Redenção

14 Capítulo 13


Notas iniciais
Então gente, quem é a melhor autora do mundo?! (Não precisam serem sinceros) já estou de volta com RED, espero que gostem do capítulo!! *Um aviso apenas para lembrar mesmo, lembram qual é a classificação da fic?! Então, estão avisados.

Eu estava deitada no tatame, meus olhos fechados enquanto com os fones de ouvidos escutava payphone de Maroon 5. Era ridiculamente cedo e Sara ainda não havia chegado para nossas costumeiras aulas de defesa pessoal, que eu deveria acrescentar... Eu fui obrigada a aceitar participar.

Eu pensei que Oliver havia esquecido dessas malditas aulas, mas quando estávamos sentados no sofá, eu o forçando a assistir um filme comigo e tentando manter suas mãos em uma zona segura, ele simplesmente perguntou se eu já havia começado minhas aulas, eu o encarei incrédula e esperançosa de que poderia fazê-lo mudar de ideia, eu devia ter sabido melhor. Sua pergunta havia sido duas semanas atrás, quando começamos a namorar e se antes ele já era firme diante de sua decisão, devo acrescentar que como namorado ele era ainda mais irritante. É claro que entramos em uma nova discursão sobre isso, não seria nós se não o fizéssemos, mas mais uma vez foi ele que ganhou, o que me deixou ligeiramente irritada.

Desde então eu e Sara seguíamos esse padrão de “um dia sim, outro dia não”, em uma das salas do andar de cima, e sempre antes de quaisquer de suas aulas, já que a tarde eu continuava no Boliche e chegava tarde demais para ter energia para uma aula que seja. Nossa rotina basicamente era resumida em Sara com toda sua paciência me ensinando alguns movimentos e em seguida conseguindo fazer com que eu terminasse com meu traseiro no chão. Eu era péssima, um prato pronto para qualquer um que quisesse me abordar. Neste momento eu estava morrendo de sono e o atraso de Sara estava contribuindo para minha preguiça usual, então eu podia concluir que mais uma vez eu terminaria com minha bunda no chão, maldita seja.

Eu não sabia bem ao certo o que foi que o denunciou, já que os fones impediam que eu escutasse qualquer coisa que não fosse uma pancada forte ou uma conversa alta, mas de repente me senti sendo observada, abri meus olhos e girei meu rosto para encontrar Oliver encostado ao batente da porta, um pequeno sorriso em seu rosto. Não me movi para me levantar, apenas tirei um fone do meu ouvido para escutar quaisquer dos seus comentários provocativos.

— Você deve ser o pesadelo de Sara. – Comentou de lá. – Nem se quer se importa em fingir estar animada.

— Vocês dois sabem muito bem quão animada estou tendo essas aulas. – Murmurei com ironia.

— Nem sequer comece. – Pediu desencostando-se do batente e parando em minha frente. Ele estava bem melhor, a recuperação de atletas era rápida, e considerando que meu pai tinha o proibido de fazer quaisquer exercícios por pelo menos duas semanas, ele pode realmente descansar.

Meu pai.

A reação do poderoso Ra’s ao meu relacionamento com Oliver era engraçada e preocupante ao mesmo tempo. Depois de sua dramática entrada eu me afastei um pouco de Oliver e me concentrei em meu pai, mas ele apenas nos lançou um olhar impassível, seguida de um mais frio para Oliver e então continuou seu caminho. Como se tivesse parado para pensar em algo, mas apenas deixou passar. Ele vinha nos ignorando desde então, eu estava incerta se deveria me manter alegre com sua aparente distância com relação a isso, ou muito preocupada.

— Levante-se. – A voz de Oliver no seu típico tom de ordem fez com que eu deixasse meus pensamentos por um tempo. – Vamos, levante-se. – Repetiu. Soltei um suspiro de protesto e aceitei a mão que me era oferecida.

— O que você quer? – Perguntei sem humor.

— Essa é uma pergunta perigosa já que você vem me mantendo de molho. – Brincou ficando em minha frente. Revirei meus olhos diante do seu comentário feito com algum humor, mas também peguei certa aspereza. O pior de tudo é que eu realmente o estava mantendo de molho, no começo a desculpa perfeita eram seus machucados, mas após alguns pares de dias essa desculpa ficou ridícula, então eu falei que ele deveria experimentar um pouco da fase namoro, que eu sabia ele nunca tinha enfrentado, ficávamos assistindo filmes no sofá e acabávamos dormindo abraçados, era claro que eu acordava com sua mão explorando meu corpo em sua lentidão sensual, o que fazia com que eu soltasse um suspiro satisfeito antes de dar por mim e sair correndo para o meu quarto com a desculpa de que eu precisava me trocar, eu poderia assumir uma certa parcela de culpa por Oliver estar enlouquecendo.

— Oliver...

— Eu quero fazer alguns movimentos com você. – O encarei com um sorriso divertido já que mesmo a frase inocente havia se transformado em algo mais sugestivo quando falada por ele.

