Notas iniciais
Sim, estou postando dois capítulos hoje, não, não me perguntem o porque. Esse cap é super Mebekah, aproveitem.

POV Rebekah

Como a Melissa soube? Como ela sempre sabe? Às vezes parece que ela me conhece melhor do que eu mesma... Eu... Eu realmente não estou bem, eu achei que pela primeira vez puderia dar certo.

Espera, eu estou vendo direito? Isso nos olhos da Melissa... SÃO LAGRIMAS?

Lágrimas começaram a correr pelo meu rosto. Ela viu que eu estava chorando e me pegou pelos ombros, olhando bem no fundo dos meus olhos.

—Rebekah, eu vou te ajudar. Você merece ser feliz. Você VAI ser feliz. Eu prometo.

Ela soltou meus ombros devagar à medida que eu levava minha mão direita ao topo cabeça dela. Não é justo, eu sempre tenho que ser consolada. As pessoas sempre estão lá por mim. Quando vai ser a minha vez de ajudar?

—Melissa, me desculpa, eu realmente não sou uma boa irmã... Eu sou a mais velha, era eu quem devia cuidar de você e não o contrário. Você ta sempre se preocupando comigo e não vem dizer que não, porque assim como você me conhece eu conheço você. Você diz que eu mereço ser feliz, diz que vai me ajudar, mas quem vai TE ajudar? Quem vai te ajudar a superar o passado e te fazer esquecer as memórias que tanto te perturbam? Quem vai cuidar de você? Te abraçar quando ta triste? ... Melissa, você é a garota mais linda e apaixonante que eu já conheci, mas nunca foi amada devidamente. É disso que você precisa... Amor. E eu não to falando do tipo de amor que você sentia pelo Gianni. Você precisa de um amor de mãe, amor de irmã, amor de amigos... Você precisa de uma família.

Ela me olhou com uma expressão cada vez mais chorosa enquanto eu continuava.

—Me deixa fazer a coisa certa pela primeira vez, me deixa agir como uma boa irmã... Me deixa ser sua família.

Ela não se aguentou mais, começou a chorar como um bebe, enterrou o rosto no meu ombro enquanto eu abraçava a cabeça dela.

—Obrigada, Rebekah. — Ela disse, chorando. —Obrigada.

Poucos minutos depois ela caiu em um sono profundo. Vampiros não se exaurem fisicamente, mas mentalmente... Cara, nossas emoções são ampliadas, tudo o que sentimos é simplesmente... Inimaginável, cansativo, exaustivo.

Eu peguei ela no colo e fui até o quarto dela, comecei a olhar em volta lembrando do Elijah e do Kol.

Botei a Melissa na cama, desci, bebi uma bolsa de sangue e fiquei um bom tempo a pensar na minha vida. Suspirei, botei a bolsa vazia no lixo e fui até o corredor, Nik saiu de seu quarto furioso, com o andar pesado.

—O que foi? — Perguntei preocupada.

—Eu temo que possamos ter perdido Elijah e Kol pra sempre, Rebekah.

Meus olhos se arregalaram, não, Nik não pode estar falando a verdade...

—Do que está falando?

—Liguei para o Stefan para assegurar que nossos irmãos estavam com ele, mas acho que ele possa... — Ele travou, seria doloroso demais pensar que Elijah e Kol poderiam estar no fundo do pacífico a essa altura.

—Não se preocupem. Amanhã mesmo o Elijah vai estar aqui com a gente.—Disse Melissa, saindo do quarto com um olhar determinado, um sorriso brilhante e uma roupa linda.

—Onde vai? — Perguntou Nik.

—Sair. — Ela respondeu.

—Eu.Perguntei.Onde.Você.Vai. —Disse ele, pausadamente.

Ela deu um sorriso de canto de boca e disse “Até mais, Nik”, e começou a descer as escadas vindo em nossa direção, que também era a direção da porta. Nik ficou furioso e em um piscar de olhos prensou ela de costas contra a parede, segurando-a pelos ombros.

Ela se virou rápido e numa reviravolta quem estava prensado contra a parede era o Nik. Ela segurou o pescoço dele com força e disse, chegando mais perto dos ouvidos dele “Melhor não entrar no meu caminho, irmãozinho... Não hoje”.

