Redenção

4 Capítulo 03


Notas iniciais
Boa noite galerinha, ANTES DE LEREM O CAPÍTULO VAMOS CONVERSAR. Peço desculpas pelo Caps, mas vocês tem uma mania inquietante (Para o autor) de pularem as notas inicias, como maioria alegam que é por entusiamos eu fico "ok" com isso, mas o que vim conversar com vocês agora não é sobre isso. Como muitos sabem essa fic não era regular até semana passada quando encerrei uma outra fic minha, tenho essa mania de ter sempre uma substituta, o que acho interessante e um pouco decepcionante é que enquanto ela não era regular eu tinha muito comentários, e MP falando sobre ela, a quantidade de comentários do capítulo 02 quando comparada ao do 01 (Quando ainda não era regular) me deixou um pouco decepcionada, não sou de cobrar comentários, não gosto disso, nem sou de me fixar em números, mas como autora eu preciso de um feedback e se eu tenho 29 comentários em um capítulo e no seguinte tenho apenas 09 isso me diz que talvez a fic não esteja mais agradando, ela está apenas no começo, o que indica que está em fase de teste, não me levem a mal, mas uma caída tão brusca me indica que não estão satisfeitos com ela como regular, e no momento eu vou ter que parar com algumas fic por questão de disponibilidade de tempo, sendo assim vou ter que repensar em quais mantenho, agora me digam vocês... Vale a pena eu gastar a pouca quantidade de tempo que terei focando nessa fic junto a Felicity's Secrets em vez das outras? A bola está com vocês. Saibam usa-la.


Subi as escadas emitindo um suspiro de alivio quando parei em frente à porta do apartamento que agora eu tinha passado de chamar de meu. Bem, meu e de Oliver Irritante Queen, mas estávamos conseguindo de certa forma levar as coisas por enquanto, já estávamos completando um mês que dividíamos o apartamento e até o momento apesar de nossas brigas que nunca pareciam ter fim conseguimos mantermos um ao outro vivo. Até o momento eu tinha que lidar com a divisão de tarefas que não tem sido nenhum sacrifício para mim, e as visitas femininas que infelizmente eram bastante constantes, todos os dias pela manhã eu tinha que ver alguma loira qualquer de longas pernas desfilando até a saída, quase todas sem amor próprio e faziam as mesmas cenas lamentáveis que incluíam excesso roçar de corpos, beijos famintos e biquinhos, elas nunca entendiam quando ele dizia não, não entendiam que para Oliver uma vez com elas eram o suficiente e quase sempre me lançavam um olhar de ódio como se fosse eu que as tivesse expulsando, eu adoraria fazer, mas até que meu pai desse as caras eu não podia arriscar ter Oliver me expulsando do apartamento.

Meu “adorável” pai tinha falado algumas poucas palavras comigo através do telefone, maioria incluíam “Nos vemos em breve” e “Tenha paciência”, mas minha paciência estava se esgotando, assim como meu prazo para voltar para as aulas, eu não queria e não podia abandonar a faculdade, e nem de longe estava ansiosa para trancar o semestre, eu adorava trabalhar com Barry no boliche, mas eu estava ansiosa para ir embora. Eu precisava.

Abri a porta tão silenciosamente quanto podia, sabia que a essa hora Oliver devia estar trancado em seu quarto realizando mais uma vez uma de suas proezas sexuais. Ele era um estúpido, idiota e irritante o que me faz pensar que ele deve ser muito quente na cama para manter tantas garotas em volta. Parei em brusco quando escutei os gemidos e vozes sem fôlego, as luzes da sala estavam desligadas, mas eu podia identificar o corpo de Oliver se movendo devido à fresta de luz que o corredor de fora proporcionava, engoli em seco notando suas costas se arquear, seu corpo movia-se com ímpeto, descia e subia arrancando mais e mais gemidos da mulher abaixo de si, tudo que eu podia ver dela era suas coxas separadas pelo corpo masculino que a cobria, ele sequer havia tirado sua calça por inteiro, estava em volta de seus tornozelos, respirei fundo ao notar que impulsionava com mais dureza que o ato fez com que minha respiração acelerasse, ao escutar a voz feminina murmurar de forma incoerente e chamar seu nome, minha perplexidade e para minha vergonha minha excitação foi substituída pela mais pura irritação. Agora eu estava furiosa, uma coisa era ter que lidar com sua dose diária de garotas se esgueirando pelo apartamento tão logo amanhecesse o dia, outra completamente diferente era chegar do trabalho cansada e ter que ver Oliver em pleno ato sexual, oh infernos eu estava furiosa sim, ele sequer havia percebido que a porta ainda estava aberta, sim eu estava furiosa, mas ainda assim fui capaz de friamente tomar uma respiração silenciosa, e caminhar em passos suaves até o interruptor mais próximo, Oliver gostava de show, então ele teria o seu., com antecipação deslizei meus dedos pelo o interruptor e ascendi as luzes os surpreendendo.

