Redemption - A Renascida do Inferno
56 Lágrimas de verdade
Notas iniciais
Já sei quem é a pessoa perfeita para me ajudar.
Deixando tudo e todos para trás, peguei o corpo inerte de Esther e botei no meu carro, dirigi até a mansão Mikaelson e joguei a bruxa maldita em um porão.
Disquei o número de telefone, demorou um pouco, mas ela finalmente atendeu.
— Broo! — gritei no telefone, com a voz embargada.
—Ah meu deus, Melly, o que foi? Que voz é essa?
—Broo, eu preciso da sua ajuda! Eu estou em Mystic Falls e... Ah, por favor, você tem que vir para cá!
—Calma, me explica onde fica isso?
—Virginia, anda logo!
A vadia desligou o telefone na minha cara, eu conheço Brooke, sei que no amanhecer já vou ver ela gritando de frente para a minha janela, e é exatamente disso que eu preciso.
Fui para o meu quarto e me joguei em cima da cama, a raiva ainda me consumia, eu estava cheia de adrenalina, queria matar, beber sangue, talvez até um sexo selvagem...
Escutei duas batidas na porta entreaberta do meu quarto, quando me virei vi que Elijah me olhava com tristeza nos olhos.
— Sai daqui — eu disse, mesmo não querendo dizer...
— Bonnie Bennett me contou tudo — ele falou, dando um leve sorriso. — Eu sei que você não me odeia.
— Claro que não odeio, Elijah, não tem como te odiar! Mas eu estou com raiva e eu não sei porque eu estou com raiva e isso me deixa com mais raiva ainda!
Ele andou leve e despretensioso até a minha cama e se sentou aos meus pés.
— Fico feliz em saber disso, em saber que o problema não sou eu. Acho que não conseguiria conviver comigo mesmo sabendo que você me odeia.
Meus olhos se arregalaram. O que ele quis dizer com aquilo? O meu coração começou a bater mais rápido e eu comecei a sentir cada vez mais raiva, mas eu sabia que esse não era o caso aqui...
— Elijah, por favor, vai embora, eu não sei até que ponto posso me controlar. Eu te ataquei mais cedo!
— Eu não me importo, não percebe que eu quero estar ao seu lado?
Eu estava prestes a explodir, me sentei rapidamente e dei um forte tapa em seu rosto. Eu mesma me surpreendi. Eu queria abraçar ele, mas alguma coisa me dizia para enfiar uma estaca em seu coração.
Desapareci do quarto antes que ele pudesse se recompor, fui até meu carro e dirigi em alta velocidade para a minha casa de campo. Chegando lá fui direto para o meu quarto, mas tinha alguma coisa... Diferente. Alguém esteve aqui.
Andei até a ponta da minha cama, onde um compartimento secreto do subsolo estava escondido sob um tapete. As coisas ali estavam intocadas. Minhas piores e melhores lembranças, fotos e cartas de Gianni, tudo.
Comecei a sentir o cheiro de um perfume familiar... Acho que talvez eu saiba quem esteve aqui.
POV Neutro
Melissa surtou, ela derrubou com os braços todos os perfumes que estavam em sua estante, começou a chorar deliberadamente enquanto se lembrava de tudo o que Gianni fizera, de todo o estrago que o vampiro deixara em sua vida. E o pior era que ela não tinha como dizer se o Salvatore atual faria a mesma coisa. Melissa desaprendeu a confiar nas pessoas.
Há quase 200 anos a única pessoa em quem ela vinha confiando era a que estava prestes a chegar na manhã seguinte. Ela não faz idéia de como teria sobrevivido sem Brooke Evans ao seu lado.
POV Melissa
Depois de tanto quebrar, gritar, chorar e amaldiçoar, eu estava cansada física e emocionalmente. Mais emocional que física, mas tudo bem... Não, espera, não está NADA bem! A porcaria do cara que eu acho que amo não acredita no meu amor, ainda por cima invadiu minha casa e... Ah, Deus, ele me fez relembrar de tudo. Olhando para aquelas cartas eu relembrei de cada momento que eu passei ao lado de Gianni, cada sorriso, cada toque, cada beijo... Tudo falso, tudo em vão.