Ela saiu e ele ficou parado lá, puto da cara.

A campainha tocou, eu desci pra ver quem era porque do jeito que ele ficou, o Nik não iria querer ver ninguém nem a pau. Assim que abri a porta tentei fecha-la quase no mesmo instante, mas ele pôs o pé impedindo que eu a fechasse.

Eu revirei os olhos e ele entrou sem mais nem menos.

—Ainda ta braba comigo... —Ele disse, com um tom triste na voz.

—Não to braba, por que eu taria braba?

—Rebekah, eu...

—Drake, vai embora, eu to cansada.

—Você não ta cansada.

—Como sabe disso?

—De algum jeito, quando a gente gosta de alguém, a gente consegue entender essa pessoa. — Disse ele, se aproximando devagar de mim.

Eu pus a mão no peito dele para impedir que ele se aproximasse mais, mas ele pegou minha mão e me puxou para mais perto dele, envolvendo minha cintura. Ele chegou com o rosto mais perto do meu, parou há poucos centímetros da minha boca e começou a olhar bem fundo nos meus olhos.

Ele começou a aproximar o rosto lentamente o desviando até a minha orelha.

—Me perdoa? — Sussurrou no meu ouvido.

Eu estava arfando, meu coração estava acelerado. Engoli a seco, empurrei ele e disse “Sai, agora.”

Ele tentou se aproximar de novo e eu dei alguns passos pra trás.

—Drake, NÃO.

O Nik ouviu tudo e desceu rápido. Pegou o Drake pelo pescoço e começou a compelir ele.

—Você vai embora, vai deixar minha irmã em paz e se você se aproximar de novo dela, eu te mato.

O Drake olhou fundo nos olhos do Nik e disse com extrema dificuldade “Eu tomo verbena, cara, e eu não tenho medo de você”.

Nik deu um sorriso e quebrou o pescoço dele. Ele me olhou, meio feliz, e disse “Sabe, eu até que gostei desse garoto”.

Eu saí de casa abalada, peguei meu carro e fui para o Grill. Assim que me sentei pedi uma Vodka para me esquentar.

—Você ficou linda nessa roupa. —Disse Matt trazendo minha Vodka.

—Matt Donovan elogiando uma vampira?

—As pessoas mudam, eu mudei, você ta mudando.

Olhei para ele e comecei a beber minha Vodka, ele entrou no galpão e saiu de lá sem o uniforme. Veio até mim, sentou do meu lado e me ofereceu um chiclete.

—Não é bom beber a essa hora. — Ele disse.

—Eu faço coisas que não são boas, Matt.

Ele pegou minha mão e me levou até seu carro.

POV Neutro

Que tal minha ideia? — Perguntou uma linda jovem ruiva ao belo homem de pele bronzeada e olhos verdes.

—Esplêndida. Você tem talento para o mal, garotinha. — Disse ele com sua voz sexy, sorrindo debochadamente.

—Não me chame de garotinha, sou uma mulher. — Reclamou.

—Claro, claro. — Retrucou revirando os olhos. — Agora, tenha paciência, essa foto só chegará às mãos da Original quando ela recuperar seu irmão.

—Por que? — Perguntou a ruiva indagativa.

—Porque eu gosto de ver ela lutando pelos que ama. Ela é uma mulher realmente interessante.

A ruiva cerrou os punhos cheia de ódio, ha quase dois séculos ela vem odiando Melissa, porém nunca descobrira um jeito de mata-la.

—Você realmente gosta de brincar com as pessoas. — Disse ela tentando se conter.

—Tanto quanto você.

—Não fui em quem enviou o caçador original à Mystic Falls, nem fiz o vampiro Salvatore sequestrar os irmãos da vadia.

—Ganho créditos extras por isso, mas você está no bom caminho, talvez um dia seja tão maligna quanto eu.

Notas finais
Então, haha, como será que esse homem de olhos verdes conseguiu levar o Mikael à MF, e como será que ele fez Stefan sequestrar o Elijah e o Kol? Alguma teoria? Comentários? Sim? Obrigada! :D