Reencarnação
20 Sem recompensa...?
Notas iniciais
Levi
Cheguei em casa ainda sentindo as dores nos ombros. Creio que o motivo era mais o uso consecutivo do computador do que uma noite de sono em posição errada... Afrouxei a gravata e vim desabotoando a camisa pra ficar mais à vontade. Já notei o cheirinho do jantar bastante atraente. Pelo visto Eren já estava esquentando a comida para nós. Mas ele não estava na cozinha.
— Eren...? – Chamei por ele. Olhei em seu quarto e só pude encontrar seus cadernos e livros escolares abertos na escrivaninha. Provavelmente devia estar estudando para as provas finais. – Ereen... – Logo a porta do banheiro se abriu, muito vapor saiu de lá. Nesse meio, surgiu o garoto.
— Ah, bem-vindo de volta, Levi! – Apenas com uma toalha lhe cobrindo, ele veio se aproximando com seu costumeiro sorriso. – Eu já deixei a comida esquentando.
— É, eu vi... Você... – Não pude deixar de olhar seu corpo. Agora, parando pra pensar, incrivelmente eu não o via sem camisa há um tempo, mesmo nós morando juntos. Nem nos nossos treinos de luta. Reparei que ele ficara mais encorpado. – Você deixou a comida no fogo e veio tomar banho? Isso foi muito irresponsável, poderia acontecer um incêndio. – Falei em tom de sermão.
— Ah, não, tudo bem. Estava tudo sob controle! – Ele mantinha-se super calmo. – Eu tomei um banho rápido, já que foi o meu segundo do dia.
— Oh... Você tomou banho duas vezes? Isso é raro.
— É que eu suei lavando o resto das roupas hoje e limpando a área de serviços...
— O quê? – Fiz um tom surpreso. – Você lavou a roupa e limpou tudo... sem eu pedir?
— Claro! Queria que Levi descansasse. Vi que você fez coisas pra caramba ontem...
— Oh... – Olhei-o com as pupilas dilatadas. Me encantava quando ele fazia tarefas de limpeza sem eu pedir. – Bom trabalho garoto. – Baguncei seus cabelos.
— Por nada não, é natural eu fazer isso, não é? – Ele falou em tom de óbvio.
— Hum... é, pode ser. Mas eu conheço a sua preguiça, por isso que me impressiono... Não é sempre que você toma iniciativa pra limpeza.
— Ah, eu tomo sim!
— Claro, claro... – Concordei com um tom irônico, logo voltando meu olhar para as partes nuas de seu corpo. – Hum, está ficando mais fortinho... – Comentei.
— Ah, isso... – Ele passou a mão no abdômen. – É que eu estou fazendo abdominais todo dia depois que volto da escola.
— É mesmo? Oh, então você seguiu o conselho que te dei meses atrás...
— Sim! Não é muito, mas... já está um pouco mais definido do que antes! – Ele falava com empolgação, do mesmo jeito que fez quando seu primeiro pelo de barba nasceu. Foi apenas um pra nunca mais. – Nee, Levi...? – Inconscientemente, acariciei seu rosto. – O-o que foi...? – Suas bochechas coraram.
— ... – Eu nada disse, pois ficara distraído com o seu corpo mais do que eu gostaria. Mas era inevitável... Esse menino conseguia me deixar distraído com mais facilidade do que as outras pessoas. Seja me irritando, seja me deixando preocupado, seja me acalmando... seja me deixando acalorado. Levei minha mão até seus cabelos úmidos e afastei-os da testa, olhando fixamente sua boca entreaberta.
Eren notou que eu ia beijá-lo, então já logo fechou os olhos e ficou esperando. Eu aproximei-me e uni nossas bocas. Com muita calma, pra não perder o controle. Movi meus lábios com destreza como sempre faço. Apenas queria beijá-lo de forma mais ardente do que o de costume, como um agradecimento por ele ter feito as tarefas domésticas hoje. O garoto já logo deixou sua boca aberta, o que me permitiu dar uma passada com minha língua por ali. Ele deu uma recuada ao senti-la. Provavelmente percebeu que desta vez eu vinha com mais vontade de saboreá-lo do que o normal. Na verdade eu não sei porquê eu fiquei assim de repente... Pode sim ter sido por ver o garoto agindo de forma prestativa, isso sempre mexe comigo. Pode ter sido o fato de vê-lo só de toalha agora... Pode ser que eu já estava inconscientemente com vontades... Pode ser que eu tivesse simplesmente enlouquecido por este breve momento...
Eu não entendo ainda muito bem o que esse garoto me causa. Mas é uma penca de sensações estranhas. É uma familiaridade absurda que eu sinto com ele, tanto um sentimento fraternal como um sentimento romântico. Era estranho... Vê-lo das duas formas me parecia perfeitamente normal, se analisar pelo lado emocional do meu cérebro...
Eu sentia uns desejos por ele de repente. Vontades de fazer coisas... Eu já estava a entrar nesse estado agora mesmo. Tentei dar uma controlada, mas ouvir sua respiração ficando mais pesada me atiçou. Quando dei por mim, já estava o prensando contra a parede, deslizando minhas mãos em seus braços e sentir seus pelos arrepiados.
Ele aguentou ficar beijando por mais tempo desta vez, não lhe faltara tanto ar como antes. Dei uma separada breve, fitando seu rosto.
— Wow... Está beijando bem agora. – Elogiei-o e ele deu um curto riso em meio ao seu estado já meio ofegante.
