Redemption - A Renascida do Inferno
59 Expectativas.
Notas iniciais
POV Brooke
—Claro, mas isso você já sabia, certo, Brooke Evans, ou eu deveria dizer, Brooke Alucard.
Merda, ele pegou no meu calo, sim, é verdade, eu sou uma Alucard, a última sobrevivente do grande clã de bruxos extremistas. Isso deve te fazer pensar 'espera, mas então quantos anos ela tem?’, bom, pra falar a verdade, eu tenho 192 anos, quando eu tinha 22, pouco antes de conhecer Melissa, eu fiz um feitiço anti aging em mim mesma. Não me tornei vampira, simplesmente parei de envelhecer. Não tenho super velocidade, ou super força ou super audição, eu sou uma mulher normal, com poderes mágicos e quase 200 anos de vida, mas normal.
— Pelo visto alguém andou fazendo o dever de casa. — falei, lançando um sorriso irônico.
Verdade seja dita, eu sempre odiei ser uma Alucard, por isso sempre usei meu nome do meio, Evans, o nome da minha mãe. Então digamos que são poucas as pessoas que sabem sobre mim, afinal os Alucard foram extintos a mais de 180 anos.
— Ele não foi o único, senhorita Alucard. — dizia o outro, mais elegante, deduzi ser Elijah, o famoso original que sempre usa terno.
Niklaus me olhava como se eu fosse um diamante de 750 quilates, enquanto Elijah parecia apreensivo.
— Finalmente. — dizia Niklaus, com um tom ameaçador. — Sinto muito, Love, mas eu vou ter que matar você. — ele disse, enquanto andava lentamente na minha direção.
Sério que ele acha que pode me matar? Tá, tecnicamente, eu posso ser morta, como qualquer humano normal, mas meus poderes são, tipo assim... Muito foda pra caralho, então não há meios do Niklaus me derrotar. Eu ia o avisar sobre isso, mas a Melly se meteu na frente dele assim que ele chegou mais perto de mim.
Acho que nunca vi uma expressão tão fria e assassina no rosto de Melissa Petrova Mikaelson... Isso chegou... A me dar medo.
— Se você ousar encostar um dedo que seja nela, eu juro que vou arrancar cada célula, cada nervo que você tem até seu corpo se desfigurar e parecer carne moída, banhada em sangue e agonia, mas você não vai morrer, afinal, você é um original e vai se curar, mas enquanto se cura, eu vou recomeçar a arrancar cada pedacinho do seu ser até que você finalmente deseje poder ser morto.
Dei um passo para trás, Melissa me assustou dessa vez, ela sempre foi protetora comigo, mas nunca vi ela ameaçar alguém tão seriamente. E eu não fui a única, Niklaus deu passadas largas de costas até bater em uma parede, ele tinha medo, pois nesse corpo não era páreo para ela.
— Hãm... Melly... Sabe que eu... Tipo... Posso acabar com ele e tomar uma xícara de chá ao mesmo tempo, não sabe? — perguntei, receosa.
Ela suspirou, se virou para mim e deu dois tapinhas no meu ombro enquanto andava na direção da irmã dela.
— Claro que eu sei, isso foi só uma advertência. — respondeu ela, voltando a ser a Melissa indiferente e despojada de sempre, dando seu famosos sorriso de canto de boca.
Dei uma risada, daquelas risadas meio nasais. Aff, "advertência", imagina se fosse uma ameaça.
POV Niklaus
Ela era linda, uma beleza rara nos dias de hoje, mas ela é poderosa, poderosa demais para continuar viva... A não ser que ela se torne minha aliada.
Uma vez, há alguns anos atrás, uma das muitas bruxas que trabalhavam para mim me falou sobre a última sobrevivente do Clã Alucard, a bruxa mais temida de todas. Eu, naturalmente, fiquei extremamente curioso, então convenci Elijah a me ajudar com algumas pesquisas, mas o máximo que conseguimos foram fotos dela e a confirmação de que ela não envelhecia.
Quando descobrimos isso, eu jurei para Elijah que se ela não se aliasse a mim eu daria um jeito de matar ela, mas agora estou com sérias dúvidas sobre isso, afinal, ela é aliada da minha littlest sistah, Melissa. Apesar de tudo, não posso mentir, eu comecei a desenvolver certo afeto depois de ver o desespero dela ao tentar me salvar. Acho que talvez eu me importe com essa criatura irritante que tenho o desprazer de chamar de irmã.
POV Melissa
Andei até a Blondie e segurei ela pelos ombros.
