Redemption - A Renascida do Inferno
46 Possessão?
Notas iniciais
POV Damon
Assim que saí da casa dos Gilbert recebi uma ligação da Mikaelson, ela, educada como sempre, mandou eu calar a boca assim que eu disse "Melissa...", ela começou a fazer inúmeras perguntas do tipo "você está bem?", "está machucado?", "como está Rebekah?", "E Elijah?", "Drake ainda está vivo?", "é verdade que Esther está de volta?"...
Respondi todas as perguntas. As respostas deixaram ela bem desconcertada, tanto que ela rapidamente desligou o telefone após eu ter respondido a última. Já disse que odeio essa garota?
Bom, fui para o grill depois e encontrei Ric bebendo.
—O que foi? — Ele perguntou.
—O que foi o que? Não posso beber durante a tarde?
—Pode, só que esse é o seu jeito depressivo de beber.
—Eu tenho um jeito depressivo de beber?
—Fala logo, Damon.
—Elena e Stefan disseram que eu me importo demais.
—Se serve de consolo, eu prefiro quando você se importa.
—Não ajuda muito, mas obrigado, amigo.
Ouvimos um baque, a porta do Grill sendo aberta rapidamente, quase desesperadamente. Bonnie entrou correndo e veio em nossa direção, para variar, a bruxinha mal se dirigiu a mim.
—Ric! — Ela disse, pousando a mão no braço do Ric, ofegante.
—O que foi, Bonnie?
—Você não ta sentindo isso? O ar da cidade... Ta pesado.
—Como assim pesado? —Perguntei.
—Ric, Damon, vocês precisam tomar cuidado, precisam avisar a Elena e o Stefan para não irem nessa festa, eu to sentindo que...
—Eu bruxinha, não se esqueça que os corajosos não fogem da luta, por mais difícil que seja. — Disse uma voz estranhamente familiar vindo de trás de mim.
Eu me virei e não acreditei em meus olhos.
POV Drake
Assim que cheguei em Mystic Falls a primeira coisa que fiz foi ir para casa da gatinha, eu sei, eu sei, foi estúpido já que provavelmente ela está braba comigo.
Desci do avião e deixei as malas na mansão Salvatore, mas tem... Alguma coisa diferente aqui, tem algo errado em MF, o ar está pesado, está estranho... E olha que para mim, um vampiro completamente desantenado e estabanado, perceber uma coisa dessas, o bagulho deve estar sério mesmo.
Quando cheguei na mansão Mikaelson percebi que o ar ficava mais e mais denso.
Pelo jeito que as coisas estavam eu não iria conseguir entrar na casa, mas vi a Rebekah saindo em super velocidade, então decidi seguir ela. Não segui por muito tempo, ela foi para o carro dela, estava há poucas quadras de distancia, antes que ela tivesse a chance de me ver eu entrei no carro e sentei no banco do carona antes dela. Ela estava tão atordoada que nem percebeu a minha presença...
Ela levou um pouco de tempo até perceber que eu estava lá, mas quando me viu deu um pulo do banco.
—D... D... Dr... Drake? — Ela falou quase em um cochicho.
Ela ficou muito sem reação. Boca aberta, olhos arregalados, mão no peito, coração acelerado provavelmente por causa do susto e uma cara de pura incredulidade.
Eu estava sorrindo para ela, mas não era meu famoso sorriso que faz qualquer garota se derreter. Era... De verdade. Eu estava feliz por ver a Rebekah.
—Sentiu minha falta? — Perguntei, quebrando o silêncio que se fez.
De repente os olhos dela ficaram vermelhos, mas não o vermelho vampiresco, vermelhos do tipo 'chorei muito'. Meu sorriso se desfez, eu não esperava ver ela mal só por minha causa, ou quase isso...
Minha bochecha ardia, vermelha, assim como a mão dela. Ela me deu um tapa, um tapa dos fortes... E barulhentos.
—Se eu senti sua falta? Drake, você é um idiota, só você não percebeu!
—Percebi o que? — Perguntei, agora meio exaltado.
—QUE EU GOSTAVA DE VOCÊ, SEU PANACA!
—...Você... Gosta de mim?
—Gostava, Drake, passado. E mesmo gostando de você, mesmo você dizendo que gostava de mim... Ah, Drake, você sumiu por um mês, eu não sabia se ainda estava vivo ou morto, eu não sabia o que fazer ou o que pensar eu...
—Seu irmão não te contou?
Ela mudou de posição, ficou mais ereta, a expressão passou de surpresa para raiva.
—O que tem meu irmão? O que o Niklaus fez dessa vez?
—Rebekah, seu irmão me obrigou a ir para a Europa.
—Por que?
—Porque ele tava preocupado com você e queria saber se... Se...