— Hehe... É que eu aprendo mais rápido... se tiver um professor bom...
— Oh, e posso saber quem é ele? – Fiz um tom irônico, logo começando a beijar-lhe o pescoço.
— Ahn... você já sabe quem é! – Eren deu uma estremecida ao sentir minha boca tocar seu pescoço desta vez. – Er... L-Levi... – Ele tentou mexer seus braços, mas como eu estava segurando-os, foi um movimento meio inútil. – Levi! A... a... – Ele dava umas vaciladas na fala quando eu chupava em sua pele. – A-a toalha...!
Quando ele disse isso, rapidamente soltei seus braços e levei minhas mãos até atrás dele... Senti claramente que não havia nada ali a não ser pele... sua toalha havia caído. Nessa hora, suei frio... pois na verdade eu não planejava fazer coisas... pelo menos não agora. Eu ia só dar-lhe um beijo mais ardente que o de costume, apenas isso, não queria fazer nada mais com ele. Mas saber que Eren estava completamente nu em minha possessão... Isso não ia terminar nada bem para a minha sanidade.
Respirei bem fundo, me controlando para não fazer nada desnecessário. O melhor seria parar por ali. Nesse ato, tanto eu quanto Eren sentimos um cheiro meio preocupante.
— Ué... – Eu pisquei várias vezes.
— Que cheiro é esse? – Perguntou Eren, ainda meio em transe por conta do beijo.
— Parece... queimado!
— Ah, droga! A comida!! – Eren logo se desesperou. – Levi! – Eu nem pensei, apenas corri até o fogão desligando todas as bocas acesas e logo abria as janelas. O garoto logo apareceu na cozinha também, segurando a toalha na frente das intimidades.
— Ah, cara... Q-queimou muito?
— Argh! Acho que sim... Pelo menos o fundo da panela... Mas parece que a parte de cima ainda dá pra comer. – Falei, meio aliviado e ao mesmo tempo batendo em minha própria testa, me sentindo culpado por ter nos distraído na hora errada.
— Ah, que bom... – Eren suspirou aliviado.
— É... – Olhei o garoto ainda nu ao meu lado sentindo aquela veia começando a pulsar. – Vá vestir alguma coisa, garoto! Antes que eu cometa um atentado aqui...
— Oh! – Eren me olhou com surpresa, arregalando bem seus olhos. – Caramba Levi... E-eu te deixei tão aceso assim...?
— Hunf. Cale a boa... – Lancei-lhe um olhar ranzinza. – Vá logo ou você vai ir pra escola segunda com um sapato enfiado na boca... e com meu pé dentro!
— Ah, ok! – Rapidamente ele correu até seu quarto.
~*~
Eren
Durante o jantar, notei que o Levi massageava muito seus ombros. Logo perguntei se estava com dores e ele assentiu. Então, ofereci-me para fazer-lhe uma massagem, como no outro dia em que Hanji, Mike e Erwin vieram em casa.
Ele ficou pensando no início, mas logo aceitou. Eu fiquei feliz com uma nova oportunidade de tocá-lo. Eu gostava de massageá-lo. Usaria bem essa chance para tentar ter uma noite boa hoje. Eu já nem escondia mais a vontade que tinha de fazer com ele de novo. Um pouco antes de eu dizer no parque que o amava, já estava querendo. Na nossa primeira vez eu nem senti direito como é que era, pois foi mais dor eu não pude prestar atenção em muita coisa... Agora queria sentir tudo com calma. E como era sexta-feira... Não tínhamos que acordar cedo amanhã... Penso que essa era uma boa oportunidade. Basta ele topar.
Bem, mas eu também compreendi que ele sentia uma culpa... não era por menos, afinal, nossa relação fraternal ainda existia o que tornava um possível romance algo incestuoso. Mas eu não via dessa forma. Pra mim parecia ser natural ver o Levi como... meu par romântico. Mas sem deixar também de ter o afeto fraternal por ele. Não sei se é possível ter os dois tipos de afeto ao mesmo tempo por uma pessoa, mas eu juro que sentia.
Farei o máximo para que ele se sinta confortável em prosseguir. E também tentaria provocar de novo. Já comecei vestindo um short mais curto que eu tinha, na verdade ele era um número menor do que o que eu uso, junto a uma camiseta simples de manga curta. Chegando em seu quarto, Levi já se encontrava sentado na beirada do colchão, mexendo em seu celular.
— Er... Levii...! – Chamei-o de forma tímida, encostando-me ao contorno da porta, tentando sem sucesso fazer alguma pose mais “sensual” para ele. Não deu certo primeiramente por eu não saber fazer, e segundo, por Levi nem ter me olhado, estava mais focado na tela do celular. – Tá lendo o quê aí...?
— Eu baixei esse aplicativo de conversar... Estou aprendendo a mexer. – Ele continuou não me olhando.
— Ah, um chat? – Saí da minha pose na porta caminhando até a cama.
— É! Isso mesmo... Hanji tem... Você também tem, não é?
— Aham! Mas por que resolveu criar isso do nada? – Perguntei curioso. Levi não era de usar muito da tecnologia pra fazer as coisas.
— Hum... Todo mundo tem e parece ser fácil de usar... Afinal, né? Você fica de conversinhas com a Hanji no meio da aula que eu sei.
— Hã?! Eu não converso durante a aula! Hum... talvez só um pouquinho. – Fui, enfim, sentando-me sobre sua nova e espaçosa cama de casal, engatinhando até o Levi. – Por quê? Tá com ciúme...? – Fiz um sorrisinho bobo e Levi logo respondeu seco.