— Oliver... – Repeti mais alerta.

— Tire sua mente da sarjeta, princesa. Sara me mandou uma mensagem, por isso vim aqui. Ela não vai poder chegar a tempo nem para sua primeira aula. – Murmurou inexpressivo. Ele me analisou por alguns segundos. – Mantenha-se ereta. – Pediu enquanto me rodeava. Encarei o teto enquanto fazia o que ele pedia. Quando se manteve atrás de mim a expectativa me fez querer protestar contra seu jogo, mas ele deu a volta novamente e me encarou.

— Quando te encurralaram... – Começou sério, então parou bruscamente. – Você pode me dizer como foi? – Engoli em seco percebendo que não se tratava apenas de uma brincadeira.

— Suas mãos envolveram meu pescoço. – Murmurei por fim. – Eu não conseguia respirar. Então ele tirou meu colar, se assustou com um carro e fugiu com o outro cara.

— O pescoço... – Repetiu encarando meu pescoço antes de se aproximar. Suas mãos fortes alcançaram meu pescoço o envolvendo sem nenhuma pressão real, eram delicadas. – Assim?

— Ele me empurrou contra a parede. – Acrescentei depois de assentir concordando. Mas ele ignorou a segunda parte.

— Se um homem maior do que você a segura dessa forma... – Explicou fitando-me com ar sério. – Sua reação inicial vai ser segurar meus braços. – Falou indicando com a cabeça que eu deveria fazer isso agora. – Você vai me chutar na virilha, lembre-se essa é uma simulação! – Murmurou quando recuei com o intuito de fazer o que havia dito, ocultei um sorriso fazendo o gesto lentamente. – Isso. – Assentiu recuando seu corpo como se houvesse sido atingido. – Com seu braço dominante você irá empurrar meu queixo entrando pelo espaço do meio. Ok. – Acenou novamente quando empurrei delicadamente seu queixo com a mão aberta. – Agora, com a mesma mão você irá segurar em meu braço direito, enquanto apoia o outro na minha garganta. – Levou meu braço esquerdo até a lateral do seu pescoço na região esquerda. – Sua perna direita irá para trás da minha perna... Assim. – Murmurou quando fiz o que indicava. – Nessa posição você vai forçar uma derrubada. E eu vou cair. Pronta? – Assenti hesitante. Ele voltou a envolver meu pescoço com ambas as mãos, lentamente eu fiz como havia me ensinado e quando o empurrei sua perna facilmente cedeu fazendo com que ele fosse ao chão. Eu precisava confessar, eu havia gostado. Isso havia colocado um sorriso em meu rosto.

Ele levantou-se compartilhando um sorriso e soltou uma piscada que fez com que eu balançasse minha cabeça.

— Isso só irá funcionar se você se manter firme e pega-lo de surpresa. – Me alertou.

— Ok. – Assenti.

— Sara não lhe ensinou assim? – Perguntou confuso.

— Ela está concentrada em fazer meus músculos mais fortes. – Confessei. – Ainda não chegamos na defesa em si. – Apenas quando se tratava dela chutando minhas pernas fazendo com que da forma mais ridícula do mundo eu caísse.

— Você está pronta para próxima? – Perguntou parecendo não ter gostado do que ouviu.

— Claro. – Concordei. Ele estava se mantendo profissional, e até que estávamos tendo algum progresso. Ele rapidamente voltou a me rodear e ficar atrás de mim. Dessa vez o senti mais próximo, o que fez com que eu ficasse imediatamente tensa. Sua respiração quente em meu pescoço deixando-me mais alerta. Quando seus braços me envolveram em um abraço de urso, terminando justo abaixo dos meus seios eu sabia que essa aula não ia terminar nem um pouco perto do profissional.

— Você está fazendo isso de propósito? – Perguntei quando ele se limitou a apenas manter-se me abraçando daquela maneira.

— O quê? – Perguntou com falsa inocência, um sorriso em sua voz.

— Apenas me dê às instruções. – Pedi sentindo-me acalorada. Droga, esse era meu namorado, eu podia muito bem pular nele como se eu estivesse faminta... Por ele. O que eu realmente estava. Então, por que eu não pulava nele? Você sabe bem por que. Respondi para mim mesma. – Oliver?

— Aqui está confortável. – Retrucou falando sobre minha pele.

— Foco. – Murmurei em tom repreensivo.

— Está bem. – Eu ainda podia sentir o sorriso em sua voz. Maldito seja. – Mas saiba que isso é sua culpa. – Eu não entendi bem ao que ele se referia, até o momento em que seu corpo se apertou contra o meu e eu pude senti-lo, todo ele. Longo, duro e completamente excitado.

— Oliver!

