Reencarnação

17 Jantar entre amigos e passeio noturno


Notas iniciais
Bem, oi de novo, gentem ♥ Aqui está o segundo capitulo do dia =3=/ Oh, e peço perdão com os titulos, estou fazendo de forma a ser apenas de jeito que lembre o que tem em cada capitulo, não estou ligando muito de fazer titulos mais, digamos "artísticos" e "poéticos" desta vez... =3= Mas como prometido, este capitulo está mais dahora que o anterior o/ Não vou enrolar de novo, então... Boa leitura, amores ♥

Eren

Fiz tudo como Levi havia pedido. Peguei os ingredientes todos para a massa da torta e bati no liquidificador, era a parte mais fácil afinal. Levi cuidava do recheio, cortando cuidadosamente o tomate e a cebola. Notei que seus olhos deram uma lacrimejada na hora. Assim que a massa já estava pronta, ele abriu a segunda gaveta da pia à procura de algo.

— Aqui. Vá ralando o queijo e o presunto. – Pediu ele, entregando-me o ralador e os dois itens ainda inteiros. – Não aperte tanto, principalmente o queijo, se não vai esmagar... Eu sei que você gosta de pôr força em tudo o que faz.

— Entendido, senhor!

Depois de terminado, Levi foi até o armário, buscar a forma para untá-la. Enquanto isso, eu terminava de ralar uma boa quantia de presunto e queijo, pra em seguida misturar com o tomate e a cebola que Levi havia picado. Creio eu que nada daria errado, era uma receita bem simples. Fiz tudo com o máximo de cuidado que consegui. Queria mostrar bom serviço na cozinha ao Levi sem que aconteça algum acidente... como já houveram outras vezes. Eu era muito desastrado...

Depois de untado a forma, Levi colocou-a na pia, bem na minha frente e voltou sua atenção ao arroz no fogo, que já aparentava estar no ponto.

— Pronto. Pode despejar a massa, mas lembre-se bem... metades exatas! – Disse enquanto experimentava alguns grãos com uma colher.

— Ok! – Fui aos poucos derramando metade da massa da torta na forma, para então jogar o recheio e cobrir tudo com a segunda camada de massa. Como toque final, sempre era jogado orégano por cima. Sorri orgulhoso de ver que consegui fazer uma receita inteira sem nada dar errado! Bem... tá certo que Levi foi dando instruções e ajudou, mas... eu fiz a maior parte!

Ele logo pegou a assadeira e colocou no forno.

— Bem, agora só daqui uma hora vamos tirar daí. – Ele olhava para o relógio do topo da parede, enquanto marcava o tempo num timer. – Lá pras sete e meia já deve estar bom... – Levi lavou as mãos, deu uma massageada nos próprios ombros e retirou o avental. Soltou um breve suspiro de quem já estava cansado. Não era pra menos, fomos ao mercado de manhã, depois na padaria, ao chegar em casa, enquanto eu tomava banho, Levi ainda resolveu limpar e organizar a casa sozinho, e terminou agora fazendo o jantar junto comigo. Então, fiquei um pouco preocupado... Ele estava massageando bastante os ombros, hoje.

— Er, Levi... Está com dor? – Perguntei.

— Hum... Ah, os ombros? Mais ou menos... É só tensão por ficar olhando pra baixo por muito tempo. – Ele argumentou.

— Acho melhor você relaxar até Hanji, Erwin e Mike chegarem. Vai, senta um pouco aí no sofá, pode deixar que eu lavo a louça! – Sugeri, empurrando-o em direção ao estofado.

— Não... Eu ainda vou tomar banho.

— Outro?! Você tomou agora a pouco antes de começarmos a fazer o jantar!

— Hunf, mas eu quero tomar outro.

— Levi... Eles podem chegar a qualquer momento, você tem que estar aqui! Aliás... – Foi meio sem querer, mas levei meu nariz até seu pescoço, pra sentir como estava o seu cheiro. Era o aroma do sabonete, ainda bem fresco em sua pele. – Você está cheiroso.

— Estou?

— Uhum.– Fiz que sim com a cabeça. – Está tão limpo que está exalando cloro!

— Hunf. É...? – Levi pareceu ter gostado da minha fala. – Tá bem então... Vou esperá-los chegar. – Ele concordou. E ainda não tirava as mãos dos ombros. Parecia mesmo incomodado.

— Levi, vem cá! – Fui com ele até o sofá, fazendo ambos nos sentarmos. – Vire de costas. – Pedi.

— O que pensa que vai fazer? – Levi fez um tom desconfiado.

— Calma, calma! É que... você parece mais tenso hoje do que o normal...

— Hum? Claro que não... Eu sempre tenho essa dor por usar o computador no trabalho. É que você não está por perto, pra ver... – Explicou, indiferente.

— Pior ainda! Sabia que deixar a tensão nos músculos, especialmente nas costas e no pescoço, por muito tempo vai dificultar a circulação sanguínea para os seus tecidos? Além de dor e fadiga, isso vai afetar o processo de cura do seu organismo também! – Falei numa tacada só. Levi me fitou com os olhos arregalados, pasmo.