— Claro que não. – Ele ajeitou os óculos. – Só me preocupo com seu desempenho nas aulas, aquela quatro-olhos pode estar te atrapalhando...
— Haha, você não pode mais chamá-la de “quatro-olhos”, Levi! – Fiz um tom travesso mexendo em seu aro com o indicador.
— Hunf. Eu não uso o tempo todo como ela.
— Mesmo assim... – Revirei os olhos e timidamente rocei as mãos em seus ombros. – E então...? Não quer que eu faça a massagem? – Perguntei agora fazendo uma voz inocente que fez Levi me fitar com a sobrancelha arqueada.
— Bem... Então faça, já que está insistindo. – Ele voltou sua atenção para a tela do celular, não saindo da sua posição na beirada da cama.
— Assim não! – Protestei. – Você tem que deitar.
— Hein? – Ele estranhou. – Que tipo de massagem vai fazer...? Você quer pisar em mim igual as japonesas fazem?
— Não! Er... quer dizer, se você quiser, eu não me importo de fazer...
— Não precisa. E minha tensão está mais nos ombros e pescoço, não há necessidade de eu me deitar.
— Por favor! Quero fazer uma massagem completa desta vez. Você vai gostar. – Fiz uma cara pidona, que em pouco tempo conseguiu convencê-lo.
— Ah... – Ele deu um suspiro. – Muito bem então. – Quando ele estava para se pôr na posição...
— Ah, pode ser sem camisa?
— Como é? – Novamente ele me olhou torto.
— Pra massagem fazer mais efeito.
— Hunf... Certo... – Ele logo deixou os óculos e o celular de lado, retirou sua camisa e se pôs deitado de bruços sobre o colchão – Satisfeito agora?
— Sim... – Abri um sorriso. Estalei os dedos, pronto para iniciar minha seção.
— Ah, concentre-se mais nesses pontos aqui perto do pescoço... – Pediu Levi apontando.
— Ok...! – Eu sentia meu coração acelerado... Mas várias piscadas, focando na minha tarefa agora. Levi cruzou os braços e deitou a cabeça sobre eles, logo fechando os olhos.
— Faça logo então. – Ordenou.
— Vou tentar... – E assim toquei primeiramente em seus ombros, apertando-os cuidadosamente. De novo, como se estivesse amassando um pãozinho. Levi suspirou mais aliviado. – Nossa, está mais tenso do que da última vez... – Comentei.
— Acho que a causa é usar demais o computador... Hanji acha a mesma coisa. – Explicou.
— Bem, e não dá pra maneirar isso, não é?
— Claro que não, é o meu trabalho. – Levi ergueu a cabeça e pegou seu celular novamente.
— O que está fazendo?
— Não terminei de adicionar as pessoas nesse chat, estou tentando lembrar os números dos celulares de cabeça... E acabei de lembrar o da Petra. – Levi continuava a configurar seu novo aplicativo.
— Hu? – Agora fui eu quem arqueou uma sobrancelha. – A senhorita Petra...? Por que vai adicioná-la?
— Ué. Eu preciso ter a minha secretaria também caso eu precise falar com ela... Não é óbvio?
— É... acho que sim... – Fiz bico, não parando a massagem. Continuei a apertar seus ombros, e vim chegando aos poucos até o pescoço. Levi sem querer deu uma estremecida sentindo minhas mãos em sua nuca. – Opa, desculpe...! – Ri, sem graça. – Eu esqueço que você é sensível aqui, não é...? – Fiz novamente um tom provocador, passando de leve a ponta dos dedos sobre sua nuca.
— Para, Eren! – Ele virou o tronco para me olhar com uma cara impaciente. – Não é pra ficar fazendo gracin... Mas que short é esse?! – Ele então finalmente percebeu minha vestimenta inusitada.
— Ué, é só um short.
— Como “só um short”...? Essa coisa parece ser da sessão infantil. – Comentou analisando-o.
— Mas é mesmo! Eu tenho faz vários anos, não se lembra dele...?
— Hunf... Mesmo assim... – Ele se deitou novamente. – Melhor você dar esse short. Tá muito pequeno. Já, já vai prender seu sangue.
— Há, esse aqui não me incomoda. – Falei rindo. – Isso porque você não viu a bermuda que eu estava usando lá no teste de muay thai. Foi o treinador quem deu, mas era mais apertado do que esse... – Agora comecei a fazer o tom manhoso... – Deu até um pouco de vergonha... Minhas partes ficaram meio salientes, sabe...?
— Oras... E... Por que não falou isso ao treinador?
— Porque eu prefiro quando o desafio fica mais difícil pra mim. – Expliquei.
— Hunf... Você é mesmo um pirralho estranho... Lutar numa roupa desconfortável não prova que você é melhor.
— Prova sim! – Fiz um tom claro de quem está querendo deixar o Levi zangado, era um tom que Hanji fazia constantemente.
— Você está me irritando, garoto. Pensei que Eren veio aqui pra me relaxar, não é?
— Claro! E você não está relaxando...?
— Hum... De corpo, mais ou menos, de mente, não.
— Desculpe te irritar, mas eu prometo te fazer sentir melhor agora... – E assim, fui descendo as mãos até as suas costas, focando em pressionar com mais força a linha de sua coluna e nas suas laterais, onde é mais macio. – Hein? Que tal agora? Não foi você que disse que eu tenho mãos boas?
