Redemption - A Renascida do Inferno
11 Doppelganger.
Notas iniciais
POV Rebekah
Passei a tarde com o Tyler, depois, já a noite, fui procurar Melissa... E a achei... Ela tava desmaiada na cachoeira mística. O que será que aconteceu?... Eu fiquei preocupada quando vi ela daquele jeito.
Trouxe ela pra mansão Salvatore comigo, não ia deixar ela ficar sozinha lá em casa, não desse jeito. Passei em nossa casa pra pegar um pijama e uma roupa dela, afinal, que merda é essa que ela ta usando?
Ela acordou, mas tava meio grogue, eu ajudei ela a se trocar. Acho que ela não sabe o que é uma roupa não provocante.
Botei meu pijama e fui dormir...
~~~~
Acordei, a primeira coisa que fui fazer foi ir no quarto ver a Mel, ela ainda tava dormindo, mas com lágrimas nos olhos. Me pergunto o que aconteceu... Resolvi tomar meu banho e por uma roupa, depois tomei café e fui pra escola. Não quero estar aqui pra ver o momento em que a Melissa vai perceber que está na casa dos Salvatore. Ela odeia eles mais que nós, eu e meus irmãos, odiamos.
Cheguei na escola e fui treinar com as garotas, afinal, eu sou líder de torcida. Quando eu tava terminando um salto, nossa querida Elena Gilbert apareceu na minha frente. Eu fiz uma cara de desgosto e disse “Ah, é você... Ótimo”.
—Eu queria conversar com você.
—Sobre o que? Stefan? Não se preocupe, eu pretendo manter distância até ele começar a me tratar melhor, inclusive eu sugeriria que você tivesse um pouco mais de amor próprio e fizesse o mesmo.
—Na verdade, eu prefiro falar sobre isso. — Ela pegou uma foto da bolsa dela, uma foto com o meu nome, na parede de uma caverna em que eu e meus irmãos costumávamos brincar quando ainda éramos humanos.
—Onde conseguiu isso?
—To curiosa pra saber por que você e Klaus passaram mil anos fugindo do seu próprio pai.
—Eu tenho que voltar ao treino, se não se importa.
—Bom, então eu acho que devo perguntar ao Mikael quando a gente acordar ele.
—Está blefando, você não sabe onde ele está. Ninguém sabe.
—Então quem ta apodrecendo no cemitério em Charlote?
—Você ficou LOUCA?
—Por que não quer que a gente acorde Mikael?
—Se acordar ele, estamos todos mortos! Bom, ou eu deveria dizer quase todos?
—Do que está falando?
—Se Mikael aparecer, pode ter certeza de que a única pessoa que TALVEZ saia com vida é a Melissa.
—Melissa? — Perguntou, meio surpresa.
—Não acredito! Você ainda não ouviu falar da minha irmã?
—SUA O QUE?
POV Melissa
Acordei em um lugar estranho, de pijama, em uma cama grande e... Como eu vim parar aqui? Depois de eu encontrar Tatia tudo o que vêm na minha mente são borrões.
Quem me encontrou? Onde estou? Afinal, o que aconteceu depois que minha irmã desapareceu?
Tatia... Só de pensar nela já me vêm lágrimas nos olhos... PARE MELISSA! Não seja fraca, você prometeu a si mesma quando... Hãm? Parece que tem alguém esperando do lado de fora da porta. Onde the bloody hell eu to?
Assim que eu botei os pés pra fora da cama a porta se abriu e eu vi... Damon Salvatore?! WTF! Ele tava parado no batente da porta me olhando com cara de brabo. Ai não! Não, não, não, não! Não me diz que eu to na mansão Salvatore!
—Posso finalmente voltar a dormir no MEU quarto? — Ele disse com desagrado na voz, me olhando de cima a baixo como se estivesse me analisando.
Usei minha velocidade vampiresca pra pegar ele pelo pescoço e prensa-lo na parede.
—O QUE VOCÊ FEZ COMIGO? PORQUE EU TO AQUI? QUEM TROCOU AS MINHAS ROUPAS? UMA RESPOSTA ERRADA E VOCÊ É UM CARA MORTO, SALVATORE!
—SUA LOUCA SOCIOPATA! FOI A SUA IRMÃ! AGORA ME SOLTA!
—A MINHA IRMÃ ESTÁ MORTA! SEU IMBECIL DOS INFERNOS.
—SIM, TÃO MORTA QUANTO EU E VOCÊ. AGORA ME SOLTA, CARALHO!
O pescoço dele tava sangrando, eu apertei ainda mais, fiz mais pressão e ele gemeu de dor, me dei por quase satisfeita e soltei ele, que imediatamente pôs as mãos no pescoço respirando com dificuldade.
Elijah um dia fez uma promessa e Elijah sempre cumpre suas promessas. Eu não vou ser a pessoa que vai fazer isso mudar, vou esperar quanto tempo for necessário, mas um dia Elijah não terá mais que proteger os Salvatore.
—Por que me deixou ficar no seu quarto? — Eu disse, dando dois passos pra trás.
—Rebekah me ameaçou, por que mais seria?
—Ótimo!
—Ótimo!