— Caramba, garoto... Você tá um tanto intelectual. – Comentou, abobado.

— Sério?! – Sorri diante de seu possível elogio. – Hehe, aprendi isso quando estava estudando biologia com o Armin.

— Oh... sim... o cabeça de cogumelo é um bom professor.

— Enfim, vire-se de novo, Levi. Não vou aprontar nada, prometo!

— Hunf. Ok, então... – Ele então se ajeitou no sofá de pernas cruzadas, ficando de costas para mim. Também cruzei as pernas e estalei os dedos.

Com jeito e calma, toquei de mãos cheias os ombros dele, iniciando lentos movimentos de aperto e pressão. Foquei as pontas dos dedos bem na região próxima de sua nuca. Ouvi-o dar leves murmurados. Parece que eu estava acertando seus pontos de tensão. Diante de suas respostas positivas, continuei a massageá-lo ali com o máximo de destreza que pude... como se estivesse amassando um pãozinho. Parece que isso agradava ao Levi.

Eu sentia como seus músculos estavam duros. Ele estava bem mal...

— Owwn... Eren... Nossa, não sabia... que era bom assim com as mãos... – Notei que ele fechara os olhos. Então minha massagem o estava agradando mesmo...? Sorri diante de suas reações. – Ahh, isso...! Bem aí, Eren... Mais forte...! – A voz dele estava se alterando. Isso estranhamente... me fez ficar arrepiado. Sem falar que as coisas que ele dizia...

— Está gostoso, Levi...? – Perguntei, começando a ficar alterado diante das reações dele. Não parando a massagem, fui descendo as mãos até o topo de suas costas, fazendo uma pressão um pouco mais forte, especialmente em sua coluna..

— Uhmm... É... É bom...! – Levi agora relaxara os ombros, os braços e o pescoço. Tudo de uma vez. – Huumm... Faz mais aqui em cima... – Ele mesmo puxou minhas mãos até seu ombros novamente. – Aí que é o meu ponto...! – Depois dessa frase, engoli seco.

— O ponto... do Levi...? – De repente eu comecei a ver apenas duplo sentido no que ele dizia. Pressionei com os polegares bem na sua coluna, numa região um pouco abaixo de sua nuca. – A-aqui é o seu ponto...?

— Ahh... Isso! Pode apertar mais forte...! – Mordi o lábio inferior. Acho que minhas bochechas já começavam a corar.

— Levi... – Não sei porquê, mas minha respiração também foi se alterando. – T-tá bom assim...?

— Sim... Waw... Se eu soubesse que você era bom assim, tinha pedido pra fazer antes. – Ele falava normalmente, mantendo os olhos fechados.

— Sério? – Sorri. – Está gostando mesmo?

— Uhh... Sim... Muito bom, Eren... – Ele disse meu nome com uma voz tão... tão... Parece até uma fantasia. Eu senti uma vontade louca de beijá-lo de língua.

Mas antes que eu fizesse qualquer movimento, a porta da frente se escancarou, fazendo um barulhão do choque da maçaneta com a parede, surgindo dela uma bela doida de óculos com uma câmera ligada em mãos.

— Há!! Agora eu peguei!! – Hanji chegou já nos assustando. Tanto Levi com eu, não esperávamos essa entrada.

— Hanji?!! – Eu ainda recuperava o ritmo dos batimentos cardíacos.

— Argh, quatro-olhos... Não entre assim! Porra, que susto! Vou tomar essa chave reserva que dei a você! – Levi resmungou.

— Ah... Droga, acho que eu interrompi antes de começar...! – Ela bateu na própria testa, fazendo uma voz de lamento.

Na hora, senti meu corpo estranho... Algo não estava certo... Quando voltei meu olhar para baixo, notei um suspeito volume anormal em minha calça, bem no meio das pernas. Arregalei os olhos e rapidamente me cobri com ambas as mãos dando um grito desesperado que assustou Levi.

— Que foi, menino? Você também quer me matar de susto?

— N-n-não, n-nada disso não! Eer... – De maneira bem torta e desengonçada fui me levantando do sofá, me mantendo de costas para o Levi. – E-eu v-v-vou no banheiro e... e já volto! – Corri mais que o vento pra dentro do corredor, querendo primeiramente escapar de olhares. Vi que tanto Levi quanto Hanji olharam interrogativos para mim. Sem tirar as mãos do meio das pernas, corri até o banheiro, orando pra que nenhum dos dois tenha notado meu problema.

~*~

Nosso jantar correu muito bem. Depois de Hanji, levou apenas mais uma meia hora até Erwin e Mike chegarem. Iniciamos o jantar lá pelas oito e quinze. Todos pareceram gostar da torta de presunto e queijo, o que me deixou bastante orgulhoso. Mike chegou a repetir três vezes. No final, a louça que eu devia ter lavado quando tive o pequeno problema ficou ali. Foi Hanji quem lavou, por insistência da própria.