— Humm... É... Agora está... bom... – Levi começara a dar murmúrios de alívio a cada aperto que eu fazia em suas costas. Resolvi ficar um tempo ali naquela área, já que era de seu agrado. Quando Levi parou de murmurar, eu abaixei um pouco mais as mãos até chegar à região perto do cóccix, que estava coberta pela calça.
— Está mais gostoso agora?
— Hm... é... você é bom com as mãos mesmo... – Levi agora mostrava uma voz mais suave, de quem finalmente relaxara.
Sem pedir permissão, desci mais ainda as mãos até ficarem sobre suas nádegas. Fiquei meio com medo de levar uma bronca por tocar ali, mas Levi continuou parado, sem dizer nada. Então dei de ombros e prossegui. Apertava de uma forma não muito inocente ali. Desta vez eu amassava um pão bem grande e rechonchudo. Um não, dois. Parece que levou um tempo até Levi se manifestar.
— Ei, por que está aí em baixo? Eu falei que a tensão estava aqui nos ombros, Eren.
— Foi mal... Eu... Eu disse que faria uma massagem completa... – Sem querer acabei dando um tapa ali. E não foi um tapinha fraco não. Foi um tapão bem forte, meio inconsciente. Quando notei o que eu havia feito, já era meio tarde. Levi deu um murmúrio de dor e logo se virou pra mim com uma cara furiosa.
— Oe... Eren! – Ele puxou a gola da minha camisa, fazendo nossos rostos se aproximarem para maior intimidada. – O que pensa que está fazendo?!
— Hm... D-d-desculpe, eu não ia bater, só ia... apertar. – Eu ri novamente sem graça.
— Hunf. Você acha que me engana, Eren?
— Hã? – Olhei-o com uma expressão confusa.
— Massagem... Short curto... Me apalpar descaradamente... Acha mesmo que eu não entendi o que você quer?
— S-s-sério...? – Comecei a suar bastante.
— Eu queria ver até onde você conseguiria chegar sozinho... Até que não foi tão mal. – Ele admitiu, virando-se e deitando de barriga pra cima, sem soltar minha gola. – Ouça... até que... me deixou com calor você falar uns detalhes da sua bermuda do muay thai... – Ele lançou-me um olhar mais sensual.
— L-Levi...? – Fiquei fitando seus lábios. Depois desse olhar que ele me lançara, eu fiquei louco para beijá-lo.
— Você quer muito, não quer? – O sopro de sua fala batia contra minha boca.
Mordi o lábio inferior, bastante nervoso. Será que ele permitiria? Ou apenas me mandaria voltar para meu quarto e dormir?
— V-você deixa...? – Perguntei timidamente, sentindo meus braços tremerem.
Levi continuou olhando meu rosto de forma indiferente, fitando mais precisamente a minha boca. Pela sua expressão não pude imaginar exatamente o que ele queria, por isso fiquei esperando sua reação... que não demorou muito. Levi lambeu os lábios e beijou a minha boca. Um beijo breve.
— I-isso foi um “sim”...?
— Cala a boca um pouco, Eren, você fala demais... – Ele voltou a me beijar de forma mais intensa. Eu gemi abafado sentindo novamente sua boca aberta junto à minha fazendo movimentos mais famintos. Eu logo ri internamente, aliviado e contente de ter ganhado sua permissão... Pelo visto... Sim, esta noite seria uma noite muito boa!
Senti a língua do Levi roçando lentamente dentro de minha boca. Estava com gosto de menta, de quem, além de escovar os dentes, chupou uma balinha. Com isso, penso eu se ele já esperava que íamos fazer....
— Levi... – Eu ia falando em meio ao beijo, mesmo que as palavras saíssem meio estranhas, ele conseguia entender. – P-posso... fazer mais uma pergunta...?
— Ah... O que é? – Levi também não parava o beijo. Até seria uma cena cômica de se ver, ambos conversando com as bocas juntas.
— Isso... Isso aqui... er... é que ia ser minha... recompensa do muay thai...? – Perguntei sem nem abrir os olhos, eu continuava ainda mergulhado na sensação do beijo.
— Hum... Talvez...! – Levi sugou minha língua de uma forma sexy. Eu gemi languidamente. Meu rosto foi esquentando mais e sentia meu coração acelerar.
— Mas... eu não passei no teste... – Minha voz saía em tom luxurioso.
— Agora... virou recompensa por... ter adiantado as tarefas domésticas sem eu pedir... – Sua respiração começava a ficar mais descompassada. Levi logo passeou suas mãos por minhas costas.
— Humm... ok então... – Também passeei minhas mãos pelo seu corpo, aproveitando pra poder sentir seu peito e abdômen que eu tanto invejava. Eram durinhos e bem definidos, nada exagerado. Ao mesmo tempo, Levi já veio subindo minha camisa para logo tirá-la e jogá-la do outro lado da cama. Foi o único momento que demos uma pausa no nosso beijo sufocante. Desta vez vi que foi bem intenso ao notar que Levi ficara sem ar. – Wow... até você ficou ofegante assim... – Dei um sorrisinho divertido.
— Hunf... É... Você ficou bom mesmo nisso... – Elogiou fazendo uma expressão provocadora. – Não é fácil tirar meu fôlego, sabia...?
Eu sorri e voltei a beijá-lo. Já estava me sentando em seu colo, com as pernas separadas, sentindo as mãos quentes dele descendo pelas minhas costas até entrarem no meu short, onde também apertou com força. Dei um alto murmúrio e gemi meio indiscretamente quando ele começou a lamber e beijar meu ouvido.