— Você irá dar um passo para frente. – Instrui-me. – Então com toda sua força irá dar um tapa na genitália do agressor, de novo: É uma simulação. – Lembrou-me. Quando fiz o que falou recuou novamente. – Irá girar em meus braços... – Fiz o que pediu encarando de imediato seus olhos e perdendo momentaneamente meu fôlego. – Segure-se em minha cintura, em seguida uma joelhada. – Continuou. — Para finalizar irá me afastar com um empurrão no meu peito. Entendeu? – Perguntou assumindo seu ar sério. Assenti como resposta. Antes que eu pudesse imaginar sua próxima ação, sua mão alcançou meu pulso e questão de segundos girou-me fazendo com que minhas costas batessem em seu peito novamente, seus braços mais uma vez me rodearam por trás, prendendo os meus para trás e assim me manteve. Mais uma vez o contato íntimo me fez ciente de que seguia excitado e seu fôlego contra meu pescoço me distraiu, fechei meus olhos absorvendo o calor de seu corpo.

— Eu estou esperando, princesa. – Abri meus olhos percebendo que ele queria que eu repetisse os movimentos, mas eu era a idiota que havia esquecido suas instruções tão logo estive em seus braços novamente.

Maldito corpo traidor.

— Princesa? – Chamou-me.

— Hum? – Perguntei distraída.

— Você irá fazer seu próximo movimento? – Perguntou, mas seus braços mudaram de posição, enquanto um continuou me segurando contra si, a outra mão se ocupou de afastar o tecido de minha blusa, dedos invasores deslizaram por minha barriga entrando embaixo do tecido. Se eu não era capaz de formar um pensamento coerente antes, o que dirá agora? – Felicity? – Murmurou contra meu ouvido.

— Sim. – Murmurei soando mais como uma pergunta do que como uma afirmação.

— Sim? – Repetiu. – Sim, o quê?

— O quê? – Repeti confusa.

— Tarde de mais. – Murmurou antes de alguma forma conseguir fazer com que nós dois fossemos ao chão. Eu sequer tive tempo de assimilar o que aconteceu, seu corpo pairava sobre o meu, um cotovelo apoiado ao lado da minha cabeça, seus olhos passeando pelo meu rosto com atenção para então descer seu olhar por meu corpo. Era ridícula a forma com que meu corpo correspondia a um simples olhar seu. Sua mão voltou ao caminho anterior subindo novamente a barra da minha blusa, arqueei minhas costas e sem ao menos entender ou perceber minha atitude o ajudei a tira-la.

Assisti seu rosto mudar, seus olhos tornarem-se ainda mais intensos, sua respiração se agitar e por fim sua cabeça baixar lentamente, enquanto sua respiração aquecia minha pele segundos antes de sua boca descer logo abaixo meu sutiã esportivo, senti meus músculos internos se contraírem quando a ponta da sua língua tocou a epiderme, justo antes de prender um pouco entre seus dentes para em seguida sugar minha pele, seus lábios descerem suaves pela minha barriga enquanto com uma mão ele se ocupava em desfazer o nó de minha calça cinza.

Minha mão moveu-se por vontade própria até alcançar os fios curtos de seu cabelo e o puxar. Eu ia lembra-lo de que a qualquer momento alguém poderia chegar, mas quando sua cabeça se ergueu e seus olhos encontram os meus eu não pude dizer uma palavra sequer, todo e qualquer protesto ficou preso em minha garganta, principalmente quando ele se ocupou de minha boca com a sua, seus lábios movendo-se implacáveis contra os meus, famintos, com desespero. Deslizando contra a minha arrancando um rosnado de dentro de sua boca.

Suas mãos inquietas voltaram a deslizar por meu corpo até o momento em que ele apenas puxou o sutiã deixando um seio acessível a sua boca faminta. Inferno, se ele conseguia fazer um estrago com seus lábios rodeando meu seio. Segurei um gemido fraco e suspirei quando sua respiração aquecida bateu contra o bico agora úmido de seus beijos. Eu precisava me lembrar dos motivos pelos quais eu devia para-lo. Mas eu não conseguia, não quando se afastou para tirar sua camisa de tecido fino e joga-la de forma displicente, não quando desceu o cós de sua calça apenas para me fazer ofegar ao notar que ele estava nu embaixo dela.

Porra Oliver, que corpo.

Eu não havia sequer hesitado agora quando me livrei do maldito sutiã permitindo que ele voltasse a pousar seus lábios em minha pele, dessa vez na região entre meus seios. Espalmei uma mão em seu ombro o afastando fazendo com que deitar-se de costas, apenas para me permitir voltar a descer meus olhos por todo seu corpo perfeitamente esculpido, descendo até o sul e engolindo em seco ao fixar meus olhos em sua potente ereção. Eu não podia ficar um segundo a mais sem toca-lo. Sem prova-lo.