Mais tarde, nos encontrávamos ainda sentados todos à mesa, mas agora para partidas de baralho. Isso enquanto Hanji terminava de lavar o restante da louça do jantar. Foram várias partidas de truco, eu também jogava. Acostumei com esse lazer deles. De vez em quando, em fins de semana que todos tinham tempo, se reuniam para jogar baralho e bater papo na casa de alguém. E o sorteado da vez fora Levi.

Terminávamos nossa vigésima segunda partida de truco da noite. Jogávamos em duplas, como de costume. Meu parceiro foi Mike, contra Levi e Erwin.

Digo que é bem engraçado jogar com o Mike. Ele fazia um monte de gestos rápidos e estranhos para passar sinal a mim. Ele tinha sinais diferentes para cada parceiro com quem jogava. Comigo eram os mais esquisitos. Ele estalava o dedo anelar para dizer “estou com manilha”, ou dava um toquinho com a ponta do pé me meu joelho pra dizer “estou sem nada!”

Na última rodada, quando recebemos as cartas, Mike já logo mexeu as narinas. Isso queria dizer que estava com a carta zap, a mais alta do jogo. Eu já logo sorri. Isso era ótimo! Quer dizer que ainda tinha chance de ganhar do Levi e do Erwin. Eu e Mike estávamos seis pontos atrás. Com o zap em nossas mãos, eu poderia pedir “truco” a qualquer momento, por isso já dei uma relaxada. Levi já me olhou desconfiado.

— Você parece meio confiante, garoto... – Comentou ele.

— Que nada...! – Dei uma disfarçada.

O jogo foi indo, até que em uma das rodadas, onde só haviam cartas altas, vi uma boa oportunidade. É ali que ganharíamos! Fiz sinal com as sobrancelhas para Mike pedir truco. Ele olhou-me meio estranho, mas logo concordou.

— Truco! – Pronunciou Mike. Meu sorriso aumentou mais diante da cara perplexa do Levi. Erwin, mantendo-se normal, apenas respondeu.

— Seis!

— Hã?! – Arregalei os olhos. Creio que Erwin deve ter a segunda manilha mais alta do jogo pra pedir “seis” assim. Mas... eu e Mike tínhamos o zap! Nenhuma manilha nos venceria, então, confiante, continuei firme.

— Nove!! – Nesse momento até subi na cadeira. Hanji tomou um susto e veio ver como é que o jogo estava. E eu crente que ia dar a cartada final com grande estilo: Nove pontos em cima do Levi! Já preparava minha risada vitoriosa pra dar assim que Mike jogasse o zap sobre a mesa.

Levi apenas sorriu de canto, fazendo a cara mais confiante possível e assim, jogou o sobre a mesa o seis de paus, o zap deste jogo. Meus olhos se arregalaram e deixei até as cartas caírem da minha mão. Agora eu estava mais perdido do que surdo em bingo.

— Hã?! Espera... O quê? – Fiquei ainda um tempo processando o que acontecia...

— Eu e Erwin ganhamos, pirralho. Não é óbvio? – Levi se acostou na cadeira, apoiando a cabeça sobre os braços.

— Mas... m-mas....! Não!! Er... Mike! – Chamei-o. – Você não tinha me dito que estava com o zap?!

— Hã? Não... Eu disse?

— M-mas você me passou o sinal!

— Não passei não. – Mike ia se isentando de qualquer culpa.

— Você mexeu as narinas! Bem visivelmente! Era o nosso sinal!

— Esse não é o nosso sinal para o zap, Erenzinho. – Mike mantinha seu mesmo tom preguiçoso na fala.

— Era sim!

Foi aí que o grandão me puxou pelo braço pra mais perto, sussurrando para mim.

— O nosso sinal pra “zap” é coçar o nariz, não mexer as narinas. – Esclareceu. Foi aí que eu me recordei...

— Oh... É mesmo...! Foi mal.

— Hehe, acho que você pegou o momento que eu estava sentindo o cheiro de churrasco da vizinha de cima. – Comentou rindo.

— Churrasco? – Erwin arqueou a sobrancelha. – Não senti nada.

— Tá bem fraquinho, mas dá pra sentir. – Dizia Mike.

— Bem, Eren... – Levi cruzou os braços. – Você perdeu em grande estilo na última rodada, aceite que dói menos.

— Ehh?! Que maldade Levi!!

— Nee, nee!! Eu já acabei a louça! Quero jogar também!! – Hanji se pronunciou em voz chorada. – Vamos?! Dêem a chance do Eren ter sua revanche!

— Não dá pra jogar em número ímpar... – Lembrou Mike. A de óculos logo se desanimou.

— Ah!!! – Ela deu seu grito de quem se lembrou de algo. – Vamos jogar “Se fode”! Esse dá pra ser em número impar de jogadores!

— “Se... Fode”? – Fiz uma careta diante do nome do jogo. – H-Hanji... acho que isso é meio inapropriado...

— Não é nada disso, seu bobo! – Hanji deu um tapinha em minhas costas. – É jogo de cartas também!