– Cachorro! – Gritei em falso tom de mágoa. Ele ergueu-se assustado, ajeitando suas roupas, a garota apenas uns poucos anos mais velha do que eu me encarou totalmente envergonhada e assustada. – Oliver como você pôde fazer isso conosco?! – Perguntei em tom choroso. – Como pode trazer outra mulher para nossa casa?

– Mas que diabos... –Começou atônito, ergui a mão de forma exagerada o interrompendo, lágrimas desceram pelo meu rosto o deixando perplexo, com o canto do olho percebi que a garota agora estava sentada ajustando suas roupas. – Você não pensou em mim? No quanto me magoa... Oliver você não pensou em nós? Em nosso bebê? – Sua expressão se petrificou em choque enquanto mais lágrimas desciam pelo meu rosto, passei uma mão em meu rosto as limpando de forma descontrolada enquanto a outra se acomodava em meu ventre.

– Você vai ser pai? – A mulher perguntou atônita e deixando certo repúdio transbordar em sua voz enquanto o encarava, sentei pesadamente ao seu lado enquanto o encarava desconsolada.

– Oh meu Deus vou ter que criar nosso bebê sozinha!! – Cobri meu rosto com ambas as mãos.

– Eu sinto muito. – Escutei a voz feminina murmurar em tom de desespero enquanto se erguia, voltei a encara-la limpando novamente as lágrimas. – Eu não sabia que ele tinha alguém...

– Você destruiu uma família! – Gritei a assustando e voltando a chorar, ela saiu apressada repetindo uma e outra vez que sentia muito. Observei a porta ser fechada com um barulho estrondoso devido a sua pressa. Sorri olhando para porta e encarei Oliver que ainda me encarava perplexo. – Boa noite. – Murmurei sorridente erguendo-me do sofá com ânimo, percebi tardiamente que tinha sentando no local que eles estavam transando e senti ânsia de vômito, mas o sucesso com que eu tinha me livrado desse pequeno problema conseguiu deixar minha mente mais calma, porém pude dar apenas uns poucos passos até que senti sua mão forte circundar meu braço e me girar de forma que encarasse olhos furiosamente azuis.

– Qual é o seu problema? – Perguntou em tom irado que teve o poder de trazer à tona toda a irritação que estava lentamente se esvaindo, agora ela tinha voltado de vez.

– Qual o meu problema? – Repeti tomada pela fúria. – Qual inferno é o seu problema Oliver? Você não consegue ter suas calças elevadas até chegar à porra do seu quarto? – Seus olhos piscaram surpresos com o quanto eu estava furiosa, talvez ele tivesse pensado que por eu ter feito o pequeno show estivesse levando tudo na brincadeira, mas o inferno que era assim. – Dividir esse apartamento com alguém que se nota não tem qualquer respeito por qualquer outra pessoa que não seja ele mesmo, ou inclusive até mesmo ele já não é um dos meus sonhos, ter que chegar em casa e presenciar esse seu exibicionismo não é algo pelo qual eu vou rir e contar piadas, eu não quero que você pare de transar com seu adorado fã clube, eu apenas não quero ter que ver isso!

– Então você sai por ai dizendo que está grávida? – Indagou seu humor estando além da irritação. – Você tem ideia que amanhã na academia esse rumor já vai estar a mil? – Soltei uma risada sem humor.

– Tenha dó, só você para achar que alguém na academia realmente acreditaria que eu teria transado com você. – Retruquei. – Você pode se achar irresistível campeão, mas não é. Eu tenho gosto melhor do que o prostituto da academia. – Observei sua mandíbula rígida e percebi que havia ido um pouco longe, ia pedir desculpas quando ele deu um passo se aproximando, seu ar ameaçador fazendo com que eu desejasse dar um passo para trás, mas resisti à vontade negando-me a demonstrar qualquer fraqueza.

– Você tem razão princesa. – Falou em tom lento e ainda assim incapaz de ocultar a raiva por trás. – Ninguém acreditaria que você abriu as pernas para o prostituto aqui, você sabe por quê? – Perguntou sem esperar resposta. – Por que todos aqui a chama pelo carinhoso apelido de princesa de gelo, tão frígida que até mesmo eu o prostituto da academia seria incapaz de conquista-la, mas advinha só princesa, você pode tentar enganar a si mesma, mas eu poderia muito bem derreter esse gelo, mas a questão é: Eu não quero. – Seus olhos passearam pelo meu rosto com desdém. – Boa noite princesa, espero que o que tenha visto tenha sido o suficiente para te ajudar quando precisar usar um pouco sua própria mão. – Evitei fita-lo, pois tinha certeza que acabaria prolongando ainda mais essa discussão, limitei-me a cerrar os dentes contendo minha profunda irritação. Seu corpo se aproximou ainda mais do meu enquanto seu fôlego esquentou meu ouvido à medida que sussurrava as seguintes palavras. – Use um pouco a imaginação, imagine que são meus dedos e não os seus que a toca no local que mais me necessita, imagine que é você e não ela que estava agora pouco em baixo de mim, talvez assim você deixe um pouco do seu título de lado e descobre que ser o prostituto da academia não é de todo ruim.