Não vou negar, não dá, simplesmente não vou mentir, eu amei Gianni, eu o amei mais do que a qualquer coisa em minha vida. Gianni foi meu maior amor, o mais forte, o mais épico, o mais marcante, mas o pior de tudo é saber que não foi real.
Caí no chão sobre os meus joelhos e apoiei o rosto nas mãos, chorando compulsivamente. Ele não tinha o direito, DAMON SALVATORE NÃO TINHA O DIREITO DE ME FAZER RELEMBRAR TUDO ISSO!
POV Neutro
A vampira original estava tão desgastada que acabou pegando no sono naquela mesma posição, sentada sobre as panturrilhas e com o rosto, cheio de lágrimas, apoiado sobre as mãos.
Já na mansão Salvatore, são e salvo, Damon estava sentado no chão, de frente para lareira, com uma perna esticada, abraçando a outra, com a cabeça repousando no joelho. Uma lágrima solitária corria pelo rosto do vampiro, ele se recusava a chorar, mas não conseguia evitar.
Drake servia dois copos de whisky e se dirigia à lareira, sentou do lado de seu melhor amigo e estendeu um dos copos, enquanto dava um longo gole no outro.
— Não quero, já disse, quero ficar sozinho.
— Vamos, uns goles vão te fazer bem. — pediu Drake, cutucando de leve o amigo com o copo.
Damon se enxeu de raiva, numa ação súbita ele pegou o copo da mão do amigo e atirou com força na lareira. O mesmo se espatifou em mil pedaços enquanto a bebida era consumida pelas chamas, que sintilavam cada vez com mais vivacidade.
— Eu já disse para me deixar sozinho! — girtou o Salvatore, sem tirar os olhos do chão.
Drake tombou a cabeça para trás, fitando o teto, e deu uma risada sem vontade.
— Que tipo de amigo eu seria se fizesse isso?
Damon finalmente desviou o olhar do chão e olhou para seu amigo, liberando, sem querer, mais algumas lágrimas.
— Obrigado, irmão.
Drake dera seu sorriso encantador ao ver que seu amigo estava cedendo.
Já em seu quarto, Rebekah chorava silenciosamente, abraçando os joelhos com força, sussurrando o nome de seus irmãos. Seu coração pesava, ela nunca achou realmente que pudesse perdê-los, principalmente Niklaus. Sim, ele era o irmão que mais a incomodava, mas ainda assim, era o que mais fazia falta, era o que mais se preocupava em protegê-la.
Ela balançava a cabeça negativamente quando sentiu braços ao seu redor, a aconchegando. As lágrimas saíram com mais liberdade.
—Me diz que não é verdade, Elijah, me diz que eles não estão mortos.
O vampiro original, que estava com os olhos marejados, abraçava a irmã com força, com esperança de tirar toda a dor que ela sentia.
—É verdade, Rebekah... E só o que nos resta é aceitá-la.
O dia começava a surgir, o sol nascia linda e lentamente, os pássaros começavam a cantar enquanto uma BMW roxa cantava pneus perto da cidade. A BMW fazia curvas extravagantes e andava em altíssima velocidade. Com uma freada brusca, a BMW parou em frente a uma casa de campo, basicamente no meio do nada, dentro dela havia uma linda garota, de provavelmente uns 22 anos, com roupas quase tão extravagantes quanto seu carro. Ela tirou os óculos de sol e olhou para a casa.

Em seguida abriu a porta do carro dramaticamente e pôs a primeira perna para fora, descendo do carro em estilo cinematográfico. O vento batia, fazendo o lindo cabelo, de cachos abertos e sem volume, dançar.
A porta da pequena casa se abriu rápida e ansiosamente e, ao chegar na varanda, Melissa paralisou vendo a mulher que acabara de descer do carro.
— Pode festejar, baby, Brooke Evans is here! — ela disse, sorrindo com um canto da boca.
Fale com o autor