— Hum... Você tomou outro banho agora? – Perguntou Levi bem baixinho.
— Aham... – Respondi de forma meio avoada. Quando ele brincava com meu ouvido eu saía totalmente de sintonia. Acho que era um de meus pontos sensíveis, tal como a nuca para ele.
— Tomou três banhos hoje...? Queria tanto assim me agradar? – Ele veio descendo os lábios até meu pescoço espalhando vários beijos e chupões ali. – Então fique feliz... Você conseguiu. – Ouvir isso numa voz tão sedutora me excitou rapidamente.
— Hmm, Levi... – Novamente eu não conseguia me concentrar em fazer duas coisas em momentos como este. Notei agora que minhas mãos ficaram paradas por um bom tempo sem ações. Levi deve ter percebido isso, então logo se pôs sentado, mantendo-me em seu colo, e me fez passar os braços em torno de seu pescoço. Fiquei meio sem graça de parecer um inexperiente de novo.
— Até que está bem mais relaxado hoje... comparado à última vez. – Comentou ele. Olhei para o lado, envergonhado. Logo me estremeci ao senti-lo abaixar meu short, que deu uma entalada no meio das coxas. – Nossa... é menor do que eu pensei. Acho que você não o usará tanto, não é? – Sem avisos, ele rasgou o tecido facilmente, arrancando-o de meu corpo.
— L-Levi! – Arregalei os olhos. – Por que rasgou? Ainda dava pra usar sim! – Fiz um bico, sentindo o rosto mais corado.
— Huhu, vou comprar algo melhor pra você vestir... – Ele então lambeu um de meus mamilos, fazendo meus pelos todos se arrepiarem. Ao mesmo tempo foi abaixando minha boxer cuidadosamente. Confesso que senti mais vergonha agora, pois acho que estava mais molhado do que na nossa última vez. Sendo assim abracei o Levi com o intuito de esconder meu rosto. Não queria olhá-lo por enquanto. – Ué... Por que ficou tímido assim de repente? – Assim, ele removeu minha boxer e a jogou num canto qualquer do chão, logo tocando minha ereção. – Nossa... está bem molhado... todos o jovens tem reação forte assim também...?
— Humm... não diga essas coisas... – Eu ri de novo.
— Calma, eu vou ir mais suave desta vez, ok?
— Tá... – Mantive-me sentado em seu colo, com as pernas abertas, me sentindo bem exposto. Levi então abraçou-me e com uma das mãos começou a me masturbar. Eu gemi mais alto, sua mão estava quente. Fechei os olhos e pude agora me concentrar nas sensações com mais calma. O roçar dela sobre meu falo ia me enlouquecendo. Era tão bom quando ele fazia, me arrepiava inteiro e esquentava mais o local. Fui dando gemidinhos inconscientes, chamando por ele de vez em quando. Acho que isso também o excitava, pois vi sua pele das costas arrepiar-se cada vez que eu dizia seu nome.
Levi continuou espalhando beijos pela minha pele enquanto aumentava a velocidade do movimento. Sua mão subia e descia rápido... e mais líquido escorria da ponta, eu já sentia meu ápice chegar.
— Levi... E-eu vou... agora...! – Gemi mais alto e mais luxuriosamente, logo me desfiz, sentindo os jatos de sêmen melando sua mão e abdômen. Depois de relaxar, pude enfim afastar-me para fitar seu rosto. Ele nada disse, apenas sorriu de canto e lambeu todo o líquido branco de sua mão.
— Hum... – Lambeu os lábios me lançando um olhar mais promíscuo. – Você é bem rápido, não...?
— ...?! – Arqueei a sobrancelha. – N-não...!! É só que...
— Huhu... Você acha que eu ligo pra isso? – Ele depositou um beijo em minha testa. – Todo jovem é rápido, Eren...
— Hmm.... mesmo assim... Só Levi faz as coisas... Eu também quero fazer. – Saindo um pouco do transe, saí de seu colo e engatinhei um pouco mais pra trás agarrando o cós de sua calça. Levi fora pego de surpresa diante da minha atitude.
— Ei, ei! O que vai fazer??
— Eu não fiz absolutamente nada na última vez... fiquei só... recebendo. – Expliquei, logo abaixando suas calças até arrancá-las fora. – Achei que devia te dar prazer também. – Levi continuou a me olhar, mordendo os lábios, pareceu levemente nervoso.
— Bem... então faça... – Ele acariciou meus cabelos e com essa deixa, abaixei sua boxer dando de cara o membro meio rijo do Levi. Pisquei várias vezes, um tanto espantado com a visão. Na outra vez eu não havia visto seu membro tão de perto assim. Mas agora, eu estava prestando atenção... Era bem grande mesmo. Como esperado, ele não se excita tão rapidamente quanto um pirralho como eu, não é? Mas mesmo não estando com a pelinha pra trás, achei-o bastante suculento. Lambi os lábios e passei a língua bem devagar por todo o falo. Levi mordeu o lábio ao sentir. Por hora fiquei apenas lambendo, especialmente a ponta, sentindo o gosto do pouco do líquido que começava a escorrer. Tinha um gosto excitante... – Hmm... Eren... – Levi me chamou num tom mais gemido. Com isso, eu logo abocanhei seu membro inteiro de uma vez, até ele tocar o fundo na minha garganta. Levi por sua vez, deu um gemido de desconforto. – Ahhh, Eren! Não morde...! Vai devagar... – Ele agarrou meus cabelos com mais força.