O observei se afastar com os ombros tensos mostrando que ele ligava mais para a forma como eu havia o chamado do que queria demostrar. Saber que eu era chamada de princesa de gelo por pessoas com que eu mal conversava não era algo que tinha conseguido atenuar minha irritação, mas eu era completamente ciente de que chama-lo de prostituto não de forma brincalhona, mas com voz impregnada de raiva tinha sido algo que deveria ter evitado, nossa convivência sem dúvida nenhuma irá piorar.

POV SARA

– Roy! – Chamei-o assim que ele entrou, ele me dirigiu um olhar confuso e se aproximou do balcão. Eu estava falando no celular o sustentando com um ombro enquanto manuseava o tablet.

– Sara... O que você está fazendo aqui? – Perguntou curiosidade. – Hoje não é...

– Meu dia de folga? – Completei enquanto aguardava o incompetente do outro lado da linha procurar por seu supervisor. – Eu também achei, mas Diggle precisou sair às pressas e me deixou responsável. Roy você pode cuidar da turma dele hoje?

– Eu também sou da turma dele Sara. – Protestou. – Muitos estão ali há mais tempo...

– Eu sei. – Suspirei. – Eu preciso apenas que você siga esse roteiro de exercícios que ele passou. — Apontei para a folha no balcão.

– O que aconteceu? – Perguntou preocupado.

– Agora? – Olhei para o tablet com horários e anotações, eu tinha chegado há apenas meia hora, mas tinha verificado o bloco que Diggle deixou com instruções e rapidamente me organizei. – Temos um equipamento quebrado, eu estou fazendo algumas ligações para saber se eles podem mandar alguém para verificar isso, também preciso arranjar algum substituto para Diggle nos treinamentos pela parte da tarde, o vestiário masculino está inundado por que vocês são uns porcos e temos alguns ventiladores quebrados lá em cima também, fora isso...

–Eu estava falando sobre Diggle. – Interrompeu-me. – Ele volta hoje?

– Lyla precisou ir ao hospital, ele vai ficar com ela enquanto tiver a suspeita de aborto. – Murmurei com pesar. – Você pode ficar com a turma de Diggle sim ou não?

– Sim. – Suspirou. – Mas estou avisando que ninguém ali me respeita, eles não vão aceitar ordens de um novato.

– Seja um homem Roy, não um garotinho que precisa que eu o pegue pela mão. – Murmurei. Ele me lançou um olhar irritado e pegou a folha de papel com um movimento brusco, logo se afastou. Percebendo que estava sendo mantida de molho desliguei o celular com raiva e coloquei junto com o tablet em cima do balcão. Desviei meus olhos da tela apagada e observei Felicity descer as escadas com a cara fechada e passos firmes. – Ei! Aonde você vai? – Perguntei quando ela passou direto por mim. – Um bom dia seria bom... – Murmurei com humor ao notar que ela voltava, mas seu semblante não se alterou, seja lá o que tivesse acontecido hoje não teríamos a Felicity simpática que conhecíamos. – O que aconteceu?

– Eu não aguento mais ele. – Murmurou após um bufo pouco feminino. – Ele é irritante, estúpido, nojento, eu odeio ele, honestamente não sei como diabos vocês conseguem atura-lo. – Deu meia volta tomando seu destino, mas parou bruscamente e virou-se me encarando, eu a encarava pasmada com sua raiva. – A propósito, princesa do gelo não é nem um pouco original. – Murmurou antes de dar as costas por definitivo e continuar seu trajeto.

– Ei volte aqui. O que aconteceu?! – Gritei tentando entender que merda Oliver havia feito dessa vez.

– Ela está furiosa não é mesmo? – Uma morena perguntou com um sorriso contente, estava ansiosa por uma fofoca.

– Eu te conheço? – Perguntei não muito aberta a sua conversa.

– Eu sou Iris. – Respondeu não percebendo que minha pergunta não havia sido uma abertura e sim apenas retórica. – Eu estou aqui há uma semana, mas eu sei por que ela está zangada.

– Mesmo? – Cruzei os braços encarando-a sem paciência. Mais uma vez ou ela era estúpida ou realmente não entendia que eu não queria conversa.

– São os hormônios. – Sorriu. – A gravidez...

– Felicity está grávida? – Perguntei atônita.

– Sim. Minha amiga também não sabia disso, por isso ela aceitou subir ao apartamento de Oliver, mas Felicity os flagrou, ela ficou furiosa quando viu o pai do seu bebê com outra. – Murmurou. Suspirei percebendo que eu havia perdido muita coisa dessa conversa, mas o principal eu já tinha entendido.

– Vá embora. – Ordenei. – Procure um instrutor e não repita essa história por ai, Felicity não está grávida, e muito menos de Oliver.

– Mas...

