Reencarnação

25 Tentativas de relaxamento


Notas iniciais
Oiee, olha eu de novo :3 De novo, não tenho coisas a dizer aqui, só nas notinhas finais, ok? Sendo assim, boa leitura amores ♥ espero que não esteja muito cansativo x.x

Levi

Durante o banho é que tendemos a raciocinar mais sobre as coisas da vida... E eu era de tomar um banho mais demorado, isso só fazia com que eu pensasse mais um milhão de coisas por mais tempo... Noventa por cento delas, coisas negativas.

Até deixei a ducha no modo “frio” pra dar uma amenizada na minha cabeça, que parecia a ponto de explodir a qualquer momento. A água gelada que escorria pelo meu corpo parecia esquentar instantaneamente ao primeiro contato com a pele. Já era o oitavo dia que eu estava assim, e creio que tendia a apenas piorar.

Pode parecer estranho eu me abalar tanto com alguma coisa... Mas o assunto era “Kenny”. Uma das piores coisas que podia se imaginar... Se eu pudesse voltar ao passado e ter uma segunda chance de escolher um responsável para cuidar de mim até a adolescência... a primeira pessoa que eu descartaria seria ele... Kenny Ackerman... Agora ele estava de volta, e pior, com desejo de vingança. Somente eu acompanhei seus crimes, violações, torturas e assassinatos de perto. Eu entendia muito bem com que tipo de elemento estava lidando.

O ponto que me pegou foi ele ter mencionado Eren em suas ameaças. Não apenas o garoto... Ele disse de todos os meus amigos... Droga! Eu não podia pedir ajuda... Não podia contar a ninguém... Tinha que guardar esse problema para mim e resolver sozinho.

Eu nunca quis ser um assassino. Mas vejo que não teria outra saída para a situação que não seja o meu plano original de anos atrás...

Eu tenho que matar o Kenny.

Ele não iria mudar. Continuará a ser um assassino criminoso e espalhar desgraça por aí, além de infernizar a minha vida. O único jeito de acabar com essa “doença” era eliminá-lo da face da terra e tenho que fazer com o triplo de cuidado e trabalho do que tive na minha chance anterior. Tinha que investigar... Descobrir tudo sobre ele novamente e finalizá-lo de vez. Sem falhas, sem falta de verificação e sem deixar que ele descubra e sem ser pego pela polícia... Eu só ia sossegar depois que tivesse a certeza que Eren e todos os meus amigos estivessem seguros.

Isso ia dar um puta trabalho...

Mas para enfrentar o Kenny, eu devia primeiramente relaxar e manter a calma. Estressado como estou agora, eu não conseguiria nem começar minha investigação e me tornaria um alvo muito fácil para ele. Eu devo voltar a ser a pessoa confiante e sem medo que eu sempre fui. Tenho que relaxar... relaxar... relaxar...

O som de alguém batendo à porta do banheiro chamara minha atenção de volta para o presente.

– Levi...? Está demorando. Não dormiu aí por acaso, né? – Eren estava como sempre. Falando em tom descontraído como se nada de ruim estivesse acontecendo. Bem... Isso era algo que confortava. Por hora, a última coisa que eu queria era que ele se encucasse com um problema desses em sua plena juventude... tal como eu me encucava na minha.

– Não...! Já estou saindo. – Enxaguei rapidamente todo e qualquer resquício de espuma que ainda estava em meu corpo e cabelo.

– Ah tá! Porque agora é minha vez. Estou louco por um banho depois do dia de hoje! – Disse ele. Eu logo saí do box, enxugando-me e me enrolando na toalha. Desembacei o espelho com a mão para dar uma verificada na situação do meu rosto, que até então, parecia de um zumbi.

Aparentemente havia melhorado, mas não muito. Eu ainda estava com cara de pessoa que teve crises de ansiedade há poucas horas. Não ficava nesse estado desde a minha época de vestibulando.

~*~

Sentado no sofá da sala, com uma expressão entediada, eu passava de canal em canal à procura de algum programa não violento, não criminal, não policial. Não queria pensar em nada disso por hora. A partir de hoje tentarei ir esfriando a cabeça até eu me sentir totalmente seguro e confiante para investigar o Kenny. Já é um bom começo eu conseguir mudar minha atmosfera... devia ficar mais leve e distraído. Me deparar com uma cena do filme “Três Homens em Conflito” não ajudou muito. Só de olhar o perfil pistoleiro de Clint Eastwood, me lembrava dele...