— Felicity. – Meu nome saiu em um timbre baixo e rouco quando o envolvi com uma mão, concentrada em apenas lhe dar prazer. – Oh foda-se. – Murmurou quando desci minha cabeça, meus cabelos formando uma cortina enquanto eu envolvia meus lábios em torno dele, suas mãos ágeis foram aos meus cabelos, os segurando firme enquanto eu trabalhava nele, ouvindo-o gemer prazerosamente enquanto tomava a ponta de seu membro em minha boca com um movimento deliberado. Eu não era bem uma expert nessa matéria, minha experiência era bem vergonhosa para ser sincera, mas os sons roucos vindo de sua garganta, os movimentos de seus quadris, mantendo um ritmo bom para nós dois... Impulsionavam-me a continuar e diziam que eu estava indo por um bom caminho.

Um puxão forte em meus cabelos me disse que ele estava muito perto, foda-se ele estava quase lá. Tanto que eu pude apenas erguer minha cabeça, para observar seu corpo se contrair, meus olhos encontrando os seus quando ele explodiu. Segurei um sorriso quando concluí que havia Jorrado em meus seios.

— Merda. – Murmurou ofegante.

— Oliver. – Sussurrei ainda segurando um riso, mas deixando um sorriso pequeno escapar. – Não estamos em um filme pornô.

— Desculpe princesa, mas foi mais forte. – Respondeu me dando um sorriso torto.

— Eu percebi. — As coisas estavam brincalhonas até o momento em que seu corpo pairou sobre o meu novamente, sua mão voltando a alcançar minha calça.

— Pare. – Murmurei empurrando seu peito. Era hora de algum bom senso.

— Por quê? – Questionou-me contrariado. – Você não é virgem. – Veio à afirmação. Seu rosto estava impassível até que se quebrou em uma dúvida. – É? – Ri internamente do seu receio que minha resposta fosse sim.

— Não, Oliver. – Neguei. – Eu não sou virgem.

— Então... – Perguntou sua mão já fazendo um caminho perigoso por dentro da minha calça.

— Oliver... – Gemi.

— Hum? – Perguntou distraído. Seu rosto afundando em meu pescoço.

— Alguém pode chegar... – Tentei argumentar.

— Ainda temos algum tempo. – Veio à resposta rápida. Como ele ao menos podia raciocinar enquanto todos os meus neurônios estavam entrando em curto-circuito?

— As coisas podem avançar... – Continuei sentindo a invasão de seus dedos habilidosos.

— Isso é bom. – Murmurou contra minha pele enquanto eu prendia minha respiração, seu toque me distraindo.

— Você não tem camisinha. – Falei por fim. Seu rosto ergueu-se de repente do meu rosto.

— Isso é muito ruim. – Falou. – Isso limita as coisas.

— Agora tire a mão daí. – Pedi com o último resquício de sanidade. Um sorriso safado veio aos seus lábios.

— Não. Eu tenho certo autocontrole. Eu ainda posso dar a minha garota um orgasmo. – Murmurou antes de empurrar minha calça para baixo, em seguida fazer o mesmo com minha calcinha e me privilegiar com a visão que era de sua cabeça entre minhas pernas.

POV OLIVER

Desci as escadas em dois em dois degraus e caminhei diretamente até o balcão de Felicity, ela estava com seu notebook ligado, um copo com o logotipo de sua lanchonete preferida do bairro, meu palpite era que novamente em seu caminho para cá Roy havia passado por lá e trazido seu suco preferido. Maldito Roy, sempre ansioso por carinho. Ela digitava com concentração, tão concentrada que demorou alguns segundos para perceber que eu a observava. Quando ergueu seu rosto e seu olhar encontrou o meu notei que corou de imediato, então eu soube que ela estava pensando no que havíamos feito mais cedo.

— Hey. – Cumprimentou-me hesitante.

— Hey. – Sorri achando divertida sua vergonha.

— Você ia começar a treinar hoje. – Falou vagarosamente.

— Sim. – Concordei.

— Então vá. – Pediu.

— Felicity. – Murmurei sentando-me em uma das banquetas em frente ao balcão, curvando-me para me aproximar mais do seu espaço pessoal. – Eu posso te fazer uma pergunta?

— Sim para rosas, não para músicas bregas. – Brincou antes de levar o copo de plástico à boca, e começar a beber do seu suco.

— Por que você não quer transar comigo? – Perguntei diretamente. Ela se engasgou com o suco ao ponto de que por um momento eu lamentei minha falta de tato.

— Oliver! – Murmurou no momento em que conseguiu controlar suas tosses. — Nós já... Você sabe.

— Eu recebi um boquete e fiz um par de orais em você. – Falei direto. – Eu estou falando de estar profundamente enterrado em você.

— Oliver! – Reclamou olhando de um lado para o outro temendo que minha frase tivesse sido escutada por alguém, eu não era um completo estúpido, eu sabia que estava livre para falar. – Alguém precisa te ensinar modos. – Ralhou.