– Vá! – Repeti. Ela deu de ombros e se afastou, observei com interesse o próprio Oliver se aproximar.

– Bom dia. – Murmurou sentando em uma das banquetas em frente ao balcão, não respondi seu cumprimento apenas o olhei brevemente antes de dar um tapa na parte de trás de sua cabeça o surpreendendo. – Ai! O que deu em você?

– O que você fez para Felicity estar irritada? – Perguntei sem rodeios.

– Nada. – Respondeu. – Ai Sara! – Reclamou quando voltei a batê-lo.

– Você é um lutador, aguenta mais do que isso. – O recriminei. – Quero saber por que ela saiu por aqui furiosa e por que diabos eu tenho um projeto de líder de torcida dizendo por ai que ela está grávida de seu filho.

– Por que Felicity disse isso. – Retrucou. – Como ela ainda está furiosa? Aconteceu ontem à noite, vocês mulher são muito sentimentais.

– O que aconteceu ontem à noite Oliver? – Perguntei preocupada. – E como assim Felicity falou que estava grávida?

– Por que ela é louca. – Murmurou exasperado. – Você precisava ver, tinha lágrimas de verdade nos olhos! – O observei por alguns segundo enquanto o analisava.

– Eu não estou entendendo absolutamente nada do que você está falando. – Confessei. – Vamos por partes, primeiro eu quero saber o que você fez, por que eu tenho certeza que você fez algo.

– Eu estava com alguém. – Confessou.

– E? – Perguntei ainda sem entender. – Não é como isso fosse uma novidade.

– Eu estava transando... Na sala. – Completou hesitante. – Pare de me bater! – Reclamou segurando meu pulso antes que eu pudesse chegar a toca-lo.

– Você é um idiota. – Falei baixando minha mão.

– É eu escutei isso. – Retrucou.

– Você tem um quarto Oliver, use-o. – Falei. – Você divide o apartamento com ela agora, tem que haver limites. Você gostaria de encontra-la no sofá com o nerdezinho que vem deixa-la todos os dias?

– Ele vem deixa-la todos os dias? – Perguntou estreitando os olhos.

– Esse não é o ponto. – Reclamei. – O ponto é privacidade, regras de convivência, ela não quer estar aqui Oliver, e definitivamente ela não quer ver seu traseiro enquanto você fode outra garota. – Ele cerrou os dentes enquanto desviava seus olhos. — Você vai pedir desculpas.

– O inferno que vou! – Protestou. – Ela me chamou de prostituto da academia.

– Eu já te chamei de prostituto uma vez. – Dei de ombros.

– Você é a responsável por ela achar isso? – Perguntou incrédulo.

– Não?! – O encarei sem paciência. – Talvez o desfile de garotas sem cérebro e com seios abundantes tenha sido o responsável.

– Quando você me chamou era uma piada. – Retrucou. – Você falou com humor, estava me provocando, mas ela estava irritada.

– Claro que ela estava irritada, com motivos. – Murmurei. – E deve ter sido por isso que o chamou assim.

– As pessoas são completamente honestas quando estão irritadas Sara. – Ressaltou. – Ela realmente acredita. – Só então percebi qual era o problema dele. Suspirei observando sua expressão de desânimo.

– Isso o incomoda não é mesmo? – Perguntei alcançado sua mão. – Que Felicity pense dessa forma em você.

– Não era para incomodar. – Murmurou em retorno. – As únicas pessoas com quem eu deveria me importar já morreram, fora você. – Suspirei enquanto refletia sobre nosso passado. Eu conhecia Oliver há muito tempo, ele sempre foi meu amigo, meu protetor, tínhamos um ao outro, éramos uma família. Oliver tinha perdido duas pessoas, eu era tudo o que restou. Sua mãe morreu lentamente consumida pela bebida a qual se segurava como um bote salva vidas, mas era a sua segunda perda que mais o deixava quebrado, Oliver tinha uma irmã, alguns anos mais nova que ele, seu nome era Thea, ele cuidava dela muitas vezes assumindo papel de pai, mas nada que ele tenha feito pôde evitar que ela tivesse morrido de maneira tão trágica, ele jamais conseguiu se perdoar por isso, ele fez muitas coisas pesadas depois que isso aconteceu, apenas a luta teve o poder de deixar sua mente sã e evitar que ele acabasse apodrecendo em uma prisão depois do que ele havia feito. – De qualquer jeito eu não sou nada melhor do que ela pensa mesmo. Na verdade sou pior.

– Oliver já passamos por isso. – Falei em tom brando. – Temos que deixar tudo isso para trás, eu sei que você se acha que você é um pária, mas você não é, você é uma boa pessoa, que fez escolhas erradas, muitas das quais foram guiadas pela dor, mas você tem que deixar o passado onde ele tem que ficar: No passado. – Ele meneou a cabeça em discordância. — Se você se importa com o que Felicity acha ou deixa de achar sobre você, isso é um sinal de que você precisa se dar uma chance.

