POV Rebekah

—O maior objetivo deles é limpar a face da terra e recomeçar o povoamento. Um mundo inteiro só de bruxos... É isso o que eles querem. — Disse Rachel. — Foi por isso que eles me capturaram.

—Como assim? —Perguntou Drake.

—Eles me usaram como cobaia, eu era um ratinho de laboratório, Drake. Eles queriam descobrir se havia um jeito de matar todos os vampiros de uma vez... Eu disse que tinha.

—O que você disse? —Perguntei meio assustada.

—Que matando um original, eles matariam toda a sua linhagem junto.

—Você está LOUCA? Não botou só a mim e meus irmãos em perigo, botou todos os vampiros do mundo!

—VOCÊ ACHA QUE EU NÃO SEI?! Pelo menos assim eles paravam de me torturar! Eles paravam pra começar a procurar vocês! Mas me desculpe, eu não sabia que você tinha tanto medo de morrer.

—Eu não tenho, sabe por que? PORQUE EU NÃO POSSO SER MORTA!

—DEVIA PODER! PORQUE SE NÃO FOSSE POR SEU IRMÃOZINHO A MINHA FAMÍLIA NÃO TERIA MORRIDO!

—O que?

—VOCÊ ESCUTOU! Eu virei vampira porque Niklaus me deu sangue, porém seu pai me matou ao descobrir que seu irmão e eu tínhamos um caso! E SEU IRMÃO SAIU CORRENDO FEITO UM FRANGUINHO ENQUANTO MIKAEL DESTRUÍA TODA A MINHA VILA!

—QUER SABER? EU NÃO SOU OBRIGADA A OUVI ISSO!

Eu me levantei PUTA DA CARA e subi, terminei de arrumar as minhas malas em um piscar de olhos. EU NÃO SOU OBRIGADA!

POV Melissa

Depois da festa fui embora com Vincent, fomos para seu apartamento e ele me ofereceu seu sangue.

—Sério? — Perguntei levemente surpresa.

—Sim, deve estar com fome. — Retrucou.

Não recusei, bebi seu sangue até ficar saciada, o que na minha linguagem quer dizer que eu bebi pra caralho. Ele se sentiu meio fraco então dei meu sangue para cura-lo.

Ele me beijou docemente e eu, selvagem como sempre, comecei a tirar rapidamente sua roupa. Tirei meu vestido enquanto o beijava fogosamente, ele começou a passar as mãos por todo o meu corpo, apreciando o máximo possível. Seu membro já se encontrava duro feito pedra, mas eu não estava com muita vontade de caprichar nas preliminares.

Assim que tirei minha lingerie me posicionei sobre ele, que penetrou em mim com certa agilidade. Suas estocadas apesar de rápidas eram suaves, tentei aumentar o ritmo e fazer ele usar mais força, porém não fui muito bem sucedida. Ele começou a acariciar meus seios enquanto estocava e beijava meu pescoço.

O ritmo das estocadas era constante, tudo o que eu sentia era seu membro avantajado dentro de mim. O tamanho era excelente, era uma sensação realmente boa.

Não muito depois ele chegou ao ápice, eu, por outro lado, demorei mais um pouco... Sinceramente, apesar do tamanho, esperava que ele fosse melhor.

~No dia seguinte~

Acordei, mas continuei de olhos fechados. O perfume dele é bom. Assim que eu abri os olhos me esforcei para não franzir as sobrancelhas.

—Tava me olhando dormir? —Perguntei.

—É que você fica tão linda dormindo. —Ele disse, ainda me encarando.

Achei fofo. Dei um beijo nele e quando ia me levantar da cama ele me puxou de volta, me fazendo sentar em seu colo.

—Você é a melhor. —Ele disse.

—Eu sei.

—Não vai dizer como eu me saí?

—Eu preciso?

—Isso quer dizer que fui bem?

—Talvez sim, talvez não. Vou deixar esse ar de dúvida na sua cabeça. — Debochei.

A gente se beijou de novo e eu saí rápido do colo dele. Catei minha lingerie que estava atirada pelo quarto e a vesti.

Olhei em volta e olhei para ele de novo, indagativa.

—Onde botou? —Eu perguntei.

—O que?

—Meu vestido! Eu sei que você escondeu.

—Eu meio que sabia que assim que acordasse você ia querer sair. —Ele disse, se levantando da cama e botando uma cueca Box vermelha.

—Vincent! —Exclamei rindo. Ele veio até mim, me puxou e começou a beijar o meu pescoço. —Eu tenho que sair.