— Você não está braba comigo por eu ter escondido o fato de que uma das bruxas mais poderosas que existem é minha melhor amiga, ok?
— Isso é uma pergunta? — perguntou ela, meio insegura, com as sobrancelhas arqueadas.
— Não, é uma sugestão amigável. — respondi despojadamente.
— Traduzindo, é um 'ou você fica de bem comigo ou morre'.
— Exato. — falei em tom alegre, o que fez ela revirar os olhos.
Ela me puxou para um abraço forte, mas que por algum motivo me pegou de surpresa. Fechei os olhos devagar enquanto a abraçava de volta.
— Senti sua falta, Mel. — ela falou com a voz embargada.
—Também sentia a sua, Blondie. — falei, com a voz normal, mas com uma pequena lágrima lutando para sair do meu olho.
Nos separamos e eu olhei para o lado. Ali havia um Elijah relutante, que obviamente queria me abraçar, mas tinha medo de eu ainda odia-lo. Ele me olhava com os olhos cintilantes desde que eu entrara na mansão.
Andei em passadas lentas na sua direção e parei em frete dele, séria, olhando bem fundo naqueles lindos olhos castanhos.
— Elijah, eu... — sim, eu, Melissa Mikaelson ia me desculpar, mesmo que a culpa não tenha sido minha, bom, eu ia, até ele me impedir com um abraço tão forte que era capaz de nos fundir a qualquer instante.
— Não diga nada, minha irmã, por favor...
Assenti e abracei ele de volta, deixando nossos corações conectados, sentindo cada toque dele nas minhas costas nuas e me arrepiando ao sentir sua respiração perto do meu ouvido.
Senti o olhar acusador de Brooke sobre a minha nuca, o que fez eu me arrepiar mais ainda. Assim que nos desvencilhamos eu olhei para ela com uma cara de 'sério?' enquanto ela sorria maliciosa.
— Vadia. — falei em um sussurro, logo antes de lançar um sorriso de canto de boca.
— Obrigada. — retrucou ela, também sussurrando, atirando os cabelos pra trás do ombro.
Olhei para Blondie e percebi que ela ainda estava meio para baixo, eu sabia exatamente o porque. Peguei a mão dela indo em direção à porta, assim que passamos pela Broo, peguei a mão dela também. As duas me olharam sem entender muita coisa, mas ninguém se pronunciou até chegarmos no carro da Rebekah.
— Pode nos explicar o que é isso? — perguntou a Blondie, sem entender nada.
Soltei a mão das duas e olhei séria para minha irmã.
— Blondie, pega essa carro e vai atrás do Drake.
Ela se preparou para falar alguma coisa, mas eu cortei logo em seguida.
— E isso é uma ordem.
Ela revirou os olhos e entrou no carro, dando partida logo em seguida. Brooke ainda me olhava desconfiada.
— Então, vai me dizer o que está acontecendo? — ela perguntou, já começando a entender tudo. — Isso é por causa do Elijah ou do cara de olhos claros que estava aqui mais cedo?
Olhei para ela e dei um leve sorriso, é verdade, eu não consigo esconder nada da Brooke, nunca consegui, não é agora que isso vai mudar.
— É, meio que pelos dois... Mas não é só por isso... Bom, eu ainda tenho que te explicar tudo, certo?
Ela assentiu com a cabeça, pedindo pra eu continuar. Contei para ela sobre Elijah e como ele foi a primeira pessoa a me tratar bem aqui, sobre como eu não sei dizer o que sinto, mesmo sabendo que é algo forte, e também falei sobre Damon e o ódio que eu senti por ele ao perceber que ele era um Salvatore, sobre como ele implicava comigo e como finalmente me ganhou no dia em que me salvou de ser morta por Mikael. Então finalmente contei sobre Tatiana, sobre a foto que recebi há algum tempo e sobre a suspeita de que ela está viva, afinal não tive tempo de explicar a situação detalhadamente da última vez em que nos vimos.
— Tatiana. — repetiu ela, mais para si mesma do que para mim, arregalando os olhos. — A sua...
— É.
Suspirei e olhei para ela, que ainda se encontrava muito confusa, pus minha mão no ombro dela e falei que ia ficar tudo bem.
— Você sabe que não consegue mentir para mim, Melly. — ela falou, cruzando os braços.
Dei uma risada nasal e sem vontade, balançando a cabeça negativamente.
— Vamos entrar, Broo, temos um interrogatório seguido de muita tortura a fazer.
— Vamos. — ela disse, enquanto assentia e passava o braço sobre os meus ombros, andando comigo até as escadas da mansão.
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