Mordi o lábio inferior. Resolvi desligar a televisão. Penso que o silêncio momentâneo seria bom. E realmente foi... apenas no início. A quietude absoluta faz uma pessoa viajar mais profundamente em pensamentos. Eu ouvia o som abafado do chuveiro ligado... Eren sozinho entre quatro paredes, completamente distraído... com a janela aberta sempre, pois sei que ele gostava de tomar uma ducha bem quente e o vapor transformava o banheiro numa verdadeira sauna, precisaria de um arzinho externo... Era uma presa fácil para Kenny. Ele poderia muito bem... aparecer lá do nada... entrar pela janela...

– Eren!! – Dei um berro, da sala mesmo. Fora um ato reflexo.

– Hã?! Que foi?! – O garoto perguntou confuso, também aos gritos. – Apareceu alguma barata?!

– Na...!! – Eu me calei por um momento, sentindo uma leve vergonha. – C-claro que não! É só... Não se esqueça de lavar atrás das orelhas!

– Er... Ok!

Massageei as têmporas. Ficar no silêncio não ajudava. Eu tinha que me ocupar!

Ajoelhei-me sobre o tapete e fui até os armários do rack, a fim de encontrar e ligar aquele aparelho de videogame do Eren. Ele tinha aquele jogo de rock... Acho que seria uma boa distração para mim agora. Podia então finalmente relaxar...

...

Já era a sétima música que eu tocava e não acertava as notas. Isso estava me deixando mais estressado do que antes...

– Que merda de jogo é esse...? – Murmurei a mim mesmo. – Esses imbecis dos criadores de games ficam inventando coisas impossíveis de passar... como controlar cinco fileiras de notas assim? Eu acertava pouquíssimos “disquinhos”... Estava prestes a estourar a caixa de novo. – Vai... Vai, caralho! Vai...!

– Levi...? O que está reclamando aí? – Pude ouvir a voz do Eren bem atrás de mim, mas eu nem o olhei, estava concentrado demais no jogo. – Ué, por que está jogando Guitar Hero agora? E ainda por cima no nível expert...!

– Nível expert...?! – Foi nesse momento que eu novamente estourei a caixa de som do jogo e perdi... – Não me diga que... tinha níveis mais fáceis e tranquilos de se tocar...

– Haha, tinha! Você podia ter me perguntado, Levi...! Não sabia que estava a fim de videogame... – Disse ele, segurando o riso. – Mas até que gostei de te ver jogando com tanto entusiasmo assim. Vamos jogar juntos?!

– Hunf... Nem fodendo. Essa merda me deixou mais estressado agora... – Joguei o controle no chão e fiz uma cara emburrada, semelhante a uma criança.

– Ah, vamos...! No nível easy, que tal? – Ele insistiu, apelando para sua carinha de cachorro.

– Não.

– Por favor!

– Hunf... – Olhei profundamente em seus grandes olhos verdes que refletiam nitidamente meu próprio rosto. – Tsc... Tá.

...

Joguei mais um pouco junto com o garoto. O nível easy até que foi mais tranquilo mesmo... Me senti melhor por errar menos e durar até o final da música sem estourar a caixa de som. Foi um bom começo para uma distração. Eren entrara em seu “modo competitivo” e falava coisas relativamente irritantes e cômicas. Ele aparentemente estava curtindo ganhar de mim nos pontos do jogo. Sempre fazia isso. Em qualquer competição, seja qual for, Eren quer ganhar de todo mundo, especialmente de mim.

Eu, que me mantive com uma expressão séria até então, me permitir abrir um sorriso enquanto aproveitava meu tempo jogando com o garoto...

Nunca disse explicitamente, mas cada momento com ele era bastante aquecedor. Mesmo diante de situações tensas, ele fora capaz de me acalmar. Me divertia com esse jeito de pirralho bobo dele... Sempre. Desde que ele era criança. Foi a fase em que eu mais agi como um demente em toda a minha vida. Lembro que eu cantava a música dos sete anões para arrancar-lhe qualquer reação positiva, e funcionava. Ele ria. Ria de qualquer brincadeira que eu fazia com ele... E esse riso sempre me aquecia por dentro, pois eu ficava tocado com sua sinceridade e inocência. Mesmo agora, ele já bem crescido, quando ria da mesma forma, eu sentia-me derretido por dentro.