—Agora vaza.
—O que? Por quê?
—Porque eu vou me trocar, seu imbecil.
Entrei no quarto de novo e bati a porta na cara dele, tomei um banho demorado só pra incomodar e vesti a roupa que provavelmente foi a Rebekah quem pegou pra mim.
De qualquer maneira, saí do quarto e Damon ainda tava parado na frente da porta. Quando eu botei o pé pra fora ele quase arregalou os olhos, respirou fundo e ficou me fitando sem parar. Eu tava com uma cara de ‘eu te odeio’ pra ele e fui até o quarto da Rebekah. EU MATO ELA POR TER ME TRAZIDO À MANSÃO SALVATORE!
Tava vazio... Esqueci que ela vai à escola. Que desperdício.
Eu desci e fui até a sala, ia tomar um Whisky e ir embora, mas fui jogada no sofá por um maníaco!
POV Damon
Passei a noite no quarto de hóspedes porque a maldita, porém gostosa, da Rebekah me ameaçou para eu não chegar perto DO MEU PRÓPRIO QUARTO!
Pelo visto a primeira Original ia dormir aqui, mas porque NO MEU QUARTO?!
Acordei era cedo, ninguém tava acordado além de mim, me arrumei e fui buscar a Elena e o Ric. Nós fomos até as antigas cavernas debaixo da propriedade dos Lockwood pro Ric tirar fotos e decifrar os hieróglifos das paredes. Depois fomos pra casa dele, ele imprimiu as fotos enquanto eu ajudava Elena a treinar.
Foi divertido, Elena e eu estamos ficando cada vez mais próximos e isso tá me deixando louco. Eu to cada vez mais apaixonado por ela e sei que ela sente algo por mim, mas ela não deixou de amar o Stefan. De qualquer jeito, eu não vou desistir da mulher que eu amo.
Dei uma carona pra ela e deixei ela na escola antes de ir pra casa. Quando cheguei fui até o quarto de Rebekah, ela já tinha saído pra escola, Stefan e Drake também já foram, estávamos só eu e a sociopata original.
Assim que eu ouvi que ela tinha acordado eu abri a porta do meu quarto e fiquei parado no batente da porta.
—Posso finalmente voltar a dormir no MEU quarto? — Eu disse puto da cara, eu amo a minha cama.
Ela me atacou, pra variar. Insinuou que fui eu que trouxe ela pra cá e pior, que fui eu quem tirou a roupa dela, embora essa última parte não fosse má ideia. Ela me pegou pelo pescoço e a gente começou a gritar um com o outro. Sério, eu não teria problema nenhum em vê-la morta.
Ela entrou pro MEU QUARTO de novo e fechou a porta na minha cara. Vadia.
Eu fiquei ali esperando que ela saísse. Depois de uma eternidade ela finalmente saiu, ela tava... WOW...
Esses olhos, o cabelo, a cara de má e tudo mais. Puta que pariu, ela é muito linda! Ah, foda-se. Ela foi pro quarto da Rebekah depois desceu, eu entrei no meu quarto e me joguei na cama. Ah, como eu amo a minha cama. Quando eu botei a mão debaixo do travesseiro eu senti uma coisa... Eu puxei, era um colar, antigo, bonito, cheirava bem... Cheiro de morangos.
Eu abri e tinha uma foto em preto e branco... Uma foto... DA ELENA?
COMO ASSIM A VADIA ORIGINAL TEM UMA FOTO DA ELENA? Eu corri pro andar de baixo na minha velocidade vampiresca, Melissa tava sentada bebendo MEU Whisky.
Eu voei pra cima dela, atirei o copo pra longe, prensei o corpo dela contra o sofá, ela ficou meio que deitada, eu fiquei de quatro por cima dela, com uma das minhas pernas me apoiando no chão.
—O que ta planejando?
—Salvatore, se você não sair de perto de mim em 5 segundos eu te mato.
—QUAL É O SEU JOGO? Por que você tem um colar com a foto da Elena?
—VOCÊ É RETARDADO OU ALGUMA COISA? Por que the bloody hell eu teria um colar com a foto da sua bonequi...
Ela me agarrou pelo colarinho da camiseta e me fez sentar de frente pra ela no sofá. Nossos rostos estavam colados e por mais que eu odeie ela, eu tava sentindo uma puta vontade de agarra-la.
Ela se inclinou na minha direção e disse com o nariz quase encostando no meu “Damon... Elena é uma doppelganger?”.
Eu não disse nada, só assenti com a cabeça, os olhos dela foram tomados por um blank amedrontador. Ela foi largando meu colarinho devagar e se recostou no sofá, olhando fixamente pro nada.
Ela piscou e retomou aquele brilho nos olhos, a cara de ‘eu te odeio’ se transformou em pura indiferença, ela tava começando a me dar medo de verdade pela primeira vez.
—O que...
—NÃO — Ela me interrompeu, falando de um grito a um sussurro. — Chega. Perto. De mim.
Ela ainda fitava o nada, eu cerrei os olhos e me levantei, joguei o colar no colo dela e disse “como quiser”. Subi as escadas furioso, entrando no meu quarto e dando um soco na parede!

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