— Eh...?

— É igual truco, só que você se fode. – Explicou Levi. – Não há duplas, é cada um por si.

— E não se contam pontos, se contam acertos de rodadas. – Completou Erwin.

— Esse jogo existe? – Perguntei.

— É claro! Não é lá muito conhecido, mas... – Hanji se acomodou propriamente à mesa.

— Ué e como é que... ganha isso?

— É assim... – Hanji começou. – Vamos ter várias rodadas! Todas iguaizinhas as regras do truco! Só que alguém sempre, repito, sempre irá perder! E esse alguém que perde, paga uma punição...!

— Punição?!

— Não, Hanji! – Levi se manifestou. – Não quero que o Eren beba. Ele é de menor.

— Beber?!

— Ai, calma!! Você nem me deixou terminar! Claro que não vou dar álcool ao Eren, Levi! – Argumentou Hanji, com as mãos na cintura. – A menos, é claro, que você acha que aguenta, Erenzinho... – Ela falou apenas a mim, dando uma piscadinha. E logo recebeu um cascudo do Levi em sua cabeça. – Tá, tá! Enfim, eu ia sugerir de bebermos água ao invés de vodca!

— Hum... É, pode ser. Talvez o efeito seja o mesmo. – Comentou Erwin. Eu estranhei sua fala... Como água e álcool podem ter o mesmo efeito? Erwin enlouqueceu?

— Se for assim, tudo bem. – Levi concordou.

— Idem...! – Mike também.

— Mas... Por que beber água seria uma punição? Está mais para recompensa. – Argumentei.

— É, mas... Como não é bebida alcoólica, vai ser diferente... – Disse Hanji, indo buscar um copo do armário e enchê-lo com a água do galão quase até a boca. – Normalmente bebemos num copinho beem pequeno, mas como é água, vai ser maior quantidade, tipo este copo!

— É para beber tudo de uma vez. – Explicou Erwin.

— Ahh... Entendo...! Parece fácil! – Aceitei o desafio rapidamente. Beber um copo de uma só vez? Hunf, é moleza.

— Você está achando que beber isso aí numa golada que é a punição? – Levi perguntou em tom irônico.

— Ué... Mas então...?

— Eren, você não vai poder ir ao banheiro até o jogo acabar. Essa a regra que se aplica a todos– Esclareceu Levi.

— Sério?! M-mas quantas rodadas têm?

— Um monte!! – Os quatro falaram juntos.

— E... em cada rodada, eu vou ter que beber um copo cheio d’água..? E ficar sem ir ao banheiro até o fim do jogo?

— Isso!! – Responderam.

— Se perder, claro! – Ressaltou Hanji.

— Hmm... Ok! Eu topo!!

~*~

Depois de quase duas horas jogando baralho e bebendo água... Sentia como se fosse explodir a qualquer momento. Se eu apertasse minha barriga era capaz de urinar ali mesmo. Os outros quatro não pareciam muito diferentes. Hanji dava umas dançadas na cadeira, Mike ficava mexendo as pernas para fazer a vontade passar. Erwin ficou de pernas cruzadas o tempo todo, em posição que não contraísse a barriga. Levi foi o contrário, estava todo encolhido na cadeira, abraçado às pernas e apoiando o queixo nos joelhos. Eu vi que ele mordia o lábio de vontade de ir ao banheiro.

A coisa tava feia! Eu já devia ter bebido quase três litros de água. Levi foi o que bebeu menos, provavelmente uns dois litros. Erwin, Mike e Hanji estavam na faixa dos dois litros e meio.

— Gente, gente! – Hanji chamou nossa atenção no meio do jogo. Ela olhava algo em seu celular. – Ouçam o que eu achei. – Ela ligou um áudio que mostrava o som de uma torneira aberta, e deixou tocando bem alto.

— Hanji!! Desliga esse treco!! – Levi falou mais alterado.

— Calma, que esta é a última rodada, Levi. – Erwin tentou tranquilizá-lo.

Isso, faltava apenas uma. Como honra, eu não podia perder esta. Tinha que ganhar esta rodada! Vi que todos jogavam cartas médias até Erwin pôr uma manilha na mesa. Entretanto eu tinha uma manilha maior do que a dele. Eu joguei minha carta com gosto sobre a mesa, finalizando minha vitória desta rodada.

— Há!! Fiz uma! Era meu palpite!! Ganhei esta última!! – Comemorei. – Finalmente!!

— Última... – Mike murmurou. – Quer dizer que agora podemos ir ao banheiro, não é...?

Dito isso, Levi, Hanji, Erwin, Mike e eu nos entreolhamos. Todos bastante sérios. Depois vagarosamente voltamos o olhar juntos para o único banheiro da casa... Sem pensar em mais nada, os cinco levantamos da mesa afobados, correndo como se não houvesse amanhã até o nosso precioso toalete! Parecia uma briga de animais, todos fomos correndo atropelando tudo pela frente.