— Desculpe... – Tentei dar um sorrisinho mesmo naquela situação.
— Não fale com a boca cheia também... – Levi então, retomou sua postura, e logo deu sua permissão. – Ah... Agora pode se mover...
Dito isso eu comecei a chupá-lo, mantendo os olhos fechados para maior concentração. Não sei se estava fazendo certo, só não usava muita força e controlava para não mordê-lo. Ao mesmo tempo sentia aquela coisa crescendo dentro da minha boca e ficando mais molhada. Isso me deixava doido... Quer dizer que eu lhe estava causando isso. Eu estava fazendo Levi ficar excitado também. Meu coração foi acelerando de novo.
Levou muito mais tempo do que eu, mas Levi também estava quase em seu ápice. Ele deu um gemido mais lascivo, arqueando levemente as costas. Logo senti seu membro dar uma contraída para logo lançar alguns poucos jatos de sêmen. Aquilo queimava mais do que eu pensei. Então rapidamente engoli tudo.
— Huumm... – Lambi os lábios, agora olhando a expressão dele. Levi estava bem mais ofegante e com o rosto levemente rosado. Era uma visão linda...! Fui engatinhando com meu sorriso travesso até beijá-lo na boca de novo. – Waw, é a primeira vez que eu vejo essa cara em você... – Comentei.
— C-cale a boca... – Ele desviou o olhar. Eu logo sentei-me em seu colo de novo, segurando seu rosto e espalhando vários beijos. Na bochecha, no nariz, na testa, perto dos olhos. Beijo era o máximo que eu podia fazer, mas Levi fizera uma carinha tão encantadora que me fazia querer era mordê-lo.
— N-não está sentindo nenhuma culpa, não é...?
— Hum... por enquanto não.
— Deixa eu fazer tudo desta vez? E-eu consigo!
— É mesmo? Hunf. – Ele deu um sorriso cheio de malícia. – Então quero ver. – Com um tom desafiador, ele logo se deitou de novo e ficou à espera. Eu mordi o lábio, levemente nervoso em “comandar” tudo. Só torcia pra não fazer nenhuma idiotice.
Levi
Eu estava até agora a me controlar bem. Não queria dar muito ponto ao garoto, mas o boquete dele foi o melhor que eu já senti. Notei que ele se deu bastante trabalho pra fazer direito, e conseguiu... Onde será que ele aprendeu? Bem, acho bom dar créditos a ele no final. Como eu já esperava, Eren é do tipo que aprende rápido.
E agora, ele queria ficar no comando. Fiquei meio com o pé atrás por achar que ele podia estar se referindo a ser o ativo. Mas depois vi que ele queria apenas fazer tudo para compensar a última vez, que não fez absolutamente nada. Mas, por mim, eu não ligava de fazer todo o trabalho. Até preferia, justamente por ele ser inexperiente nessas coisas ainda. Mas já que ele insistia, resolvi apenas ver no que ia dar, visto que Eren sempre acabava me surpreendendo.
Ele ficou ajoelhado, segurando meu membro, ao mesmo tempo que separava as nádegas, pronto para me fazer adentrar. Notei em seu rosto que ele estava ansioso, mas ao mesmo tempo receoso. Provavelmente se lembrava da dor aguda que sentira da primeira vez. Resolvi deixá-lo confortável.
— Eren, relaxe. É sempre na primeira que dói mais. Agora não vai doer tanto... Eu prometo, tá? – Falei no tom mais suave que consegui naquele momento, acariciando seu rosto. Ele logo sorriu.
— Ok...
— Você está no comando, então pode fazer o seu próprio ritmo.
— Certo. – Ele foi ficando mais confiante. Mas para que ele não sinta tanta dor ele tinha que fazer algo antes.
— Eren... Não está esquecendo de nada?
— Hã...? – Ele logo me olhou pensativo. Eu percebia pelo seu rosto já bem corado e sua respiração descompassada que ele já queria introduzir logo, mas era melhor ter mais paciência. – O quê...?
— É bom você dar uma preparada antes.
— Ah... E-entendi... – Ele ficou pensativo... – Faz isso pra mim?
— Eh?
— Por favor...!
— Hunf, não é você que queria fazer tudo?
— S-só isso aí... acho que você é que faz melhor... – Ele deu um sorrisinho todo tímido. Eu não entendia mesmo esse menino, cada hora queria uma coisa, era muito indeciso.
— Muito bem então... – Continuei deitado em minha posição, apenas masturbei o garoto mais um pouco. Ele logo começou a gemer só com isso. – Não é pra gozar, hein. – Alertei, eu só precisava melar bem os dedos com seu líquido. Eren fazia um bom esforço para não ejacular, mordendo o lábio e arqueando as costas.
— Ahnn... é meio difícil... – É. Garotos na idade dele eram mesmo muito sensíveis quanto a contatos sexuais. Parece ser impossível, para eles, segurar... Mas foi o suficiente, pude lubrificar bem meus dedos e logo os levei até sua entrada. Eren, inconscientemente deu uma empinadinha pra facilitar e apoiou as mãos em meus ombros. Afastei suas nádegas e introduzi lentamente um dedo apenas, atento às expressões dele, caso ele sinta alguma dor. Desta vez ele não sentiu tanto incômodo, pois sua cara e murmúrio foram quase de deleite. – Ahmm... é bom...