Assim que terminamos nossa quinta música, Eren logo comemorou o desbloqueio de uma nova lista de músicas no jogo. Eu observei-o de canto, fitando todos os seus contornos... Ri internamente por ficar pensando na atração que eu sentia por ele. Que coisa absurda... Apenas ele me causou essa sensação familiar. Era uma garoto importante para mim e que até conseguira me fazer esquecer do Kenny por um momento... Esse foi um bom começo para o meu “desestresse”...

Ah, Eren... Está sempre tão feliz e cabeça de vento que por um momento me deu inveja. Eu gostaria de estar assim também.

– Levi? – Ele engatinhara até perto, fitando profundamente meus olhos. – Você ainda está com os olhos meio escuros... Não quer ir dormir?

– Hum... pra falar a verdade, não.

– Mas... Er, você vai trabalhar amanhã?

– É claro. Tá cheio de tarefas para eu concluir e Petra não dá conta sozinha. – Respondi e ele fez um bico.

– Por quê não tira uma folga? Amanhã é sexta... Sei que o tio Erwin não ligaria...

– “Tio”...? – Arqueei a sobrancelha. – Oh... isso foi bem nostálgico...

– Hehehe, para. – Desviou o olhar, corando o rosto.

– Por que ficou vermelho...?

– Hã?! – Ele cobriu as bochechas. – P-po-por nada...! Eu só... tava pensando umas coisas... – Ele virou seu olhar para o lado oposto a mim.

– Que “coisas”? Será que eu posso saber?

– Não é nada de mais... – Mostrava-se envergonhado. Eu mesmo não entendia o motivo... O que se passa nessa sua cabeça promíscua de adolescente, hein Eren? – É que... eu estava lembrando da Hanji ir embora. Ela deu uma piscada antes de sair... Essa piscada foi pra mim ou pra você? – Perguntou inocentemente.

– Hum... Não prestei muita atenção nisso. Não levo muita coisa do que ela fala ou faz a sério... ela é louca. – Eren riu com meu argumento. – Hum... Apesar de que... hoje ela me disse uma coisa interessante...

– É? – Ele me olhou se enchendo de curiosidade. – O que é?!

– Bem... Ela me falou um jeito natural bem eficaz para eu me desestressar. – Revirei os olhos, fazendo jeito discreto.

– É mesmo? Que bom! E como é que você faz isso? – Ele, ainda inocente, perguntou. Eu logo abri um sorriso cheio de intenções.

~*~

Eren

Fui pego de surpresa.

Confesso que hoje não estava esperando uma coisa dessas, ainda mais por iniciativa do Levi. Fui meio cabeça de vento de novo em não perceber suas intenções.

Quando dei por mim, nossas roupas já se encontravam jogadas sobre o piso de seu quarto, próximo aos pés da cama. O ambiente se via com pouca iluminação, dependendo apenas das luzes acesas do corredor para enxergarmos. Suspiros e baixos gemidos já podiam ser ouvidos, escapando especialmente da minha boca. Eu me encontrava deitado de costas no colchão, dava leves apertadas no lençol e mordia o lábio inferior enquanto sentia o toque dos lábios dele.

Levi não estava sendo bruto, mas mostrava-se apressado. Parecia necessitado por sentir e dar prazer a mim... Bem, no meu caso, estava mais do que sorrindo internamente de satisfação. Não achei que faríamos de novo tão cedo e tão de repente, mas até que gosto de ser “pego de surpresa”...

“Nossa... Que pensamento depravado...”.

Como está sendo minha terceira vez a fazer, pude prestar mais atenção ainda nas coisas do que na segunda. Por isso percebi o quanto Levi estava afobado em apertar firmemente quase todas as partes “pegáveis” do meu corpo. Fazia isso com mais vontade do que nas outras vezes. Era como se ele quisesse sentir o quanto eu estava “inteiro”. Bem, pelo menos eu tive a sensação que fosse isso...

Cada parte em mim que ele palpava esquentava no mesmo instante. Beijava meu pescoço docemente até resolver marcar-me com sugadas. Sentia-me cada vez mais entregue com essas carícias...