A cena parecia acontecer em câmera lenta. Todos correndo meio juntos. Um segurando a camisa do outro e puxando pra trás. Levi passava rasteira em qualquer um que entrasse à sua frente. Mike atropelava tudo usando seu tamanho monstruoso.

Mas com esse “avança e atrasa” durante a curta corrida, acabamos por entalar os cinco na porta do banheiro. Ninguém conseguia entrar ou sair. Eu dei uma agonizada, pois sentia que não ia aguentar segurar por mais tempo. Quando dei por mim, Levi se aproveitou de ser o menos de nós e conseguiu escapar do entalo e adentrou o banheiro. Olhamos para ele perplexos. Deu tempo de o Levi dar um sorrisinho vitorioso antes de fechar a porta na nossa cara, fazendo-nos cair pra trás.

Rapidamente, nós nos lembramos do banheiro da Hanji. Mas nossa reação foi atrasada. A própria de óculos voou na nossa frente, indo até seu apartamento. Erwin e Mike pensaram rápido numa terceira opção. Saíram pela porta frente e foram descendo as escadas, a fim de encontrar algum banheiro lá em baixo, no piso térreo.

Eu, desesperado, sentindo-me transbordar, bati na porta do nosso banheiro mesmo. Já estava no estado crítico de não conseguir nem me levantar. Caso contrário perderia o controle da bexiga. Pude ouvir, encostando o ouvido à porta, que Levi ainda urinava sem parar.

— Levi!! Levi!! Por favor me deixa usar o banheiro também! Não vou te atrapalhar, prometo...! – Pedi em tom implorativo.

— Não.

— Ah, por favor!! Eu vou fazer nas calças, Levi...!! – Continuei a bater continuamente na porta. – Me deixa entrar com você...!

— Eu disse não.

— Mas porquê? Levi... por favor... N-não temos nada a esconder um do outro... né?

Depois dessa, ele ficou em silêncio por um breve momento. Até que ouvi o som da porta destrancando e rapidamente se abrindo.

— Vem...! – Ele chamou. Nem tive tempo de agradecer, apenas levantei-me do chão e voei pra dentro do pequeno banheiro.

~*~

Levi

Na noite de domingo, resolvi sair com o Eren para fazermos uma corrida pela pista de cooper do nosso bairro, como parte de seu treino de resistência para o muay thai. Notei que Eren respirava errado quando fazia exercícios musculares, por isso, achei bom uma atividade aeróbica para que pudesse controlar melhor o ritmo.

A rua estava bem tranquila e o clima fresco, por isso me animei para sair. Ali era uma pista bem feitinha, simétrica, limpa e longa... Bem longa. Esta pista passa por uma praça, próxima a um lago, até terminar na entrada do parque que eu e Eren costumamos ir. Como já era tarde, o caminho se encontrava bem vazio e iluminado por vários postes de luz, cada um a uma boa distância do outro.

Eren e eu estávamos, por enquanto, só na caminhada, apenas como aquecimento. Chegando aos duzentos metros, aí já poderíamos começar a correr. Íamos conversando um pouco enquanto andávamos.

— Você viu que o Mike comeu sete pedaços da torta? – Eren mostrava orgulho em seu tom, alegre por sua torta ter ficado boa.

— É... Por pouco ele não acaba com a comida. – Comentei irônico.

— Ah... que bom que não estraguei essa receita... eu sou bem desastrado, você é o que mais deve saber disso. — Ele riu.

— É... Você é mesmo. – Concordei. – Olhe, deu duzentos metros! – Apontei a marcação na placa colocada na grama. – Vamos correr agora...! – Chamei-o e já logo comecei meu ritmo.

— Ah, espere, Levi! – Ele veio vindo atrás de mim até ficar ao meu lado, tentando acompanhar meu movimento. – Você tem uma arrancada tão rápida...! – Comentou abobado.

— Com o tempo, você também vai ficar bom em corridas. Sabe que é muito bom jovens como você fazerem esse tipo de exercício...

— Uhum! Quando der, virei com Mikasa ou Armin! Er... se bem que... Não acho que essa seja a praia dele... – Ele deu um riso baixo, enquanto eu tentava imaginar o pobre cabeça de cogumelo fazendo uma corrida longa dessas. Coitado, ele não aguentaria.

Continuamos correndo uma boa parte do percurso, não havíamos chegado na pracinha do lago, mas já foi uma longa distância só correndo. Eu suava bastante e já estava com o corpo bem aquecido. Depois de um tempo, Eren começara a ofegar.

— Respire pelo nariz, não pela boca... – Falei com um pouco mais de dificuldade, por causa da fadiga.

— M-mas... Se eu fizer... Vai começar a doer aqui do lado...

— Isso porque está respirando errado, se inspirasse pelo nariz desde o início, não ia sentir isso. – Expliquei. Eren nada respondeu, parecia cansado demais pra isso. Notei que ele estava muito atrás de mim, cerca de uns seis passos. Suava mais do que eu e parecia esgotado. Resolvi diminuir a velocidade e voltar para a caminhada, para que ele não excedesse demais o próprio corpo. – Ouça... A praça do lago está perto. Vamos fazer uma pausa lá, tá?