—Se?
—Se o que eu sinto por você é real.
—O que quer que tenha descoberto não me interessa mais, Drake, eu cansei. Cansei dos seu joguinhos, cansei do meu irmão decidindo o que é bom pra mim, cansei de... DE TUDO!
Ela saiu do carro e bateu a porta com força, eu desci em seguida e segurei a mão dela, mas ela se soltou e me olhou com um olhar frio, tão frio que congelaria o sol.
—Drake, se não ficou claro, que fique agora... Saia de perto de mim! Eu não quero te ver na minha frente, eu não quero ouvir sua voz, eu não quero nem ouvir seu nome, então se manca e VAI EMBORA!
Aí ela simplesmente saiu andando até que há umas 2 quadras de distancia ela entrou em um carro... Com um cara, e eu não gostei NADA disso.
Aaaah, Drake, se manca, admite, você perdeu a garota mais incrível do mundo...
Eu precisava beber, não, eu precisava de bebida E do meu melhor amigo. Fui no lugar mais provável de encontrar os 2, no Grill.
Cheguei lá e ouvi a bruxa Bennett dizendo que tinha algo errado, que o Alaric e o Damon tinham que tomar cuidado ou algo assim.
—Eu bruxinha, não se esqueça que os corajosos não fogem da luta, por mais difícil que seja. — Eu disse, parando atrás do Damon.
O idiota me olhou talvez mais surpreso que a ga... Que a Rebekah. E depois ele simplesmente ficou me encarando, o caçador e a bruxa não deram muita bola.
—Eu sei que eu sou lindo, não precisa ficar encarando.
Damon parece que voltou a realidade. Ele deu um sorriso de canto de boca e...
—Uuuuhh!!!! — Gemi.
Caí no chão e o sorriso do Damon se abriu. Alaric se levantou e Bonnie deu um pulo, nenhum dos dois esperava por isso.
—Tá louco, Damon? — Gritei. — Qual o seu problema? Por que me deu um soco no estomago?
O sorriso dele desapareceu, então ele começou a falar ironicamente:
—Bem, louco eu sempre fui, problemas, tenho vários, e o soco... Ah, o soco foram as suas boas-vindas, afinal você viajou e ficou, tipo, semanas sem dizer onde estava, sem dar sinal de vida...
Eu estava prestes a me levantar quando alguém apareceu e me levantou pelo colarinho da camiseta. QUAL É? HOJE NÃO É MEU DIA MESMO!
—Mas o q...
—Sh, sh, sh, sh, shhhh. Quietinho, mate, não queremos um escândalo aqui, certo?
—Klaus, que não surpresa desagradável. — Disse o Damon. — O que está fazendo aqui?
—Não posso ir no Grill da minha cidade encontrar um amigo que acabou de voltar de viajem?
—Primeiro, a cidade não é sua, segundo, você não tem amigos. Agora solta o Drake.
—Acho que não vai ser possível Da...
Damon de repente apareceu em sua velocidade vampiresca há poucos centímetros de Klaus. Foi tão surpreendente para mim quanto para o Original, Damon foi rápido, extremamente rápido... Rapido até demais.
POV Damon
—Eu. Disse. Para. Soltar. Ele.
—O que vai fazer se eu não soltar?
—Bom. — Disse Stefan, em tom de deboche, chegando por trás do Klaus. — Ele pode te dedurar para a mamãe.
Eu estava furioso, por algum motivo, eu estava muito furioso, extremamente furioso. O sangue estava correndo quente pelas minhas veias, fervendo, borbulhando, era como se estivesse sendo possuído.
Meus olhos fuzilaram Stefan depois se dirigiram novamente ao Klaus, ele me olhava surpreso, eu estava focado no rosto dele, tão focado que perdi a noção do que acontecia ao meu redor.
Klaus começou a soltar o colarinho do Drake e levou as mãos à cabeça. Ele desabou de joelhos no chão apertando os tímpanos. Todos me olhavam assustados, mas eu não tirei meus olhos do Klaus nem por um segundo.
Quando percebi que o Drake estava me chamando eu olhei para ele meio surpreso, foi como se eu tivesse saído de um transe e quando olhei de novo para o Klaus, ele simplesmente não estava mais ali.
—O que foi isso, Damon? — Perguntou Bonnie.
—O que foi o que? — Respondi.
—Você não notou? —Disse o Ric.
—Do que vocês estão falando? —Perguntei.
—Damon, você acabou de dar uma surra mental no Klaus. — O Drake disse.
—Do tipo que só as bruxas fazem. — Completou Bonnie.
Meu irmão me olhava atônito, nem eu estava entendendo o que estava acontecendo. Eu não fiz nada, EU JURO!
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