— Eu não estou a pressionando. – Murmurei temendo que fosse exatamente isso que ela pensasse. – Eu tendo a ser muito gráfico e nunca escondi desde nosso primeiro encontro o que eu queria, mas eu sei esperar Felicity, para quando você estiver pronta, eu só quero saber por que estou esperando.

— Precisamos conversar agora? – Perguntou aflita.

— Eu preciso ir ao meu médico fazer um raio-x e verificar se minhas costelas já se cicatrizaram, então, sim. – Falei. – Eu gostaria de saber agora. Você disse que não era virgem. Então, algum imbecil a tratou...

— Não. – Negou rapidamente. – Não se trata disso.

— Então... – Observei ela hesitar e morder seu lábio inferior. – Sou eu? – Perguntei expondo meu verdadeiro medo. – Meus modos a assustam? Por que eu sou claro e direto? Eu juro, que jamais a machucaria dessa forma. – Ela inclinou a cabeça deixando um sorriso suave escapar.

— Não é você Oliver. – Negou em seu tom ainda suave. – Para ser sincera seus modos me excitam tanto quanto me irritam. – Falou diminuindo sua voz.

— O que está acontecendo? – Perguntei preocupado.

— Eu gosto de você. – Deu de ombros.

— Eu espero que sim. – Murmurei com um sorriso confuso.

— E eu acho que você gosta de mim. – Continuou.

— Eu acho que já tivemos essa conversa. – Lembrei-a.

— Tão segura que eu posso estar sobre seus sentimentos por mim... – Começou. – Parte de mim, ainda cogita que seu interesse é mantido por que ainda não fizemos sexo.

— Então você está usando sexo, ou melhor a ausência de sexo, para me manter? – Perguntei. A ideia me divertia.

— Agora que você colocou dessa forma, eu acho que soa muito, muito, errado. – Assentiu estreitando seus olhos. – Não fiz por mal, ou de propósito, eu também te quero muito, eu apenas acabei me segurando. – Confessou.

— Você não precisa. – Falei. – Eu mantenho minha palavra de esperar o quanto você precise até que se sinta segura nesse nosso... Relacionamento. – Murmurei sincero. – Mas você não precisa, por que tão certo que eu sou um bastardo arrogante, eu não estou apenas interessado em sexo, eu estou interessado em você. Seria muito mais fácil para mim se meu interesse fosse apenas sexo. – Completei.

Um sorriso tímido dominou seus lábios, minha atenção voltando imediatamente para onde eles estavam horas atrás. Eu era um pervertido, me culpem.

— Isso me deixa feliz. – Murmurou suavemente.

— É para isso que estou aqui. – Pisquei antes de me erguer por cima do balcão e beija-la vagarosamente.

— Oliver e Felicity! – Afastei meu rosto do seu enquanto eu praguejava mentalmente. Retornei ao banco virando meu rosto para encarar Ra’s. – Venham comigo. – Murmurou em tom exigente, emiti um suspiro aborrecido enquanto o observava seguir até a escada que dava para o meu apartamento. – Agora! – Gritou ainda de costas. Esperei Felicity contornar o balcão e envolvi sua mão com a minha.

— Eu sabia que em algum momento ele ia deixar sua atitude passivo-agressivo e ia partir apenas para o agressivo. – Murmurou ao meu lado. – Ele até demorou um pouco.

— É impressionante como eu posso passar horas estando na mesma academia com ele e não vê-lo, mas apenas até o momento em que resolvo beija-la. Por que nesse momento ele surge do nada. – Soltei arrancando um sorriso seu.

— Vamos apenas escutar suas baboseiras e deixar para lá, ok? – Murmurou agora soando nervosa. Assenti concordando. Eu não gostava muito da postura de Ra’s quando mostrava visivelmente que não aprovava um envolvimento meu com Felicity. Já havíamos discutido sobre isso no dia em que ele chegou, a única razão pela qual eu estava me mantendo quieto era ela. Eu imaginava que comprar uma briga com seu pai não era algo bom. Eu era novo nessa coisa de relacionamento, e ainda me sentia um pedaço de merda que estava tomando algo que não merecia quando estava com ela. Mas eu estava tentando, eu precisava tentar, por que eu havia percebido que não estar com ela não era uma opção. Não para mim, eu começava a perceber que a única pessoa capaz de me manter longe dela era a própria Felicity, e isso me assustava. Ra’s Al Ghul não me assustava. Felicity cair em si e concordar com o pai... Isso sim me assustava.

— O que está acontecendo? – As palavras estavam em minha boca, mas a pergunta foi feita por Ra’s no momento em que entramos no apartamento.

— Não faça isso. – Felicity pediu. – Não banque o pai protetor e preocupado.

