Redemption - A Renascida do Inferno
37 Taj Mahal.
Notas iniciais
POV Melissa
Dois dias de folga em New York? Por que eu não tiraria? Brooke sabe se cuidar sozinha.
De qualquer maneira, sim, eu tirei dois dias para aproveitar NY, bebi muito, sangue, vinho, whisky, rum, gim, saquê... Dormi com vários carinhas lindos, porém... Sei lá, não foi tão bom quanto costumava ser, será que sou eu que estou ficando mais exigente ou eles que estão ficando mais fracos?
Assim que meus dois dias acabaram eu peguei o primeiro voo para a Índia, desci poucas horas depois em Nova Deli, todos me olhavam espantados, provavelmente pelas minhas roupas, barriga de fora, tomara que caia e shorts curtos realmente não são os tipos de roupas que as indianas costumam usar. O que posso fazer? A Índia é quente pra caralho.
De Nova Deli peguei um avião para Agra, a cidade onde estão o Taj Mahal e a minha Vadia.
Ao chegar lá fui recebida por um guia turístico bem peculiar. Vampiro, para ser mais específica. O compeli a fazer um pequeno show para os turistas. Ele iria dizer que é mágico, então ir para o lugar mais visualmente chamativo que encontrasse e finalmente tiraria seu anel da luz do sol. Puff, de vampiro às cinzas em poucos instantes.
Peguei um táxi e fui para o Taj Mahal, o lugar é simplesmente imenso. Dá para entender porque a Vadia veio para cá. Mesmo sendo um mausoléu esse lugar é perfeito. Dei voltas e voltas procurando Brooke, mas não a achei em nenhum lugar.
A noite começava a cair, mas eu não sairia dali sem achar pelo menos mais um bilhete com alguma dica, esses jogos dela sempre me divertiram, mas agora o assunto é sério, Brooke tem que saber que ela está viva, tem que me ajudar a encontrá-la.
Entrei madrugada adentro procurando por aquela maldita vadia do quinto dos infernos, mas nem sinal dela. Seguranças do monumento vinham toda hora tentar me tirar dali. Os que eu não matava com minhas próprias mãos, compelia a fazerem-no eles mesmos.
Raivosa, dei um forte soco no hall de entrada, o que derrubou o portão e alguns pilares do lugar. Sem muita demora um bilhete parecido com o qual encontrei em NY caiu bem na minha frente. Peguei o mesmo rapidamente, imaginei que haveria mais alguma mensagem secreta escrita ou algo do tipo, porém o que encontrei foram números:
“-32.035, -52.098889”
Aquela era definitivamente a letra da Brooke. Peguei rápido meu celular e disquei os números escritos no papel. Nada. ‘Esse número não existe’. Tentei usar apenas o primeiro, depois apenas o segundo, mas não. Até que finalmente a minha ficha caiu.
—Coordenadas. — Falei para mim mesma dando um tapa em minha própria testa.
Virei o papel e encontrei mais números:
“ 32° 2′ 6″ S, 52° 5′ 56″ W ”
—Vadia. — Falei para mim mesma ao pensar nela.
—Então achou o que estava procurando, menina? — Perguntou um cara lindo, pele branca e olhos bem azuis. Vampiro.
—Quem são vocês? — Perguntei ao ver mais seis caras se aproximando dele.
—Achou mesmo que Marcel cairia na sua mentirinha? Nós sabemos que só existem 5 irmãos originais, não venha com ladainhas para o nosso lado.
—Ah, claro, são homens do Marcel, por que será que eu achei que ele seria mais inteligente do que isso? — Perguntei, franzindo as sobrancelhas com uma cara divertida.
—Não ouse falar o nome de Marcel em vão! Sua pirralha.
Ri incrédula e perguntei:
—Qual seu nome?
—Thierry, Thierry Vanchure.
—Bom, Thierry Vanchure, sinto, ou nem tanto, em lhe dizer que você vai ter uma morte lenta e muito, muito dolorosa.
