Redemption - A Renascida do Inferno
60 Uma pitada de surpresa.
Notas iniciais
POV Rebekah
Dirigi ansiosa e receosa até a mansão Salvatore, eu não sabia o que iria acontecer dali para a frente. Eu sei que... Eu... Eu gosto mesmo do Drake, mas... Aff, sei lá!
Meu carro ia em baixa velocidade, por mais que eu quisesse falar com ele, eu queria adiar aquele momento, mas... Merda! Sempre a Melissa para me fazer essas coisas.
Freei o carro suavemente e estacionei, não foi difícil, tinham muitas vagas ali. Respirei fundo e me preparei para entrar na mansão.
Andei até a porta, respirei fundo e a abri.
POV Drake
Chegando em casa, fui até a cozinha beber umas bolsas de sangue, ainda estava me sentindo fraco por causa de ontem.
Ainda não consegui tirar a Rebekah da minha cabeça, o momento em que eu finalmente disse que a amava e Esther, aparecendo logo em seguida e nos deixando inconscientes. A gatinha não teve tempo de responder, além de ela ter ficado sem fala, fomos sequestrados... E não conversamos desde então. Eu quero falar com ela, mas estou nervoso, com medo do que ela vai dizer.
Bebi minha bolsa de sangue e voltei para a sala, mas me deparei com uma loira fogosa, furiosa e cheia de desejo me esperando... Merda!
—O que deu em você para me deixar lá daquele jeito? — ela gritou, andando até mim e parando na minha frente.
—Escuta, eu... — não consegui terminar de falar, porque ela simplesmente pulou em cima de mim e me beijou. Sua língua pediu passagem, mas eu não cedi. Peguei ela pelos ombros e a afastei de mim rapidamente.
—O que você está fazendo? — ela perguntou, incrédula.
—Eu amo a Rebekah, Rachel, não você...
Quando eu disse aquilo ela se afastou, me olhando com raiva no olhar, com desprezo e ódio. Ela parecia pronta para arrancar meu coração, mas...
—Então é verdade mesmo? Você... Me ama? — perguntou Rebekah, com os olhos cheios de água, parada na porta e claramente surpresa.
—Você ainda tinha dúvidas? — perguntei, enquanto um sorriso brotava no rosto dela.
—Eu não sei... Eu...
—Ah, calem a boca os dois! — gritou Rachel, furiosa. — Não dá mais! Não aguento mais isso! Só aturei você — continuou, olhando com ódio para mim —porque fazia parte da minha missão, e, principalmente, porque eu estava louca para ver essa daí morta!
—Como é? — perguntei incrédulo, com raiva. — Missão? Me aturar?
—Realmente achou que eu ainda sentisse algo por você? Me poupe! A hora de vocês está chegando! Principalmente a dessa aí e dos irmãozinhos hipócritas dela! — ao terminar de dizer aquilo, ela desapareceu com sua velocidade vampiresca, me deixando com raiva e confuso.
—Eu vou atrás dela. — disse Rebekah, rápido, mas eu segurei seu braço.
—Não, deve ser bobagem, ela deve estar blefando. — falei, tentando reconfortar minha gatinha e... Bem, também foi uma desculpa para ela ficar e a gente conversar.
Ela me olhou no fundo dos olhos e seus músculos relaxaram. Baixei a minha mão até a mão dela e apertei, ela apertou de volta, com força, mas gentilmente. Olhamos um nos olhos do outro e fomos até o sofá, nos sentando.
—Por que é tão difícil para você acreditar que eu te amo? — perguntei, depois de alguns segundos de silêncio.
Ela baixou os olhos para o chão e desvencilhou nossas mãos, esfregando os joelhos, nervosa.
—Talvez seja porque ninguém nunca me amou de verdade.
Senti um aperto no coração. Seria verdade? Nesses mil anos de vida ela nunca se sentiu amada?
—Eu te amo! — soltei. Simplesmente saiu, foi automático.
Ela me olhou surpresa e lágrimas começaram a se formar em seus olhos, eu limpei uma lágrima que caía com o meu polegar.
—Drake... Eu...
—Rebekah, você não é obrigada a sentir nada por mim. Se não me amar, pode dizer, eu vou ficar mal, muito mal, e eu não vou desistir de você, mas também não vou lhe obrigar a ficar comigo.
Eu ia continuar falando, ia dizer para ela todos os motivos por eu não desistir dela, todos os motivos por ela ser tão especial para mim, por eu amar ela de verdade. Eu ia falar tudo, mas fui calado. Ela me beijou de repente, botando meu rosto entre as mãos dela. Um beijo calmo... Puro.
—Eu te amo, seu idiota. — ela disse, com nossas testas coladas, quase em um sussurro.
