Redemption - A Renascida do Inferno
57 Bow down, bitches!
Notas iniciais
POV Melissa
Ouvi um barulho alto, um carro freando bruscamente. Já estava acostumada, sabia do jeito louco e inconsequente com o qual ela dirigia. Me levantei rápido, ainda com o vestido da festa, e saí correndo. Abri a porta ansiosamente e travei ao chegar na varanda.
Ah meus Deuses, não me lembro de ter sentido tanta felicidade na minha vida. Ver a minha vadia aqui, na minha frente, depois de tudo o que aconteceu... Ah, God, meu coração vai explodir.
—Pode festejar, baby, Brooke Evans is here!
Fechei meu olhos e comecei a gritar enquanto corria com minha velocidade vampiresca em sua direção. Em uma fração de segundo eu pulei em cima dela, que me abraçou com força me fazendo girar no ar.
—Ah meu Deus! Brooke! Que saudade!
Ela foi me soltando devagar e me afastou um pouco pelos ombros, não muito, só a ponto de ela conseguir me olhar olho no olho.
— Ok, quem é você e o que fez com a minha Bitch? — perguntou, com um tom engraçado na voz, dando um sorriso pequeno, pequeno porém feliz.
— Ei, olha como fala comigo, Vadia, eu não sou tuas nega. — falei, segurando os braços dela, dando um sorriso de canto de boca.
—Agora sim, essa é a minha Melly! — ela disse, me abraçando de novo.
É, acho que posso dizer que Brooke é uma das, se não A, pessoa mais importante da minha vida. Eu já estava há um bom tempo sem ver essa vadia, já estava entrando em crise de abstinência, é realmente muito difícil para mim ficar uma semana sequer longe dela. Ah, que saudade da minha melhor amiga!
— Broo, eu preciso da sua ajuda, uma bruxa maldita, a Esther... Bem, ela me lançou um feitiço e...
— Eu sei, um feitiço que acabou com seu autocontrole. — ela falou, fazendo uma cara meio piedosa.
— Claro que você sabe. — falei, com raiva de mim mesma por ter esquecido. — Você é uma Al...
—H ey! — me repreendeu. — Não saia por aí dizendo isso como se fosse uma coisa boa!
— Por favor, diz que você pode me ajudar!
Ela fechou os olhos, deu um longo suspiro e assim que os abriu de novo eu vi um sorriso de canto de boca brotando no rosto dela.
— Claro que posso! Quem você pensa que eu sou?
Abri a boa para zoar com ela, ia dizer que ela é... Bom, ela. Ela odeia quando ressaltam esse fato, ela odeia ter perdido toda a família e, não faz sentido, odeia caçadores.
— Nem pense em dizer isso! — me cortou antes mesmo de eu começar a falar. Haha, parece que Brooke Evans me conhece tão bem quanto eu mesma...
Dei um sorriso de lado, sabia que Brooke ia conseguir retirar o feitiço de mim.
— Vamos logo, Broo, se prepare para me trazer de volta.
— Vamos mesmo, você está muito sentimental para o meu gosto. — disse, com o sorriso de canto ainda nos lábios.
Eu fiz cara de surpresa, abri a boca, mas ainda sorrindo. — Vadia. — Completei, dando um sorriso de canto de boca também.
Brooke me pegou pela mão e me levou até o meio da floresta, onde, ali, começou a recitar umas palavras em latim.
—Phesmatus quod malum estconfringetur; Invitis comprehensi restituta potestate...
O vento começou a soprar forte, como se um furação estivesse chegando, tenho que admitir, o poder da Brooke é de dar medo.
—Phesmatus quod malum estconfringetur; Invitis comprehensi restituta potestate!
Ficamos mais alguns minutos ali. O vento parou de repente, eu olhei para as minhas mãos como se estivesse me olhando por inteira, depois olhei para Brooke e dei um sorriso de canto de boca.
—Sabia que você iria conseguir. — parabenizei ela, que logo deu um largo sorriso. — Obvio, não poderia esperar menos de alguém que trabalhou comigo.
—Agora essa a Melly que eu conheço.
—Eu tô de volta, baby, e tenho que compensar todo o tempo que perdi. Venha comigo.
Ela me seguiu e fomos até a minha casa! Finalmente! Caralho, eu estou livre. Livre! adeus sentimentos... Ou quase isso.
Entrei e tomei um banho rápido. Troquei de roupa e fui até meu carro. Brooke queria ir no carro dela, mas eu mandei ela vir no meu, e, obvio, ela veio.
Dirigi em alta velocidade com as janelas abertas e o vento batendo no meu cabelo. Eu me sentia eu de novo! Livre, leve, solta, diva, Melissa.
Dirigia até a cidade com um dos braços descansando sobre a porta do carro enquanto apenas uma mão conduzia o volante. Ah, God, como é bom ter uma aliada bruxa, como é bom ter a minha bruxa.
O carro passava como um vulto à vista dos pedestres, freei o baby bruscamente e desci logo em seguida, jogando meu cabelo para o lado e me preparando para reencontrar meus irmãos enquanto Brooke estacionava o carro.
POV Damon
Estávamos todos reunidos na mansão Mikaelson, descobrimos que Esther estava trabalhando para alguém e tínhamos que descobrir quem, afinal, uma bruxa mais forte que a bruxa Original não deve ser pouca coisa.
Todos estavam presentes, bom, quase todos. Me pergunto por onde a Mikaelson anda... De qualquer maneira, eu estava sentado na ponta de um dos sofás, com um espaço vazio do meu lado, Stefan e Elena estavam sentados depois daquele espaço e Alaric ao lado deles; Bonnie, Caroline, Xerife Forbes e Jeremy estavam em outro sofá enquanto Drake e Rebekah estavam em poltronas. Elijah sentava em um sofá, ao lado oposto de Katherine. Todos preocupados com essa tal bruxa super poderosa que quer destruir Mystic Falls.
Eu estava com um copo de whisky na mão, estávamos discutindo sobre como poderíamos fazer Esther falar quando a porta dupla da mansão Mikaelson se abre e ao longe vemos a Original subindo as escadas, como se holofotes estivessem sobre ela.
Assim que ela passou pela porta, que se fechou sozinha segundos depois, ela levantou um pouco o rosto e pôs uma das mãos na cintura, mostrando claramente sua superioridade.
— Bow down, Bitches, Melissa Mikaelson is back! — disse, ostentando aquele sorriso de canto de boca que faria qualquer homem se derreter.
Naquele momento eu soube. A mulher que eu amo estava de volta.
— Como? — perguntou Elijah, atônito e ao mesmo tempo radiante. — Se nem mesmo a bruxa Bennett conseguiu.
O sorriso nos lábios dela aumentava a medida em que ela levantava a mão sobre a cabeça. Com a mão no alto ela estralou os dedos e assim, segundos depois, a figura de uma mulher muito linda começou a se formar do lado dela...
—Como? — ela repetiu a pergunta como em um deboche. — Porque eu tenho bons aliados, meu caro Elijah. — ela finalizou, olhando para o lado, para a mulher que acabara de se materializar perto dela.
A mulher olhou para ela e sorriu de volta, depois se virou pra nós com um sorriso quase tão lindo quanto o da Original, quase, e um olhar divertido.
— Ótimos aliados, ela quis dizer.
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