Ele covardemente mandou 3 de seus homens para me atacar. Pior do que isso, na verdade. Ele disse:
“Acabem com ela e... Ela é muito gostosa, vamos usar esse corpo para nos divertimos um pouco.”
Revelei meus olhos vampirescos. Eles pareciam estar pegando fogo. A raiva em mim era enorme. Assim que o primeiro vampiro chegou perto eu quebrei seu braço, arranquei o mesmo de seu corpo e o usei como lança, atravessando-o contra o coração do maldito vampiro. Seu coração caiu no chão, bem aos meus pés, eu, sem piedade, usei meu salto agulha para perfurar o mesmo, que ainda batia.
O simplório lacaio de Marcel arregalou os olhos e mandou o restante dos vampiros me atacarem, 5 vampiros estavam diante de mim enquanto Thierry esperava me ver morta, ou pelo menos nocauteada.
Os vampiros avançaram. Assim que um deles avançou contra mim eu me abaixei rapidamente, desviando de seu soco e aplicando uma rasteira na parte posterior de suas canelas.
Me virei bem a tempo de segurar os punhos de dois vampiros que estavam prestes a me acertar. Joguei um deles de encontro a outro que vinha em minha direção. Os dois voaram para longe e foram parar nos jardins do grande monumento.
Eu, ainda segurando o punho de um vampiro, usei minha força, peguei-o pelos pulsos, o levantei e, sem o soltar, o impulsionei com extrema força contra o vampiro que estava aos meus pés, aquele o qual eu havia dado uma rasteira. Ambos os corpos se chocaram com tanta força que pude ouvir todos os ossos de seus corpos se quebrando, seus olhos saíram das órbitas e foram esmagados, seus ouvidos e narizes sangravam intensamente.
Soltando o pulso do vampiro enfiei minha mão com força em seu peito, como ambos estavam alinhados consegui arrancar dois corações de uma só vez.
O quinto vampiro me olhava atônito, não sabia o que fazer. Desapareci de sua vista em minha velocidade original, parando atrás dele e atacando vorazmente seu pescoço. Drenei todo o seu sangue e ao final puxei sua cabeça na direção oposta a de seu corpo até que ambos se separassem. Sua cabeça agora pendia em minhas mãos enquanto eu sorria descaradamente.
Thierry me olhava cheio de pavor nos olhos. Um sorriso de canto de boca surgiu em meu rosto.
—O que foi? — Perguntei divertida. — Eu adoro decapitações.
Ele se virou rapidamente, preparado para fugir, porém apareci em sua frente o pegando pelo pescoço.
—Eu não preciso te compelir, Thierry, você vai fazer o que eu digo, eu sei que vai: Diga a Marcel que ele foi avisado, agora vão haver consequências.
Ao terminar de falar quebrei seu pescoço, dei as costas a seu corpo inerte e saí andando pretensiosamente do Taj Mahal.
Me dirigi ao aeroporto, acho que sei para onde essas coordenadas vão me levar. Brooke, se eu não achar você dessa vez... Desisto. De qualquer maneira caso eu não te ache tenho certeza de que você me achará.
Já no aeroporto ‘comprei’ minha passagem.
Brasil, aí vou eu.
POV Neutro
—Ela já começou sua busca? — Perguntou a ruiva impaciente.
—Sim e não. Ela está procurando outra pessoa antes. — Respondeu o belo homem de olhos verdes.
—Que pessoa?
—Não sei, pretendo descobrir, mas... Tem algo me bloqueando.
—O que? Você está brincando comigo, não é, Tristan? — Perguntou meio assustada. — Não existe ninguém no mundo com poder suficiente para bloquear o seu!
—Tem razão, eu devo estar apenas cansado ou algo do tipo.
A ruiva suspirou e o olhou de canto de olho.
—E a loira? — Perguntou.
—Ainda nada, está brincando de casinha ao que me parece. Achei que ela poderia ser mais útil, porém não é o que está acontecendo.
—Dê um jeito nisso. Aproveite e dê um jeito de mandar a velha bruxa á Mystic Falls. Quero ver Melissa sofrer ao perceber que mais uma vez perdeu sua irmã. Seus irmãos, agora.
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