— Eu não estou bancando o pai protetor e preocupado. – Falou em tom ríspido. – Eu sou a porra do pai protetor e preocupado. – Continuou fazendo com que eu avançasse um passo para frente. – Assim como mentor. – Acrescentou. – Então, sim, eu vou encher o saco de vocês e aceitar o papel de vilão. Por que eu quero saber o que diabos é isso... Vocês estão namorando? Vocês planejam algo juntos, vocês estão apenas curtindo o momento? Isso é apenas mais um dos seus casos que se limitam a foder qualquer garota que deixe suas calcinhas cair perto de você? – Perguntou me lançando um olhar azedo.

— Ela é sua filha! – Falei entredentes, minha voz se erguendo.

— E é por isso que estou fazendo essa maldita pergunta. – Falou se aproximando, seu dedo se erguendo em advertência. – Ela é minha filha, e você não pode esperar que eu me mantenha quieto enquanto você faz com ela, o mesmo que fez com todas as garotas que passam por essa academia. Ela está fora dos limites!

— Você disse que estava preocupado como mentor também. – Falei tomando uma respiração. – Eu não vejo muito disso.

— Você perdeu uma luta. – Falou.

— Isso já aconteceu antes. – Murmurei dando de ombros.

— Nunca por que sua fodida mente estava em uma garota. – Falou fazendo com que Felicity ficasse rígida ao meu lado. – Então eu quero saber, que merda está se passando entre vocês, e quanto tempo vai durar.

— Eu perder uma luta não é o que está ocupando sua cabeça. – Murmurei ácido. Eu sabia bem o que era. Ele conhecia meu passado, ele sabia as coisas que eu havia feito, ele não queria minhas mãos sujas de sangue perto de sua filha, e como eu poderia culpa-lo? – Eu entendo, mas você sabe que não há com o que se preocupar, não mais. – Senti o olhar pesado de Felicity em mim. – Você quer saber o que está passando entre nós dois? Você quer saber quanto tempo isso vai durar? Eu não sei, mas o que eu sei agora é que nenhum tempo parecesse ser o suficiente.

— E enquanto isso eu assisto você brincando com seus sentimentos? – Perguntou sem se alterar.

— Pai... – Veio o protesto de Felicity. Ele a encarou esperando que continuasse. – Pare, apenas pare, eu estou te pedindo isso. – Ra’s estreitou seus olhos a analisando então voltou a focar em mim.

— Saia. – Ordenou. – Eu preciso conversar a sós com minha filha.

— Desde que obviamente eu sou o assunto, eu acho justo eu estar presente. – Falei rangendo meus dentes.

— Nem tudo se trata de você. – Negou com debochado. – Eu tenho notícias para Felicity.

— Notícias? – Felicity perguntou hesitante. O sorriso que Ra’s lhe deu era desprovido de humor. – Que notícias?

— E se eu dissesse que hoje mesmo você pode voltar para Nova York? – Murmurou fazendo com que eu recuasse um passo como se tivesse sido atingido por um adversário invisível. – O quão ansiosa você estaria para arrumar suas coisas? – Senti minha respiração alterar quando notei que sua mão desceu da minha e que ela sequer me encarava, seu olhar fixado em seu pai. Ele estava oferecendo tudo o que ela queria desde que pisou aqui. Notei o olhar de Ra’s em mim e o enfrentei. – Deixe-nos a sós Oliver, precisamos conversar. Ainda incrédulo voltei a encarar o perfil de Felicity, a observei fechar os punhos e seu rosto ficar tenso, mas em nenhum momento ela me encarou. Em nenhum momento ela pediu para que eu ficasse, então eu apenas fui.

Fechei a porta atrás de mim sentindo minha boca amarga, sem condições de responder quaisquer perguntas ou cumprimentar ninguém eu me dirigi para fora da academia.

— Ollie. – Sara me cumprimentou com um sorriso de boas vindas. – Desculpe por ter faltado hoje... Oliver? – Perguntou quando passei direto por ela sem sequer lhe lançar um olhar. – Oliver o que está acontecendo?

— Agora não, Sara. – Murmurei deixando-a para trás. Eu não podia apenas despejar o que eu estava sentindo no momento, por que tudo estava em uma fodida confusão. Eu me perguntava como um dia que havia começado tão bem conseguiu mudar drasticamente em poucas horas, eu não queria voltar para casa, por que de alguma forma eu sabia que eu não a encontraria mais lá.

POV FELICITY

Observei o sorriso arrogante do meu pai enquanto a raiva lentamente me consumia, eu a senti borbulhar dentro de mim e parecia que isso explodiria em mim.

Mais que filho da puta.

— Então...

— Você não tinha o direito de fazer isso. – Murmurei entredentes. – Você não tinha o maldito direito. – Ergui minha voz o surpreendendo.

— Essa não é bem uma resposta. — Retrucou impassível. – Agora você de repente não quer mais voltar para sua tão amada vida em NY?

— Nós dois sabemos que você não está falando a sério. – Falei a raiva cada vez me consumindo mais. – Você fez isso para provoca-lo, para me pegar com a guarda baixa, você fez isso para afasta-lo! Você não tem o direito. – Repeti meneando minha cabeça.

