Redemption - A Renascida do Inferno
10 Fantasmas - Parte II.
Notas iniciais
POV Melissa
Não acredito que estou fazendo isso, mas FODA-SE!
Dirigi até a mansão Salvatore e desci do carro, que ficou bem mal estacionado. Entrei na mansão e não vi ninguém na sala, o que me fez imediatamente subir e começar a olhar nos quartos. Abri o primeiro e nada, o segundo, o terceiro... Finalmente quando abri a porta do quinto quarto vi Stefan, sentado na ponta cama, só de calça, escrevendo alguma coisa.
—O que ta fazendo aqui? — Ele perguntou, surpreso, largando o que parecia ser um diário.
—Eu to puta da cara e preciso extravazar... E você vai me ajudar com isso.
Andei até a cama e subi em cima dele, como uma felina, dando a ele nenhuma opção além de se deitar. Seus olhos verdes cheios de confusão e sua expressão hesitante que o fazia parecer um virgem me deixaram excitada.
—Mas o que é isso?... — Ele perguntou, se sentando, comigo já em seu colo.
—Sexo sem compromisso. — Falei, levando meu rosto até o dele e roubando um beijo desesperado.

No inicio ele tentou resistir, tentou empurrar meus ombros, mas eu era mais forte que ele, então ele finalmente se deu por vencido, deslizando as mãos dos meus ombros à minha cintura enquanto eu arrancava ferozmente o sinto da sua calça. Ele rasgou a minha blusa e jogou ela longe, fazendo a mesma coisa com a minha saia. Olhei pro meu corpo, agora quase nu, e dei um sorriso safado.
—Ta me devendo uma roupa nova, gostosão. — Falei, mas agora foi ele quem me puxou de volta pro beijo, dirigindo suas mãos pros meus seios, onde apertou com força, me fazendo gemer baixinho por entre seus lábios. Rasguei a calça dele e joguei longe, agora estávamos empatados. Ele inverteu nossas posições e arrancou meu sutiã, atacando meu seio direito enquanto acariciava o esquerdo de uma forma ritmada, logo em seguida beijando e mordiscando o vão entre eles, o que me fez arfar. Com seus pés nus ele tirou minhas polainas e meu sapato. Inverti nossas posições com minha velocidade vampiresca e, em seu colo, comecei a beijar seu abdome, senti seu membro ficar ereto em baixo da minha intimidade. Olhei pra ele com cara de safada e mordi meu lábio inferior, eu sabia o efeito que isso causava na maioria dos homens, seu membro começou a pulsar sob a minha calcinha e ele se preparou pra trocar as posições de novo, mas com minha força vampiresca mantive ele no lugar, beijando e mordiscado bem em baixo de seu umbigo, então mais embaixo, logo beijando a ereção que pulsava sob a cueca Box. Ele gemeu baixinho enquanto eu tirava sua cueca, logo em seguida dando leves beijos sobre seu pênis.
Deu uma longa lambida da base até a cabeça de seu membro, deixando-o louco, ele mordia os lábios e segurava um gemido forte que teimava em sair. Finalmente botei tudo na boca e comecei a sugar e chupar com vontade, o que fez ele revirar os olhos de prazer. Minha intimidade já pulsava também, ele me pegou desprevenida e veio parar em cima de mim, arrancando a minha calcinha sem me dar tempo de raciocinar e estocando seu membro grande dentro de mim.
—... Ah... Stefan... — Gemi, enquanto ele entrava com força dentro de mim.
Ao mesmo tempo em que me estocava, voltou a me beijar ardentemente, nossos gemidos foram ficando mais altos com o aumento do ritmo das estocadas.
—... Ah, Melissa! ... — A voz dele era de puro prazer, o que me deixava ainda mais excitada.
—Isso... Vai... Mais forte! ...
Ele subitamente ficou sobre os próprios joelhos, elevando meu quadril à sua altura, estocando mais fundo e com mais força. A velocidade aumentava cada vez mais enquanto ambos estávamos quase atingindo o ápice.
—Isso... Isso... Vai! —Gemi alto, enquanto suas estocadas atingiam um nível que só vampiros conseguiam atingir. Poucos segundos depois seu membro começou a pulsar cada vez mais forte dentro de mim, liberando logo em seguida uma quantidade impressionante de gozo.
Explodimos em milhares de partículas de prazer, gozamos juntos, ao mesmo tempo. Assim que ele saiu de dentro de mim, eu me sentei na cama, com a respiração acelerada, e olhei pra ele, que agora me olhava confuso, como se quisesse perguntar o que acabou de acontecer.
—O que? Eu precisava extravazar. — Falei, com um tom de deboche na voz, me levantando e indo até o armário dele.
Ele riu e balançou a cabeça negativamente enquanto eu pegava uma camiseta dele pra botar, afinal, ele tinha rasgado as minhas roupas.
E lá estava eu, só com uma camiseta dele enquanto meu sexto sentido apitava feito louco. Eu to com um mau pressentimento, mas ainda assim... Suspirei.
—O que foi? — Ele perguntou, vendo minha expressão.
—Já sentiu uma sensação... Um aperto no peito? Como se alguma coisa estivesse prestes a acontecer? — Disse, me sentando ao lado dele, indagativa.
—Sinto isso quando olho pra você...
Dei um sorrisinho piedoso e acariciei de leve o rosto dele.
