lado. Ela pediu uma cerveja. Ela era morena, pequena. Finn começou a falar:
- Rachel? Oh meu amor o que ta fazendo aqui? — Ele dizia para aquela desconhecida que não entendia nada o que estava acontecendo. Finn agarrou a moça que começou a gritar:
- Rachel pare de gritar vai estragar sua belíssima voz não é mesmo! — Ele dizia dando risada.
O Dono do bar ficou assustado. Chamou os seguranças, eles chegaram em Finn mandaram que ele soltasse a garota. Ele a soltou. Os seguranças mandaram que ele saísse do bar:
- Ta bom, ta bom, eu saio dessa porra, não tenho mais vida mesmo! — Ele saiu do bar cambaleando. Andava na rua escura, sinistra tinha míseros 25 dólares na carteira. Ele não enxergava direito, devido aos efeitos da bebida.
Ao longe dois indivíduos, vestidos com roupas pretas iam se aproximando. Finn não reparou na aproximação. A rua estava deserta. Ele andava com uma garrafa de cerveja na mão ia tomando-a aos poucos. Os indivíduos se aproximavam cada vez mais. Até que se encaminharam na direção de Finn. Apressaram os passos. Naquele momento o rapaz havia parado, estava se sentindo mal por causa da bebida. Foi o naquele momento em que eles se aproveitaram da situação. Um segurou-o por trás e o outro pela frente. Ele tentava pegar a carteira de Hudson, que reagiu à situação, mas por conta de seu estado mental, mal conseguia acertar um soco. Eles se irritaram com a atitude do rapaz, pegaram a carteira e enquanto um o segurava outro o espancava. Ele levava socos, pontapés. Caiu no chão. O individuo insatisfeito deu um ultimo pontapé em seu estomago que o fez cuspir sangue. Deixaram o local do crime. Correram em direção ao beco.
Agora Finn estava lá. Inconsciente, naquela rua deserta, no chão, sangrando, com dor, ferido, com frio. Não tinha amigos por aquelas redondezas. Ninguém passava por lá. Talvez ele poderia apodrecer ali mesmo que ninguém daria falta do rapaz. Um vento gelado veio por aquelas redondezas. Aos poucos a garoa ia caindo sobre o rosto de Finn que estava desacordado.
Aquela havia sido a noite da estreia de Rachel no espetáculo Cats, da Broadway, ela fazia o papel principal. Era a noite de glória da morena. Nunca receberá tantos aplausos em sua vida. Aquilo a deixou emocionada enquanto centenas de pessoas a aplaudiam. Ela sentia algo em seu coração. As lágrimas escorreram por seu rosto. Talvez fosse a emoção dos aplausos, ou talvez fosse apenas uma sensação ruim. Ela não sabia ao certo.
Ao final do espetáculo. Correu para seu camarim. Estava tão feliz com o sucesso da peça, abraçava Quinn e Santana que também estavam no elenco da peça. Nunca fora tão feliz. A não ser naquela noite com Finn. "Finn? Onde ele esta nesse momento?" Rachel pensava. Seus pensamentos nunca estiveram tão ligados à uma pessoa quanto naquele momento. Quinn a chamou fazendo com que ela saísse do devaneio:
- Rachel? Você esta bem? — Ela olhou para a amiga e abriu um largo sorriso em seu rosto:
- É claro que estou bem! — Abraçou a amiga.
Logo se sentou, tirava sua maquiagem, pouco a pouco. Tomou um banho rápido, vestiu suas roupas. Ela iria embora com Quinn e Puck. Que agora eram namorados. Pegou suas coisas, e foi rumo ao seu apartamento com os dois.
Todos seguiam pela avenida principal de Nova York. Ela estava um caos por causa da chuva. Puck era quem dirigia. Ao seu lado estava Quinn, e no banco traseiro estava Rachel. O rapaz disse impaciente:
- Ah! Que demora! Não aguento esperar tanto, vou pegar um atalho. — Quinn colocou as mão nas pernas de Puck, olhou zangada para ele:
- Não acho uma boa ideia, você sabe que o atalho é por aquele bairro perigoso.
- Eu sei! Mas vou correr esse risco!O rapaz deu a volta com o carro e seguiu pelo outro bairro. Rachel estava impaciente, encostou sua cabeça na janela do carro. Nesse momento só conseguia pensar em Finn e aonde ele estaria. Seguiram o caminho.
Estavam passando pelo bairro mais perigoso da cidade naquele momento. Ao longe Rachel viu alguém, estava no chão, havia sangue em volta. Ela rapidamente foi para o meio do carro apontando para o corpo:
- Gente! Olha só, tem um rapaz ali, ele esta sangrando. — Ela falava aflita
- Calma Rachel! Deve ser só um que se meteu em briga de gangue! — Respondeu Quinn tranquila.
- Não podemos deixar esse moço aqui, ele esta ferido, esta mal. Talvez possamos salva-lo. Por favor Quinn! Puck?
Quinn revirou os olhos e bufou:
- Puck, para o carro por favor. Vamos ajudar Rachel com esse moço. Toma cuidado vai que é um golpe.
Ele encostou o carro perto do moço. Ficaram o observando durante um tempo. Ele estava de bruços. A chuva se acalmou. Puck, Quinn e Rachel saíram do carro. Foram chegando perto do rapaz. Estavam receosos. Puck o cutucou. Ele não se mexeu. Era possível ver a respiração ofegante do rapaz. Puck o virou.
- Finn? — Todos se assustaram.
Naquele momento o coração de Rachel começou a acelerar. Ela sentia náuseas, queria vomitar. Como ele poderia estar naquela situação? O que tinha acontecido? Ela só podia se lembrar das ultimas palavras frias que havia dito para ele. Seu coração estava a mil. Seus olhos se enxeram de lagrimas. Ela entrou em desespero:
- Oh meu Deus! Temos que tira-lo logo daqui. Vamos rápido, rápido! — Ela disse ofegante.
- Calma Rachel! Venha nos ajude a levantar o grandão. — Disse Quinn segurando as penas do rapaz. Puck o segurou pelo tronco enquanto Rachel apoiava a cabeça do rapaz em suas mão. Abriram as portas traseiras do carro. Quinn foi do outro lado. Puxou os pés de Finn, enquanto Puck ajeitava o tronco do rapaz no Banco. Quinn fechou a porta e se dirigiu ao outro lado do carro. Logo em seguida Rachel entrou, sentou-se e apoiou o rosto inchado do rapaz em seu colo. Quinn e Puck entraram no carro. Deram a partida e foram rumo ao hospital.
Rachel apenas olhava para o rosto de Finn que continuava desacordado. Seu olho estava inchado. As lagrimas escorreram pelo rosto de Rachel. Ela fazia carinho no cabelo molhado de Finn. Abaixou seu rosto. Encostou sua testa na do rapaz, deu um beijo singelo no olho machucado dele. Continuou assim. As lagrima de seus olhos desciam pelo rosto de Hudson. Ela só pedia para que ele acordasse. Ela queria pedir perdão a ele.
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