– Humm... Levi... – Murmurei, contorcendo os dedos dos pés. Ele parou seus beijos para levar seu rosto próximo ao meu.

– Estou indo muito rápido...?

– N-não... – Fitei sem graça seus olhos cinzentos. Ele se mostrava levemente embriagado. – Er... Na verdade sim. Mas eu... não achei ruim.

– Hum... Quer que eu vá mais devagar...? – Levi deslizou astutamente as mãos pelas minhas pernas nuas, separando-as devagar. – ...Ou quer que eu continue no ritmo atual...? – Arrepiei-me todo ao ouvir o tom usado nessa frase e logo sorri malicioso.

Passei meus braços em torno de seu pescoço, trazendo-o para mais beijos. Seus lábios não estavam tão macios hoje... Penso se era tudo por conta de seu estado de estresse... Ele deve estar bem acabado com todos os afazeres do trabalho e da rotina doméstica, mas até que pra sexo ele ainda tinha pique. Nesse caso, eu daria o máximo para fazê-lo se sentir bem.

– Continua... continua no ritmo atual... – Entre ofegos, pedi para que ele prosseguisse, acariciando seu rosto.

Ele sorriu de canto, segurou minhas mãos, entrelaçando nossos dedos e afundou seu rosto na curva entre meu pescoço e ombro. A partir daí, ele começou... foi introduzindo devagarinho, dando pausa a cada contração sentida em meu interior. Eu pendi a cabeça pra trás no durante, gemendo languidamente. Senti um pouco de dor por conta dele estar mais duro hoje. Ele pulsava continuamente lá dentro. Sentia meu íntimo ficar cada vez mais molhado. O cheiro característico de sexo inebriar nossos narizes, isso deixava-me tão afogueado...

Assim que tocou fundo, Levi não se mexeu, ficou à espera do meu relaxamento antes de começar o movimento, afinal eu ainda me contraía... Estava meio dolorido sentir-me tão cheio , naquele lugarzinho ainda tão estreito, mas era suportável... Quer dizer que ainda não me acostumei à sua invasão, talvez eu precise fazer mais vezes para não sentir mais tanta dor logo na primeira investida. Meu peito subia e descia euforicamente, estava mais ofegante do que tudo... Levou um tempinho até eu me acostumar àquela invasão de novo.

O mais velho fitava-me no durante, querendo pegar minhas reações. Eu sei que ele gostava de ver tudo, mas eu sentia-me muito envergonhado, então optava por não olhá-lo diretamente enquanto estávamos assim... er... praticando..

– Eren... – Afastava minha franja da testa. – Ainda tem vergonha...?

– Não... – Fiz um bico.

Ele riu discretamente antes de segurar meu queixo para beijar-me novamente. Fechei os olhos bem apertados, não querendo encará-lo... Creio que talvez eu sinta mais tímido assim quando estava por baixo e sentindo-me submisso. Penso se ele me deixaria fazer todo o trabalho, como na última vez... Eu ia gostar...

Fui parando de pensar nas coisas conforme sentia o gosto de sua boca e mais o roçar da sua língua com a minha. Era inebriante... Sempre me deixava totalmente avoado. O que eu estava pensando mesmo...?

O que deu-me uma leve acordada para a realidade fora o som do toque do meu celular. Parecia longe... e foi ficando cada vez mais alto. Abri os olhos, fitando os cantos da parede, sem parar o nosso beijo. Movi meus lábios, prestando mais atenção no som... parece que estava aqui dentro do quarto... Oh, é verdade! Eu havia deixado o aparelho no bolso da calça. E minha calça estava agora... lá no chão, ao lado da cama.

Dei uma interrompida no beijo para virar-me para o lado de onde vinha o toque...

– Ignore... – Levi não quis interromper nosso momento, virou-me de volta para continuar o beijo. Seguindo seu conselho, resolvi dar de ombros e prosseguir meu “afazer”. Poderia retornar a ligação uma outra hora. Depois que terminara de chamar na primeira vez, o celular tocara uma segunda vez... que depois de ignorada, tocara uma terceira. Seja quem quer que fosse, estava insistindo bastante... e eu via Levi perdendo a paciência.

Ele então, pra resolver logo o assunto, interrompeu o beijo e inclinou-se até alcançar o aparelho dentro da minha calça. Eu fiz uma cara meio perplexa para ele, imaginando o que ele iria fazer... Será que jogaria pela janela?