—Posso pelo menos te dar uma carona?

Eu ri e disse “Ta bom.”. Ele botou uma roupa rápido,me devolveu o meu vestido e me levou até em casa. Dei um selinho nele e saí do carro, porém ao chegar na porta ouvi uma discussão.

Rebekah e Niklaus? O que eles tão fazendo aqui?

Para variar, eles estavam tão concentrados na discussão que nem me viram abrir a porta. Eu me recostei no marco e comecei a observar.

—Você não entende, Rebekah, NINGUÉM ENTENDE! —Niklaus gritava.

—VOCÊ SEMPRE DIZ ISSO, NIK, QUANDO VAI PARAR DE SE ACHAR COITADINHO?

—Ora, ora, isso não soa familiar pra vocês? —Eu disse e eles me olharam surpresos.

Rebekah me olhou e subiu as escadas rapidamente, eu entendi o olhar dela... Tem alguma coisa errada e eu sinto que essa alguma coisa envolve um idiota chamado Drake.

—Onde passou a noite? —Perguntou Niklaus.

—E isso te interessa? —Eu perguntei arqueando as sobrancelhas.

Ele deu um passo e ficou mais perto de mim, tentando me ameaçar “Quando eu achar esse...”.

—SE você achar ele. — Interrompi com arrogância. —Você não vai fazer nada, ou você se esqueceu de que eu sou tão... Talvez MAIS forte que você?

—Melissa, até agora eu não conheci ninguém bom o bastante pras minhas irmãzinhas, então se eu digo não é não... Melhor saber: Eu já mandei preparar seu caixão... Já tem uma adaga lá te esperando.

—Pois então mande ele ser bem decorado, porque no final, quem vai estar nele vai ser você, irmãozinho, não eu. —Eu disse, cruzando os braços, pretensiosa.

Dei as costas para ele e subi as escadas, sério, uma hora dessas eu vou acabar matando o Niklaus.

Ao subir parei ao lado da porta de Rebekah, que estava entreaberta.

—Me ajuda. — Ela disse, olhando em volta pro quarto.

—No que? — Perguntei entrando.

—Cansei desse quarto, quero mudar... Móveis novos, pintura nova, tudo novo...

Pensando bem, ela tem razão. Acho que nós duas precisamos de umas mudanças...

—Por que saiu de lá? — Perguntei ao ver ela desfazendo as malas.

—Já tava na hora...

—Hum...

Ela parou, me olhou, ligou o radio e voltou a desfazer as malas. Começou a tocar ‘When I Was Younger – Liz Lawrence’.

—Acha que eu não te conheço, Rebekah?

—Do que ta falando?

—Do que eu to falando? To falando do porque de você estar tão pra baixo.

—Não to pra baixo.

—Aham, também vou acreditar se disser que não brigou com o Drake.

—Como sabe?

—Porque eu sou sua irmã. Agora anda, desembucha.

—Acho que eu to... Tava... Meio que começando a gostar dele.

—E isso é ruim por...?

—Vários motivos...

—Tipo?

—Um deles é que o Nik sempre mata os caras que eu gosto... Literalmente.

—Você não tem que se preocupar mais com esse detalhe, afinal, agora eu to aqui. — Retruquei dando um sorriso de canto de boca.

—Outro é que geralmente os caras que eu gosto não prestam... O Drake parece ser um deles.

—Isso a gente descobre.

—Ah, e ele tem uma noiva.

—Ok, eu não esperava por essa.

É triste dizer isso, mas a Rebekah é uma pessoa muito fraca quando se trata do coração, ela é frágil, como um copo de cristal, e agora ela só ta de pé porque tem alguma coisa dentro dela segurando as rachaduras... Se isso continuar, o copo vai se quebrar.

Eu deveria ter desconfiado, meu sexto sentido geralmente não falha comigo, mas desde que eu vim para Mystic Falls... Tem algo errado. Eu deveria ter pensado nisso, poderia ter ajudado Rebekah e ela não estaria assim agora.

Ótimo! Eu falhei de novo, falhei mais uma vez em proteger quem eu... Amo. Falhei mais uma vez com a minha irmã; e falhei com o Elijah também... É como se os mil anos não tivessem passado, é como se a perdedora que eu era quando humana ainda estivesse viva dentro de mim... E eu tenho que matar ela, de um jeito ou de outro, eu tenho que matar ela.

Ah, Elijah, como eu queria sua ajuda gora...