– Eu não quero me envolver com ela. – Falou com brusquidão tirando sua mão de baixo da minha. Meneei a cabeça sabendo que sua teimosia seria um grande problema. – Você entendeu errado, eu não me importo com Felicity, não desse jeito.

– Está bem. – Concordei apenas para deixa-lo mais tranquilo. – Eu não estou dizendo para vocês dois serem melhores amigos, quero apenas que não faça a estadia da garota mais difícil do que é. Entendeu? – Ele assentiu relutante. – Agora venha me ajudar, Diggle não está e estou um pouco ocupada aqui, vocês dois e seus dramas vão acabar comigo.

POV FELICITY

– Dez ligações e cinco mensagens. – Falei em tom alto enquanto me aproximava de Sara que tal como pela manhã estava por trás do balcão da recepção da academia, só que dessa vez sua concentração estava em seu celular e não no fato de que eu estava tão irritada com Oliver que sequer a cumprimentei. Quando acordei depois da nossa discussão o idiota tinha falado comigo como se nada tivesse acontecido, exceto que quando eu terminei meu café da manhã e lavei minha louça ele me chamou mais uma vez de princesa de gelo, então eu explodi internamente, sem mais nenhuma palavra fui para meu quarto, me arrumei, peguei minha bolsa e saí do apartamento, por que se eu ficasse mais um minuto em sua presença seria presa por agressão física. – Mal pude terminar meu almoço Sara, pelo seu desespero pensei que havia acontecido alguma coisa, por que desligou na minha cara quando atendi? – Assim que atendi ao celular ela disse sem nenhuma palavra a mais que eu tinha que ir para a academia com urgência.

– Siga-me. – Falou em tom autoritário após me lançar um breve olhar de julgamento.

– Isso é sobre Oliver? – Perguntei sem paciência, ela não disse nada apenas me deu as costas forçando-me a de fato segui-la. – Porque eu não estou nem um pouco com vontade falar sobre isso, exceto talvez se você se juntar a mim, então podemos beber algo, xinga-lo e jogar dardos com uma foto dele como alvo, não que eu já tenha jogado dardos, mas imagino que imaginar a cabeça dele em algum ou alvo ou sua própria foto pode me dar o incentivo certo. – Tagarelei, então reparei que subíamos a escada. – Por que estamos indo até o apartamento? – Ela abriu a porta para mim, encarei-a esperando que dissesse algo, mas tudo que ela fez foi arquear as sobrancelhas indicado que eu entrasse. – Eu não estou com humor para isso Sara. – Murmurei sem paciência, fui obrigada a segui-la, parei bruscamente quando ela parou em frente a porta do quarto de Oliver. – De jeito algum que vou entrar ai. – Murmurei decidida.

– Sabe quando você disse que não é uma criança e que está cansada de Oliver te chamar de princesa? – Perguntou me encarando com aborrecimento. – Bem agora estou tentada de chama-la assim.

– Mas...

– Entra Felicity! – Exigiu fazendo com que eu soltasse uma imprecação enquanto abria a porta e entrava, no momento em que entrei no quarto meus olhos voltaram-se para a figura masculina sentada no meio da cama, suas costas estavam apoiadas contra a cabeceira da cama, seus braços e tornozelos cruzados e seu rosto demonstrava o quanto aborrecido estava com tudo isso. Oliver parecia uma criança que tinha sido posta de castigo.

– Ela me obrigou. – Falou no momento que a porta se fechou atrás de mim, olhei para trás certificando-me que Sara ainda estava lá.

– Ok vamos terminar com isso logo. – Murmurei em tom azedo. – Eu não quero ter que ficar nesse antro por muito tempo.

– Acha que estou ansioso para falar com você? – Oliver retrucou.

– Idiota.

– Irritante.

–Prostituto.

– Princesa de Gelo.

– Seu...

– Parem já vocês dois! – Sara gritou nos surpreendendo. – Eu não tenho filhos, então não me façam ser a mãe de vocês, por que nesse exato momento não encaro um homem e uma mulher, encaro duas crianças. – Ambos nos limitamos a encara-la com certo receio, agora nenhum dos dois queria abrir a boca e arriscar receber a fúria de Sara Lance. – Eu preciso que vocês dois se acertem! – Falou em tom mais ameno. – Se vocês não conseguem por si mesmo, façam por mim. – Pediu.

– Como é que é? – Perguntamos ao mesmo tempo.

– Eu preciso de uma amiga. – Murmurou nos encarando.

– Por quê? – Oliver perguntou em surpresa genuína. – Você tem a mim. – Ela inclinou a cabeça absorvendo suas palavras. Eu mesmo achei seu comentário muito doce... Para alguém como Oliver.

– Pois bem, preciso contar algo a vocês. – Falou colocando as mãos nos bolsos traseiros da calça jeans. – Tem esse cara, que eu estou muito a fim dele, ele é diferente, mas não sei como agir perto dele. – Pisquei surpresa com a mudança de assunto. – O que vocês acham que eu devo fazer?