— Aham...! – Ele fez que sim com a cabeça.

Depois de mais uns dez minutos caminhando, chegamos à tal praça. Estava deserta e visível apenas com a iluminação dos postes e da lua. Era estranho chegar ali e não ver nenhum velhinho sentado jogando xadrez numa daquelas mesas, algum jovem passeando com seu cachorro ou andando de skate, nem uma única criança brincando no pequeno parquinho que ali havia. Mas era possível ouvir claramente o som dos grilos e de uma coruja.

Eu e Eren paramos de andar ali. Eren ficou olhando para o céu... parecia viajar nos próprios pensamentos. Resolvi procurar o que tanto olhava, mas não encontrei nada de anormal...

— Pra onde está olhando? – Balancei a mão em frente aos seus olhos, chamando sua atenção.

— Ah, desculpa, é que... o céu está mais cheio de estrelas hoje. Olha... – Ele apontou. Agora parando pra analisar, era verdade. Estava uma noite bonita, bem estrelada e sem nuvens. Se fosse lua cheia, completaria o cenário.

— Romântico, não? – Comentei. Eren imediatamente me olhou com as bochechas mais coradas. – Vem... – Vim puxando-o calmamente pelo pulso até a região gramada da pracinha. Era uma área aberta com uma colina levemente côncava, que terminava na margem de um grande lago. – Vamos descansar um pouco aqui... até voltarmos para casa.

Sentamos os dois sobre a grama, bem no topo da colina. Eren aproveitou para já se deitar de vez. Estava realmente exausto. Ambos ainda suávamos... Era o momento perfeito para uma série de abdominais ou flexões, eu diria, pois nosso corpo já estava bem aquecido. Mas não, eu não pegaria tão pesado assim agora. Até porque eu não tenho mais meus vinte anos.

— Nossa... Vou dormir que nem uma pedra hoje. – Comentou Eren.

— Hunf... Creio que eu também. Ontem não dormi muito... Levantei umas três vezes de madrugada pra ir ao banheiro... Hunf, maldita punição de água... – Comentei de forma sarrista. Eren também riu.

— Eu também. Uma das vezes que eu fui, você já estava usando o banheiro! Eu tive que voltar depois.

— Jura? Nem te ouvi.

— Haha, também tenho reflexos de gato!

— Hunf. Até parece. A culpa foi toda da Hanji. Fica inventando esses jogos com prendas... Argh, e eu ainda jogo com ela... – Massageei minhas têmporas.

— Ah, eu achei legal! Fazia tempo que nós não nos reuníamos... – Eren virou-se de lado, ainda deitado. Parece até que ia tirar um cochilo.

— Nem pense em dormir agora. – Chamei sua atenção.

— Não vou dormir não... Relaxa... – Disse em meio a um bocejo.

Ficamos ali assim, por mais um tempinho, num silêncio... Abracei minhas pernas ao sentir um vento soprar em toda a área aberta do lago. Meu corpo ainda estava meio quente, por isso o choque térmico fora maior. Eren, mesmo deitado, também deu uma encolhida.

— Levi...!

— Hm? Diga...

— Por que... Er... – Ele não olhava pra mim, se mantinha de costas. – Por que não... fazemos sexo de novo...? – Ele rapidamente se encolheu depois de perguntar. Minha única reação foi cara de paisagem.

— Como é?

— É que... Er... E-eu não estou pedindo! S-só... queria saber mesmo...

Não esperava mesmo esse tipo de assunto logo agora e do nada. Será que era sobre isso que esse garoto estava viajando quando olhava para o céu?

— Olha, Eren... – Cocei a cabeça, não sabendo exatamente como começar a falar. – Quando nós fizemos... Bem... Na verdade, eu me arrependi.

— O quê?! – Desta vez ele se pôs sentado. – Se arrepende? Por quê?! V-você... não gostou...? – Ele fez uma voz mais triste.

— Não... Não é isso. Eu gostei. Gostei bastante... É só que... No fundo, eu não queria que tivesse sido tão rápido... – Falei e Eren foi me ouvindo atentamente. – Mas... Garoto, você... você me tentou tanto... Aliás, acho que a culpa nem foi sua. Eu senti uma atração física... tão forte por você... Aí, na menor brecha, eu ataquei.

— Oh... – Eren foi compreensivo. – D-desculpe por isso...

— Não tem que se desculpar garoto. – Falei. – Ainda mais que... – Dei um riso, porque era uma desgraça mesmo. – Eu não transo há oito anos... por isso dei uma fraquejada diante dessa chance...

— Eh... Sério?! – Eren arregalou os olhos. – Oito anos?!

— E por que a surpresa? – Perguntei irônico. – A causa disso foi você mesmo, seu pirralho estragador de encontros.

— Ah... Ah, é! Verdade... Eu fazia isso... – Eren pôs-se a lembrar de suas traquinagens para acabar com qualquer possível relacionamento que eu fosse ter. – Eu lembro de ter jogado farinha em uma delas.