– Alô? – Incrivelmente ele atendeu a ligação. Enquanto isso, eu apenas fiquei ali, sem graça em meio nossa posição embaraçosa. – É o Levi... É... Não, é o celular dele mesmo, é que eu estava mais perto pra atender na hora... – Levi conversava com uma voz tão normal, nem parecia... er, na situação em que estávamos. Enquanto isso, eu ficava cada vez mais vermelho e necessitado de alívio durante a espera. – Hum... É mesmo...? Ok, então... Espere um pouco. – Levi repentinamente estendeu o celular para mim. – Aqui, é o cabeça de cogumelo, ele quer falar algo com você...

– Eh??! – Fiquei desesperado na hora e fiz que “não” com a cabeça. Não tinha como eu falar normalmente com Armin num momento como este.

– Anda, finaliza logo essa conversa, Eren. – Levi ordenava, com mais autoridade.

Diante do seu olhar sério, tremulamente eu levei o celular ao ouvido e respirei fundo antes de pronunciar qualquer palavra. E pedi em linguagem labial para que Levi não se mexesse.

– A-alô...? Armin?

– Eren! Até que em fim você atendeu, preciso te falar uma coisa...!

– Er... Armin. – Interrompi-o. – Olha, não pode esperar...? É que eu tô meio ocupado agora...! – Ainda estava difícil disfarçar minha respiração levemente alterada.

– Não, precisava ser agora! É que...

– Ahhh...! – Sem querer deixei escapar um gemido que com certeza fora ouvido por Armin. Tapei a boca na hora, logo olhei perplexo para Levi, que dera uma estocada profunda em mim. Falei novamente em leitura labial que não era pra ele se mexer, mas agora ele parecia nem querer saber, prosseguiu espalhando beijos pelo meu corpo, enquanto apalpava minhas coxas.

– Eren... T-tá tudo bem aí...? – Armin perguntou estranhando.

– Aham, tô... n-não é nada... E-eu só... bati o pé no criado-mudo... – Menti, controlando menos ainda o tom estranho na minha voz.

Er... Quer saber, deixa quieto... eu falo depois! Tchau! – Armin rapidamente desligou e eu... nem sabia mais se conseguiria olhar Armin depois dessa... Astuto como aquele loiro sempre foi, creio que já deve ter sacado o que tá rolando aqui. Que vergonhoso! –

– Levi!! Eu pedi pra não se mexer! – Desabafei, quase me derretendo de tanta embaraço.

– Hunf, eu estou aqui, um pouco mais disposto do que nos dias anteriores. É o momento que consegui pra passar com você desta forma... E eu quero aproveitá-lo com você até o fim. – Acariciou meus cabelos novamente. – E saiba que... posso até demorar pra me excitar, mas depois de feito, eu não broxo facilmente. – Dito isso, ele voltou a me beijar. Novamente fiquei meio pasmo com suas palavras... Eram meio impróprias para sair de sua boca assim... Mas inconscientemente fui correspondendo-o aos poucos.

~*~

Armin

Desliguei o celular, sentindo-me um tanto constrangido. “Bater o pé no criado-mudo”...? A voz que ele fez não me pareceu ter sido causada por uma coisa dessas. Talvez fosse melhor eu não ter ligado... Afinal, pensando melhor, pode não ser tão importante lhe informar agora... Dei um suspiro, olhando para o alto em direção a lua, decidindo o que fazer... Guardei o aparelho no bolso e retornei para dentro da cafeteria. Andei calmamente até o balcão onde a moça se encontrava sentada, se dispondo de uma xícara de café. Engoli seco... Observei-a analiticamente de longe, aproveitando que ela estava de costas. Ela me parecia inofensiva, mas mesmo assim é bom não sair confiando em qualquer um, como meu avô sempre diz.

– Oh, e então mocinho? – Ela logo chamou minha atenção sem mesmo me olhar. – Conseguiu falar com ele...?

– Bem... Ele não estava em casa. – Menti.

– É mesmo...? Que pena. Eu queria tanto vê-lo... – Ela lamentou.

– Se a senhora nos viu na escola, como disse antes, então pode encontrá-lo por lá.

– Haha, é uma boa ideia. – Ela sorria.