– Parte para cima. – Oliver deu de ombros. – Tira a coceira e bola para frente, você só está precisando de um pouco de sexo.

– Deus como você é asqueroso! – Falei o encarando, ele voltou a dar de ombros, eu me virei voltando minha atenção para Sara. – Não o escute Sara, se ele é diferente não é apenas sexo, sexo não vai tira-lo de sua cabeça, pode piorar na verdade, converse com ele, veja se seus interesses são o mesmo que o seus, o conheça.

– É disso que estou falando! – Sara apontou para mim. – Eu sinto muito Oliver, não me leve a mal, você sabe que eu te amo, você é meu amigo, mas eu preciso de uma amiga! Há certas coisas que eu não posso falar com você.

– Só por que você está apaixonada? – Perguntou incrédulo.

– Eu não estou apaixonada, foi só um exemplo, queria mostrar meu ponto. – Falou o encarando. – Eu preciso de uma amiga, eu preciso de você, mas não pense que no divorcio eu sou diferentes das crianças que preferem ficar com a mãe. Então acertem-se, não precisam se amar, apenas conviver juntos, você não irrita Felicity, assim ela não volta para sua cidade e eu tenho uma amiga, e você... – Apontou o dedo em riste para mim. – Pare de chama-lo de prostituto, isso o magoa.

– Eu não estou magoado. – Oliver protestou.

– Resolvam-se. – Falou antes que com uma rapidez invejável saísse fechando a porta atrás de si, percebi boquiaberta o som da chave sendo girada.

– Ela acabou de nos trancar aqui? – Perguntei incrédula.

– Até vocês se acertarem! – Escutei a voz soar atrás da porta. – Eu vou voltar para academia, só então volto para libera-los, é melhor que tenham resolvido tudo E não pense usar a desculpa do trabalho Felicity, eu sei que você só começa depois das 15:00 e que de qualquer jeito esse foi o dia que você escolheu para ter folga. – Após sua última frase escutei apenas o som dos seus passos se afastando. Droga eu tinha combinado meu dia de folga na semana baseado no dela.

– Ela não pode fazer isso! – Murmurei incrédula.

– Ela já fez princesa. –Emiti um suspiro de aborrecimento e revirei os olhos antes de voltar a me virar para ele e observar sua postura despreocupada, seus braços estavam cruzados atrás de sua cabeça, permitindo que eu observasse sua camisa justa nos bíceps torneados, havia um sorriso em seu rosto que mostrava que ele sabia exatamente que minha mente havia seguido outro rumo.

– Por que você está tão calmo? – Perguntei tentando me concentrar.

– Ela vai voltar. – Explicou. – Eventualmente.

– Eu não posso esperar pelo eventualmente. – Murmurei ácida.

– Então sugiro que comece logo seu pedido de desculpas. – Falou me deixando indignada.

– Como é que é? – Eu não podia ter escutado certo.

– Por sua culpa tive que passar toda a amanhã e inclusive o horário do almoço explicando que não vou ser pai. – Falou erguendo-se da cama, não pude evitar um sorriso ao imaginar a situação. Deus eu queria poder ter visto.

– Que pena. – Falei em tom falso.

– Você está pulando por dentro. – Meneou a cabeça enquanto sentava-se na beirada da cama.

– Estou. – Assumi sem reprimir o sorriso. – Você também estaria se fosse com outra pessoa.

– Por que você fez isso Felicity? – Não havia mais tom debochado ou irritado, ele me encarava esperando uma resposta. Algo em sua voz fez com que eu me sentasse ao seu lado. – Você poderia apenas ter ligado as luzes, ou ter ido ao seu quarto.

– Por que você fez isso Oliver? – Retruquei. – Eu sei que é uma bosta ter que de forma repentina ter que dividir a casa com alguém que mal conhece, uma garota, mudar sua rotina, dividir tarefas e coisas do tipo, é um saco, mas me esperar transando em um sofá? É repugnante, eu não quero mudar sua vida sexual, eu gostaria de não ter que presencia-la. Se eu quisesse ver pornô eu assistia algum filme desses que sem dúvida nenhuma você deve ter. — Murmurei deixando o tom cortante escapar. Sua sobrancelha se ergueu e um sorriso se espalhou em seu rosto.

– Você poderia. – Concordou me provocando. – Mas nem de longe você teria o mesmo prazer com que teria comigo.

– Estou tentando falar sério aqui Oliver. – Falei o encarando duramente, ele assentiu parecendo envergonhado. – Você sabe meus horários, sabe quando chego a casa, você podia ter evitado isso.

– Eu não fiz de propósito. – Murmurou. – Eu sei seus horários, eu sei quando você chega, sei também que nos últimos três dias você tem chegado uma hora e quinze minutos depois do seu horário habitual, eu não queria irrita-la, eu não queria levar essa garota para o meu quarto por que eu sabia que ela iria querer passar a noite, eu olhei par ao relógio e deduzi que eu tinha pelo menos mais uma hora, mas você chegou no horário de sempre. Eu não fiz de propósito.