— Hum... É sim. Acho que foi a Katy essa...

— Você lembra o nome dela?

— É claro! Eu vou esquecer o nome de alguém com quem saí?

— Lógico! Você não precisa mais dela! A menos que... você não a tenha esquecido ainda... – Ih... Já massageei o meio da testa depois dessa fala.

— Você... Está com ciúme da Katy?! Agora? Eu não vejo essa mulher há uns dez anos, garoto!

— Por isso mesmo! Já devia ter esquecido o nome dela... – Ele fazia bico. Era mesmo um pirralho irritante.

— Para com isso, Eren.

— Hunf. – Eren ficou com o rosto virado para o outro lado. – Mas, Levi...

— Hm?

— Você se arrepende mesmo... Se arrepende de ter feito comigo...?

Nesse momento eu parei, notando que ele ficara desapontado com essa parte do meu discurso. Dei um outro longo suspiro.

— É. – Levei minha mão até o seu cabelo, passando a ponta de meus dedos em suas mechas. – Eren... Você não tem ideia... da culpa que eu senti depois de fazer.

— Culpa? Culpa do quê...?

— Eu... Me senti com se tivesse me aproveitado de você.

— O quê? – Ele se virou de novo para mim. – Como se aproveitar se sou eu que estou deixando? – Ele abriu os braços de modo convidativo. – Então aproveita!

— Ah... Você é gozado, garoto...

— Desculpe, Levi... Não sabia que se sentia assim. Se não eu teria te tranquilizado antes... – Comentou.

— Hum... Mas e você, Eren...?

— Eu?

— O que achou do... sexo? – Já havia feito essa pergunta antes, mas esta estava sendo a primeira conversa mais aberta sobre esse assunto que tive com ele até agora. E até que estava sendo mais tranquila do que eu esperava. Então aproveitei para falar de tudo... Mas Eren logo começou a dar aquele seu riso de quando ficava com vergonha. – Hein, Eren?

— Ahm... Levi... – Ele foi escondendo o rosto nos joelhos. – Eu já falei o que eu achei...! Não lembra?

— E daí? Quero ouvir de novo.

— Hmm... Tá, então... E-eu... Adorei... F-foi a melhor coisa que... Ah, para de me olhar assim, Levi! Desse jeito eu não consigo! – Ele se jogou na grama de novo, ainda com o rosto escondido. Diante dessa reação, apenas me inclinei sobre ele, afastando sua franja da testa. Ali depositei um beijo...

— Tudo bem. Já tenho minha resposta...

— Hm...

— E... Você se arrepende de... ter feito? – Perguntei. Eren respirou fundo e foi procurando palavras para expressar sua resposta da forma mais sincera que podia.

— Ah, Levi... Er... Eu queria desculpar também por ter ficado meio obcecado com... sexo. Acho que a curiosidade me fez... me fez ir atrás até conseguir... Então... Eu também não esperei por um momento certo... – Foi explicando tudo timidamente. – Mas eu não me arrependo!

— Oh... É mesmo...?

— Aham... E-eu... Falei que achei ótimo, n-não falei? Como eu me arrependeria de algo que g-gostei de fazer...? – Eren arrancava folhinhas da grama enquanto falava.

— Hunf. Moleque bobo...

— E então...? S-se eu gostei... e você também gostou... quer dizer que podemos fazer de novo... né? – Perguntou acanhado.

— Hm. Claro...! Você quer aqui e agora?

— Não! – Ele começou a rir. Digo com todas as letras que depois desta conversa, me senti mais leve e relaxado. Via como esse garoto falava com sinceridade... e disse que não se arrependia de nada. Isso foi como uma flechada que acertara meu peito e explodisse calores bons. Meu alívio foi tanto... Segurei seu rosto com ambas as mãos, olhando seus grandes olhos verdes que sempre me chamaram atenção. Ele continuava tímido, mas sorria para mim... Era bom olhar bem seu rosto de vez em quando, pra me fazer lembrar do quão precioso esse menino era para mim... Um garoto que está sendo meu companheiro por quase dezesseis anos. Passei os polegares em suas bochechas, fazendo um carinho... Fiquei olhando-o por muito tempo, o que deixou Eren impaciente. – V-você não ia me beijar? Achei que fosse... fiquei esperando...

— Ué... Então vem. – Convidei-o, logo fechando os olhos aguardando seu avanço. Eren, respirou fundo novamente, se preparando para beijar. – He. Não precisa se preparar tanto, pirralho... é só vir.

— Ahn... E-eu sei! – Eren deu uma avançada forte pra cima de mim, só que eu estava posicionado bem de costas para a colina. Como ele veio com bastante afobamento, acabei por perder o equilíbrio e ambos rolamos juntos colina abaixo. Eu e ele fomos ralando braço, esbarrando em pedras até que eu consegui nos frear antes de cairmos no lago. Eu e ele demos um suspiro aliviado, por pouco não terminamos a noite ensopados e passando frio.

— Ah... Quase que eu não consigo frear... – Olhei a margem do lago à um metro de distância de nós.