– Mas espere... A senhora não deixou claro o motivo de querer falar com meu amigo ainda. Eu queria ao menos saber seu nome antes de falar dele. – Eu perguntei desconfiado. Quando ela chegou em mim agora a pouco e perguntou sobre um menino chamado Jaeger que estava andando comigo na saída da escola, já logo pensei que ela fosse uma conhecida dele. Por isso dei uma confiada. Mas ela não pronunciara o nome do Eren em nenhum momento, o que me fez cogitar que ela não o conhecia. Era estranho... A mulher logo sorriu docemente.

– Ora, ora, está certo! Que grosseria a minha. Me perdoe. Meu nome é Martha.

– Hum... muito prazer, senhora. O meu é Armin. – É, acho que eu não devia ter ligado para o Eren no impulso, mas é que o rosto dela... Ela parecia familiar, talvez isso me tenha impulsionado a querer mostrá-la... Sem falar nos olhos dela... tão verdes.

– O prazer é meu. Agradeço que tenha ao menos tentado falar com seu amigo. – Parecia mesmo uma mulher simples, tanto que usava roupas bastante fechadas. Tá certo que já começara a estação do inverno, mas mesmo assim, vi que ela se cobria com um monte de tecidos, como uma pessoa do campo. – Bem, não tomarei mais do seu tempo, então já estou de saída. – Ela pediu licença e deixou a cafeteria calmamente. Não demonstrou chateação e nem felicidade muito convincente.

Ainda fiquei encucado a olhando...

Resolvi sentar-me ao balcão e pedir outro chocolate quente, visto que eu não terminara o anterior para dar atenção a essa moça então chamada Martha.

~*~

Levi

Três e quarenta e seis da manhã.

E eu... acordado. Pra variar...

Já estava até sentado na beirada da cama, pensativo, massageando a testa.

Era incrível uma coisa dessas... Logo depois do sexo com o Eren eu me senti tão relaxado que caí num sono profundo só de me deitar. Aposto que adormeci antes do Eren desta vez. Me senti tão bem... como na música de Bob McFerrin, “Don’t Worry, Be Happy”. Ainda estava surpreso por ter conseguido criar por pouco que for um climinha para sexo... e ter conseguido relaxar na hora. Parecia estar desmaiado sobre nuvens, na maior tranquilidade do mundo e que problemas me preocupariam tanto... Isso até eu ter outro pesadelo que me fez acordar.

Olhei de canto para o garoto que ainda dormia profundamente no outro lado do colchão. Parecia ainda tão tranquilo e possivelmente exausto... Ficou numa posição torta. Da cintura para cima, seu corpo se via exposto. Silenciosamente puxei o lençol, cobrindo até a altura de seu peito para não sofrer choque térmico. Sei que seu corpo ainda estava quente...

Acarinhei seu rosto.

Eu poderia até ter ficado mais em paz. Mas lá no meu subconsciente, eu ainda pensava em desastres que estavam por vir. E desta vez tive um sonho que me dera a mesma sensação do que aquele em que eu estava no faroeste... parecia uma aviso. Algo me separava de Eren... e essa separação estranhamente veio na forma de uma mulher. Fiquei com receios, mas ao mesmo tempo pensava se era uma possível “pretendente” para ele.

Puxei forte meus próprios cabelos diante dos pensamentos, rindo ironicamente. Mas que idiotice! Claro que não! Eren é homossexual, então esse tipo de coisa não seria grande ameaça para nossa relação, creio eu. “Não enlouqueça de novo Levi... Você acabou de relaxar.”

– Ué... tá acordado...? – A voz rouca do Eren invadira meus ouvidos. Ele ergueu a cabeça para me fitar com seu olhar sonolento. – Está com insônia...?

Cobri meu rosto, dando demorados suspiros de cansaço. Agora, ainda mais depois de sexo, eu estava mais exausto do que nunca, mas depois de acordar desse pesadelo, não consegui mais pregar os olhos. Horrível.

– Por que você não me fala o que está incomodando tanto...? – Perguntou apreensivo. Pensei seriamente em lhe dizer a real. Pôr as cartas na mesa e finalmente me sentir leve por compartilhar isso com alguém... mas ao mesmo tempo não queria de forma alguma envolver Eren psicologicamente numa coisa dessas. Porque fisicamente... ele já estava envolvido do problema “Kenny”. Pensei rapidamente em alguma desculpa plausível para esse meu estresse.