— Hum, que ótimo então. Vou colocar outro... – Ao introduzir o segundo dedo ele estremeceu, então logo parei. – Dói?
— N-não... só é estranho... – Ele manteve os olhos fechados e sua boca entreaberta, vários baixos gemidos escapavam dali. Vagarosamente introduzi totalmente o segundo. Eu mesmo começava a me sentir com mais calor ao ver as caras que ele fazia. Comecei a mover os dois dedos dentro dele com calma para ele se acostumar. Eren gemeu mais deleitosamente. Eu fui explorando o estreito canal, apertando vários pontos lá dentro. Se eu bem me lembrava, o lugarzinho que ele gostava era bem... – Ahhh, aí!! – Eren arqueou-se.
— Oh... encontrei...! – Eu não conseguia tirar os olhos de seu rosto, ele estava bem sexy. – Está sentindo aqui? – Pressionei novamente naquele ponto e ele delirou.
— T-tô...
— É a sua próstata que estou tocando. É a parte mais sensível no homem... Você estudou isso, não é?
— E-eu... a-acho que sim... Mas não sabia que essa é que era... – Ele já não conseguia falar muito. Via como ele já estava louco só de sentir meus dedos, e parecia pronto pra ser penetrado por algo mais... avantajado. – Levi... Eu quero... agora!
Assim, removi meus dedos de dentro dele. Eren, impaciente, posicionou meu pênis em sua entrada e foi se abaixando, bem lentamente. Ele não deixava de gemer alto a cada centímetro que adentrava. Mesmo eu, mordi o lábio, controlando meus sons, dentro dele, mesmo relaxado, continuava sendo um lugarzinho bem mais estreito do que uma vagina. E contría... contraía direto, quase esmagando meu membro.
— Ahn... Eren... – Minha respiração ficara mais intensa. Eu só dei uma enlouquecida a mais quando ele se sentou totalmente e logo parou por uns segundos para acostumar com o volume de novo. Dei uma olhadinha ao redor pra ver se não havia sangrado nem nada, mas parece que a penetração correu bem. Continuei deitado apenas esperando dar o tempo dele, até que começasse a se mover.
Eren
Agora eu estava ofegante. Quase havia me esquecido o volume que aquilo me ocupa. Era mesmo muito grosso... Espero me acostumar logo com isso pra não precisar de toda essa preparação numa próxima vez. Fiquei com as mãos apoiadas sobre seu peito e mantive os olhos fechados o tempo todo, concentrado na sensação. Era meio incômodo, mas de certa forma me deixava arrepiado.
Não doeu tanto como da primeira vez e deslizou com mais facilidade pra dentro. O que foi bom, não precisei esperar e nem sofrer tanto pra começar a me mover. Nem avisei ao Levi, apenas empinei um pouquinho o traseiro para logo sentar-me de novo. Levi deixou escapar um gemido mais audível, e logo tapou a própria boca. Eu olhei-o com os olhos brilhando.
— Ah... Levi... Você gosta de sentir isso? – Assim, comecei a fazer o movimento ficar mais frenético e mais rápido. Levi não conseguiu responder, apenas desviou o olhar com as mãos ainda na boca. Levou um tempo, mas eu rapidamente deixei de sentir aquele incômodo de estar sendo muito alargado. Agora eu levantava e sentava, sentindo apenas a delícia que era o roçar de seu membro dentro de mim, acertando quase sempre naquele ponto que Levi dissera ser minha próstata. – Owwn, Levi... L-Levi... Ahh, isso é tão... – Agora eu entrara totalmente em transe. Nem ligava de parecer uma daquelas garotas de filmes pornográficos na frente do Levi. Afinal, creio que agora eu gemia quase tanto quanto elas. Até pendi a cabeça pra trás, apoiando uma das mãos na coxa dele. Com a outra, comecei a me masturbar.
— Argh, Eren, não faz assim... que eu fico... louco...! – Levi pareceu ter perdido um pouco a cabeça também, pois começava a falar coisas sem se importar de parecer muito depravado. Ao mesmo tempo, ele passou as mãos em minhas coxas, apertando-as. Eu via seu pescoço descoberto e fiquei tentado, lembrando que ele havia me marcado da última vez. Assim, não parando os movimentos, fui aos poucos me inclinando.
— Levi... Eu posso... te marcar desta vez...?
— O quê...?! – Nem esperei ele dar sua permissão. Eu estava em estado de êxtase, então não estava ouvindo muita coisa... Só perguntei pra ser educado. Eu simplesmente abocanhei seu pescoço, chupando com gosto. – Argh, e-espera pirralho...! Ahh... – Levi então gemeu mais ao sentir meu chupão. Sugava com bastante força, vez ou outra dava uma mordidinha. E ele continuava a enlouquecer. Vê-lo nesse estado me fez chegar próximo ao orgasmo.
— Levi... Eu já tô quase... chegando... – Tentei segurar mais, mas não deu. Gozei tudo que tinha dando meu mais prazeroso gemido. E desta vez sujei tudo, o corpo do Levi e o meu. Até um pouco de seu rosto. Minha visão até ficou levemente embaçada... E parei um pouco pra respirar. Sentia meu coração muito agitado... Mas logo vi que Levi ainda não havia gozado. Ele ficara apenas deitado ainda, também tentando retomar o fôlego. Então, apoiei-me melhor nele e fiz mais alguns movimentos de sobe e desse até que ele finalmente se sentisse no ápice. Ele apertou os olhos a cada estocada, já eu mantive os meus bem abertos para ver suas expressões sexuais. Poxa, se meu celular estivesse perto até tiraria uma foto.