— Argh, desculpe, de novo, Levi. Sou um desastre...

Olhei-o com um olhar afável. Na queda, acabei ficando por cima dele, ambos com os corpos juntos. Como aqueles acidentes que ocorrem em filmes de comédia romântica. Aproveitando nossa posição, eu mesmo acabei por dar nosso beijo. Selei minha boca à dele de forma singela, movimentei de leve os lábios até que ele começasse a me acompanhar. Agora, sem culpa alguma na consciência, senti que o beijo parecia bem mais gostoso de degustar.

Assim que separamos os lábios, Eren me fitou com aquele olhar semiaberto, de quem já ficara em transe.

— Olha... Eu gosto que você seja um desastre. Deixa minha rotina mais animada... – Sussurrei a ele, que sorriu mais ainda.

— Owwn... Levi. Você... Você é tão legal, tão... incrível... eu amo você!

— ...? – Não consegui dizer nada na em seguida. – O quê...? – Meu rosto, meu peito, todo meu corpo pareceu esquentar de repente.

— O quê? – Eren foi ficando rosa.

— O que você disse...? Fala de novo. – Pedi, ainda me sentindo abobado.

— Aghn... Não... – Ele novamente foi cobrindo o próprio rosto com as mãos.

— Por que não? Fala...

— Er... Hm... Eu... – Antes que ele completasse sua frase, o silêncio ambiente daquele lugar fora interrompido pelo som de arbustos ao lado se movendo. Tanto eu quanto Eren voltamos nossa atenção para lá, procurando o que quer que fosse. Mas nada havia ali. – Ouviu isso, Levi?

— Hu, você também? Então... – Fiquei olhando fixamente os arbustos de longe. Será que era o mesmo que aqueles dois vultos dos outros dias? – Levantei-me de cima do Eren, segurando seu braço, e fui indo em direção à moita junto dele. Notei que o garoto também olhava bastante curioso para lá.

Assim que ficamos de frente à planta, afastei seus cheios galhos, com cautela. De repente pulou dali um bicho. Não deu para ver direito, pois foi muito rápido. Ele pulou sobre o ombro de Eren e foi para o chão, terminando de correr para longe.

— Oh... Era só um gato. – Comentou o garoto mostrando alívio. Mas eu ainda estava cismado... Continuei procurando ali nos arbustos. O som dos galhos não pareceu ter sido provocado por um gato... parecia ser por algo maior. Foi quando encontrei no chão, próximo à raiz de uma das plantas, uma marca de um pé. Mais precisamente da sola de um calçado... parecia fresco ainda. Olhei rapidamente para os lados, procurando por alguém... algum possível assaltante. Eren, vendo minha reação, começou se assustar. – O-o que está procurando...?

— Tsc... – Mordi o lábio. Pensei mil e uma coisas... Será que tinha alguém nos seguindo? Queria nos assaltar? Bem, se tivesse, eu protegeria o Eren. – Nada... Era só o gato mesmo. – Resolvi não comentar nada com ele, para não assustá-lo. Mas eu fiquei esperto... Segurei sua mão e vim puxando-o até a praça. – Vamos indo... já está tarde. – Mesmo há esta hora da noite, ainda havia ruas com lugares abertos. Optei por pegar caminhos assim até em casa, por estar mais movimentado, talvez isso nos dê uma cobertura.

Notei que Eren só prestava atenção no fato de andávamos de mãos dadas pela cidade... Ele estava rindo de novo. Parecia despreocupado... o que achei bom. Não quero que ele se encuque com um provável assalto. Eu definitivamente não deixaria nada acontecer com ele. Entrelacei nossos dedos e assim continuamos o caminho.

— L-Levi... a-as pessoas vão ver... – Falou de forma mais receosa, notando nossa forma de andar por aí, como se fossemos um casal.

— Hunf. Que vejam então... Não ligo. – Disse, simplesmente.

— Hehe, t-tá bom então... – Eren segurou minha mão com mais firmeza.

— Você vai dormir comigo esta noite.

— N-nós vamos fazer sexo?! – Seu tom foi estranhamente alegre.

— Eu disse “dormir”, seu pirralho pervertido!!

Notas finais
E aiiii?? Chegaram vivos aqui? Foi outro capitulo bem extenso, mas... como disseram que não ligava de ser grande, postei assim, na fé! o/ Espero que tenham gostado ♥ E não me matem, pois vou deixar esse mistério de vultos e arbustos se mexendo ainda na curiosidade, só para corroê-los *sendo má* Oh, se acharem algum erro (ou milhões de erros) podem me avisar, plis? =.=/ *usando leitores para o trabalho sujo* *apanha* Ah, queria um momentinho aqui para agradecer à minha queridíssima leitora Setsuska, que apontou praticamente todos os erros que foi encontrando. Muito obrigada minha querida ♥ (deve ter dado um trabalho do cão) Algum momento vou corrigí-los todos, prometo! *3* Bem, até o próximo gentem ♥ Muitos beijinhos da Nikki ♥