—Eu fiz uma pergunta, tudo o que você precisava era dizer não. – Deu de ombros. – Ele seguiu a encarando esperando por sua resposta, sabe?

— Eu estava ocupada demais tentando não gritar com você, maldito seja! – Meneei a cabeça enquanto me afastava precisando de um espaço entre nós dois. – Você não tinha a porra do direito!

— Eu sou pai, eu tenho a porra do direito sim. – Sua voz pela primeira vez se ergueu. – Se eu tivesse feito essa pergunta antes, você sequer hesitaria, você diria sim sem sequer certificar se era real ou não, para caso eu dissesse não, você fazer com que se tornasse real. Então, o que mudou? Você se apaixonou e não quer mais as coisas que antes?

— Sim. – Gritei. – Eu me apaixonei. Assim como ele, e pare de agir como se eu fosse uma criança que precisa do pai para proteger seu coração de ser quebrado, por que eu sei muito bem que ele pode me machucar dessa forma, que ele pode me magoar, por que eu estou apaixonada por ele. Mas ele também está apaixonado por mim, você não entende o que isso significa? – Questionei-o. Ele deu de ombros sem se importar.

— Que ele encontrou uma forma de parecer ridículo. – Veio à resposta com humor.

— Que eu tenho o mesmo poder que ele tem sobre mim. – Falei ignorando seu humor estúpido. – Que eu posso machuca-lo também, que posso magoa-lo. Como eu acabei de fazer ao deixa-lo ser expulso de sua própria casa, ao deixa-lo mesmo sem querer, pensar que eu o estava deixando sem sequer pensar sobre, eu o magoei. Não sou apenas eu que corre esse risco, não é algo unilateral, então pare de agir como se eu fosse à única que pode sair machucada dessa história, por que não sou.

— Você é a única que me importa. – Retrucou. – Eu não quero você decidindo seu futuro, mudando seus planos por que se apaixonou, eu não quero que abandone seus planos por causa de Oliver. Você não pode viver em função dele, isso é perigoso. Você não pode fazer isso por ninguém.

— Não se trata de abandonar meus planos, de deixar de lado todo eles por causa de Oliver. – Neguei. – Trata-se de inclui-lo.

— Você saiu de San Francisco por minha causa. – Falou em tom suave. – Você foi para um lugar desconhecido para se afastar de mim, você faz isso Felicity, você foge. E agora não quer ir embora por causa de Oliver, você entende o que eu quero dizer? Fique ou vá embora, mas faça por você.

— Eu não saí por sua causa. – Neguei. – Nunca foi por você, é pelo o que você representa.

— Um lutador? — Riu descrente. – Adivinhe só, você namora um. – Meneei a cabeça em negativa.

— Você representa abandono. – Murmurei em um só fôlego e o chocando. – Você foi meu pai, você tentou, eu sou capaz de reconhecer isso, você ainda o faz, mas eu sempre vou olhar para você e lembrar que eu simplesmente fui deixada aos seus cuidados. Que de uma hora para outra minha mãe resolveu que não queria ser mais minha mãe, que eu era um inconveniente. E que agora eu devia ser grata por ter você. Não é que eu não goste, ou não seja grata a você, você é meu pai, eu o amo. Mas eu odeio o que você representa. – Minhas palavras o deixaram momentaneamente mudo.

— O que você acha que Oliver representa Felicity? – Perguntou de repente. – Oliver é fruto do abandono, Oliver representa violência, e independente dele ser ou não a razão de você querer ficar, eu ainda o quero longe de você.

— Oliver não é violento. – Neguei. – Claro que nos ringues ele é, mas ele nunca foi e nunca será violento comigo. Você o conhece tão bem quanto eu, sabe que ele jamais me machucaria.

— Não. – Meneou a cabeça em negativa. – Eu o conheço melhor. Oliver é capaz sim de ser violento, fora dos ringues, ele possui um gatilho, um gatilho muito frágil. Às vezes é disparado quando ele acha que está protegendo alguém que ama, às vezes ele pode agir assim quando está ferido. E eu não estou dizendo de costelas quebradas, eu estou dizendo de caso você o magoe a sério, se você realmente resolver deixa-lo, você acha que ele a deixará ir? Se Oliver realmente está apaixonado por você, esse gatilho pode estar bem mais frágil.

— O que você sabe de Oliver que eu não sei? – Perguntei chocada com a forma que o descreveu.

— Muito mais do que você pode aguentar. – Veio à resposta ríspida. – Eu não estarei te liberando de volta a NY, ainda. Mas se esse relacionamento sair do seu controle eu irei voltar a fazer essa pergunta, é melhor que a resposta seja um sonoro sim. – Falou antes de se afastar batendo a porta atrás de si.

Mas que inferno?