— Humm... Agora eu vou, Eren...! – Ele deu uma boa arqueada nas costas e eu pude sentir aquele líquido quentinho me preenchendo. Era uma sensação tão boa... Até revirei os olhos na hora.
— Ohnn, Levi... – Lambi os lábios e assim retirei seu membro de dentro de mim, logo me jogando ao lado dele, deitando de barriga pra cima. Aos poucos nossa sanidade ia voltando. Apoiei a mão em meu peito, pra ver se meu coração logo se acalmaria. Foi muita adrenalina de novo. Eu sentia meu corpo fervendo, talvez precisasse de uns três baldes de água fria pra me esfriar.
Pudemos então perceber o silêncio que estava o quarto, tirando é claro, o som das nossas respirações pesadas vagarosamente voltando ao normal. Eu virei o rosto para Levi, que se encontrava de olhos fechados e sobrancelhas juntas.
— Ei... – Ele se pronunciou primeiro. – Você está bem aí?
— Aham... – Fiz que sim com a cabeça. – Levi... C-como eu fui...?
Ele então me olhou, deixando o suor escorrer por seu rosto, logo dando um riso.
— Hum... Nada mal, garoto... – Ele arfava no meio da fala, assim como eu. – Você foi bem... Conseguiu me tirar o ar assim... – Ele afastou a franja de minha testa. – E se manteve acordado desta vez...
— Acordado...?
— Não se lembra...? Na primeira vez... Você caiu no sono... assim que terminamos...
— É...? – Fiz um olhar surpreso.
— Hunf... Eu não esperava menos... Crianças tem muita energia, mas ficam exaustas mais rapidamente também... – Ele riu.
— Hum, eu não sou... criança...!
— Ok... Continue pensando assim... – Ele riu, logo dando tapinhas com a palma da mão em minha testa. Quando eu era mais novo ele dizia que era demonstração de carinho, mas doía um pouco.
— Para... bobão! – Mostrei a língua.
— Mostre a língua de novo assim... pra você ver o que eu faço... – Ele falou em tom desafiador. Sendo assim, logo mostrei de novo e Levi se arrastou mais perto, abocanhando e sugando minha língua.
— Hummm...! – Dei um último gemidinho e rapidamente abri a boca para beijá-lo de novo. Eu e Levi novamente nos beijando de forma ardente, deitados nus sobre uma enorme cama de casal. Separamos mais brevemente agora, devido ao nosso cansaço. – Você não liga de dormirmos assim...? – Fui me aninhando sob seu braço.
— “Assim” como?
— Ahn... s-sujos assim...
— É claro que eu ligo!
— Ué? Então... vai obrigar a tomarmos banho...? – Já fiz uma expressão mais exausta imaginando ter que sair daquele singelo conforto da cama para ter o trabalho de tomar uma ducha logo após um sexo.
— Hum... Não. – Ele foi breve.
— Hu? Não?
— Ora... Eu já deixei passar na outra vez... – Ele, ajeitando as calças, levantou-se da cama e foi até o armário. Logo trouxe para a cama uma par de edredons de solteiro. – Se for você... eu não me importo tanto. – Ele estendeu um deles sobre mim, e logo se ajeitou no outro.
Dito isso, eu abri um largo sorriso e o abracei.
— Aww...
— É, mas agora estamos ambos bastante suados, vamos ficar um pouco desencostados.
— Ah, tudo bem. – Assim, me afastei, vindo para o meu lado da cama e Levi fez o mesmo. – Mas depois... durante a noite eu posso te abraçar?
— Pode... – Ele foi se ajeitando melhor até ficar devidamente pronto para dormir.
— Posso te dar um beijo?
— Sim. – E assim, dei uma inclinada e demos um selinho. Nosso último beijo antes de dormir. – Eren...
— Hu?
— E você? – Ele desviava o olhar. – F-foi bom pra você desta vez? – Diante da pergunta eu logo ri. Parece que ele ficou preocupado se eu havia sentido dor.
— Foi... Muito bom... Uma das melhores sensações físicas que já tive!
— Huhu... Mas não doeu desta vez, né? – Ele acarinhou meu rosto e eu fiz que não com a cabeça. – Hum... Ainda bem. – Ele deu um suspiro aliviado e logo se voltou para o seu canto. – Boa noite, Eren...
— Boa noite, Levi... – Me aconcheguei mais ao meu edredom. Agora eu já sentia mais frio... Bem, ainda mantínhamos o política de cada um ter sua própria coberta, pois eu mesmo sei que roubaria dele durante a noite se usássemos o mesmo. Olhei Levi sentindo-me quase pegar no sono. Eu estava exausto, mas quis falar uma última coisa... – Eu te amo...! – E assim, fechei os olhos, sorrindo. Eu não esperava por uma resposta, apenas gostava de falar isso a ele.
— Eu também...
Levou um tempo até eu perceber que ele havia me respondido. Foi quando caiu a ficha que eu abri os olhos rapidamente e me coloquei sentado, olhando surpreso para o Levi.
— O-o-o q-quê?! Que foi que você disse?!
Levi apenas virou para o lado.
— Levii!!! – Fiquei chacoalhando ele. – Repete o que você disse! – Senti meu coração, que havia acabado de se acalmar, acerando de novo.
Ele se afundava mais ainda no travesseiro.
— Por favor! Olha pra mim!
— Eu estou dormindo.
— Mentiroso!!
Fale com o autor