—Ah, doce Stefan, não se atreva a se apaixonar por mim. Eu não presto. —Falei, adicionando um tom super piedoso na minha voz.
Em seguida dei dois tapinhas de leve no rosto dele e me levantei novamente.
—Onde vai?
—Seguir minha intuição. — Disse, indo porta a fora sem olhar pra trás.
Peguei meu carro e dirigi até as cachoeiras místicas, foi pra lá que meu sexto sentido me levou... Chegando lá me apoiei em uma cerca de metal e fiquei olhando a água... Me deu vontade de pular, afinal, eu amo água... E isso me faz lembrar de quando...
~Flashback On~
—Mana, venha ver! Olha que água linda.
—Melissa, não chegue muito perto, você pode cair.
A gente tava numa cachoeira, Tatia tava me segurando pela mão enquanto meu corpo tava inclinado pra água. Era ela quem tava me mantendo na terra firme.
—Melissa! Se você cair pode se afogar!
Tatia é muito preocupada comigo, pra falar a verdade, acho que ela se preocupa mais comigo do que a Alessa, afinal, eu fui indesejada.
Eu me endireitei e me afastei da beira, abracei Tatia com força.
—O que foi? — Perguntou ela.
Eu balancei a cabeça negativamente e disse “Nada, só que... Eu te amo, mana”.
Ela me afastou pelos ombros, me olhou nos olhos, se agachou pra ficar da minha altura e me disse bem séria “Você é tudo pra mim, pequena” depois me abraçou.
Tatia não é muito mais velha que eu, ela tem 9, eu tenho 5, mas não adianta, ela sempre exerce o papel de mãe.
Acho que ela se sente meio culpada por Alessa tratar ela melhor. Alessa não me trata mal, ela me trata razoavelmente bem, mas trata Tatia mil vezes melhor, então Tatia transfere tudo pra mim.
—Mana. — Eu disse fazendo cara de fofa.
—Fala, baixinha, o que você quer?
—Quero nadar. Posso ir pra cachoeira?
—Melissa! Eu já disse que não! Você pode se machucar!
Eu fiquei triste, eu queria nadar.
—Olha. — Ela disse. —A mana vai te levar em um lugar bem legal pra nadar, tá bom?
Eu gritei “Ebaaa” enquanto me jogava nos braços da Tatia.
—Mana, EU TE AMO!
~Flashback Off~
Meus olhos começaram a se encher de lágrimas... Ah, Tatia, que saudade!
Ela era tão boa pra mim, ela se preocupava comigo acima de tudo! Eu tava com os olhos fechados, tentando evitar que mais lágrimas se formassem, mas quando eu os abri, eu olhei pra cachoeira e vi a neblina que a envolvia, tava de um tom azul tão sereno que me lembrava das tardes que eu passava com a minha irmã, brincando nos campos ao céu azul.
Mas eu não tava serena, tinha um turbilhão de lembranças na minha cabeça. Quando eu olhei pra baixo vi um reflexo na água que eu NUNCA esperaria ver...
—Ta... Ti... A... — Eu falei boquiaberta e com os olhos arregalados.
Quando olhei pro lado vi minha irmã, mas ela não era humana... Ela era... Um fantasma. Estava perfeita como sempre foi, mas parecia mais pura que nunca com aquele vestido branco.
Mais lágrimas invadiram meus olhos. NÃO PODE SER REAL!
Ela me deu aquele sorriso que sempre me acalmou e me abraçou do jeito que me abraçava quando a gente era pequena.
Minhas pernas vacilaram e eu caí no chão, ela se agachou e botou a mão na minha cabeça.
—Tá tudo bem, minha pequena.
—T-Ta-ti-a... — Não deu pra conter as lágrimas, simplesmente não deu! Eu não gosto de chorar, eu pareço fraca, ela não gostava de me ver chorando.
—Hey, olha pra mim. — Ela disse, pegando o meu queixo tombado e levantando pra eu olhar pra ela. —Não foi sua culpa. Nada do que aconteceu.
—Mas eu bebi!... Eu bebi seu sangue!
—Pensa pelo lado positivo, baixinha. Você tem um pouquinho de mim aí com você.
—Você morreu por minha causa! Era pra ter sido eu.
Ela me chacoalhou pelos ombros e disse “Eu NUNCA permitiria que alguém te machucasse, ta ouvindo? Eu fico feliz por ter sido eu”.
Aí ela me abraçou de novo. Por quê? Por que eu to fadada a essa maldição? Eu não posso sequer morrer! Porque foi a Tatia e não eu?
—Me desculpa! — Eu disse chorando.
—Eu te amo, pequena, mas receio que logo a gente vá se despedir.
—Não! Por quê? Não vá, mana, fique comigo, só mais um pouco!
—Ah, Melissa, queria ficar aqui pra sempre com você, mas não dá... Sou grata à bruxa Bennet por esse momento... Mas escute, antes de eu ir... Você tem que... saber...
Tatia começou a desaparecer devagar e a voz dela começou a falhar.
—TATIA!
—A... Está... Vi... Cuidado... Bruxo... Aluc... — Eu consegui identificar poucas palavras, mas elas não eram o suficiente para entender o que a minha irmã queria dizer...
Já não dava mais pra ouvir a voz dela e o corpo dela tava desaparecendo, a ultima coisa que eu vi foram os lábios dela se movendo em um “I LOVE YOU” sem som.
—Eu te amo. — Eu disse, chorando, logo antes dela desaparecer.
Fale com o autor