– Eu... vi um cara assaltar e depois atirar em um senhor a sangue frio dentro de um beco, com um revólver... e ele quase me viu. – Fui inventando na hora, e falei de forma que parecesse o mais convincente possível.

– Sério? Meu Deus, quando foi isso? – Ele arregalou os olhos.

– No dia que voltei tarde para casa e dei uma passada no mercado. Foi aí que eu percebi... o quanto a cidade grande está perigosa, hoje em dia...

– É... Ah, eu não sabia Levi...

– Por isso eu reforço. Não ande sozinho de noite por aí; não fale com nenhum estranho; seja atento constantemente... E mais importante, se alguém começar a te seguir, corra! Apenas... corra... – Aproveitei para fazer jeito dele ficar mais esperto com as surpresas que Kenny poderia fazer.

– Haha! Pode deixar! Não se preocupe, pra correr, eu e Armin somos os melhores. – Ele novamente conseguia fazer uma conversa tensa ficar mais suave com seu jeito de falar. – Estava encucado com isso o tempo todo...?

– Ora, isso não é brincadeira, Eren... Sua vida pode ser tirada... num piscar de olhos.

– Você não tem fé...? – Ele foi envolvendo seus braços ao meu redor num abraço.

– Ei... – Ele veio me puxando até que eu deitasse em seu peito. Olhei-o interrogativo. – O que é isso...?

– Eu não quero que você fique assim por um motivo desses... Não precisa se preocupar tanto. Prometo que nada vai acontecer comigo! Eu sou muito forte, ganho de qualquer um, armado ou desarmado...! – Ele falava bastante convencido. Arqueei a sobrancelha diante de sua soberbia momentânea, mas logo dei um suspiro... Essa frase declarativa estranhamente me deixou mais calmo. Ele parece ter tanta certeza que consegue se proteger sozinho... Bem... Acho que eu devia confiar.

– Hunf... É... Mas não seja tão convencido assim, moleque arrogante. – Ele riu.

– Isso! Esse é o Levi que eu conheço! – Abraçou-me mais... Resolvi ajeitar-me melhor, deitando meio de lado e abraçando seu tronco. Apoiei o rosto em seu peito e assim fiquei... – Por favor... relaxe, Levi. Não pense em nada de ruim... Nós vamos sempre ficar bem... – Ele abriu um bocejo antes de acomodar-se novamente em seu travesseiro para pegar no sono. Até adormecer, sua mão fazia um cafuné tranquilizante no topo de minha cabeça... Isso foi mais do que tranquilizante. Foi encantador...

Meus olhos foram pesando de novo até eu finalmente pegar no sono, envolvido nos braços do garoto e recebendo sua carícia... acho que não teria diazepam nesse mundo tão eficaz para mim quanto isso.

Notas finais
Ynhaíí? (falando no idioma bichês) Chegaram vivos aqui? Ok, primeiro, desculpe, se colocar esse incompleto lemon aqui não caiu muito bem. É que eu me lembrei de uma aula de um prof de biologia que disse sobr sexo ser um excelente remédio para extresse (não importando o motivo que for) e deu lá sua explicação biológica para a coisa, por isso até achei plausível colocar isso aqui, mas se não curtiram essa, podem me falar, tá? :3 E tbm me lembrei do video pai de família, conhecem? Tipo "trabalhando e relaxando..." e "ahh que dlç cara!" Kkkkkkkkkkk ok, vou parar de beber detergente... Voltando... Bem, agora, eu queria chamar uma atenção especial à partezinha lá em cima que o Levi comenta que cantava a música dos sete anões para o Eren quando criança, eu meio que pensei nisso inspirado no Hiroshi (dublador do Levi) cantando aqui ~~ https://www.youtube.com/watch?v=QyQr0_BHfks Não sei se voces já viram ou não, mas eu acho super fofo essa voz mais afinada dele ♥ E por fim, queria chamar atenção para esta mocinha chamada Martha que apareceu na minha fic. Primeiro, ela não existe na história original de Shingeki, eu a criei para a estória, ok? :3 Bem, era só isso, eu acho. Muitos beijinhos a vocês e até a próxima! Nikki ♥