– Não? – Repeti ainda confusa pelo o que havia dito, o fato dele ter percebido a hora exata que eu havia chegado nos últimos três dias me deixou perplexa, encarei a porta a nossa frente evitando a todo custo encarar seu rosto.

– Não. – Repetiu antes de emitir um suspiro cansado. – Desculpe por ter te chamado de princesa de gelo. – Acrescentou me deixando ainda mais perplexa.

– Desculpe por ter te chamado de prostituto da academia. – Retruquei. – Eu estava zangada.

– Eu percebi. – Murmurou, por alguns momentos ficamos em silêncio, mas seu riso que veio depois teve o poder de me deixar completamente confusa. – Onde você aprendeu a chorar daquele jeito?

– Eu fazia teatro na escola. – Dei de ombros juntando meu riso ao seu. – Eu era ótima.

– Eu sei. – Falou com um sorriso. – Eu vi isso ontem.

– Então... Por agora estamos bem? – Perguntei com esperanças. Seus olhos acompanharam as linhas do meu rosto com atenção, segurei minha respiração quando notei a intensidade com que me encarava, foi tão repentina.

– É estamos. – Assentiu por fim.

– Isso quer dizer que não voltará a me chamar de princesa? – O provoquei.

– Não empurre. – Meneou a cabeça.

– Droga. – Dei de ombros. – Eu precisava tentar.

– Oh isso não vai acontecer... – Fitei encantada o sorriso que tingia sua voz. -... Princesa. – Meneei a cabeça ocultando meu próprio sorriso em resposta, passamos alguns segundos em silêncio até que abaixei minha cabeça encarando o chão, pisquei surpreendida quando meu olhar encontrou uma chave a poucos centímetros da porta.

– Aquela é a chave do quarto? – Perguntei incrédula.

– Sim. – Oliver concordou enquanto franzia o cenho, ergueu-se da cama com rapidez e pegou a chave entre os dedos. – Ela deve ter passado por debaixo assim que saiu.

– Como não notamos? – Levantei-me.

– Estávamos ocupados discutindo. – Deu de ombros, antes de se virar e encaixar a chave na pequena abertura, com um movimento de punho a girou e logo estava abrindo a porta, encarou-me esperando que eu fizesse o próximo movimento, apressei-me a passar por ele e sair do seu quarto, ele não voltou a entrar no quarto e fechar a porta atrás de si, ele ficou parado em minha frente, sua presença deixando o corredor mais estreito, mas antes que qualquer um de nós pudesse dizer algo fortes pancadas na porta chamou nossa atenção. Oliver franziu o cenho e foi até a sala, curiosa decidi segui-lo levando minha bolsa comigo.

– Ollie. – Uma voz manhosa o chamou. – Eu sei que você está ai gatinho.

– Gatinho? – Perguntei segurando o riso. Ele sequer me deu atenção sua expressão era de puro aborrecimento misturado um pouco com desespero.

– Oh merda. – Murmurou o mais baixo possível encarando a porta a sua frente. – Essa voz é a de...

– De? – Perguntei. – Você não se lembra do nome não é mesmo?

– Não. – Concordou. – Mas é a garota de ontem.

– Uh. – Balancei a cabeça mostrando que entendia. – Melhor eu ir... – Girando-me com intenção de voltar ao meu quarto.

– Você não vai lugar nenhum. – Falou segurando meu braço ao mesmo tempo que novas pancadas surgiam. – Você precisa me ajudar a me livrar disto.

– Ollie, minha amiga falou que a garota não está gravida. – Ergui uma sobrancelha ao escutar a frase seguinte. – Ela me disse que sua “colega de quarto” idiota estava brincando com você.

– Você usou essas palavras? – Perguntei lançando um olhar acusatório a ele.

– Eu estava irritado. – Falou dando de ombros. – Você precisa se livrar dela.

– Eu? – Perguntei descrente. – Por que você não vai até ela e diz as bobagens de sempre: “Eu não repito sabores” – O provoquei.

– Gatinho é Alisha. – Encarei a porta. – Podemos terminar o que começamos ontem – Oliver me lançou um olhar suplicante.

– Está bem! – Murmurei não acreditando que faria isso. O encarei o analisando de pés a cabeça procurando uma solução. –Tira a camisa.

– O quê? – Perguntou confuso. – Você só vai me ajudar se eu mostrar meu abdômen é isso?

– Tira a camisa Oliver. – Repeti sem paciência para suas brincadeiras. Ele me lançou um último olhar antes de finalmente puxar sua camisa e tira-la, obtive meu próprio tempo analisando os movimentos de cada músculo do seu corpo enquanto o fazia. Ergui uma mão pedindo que passasse para mim, a garota seguia chamando seu nome, mas agora demonstrava impaciência, Oliver me encarava como se eu tivesse enlouquecido, o que realmente deve ter acontecido.