Esse era o único pensamento coerente em minha cabeça. Por mais perplexa que estivesse pelo rumo que as coisas tomaram eu precisava encontrar Oliver. Nosso relacionamento ainda era muito frágil e ele devia estar pensando todo tipo de coisa errada, mas quando desci eu não o encontrei em nenhum lugar. Liguei para seu celular, mas só dava caixa postal. O dia se arrastou lentamente sem que eu tivesse respostas suas, quando fui para o Boliche deixei Sara sobre aviso, eu queria saber quando ele chegasse, ela estava inquieta, e confessou estar preocupada com seu humor volátil, queria saber o que havia acontecido e se havíamos brigado, mas eu não era capaz de responder quaisquer de suas perguntas.

Mesmo Barry percebeu que eu não estava focada e tentou arrancar de mim algumas respostas, ele estranhou que esta noite eu estaria indo para casa sozinha, com delicadeza ele perguntou sobre Oliver, pois essa seria a primeira vez desde que Oliver e eu havíamos começado nosso namoro. Quando ajustei minha bolsa no ombro pronta para ir embora, eu resolvi ligar para Sara, certificar-me se ele ainda não havia aparecido. Para minha surpresa ela disse que sim, mas que já havia ido, ao que parecia ele tinha aproveitado a oportunidade em que eu não estaria em casa. Sara falou que ele havia passado apenas para pegar a moto e logo em seguida saiu.

Quando ela falou isso algo estalou em minha mente, decidida chamei por um táxi e ainda confusa sobre como chegar lá o expliquei da melhor forma que podia. Ele assentiu entendendo por um milagre e alertou-me que não era um lugar muito seguro. Agradeci sua preocupação, mas insisti. Eu tinha que tentar.

Quando o carro parou alguns metros longe de sua moto eu agradeci mentalmente por estar certa e estremeci de frio quando abri a porta e saí. A moto estava parada em frente ao bar, mas eu sabia que ele não estava lá dentro. Desci alguns metros até que meus olhos foram até onde ele estava sentado, no mesmo banco em que havíamos nos sentado no dia do meu aniversário. Como estava de costas ele ainda não havia me percebido, então aguardei alguns segundos enquanto observava as luzes da cidade, mais uma vez maravilhada com a vista. Quando por fim reuni toda minha coragem, eu me aproximei com passos lentos até que fiquei em sua frente o surpreendendo. Seus olhos azuis me encararam com intensidade até mudaram para uma calculada frieza.

— Ainda não terminou com suas malas? – Perguntou em tom monótono, seus olhos não mais me fitando.

— Eu não estou partindo Oliver. – Neguei.

— Você não parecia tão certa. – Murmurou friamente. Suspirei percebendo que ele não facilitaria as coisas, sem me preocupar em perguntar sobre eu me sentei ao seu lado, senti-o ficar ainda mais rígido.

— Nós sabíamos que não seria fácil. – Murmurei ao seu lado. – E sempre imaginei que teríamos um problema ou outro de comunicação, mas nós resolvemos tentar, você se lembra? — Ele deu de ombros. – Você não pode deduzir que eu estou partindo, fechar-se para si mesmo e se negar a conversar comigo. – Ele me lançou um olhar aborrecido e girou voltando-se para mim.

— Eu queria conversar, mas você não me pediu para ficar. – Murmurou irritado.

— Por que eu não queria que você ficasse. – Notei seu semblante ferido. – Eu não queria que você visse ou ouvisse o que viria a seguir, eu queria gritar com meu pai, e sabia que isso levaria a uma discursão sobre nós dois.

— A proposta dele era a sério? – Perguntou ainda hesitante.

— Não. – Neguei rapidamente.

— E se fosse? – Perguntou ríspido. Segurei um suspiro irritado e me movi para sentar em seu colo. Ele pareceu surpreso, mas não me afastou, sua mão automaticamente segurou a lateral do meu quadril.

— Eu não sei. – Confessei. Eu realmente não sabia. – Mas isso seria algo que discutiríamos juntos.

— Juntos? – Repetiu.

— Juntos. – Assenti. – Eu não estou partindo. – Repeti.

— Por agora. – Frisou. Não o respondi, acariciei seu rosto com ternura, meus olhos passando pelas linhas duras, levei uma mão a sua testa e acaricie seus cabelos. Ele fechou olhos por um momento, absorvendo o carinho.

— Você precisa saber de algo. – Murmurei chamando sua atenção. – Eu não conheço seu passado, e sei que você teme que eu me afaste por causa dele, mas eu sei que seu passado não molda a forma com que você me trata agora, e minha vida pode não ter sido tão complicada como a sua, com tantas coisas ruins acontecendo, mas eu também posso contar em apenas uma mão as coisas boas que me aconteceram, e me apaixonar por você está no topo dela. – Ele me encarou seriamente antes de finalmente deixar seus sorriso aparecer, o abracei trazendo ainda mais para mim, juntando meu fôlego completei. – Algo assim não se abandona.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!! Como sempre, fico no aguardo do feedback de vocês!! Xoxo LelahBallu