– O que você vai fazer? – Ignorei sua pergunta enquanto segurava sua camisa e abria minha bolsa com uma mão, procurei cegamente pelo meu batom vermelho que eu sempre deixava ali para caso de emergência. – Você não está fazendo nenhum sentindo. – Oliver murmurou quando eu lhe entreguei minha bolsa e me concentrei em passar o batom. – Felicity o que diabos você está fazendo? – Perguntou quando agora joguei a bolsa no canto e tirei minha própria blusa exibindo meu sutiã preto de renda. – O quê...

– Calma campeão tenho certeza que você já viu muita quantidade de pele sendo exibida. – Falei soltando meu coque e deixando meus cabelos caírem. Oliver me encarava perplexo, seu olhar caindo por minha figura, tê-lo petrificado me ajudou para o próximo passo. Levei minhas mãos ao cinto de sua calça o surpreendendo.

– Felicity essa não é uma boa hora para fazermos sexo. – Murmurou em tom rouco.

– Nenhuma hora é certa para nós dois fazermos sexo Oliver. – Retruquei o livrando do cinto e abrindo sua calça deixando assim, a visão do tecido da cueca preta e a evidência de que mesmo não entendendo absolutamente nada e como uma de suas de suas várias garotas o chamando do outro lado da porta ele estava excitado fez com eu momentaneamente me distraísse. – Isso nunca vai acontecer. – Completei. Seria mais reconfortante se eu não tivesse respirando com dificuldade quando o disse. Levei uma mão a seus cabelos e o baguncei. Ele ainda me encarava sério, seus olhos fixos em meus seios. – Eu não posso beijar sua bochecha por que é muito óbvio. – Murmurei pensando em como deixaria a marca de batom, o analisei com interesse, meus olhos passando de seu rosto, pelo tórax desnudo e subindo novamente, me ergui na pontas dos pés e apoie uma mão em seu peito amplo, beijei brandamente a região logo em cima da clavícula e desci meus lábios lentamente pelo seu peito, não estava nos meus planos prender a carne sua entre meus dentes e aperta-la exercendo um pouco de pressão, sequer tinha tido a intenção de passar minha língua na região aliviando a breve dor, mas o fiz tudo o que recebi de Oliver foi um pequeno gemido em resposta. Afastei-me dando um passo para trás e observei as manchas borradas do batom antes de me fixar na pequena marca que havia deixado. – Vá. – Murmurei sem jeito.

– O quê? – Perguntou ligeiramente confuso, seus olhos dominados pelo desejo.

– Vá abrir a porta Oliver. – Repeti dando alguns passos em direção ao corredor. Ele piscou ainda aturdido e assentiu, me escondi no corredor enquanto tomava algumas respirações profundas tentando conter o ritmo desenfreado que meu coração tinha assumido. Esperei alguns segundos escutando sua voz rouca tentando convencer a garota a ir embora, enquanto aproveitava esse tempo para tirar meus sapatos e calça com rapidez e vestir sua camisa. Tomei uma última respiração enchendo-me de coragem e sai do corredor. Oliver segurava a porta, a garota estava parada do lado de fora falando com ele em tom manhoso.

– Oliver você ainda não conseguiu se livrar dela? – Perguntei em tom entediado. A garota me lançou um olhar surpreso, enquanto Oliver descaradamente encarava minhas pernas, apoie-me em seu ombro e sua mão automaticamente para minha cintura. – Eu cuido disso campeão. – Sorri o dispensando, ele assentiu e me surpreendeu quando curvou-se e plantou um rápido beijo nos meus lábios, foi rápido e leve, mas teve o poder de me deixar inquieta, o observei se afastar e voltei minha atenção para a garota. – Quantas vezes terei que te afastar do meu homem? – Perguntei estreitando os olhos, eu adorava interpretar, e fazer a namorada ciumenta me divertia.

– Eu sei que você não esta grávida. – Murmurou cruzando os braços.

– Ouça, nós estávamos brigados. – Dei de ombros. – Ele queria me provocar e pegou a primeira loira substituta, faça um favor para você mesma e reúna o pouco de dignidade que ainda lhe resta, se resta e saia da minha casa. – Ergui uma sobrancelha. – Agora! – Ela se afastou bufando e mais uma vez me peguei rindo enquanto fechava a porta, quando me virei percebi que Oliver ainda me encarava com interesse. – De nada. – Murmurei quando passei por ele.

– Eu quero minha camisa. – O escutei falar atrás de mim.

– Você teria que tira-la. – Retruquei. – O que não vai acontecer... Nunca. – Fechei a porta do meu quarto escutando sua resposta que manteve-se em minha mente por u longo tempo:

“Veremos”

Notas finais
Então, espero que não entendam errado minhas notas, preciso que vocês vejam meu lado também, fora isso quero lembrar que estou sem notebook por alguns dias e estou postando capítulo de hoje por que ele já estava pronto e tomei esse note emprestado para poder postar. Espero que tenham gostado do capítulo... Xoxo LelahBallu.