POV Melissa
Entramos na mansão e fomos até o porão, Esther estava fraca, logo ela teria que tomar sangue humano para completar a transição, mas acho que eu consigo arrancar respostas dela antes disso.
Assim que abrimos a porta ela foi direto na direção da Broo, mas eu impedi ela, pegando-a pelo pescoço e a atirando contra a parede. Ela me olhou raivosa enquanto a Brooke revirava os olhos.
—Não precisa me defender sempre. — ela disse, andando até uma Esther fraca e pálida.
—Você é minha vadia, ninguém além de mim vai te tocar... A menos que você queira. — falei, adicionando um tom malicioso na voz.
Ela me olhou com um olhar incrédulo e ao mesmo tempo divertido, soltando um "Bitch" logo antes de virar o rosto de volta para a nossa ex-bruxa menos preferida.
Esther se levantou rápido e tentou atacar a Brooke de novo, mas a minha vadia foi mais rápida, ela prendeu a Esther na parede com sua magia enquanto eu chegava perto e pensava em todas as possibilidades de tortura.
—Então, minha querida Esther, pode nos dizer quem é esse tal bruxo que está vindo destruir a minha cidade?
—O que aconteceu? Por que você não está mais sob o efeito do feitiço? — perguntou ela, atônita.
—É por minha causa. — disse Brooke, com um sorriso vitorioso. —Mas isso não vem ao caso. Agora anda logo, responda!
—Quem é você? — perguntou Esther, olhando para ela com raiva.
Cheguei mais perto de Esther e comecei a pegar seus cabelos, observando, interessada.
—Por que não responde logo a pergunta antes que eu arranque seu bem mais precioso. — perguntei, ameaçadora, fechando meus punhos e segurando seus cabelos com força.
Os olhos dela se arregalaram, o que me deixou com mais raiva. Que mulher fútil! Ela se preocupa mais com os cabelos que com os próprios filhos.
—Quem é o tal bruxo? — repeti.
Ela tentou se avançar em mim, mas o feitiço de Brooke a mantinha presa na parede.
Enrolei minha mão em um punhado de seu cabelo e arranquei com minha força vampiresca, fazendo sua cabeça ficar coberta de sangue. Seus olhos ficaram vermelhos, ela se segurava para não chorar.
—Ainda não vai responder? — perguntei, limpando minhas mãos em suas roupas.
Ela negou com a cabeça, me olhando com um olhar superior, mesmo com seu orgulho ferido. Dei um largo sorriso assassino.
—Broo. — falei, não precisou de mais nada para ela entender o que eu queria.
Brooke desgrudou Esther da parede e fez a mesma ficar flutuando, paralisada, sobre a grande sala... Que na verdade era uma sala de tortura medieval.
Emaranhei meus dois punhos no resto dos cabelos que restavam na cabeça de Esther. Ela me olhava com pura raiva. Puxei com força seus cabelos, deixando ela sem um único fio sobre a cabeça, que voltara a sangrar, mas parara logo em seguida, afinal, agora ela é uma vampira.
Olhei ela de cima a baixo e tive mais uma ideia.
—Você se lembra da época em que as bruxas eram torturadas? —Perguntei, com um sorriso maligno e levantando as sobrancelhas.
O rosto dela se cobriu de sombras e medo, mas ela continuou calada. Arranquei fora seu vestido e logo sua roupa íntima, deixando ela completamente nua.
—Pelo visto não só se lembra, como viveu. — eu disse, ao ver as marcas nos seios dela.
Ela estremeceu. Eu andei até o canto da sala e peguei um instrumento peculiar de tortura.
—Foi essa belezinha que deixou essas marcas aí? — perguntei, com um esmaga-seio na mão.
—Não! Não, por favor, não!
—Então pode ir contando! Quem é o bruxo que quer nos destruir?
—Eu... Eu não sei o nome dele! Ele me obrigou a agir, ele era muito mais forte que eu.
—Isso não basta.
—Eu nunca vi uma pessoa com tamanho poder, ele acabaria com você em um minuto, então se eu contar...
—Então você sabe! — acusei. — Brooke!
Mais uma vez ela entendeu, Brooke soltou fogo pelas mãos e superaqueceu o esmaga-seio, que agora estava completamente vermelho devido às chamas e ao fato dele ser ferro.
Esther arregalou os olhos novamente, dessa vez chorando e pedindo freneticamente para pararmos. Peguei o esmaga-seio e pus sobre sua pele nua. Ela gritou com o contato, a pele dela se grudava ao ferro enquanto eu começava a apertar as extremidades do instrumento, fazendo ele se fechar no seio dela.
Ela gritava horrivelmente alto. Que barulho majestoso, o som dos gritos, a visão do sangue escorrendo. Ah, como eu amo isso.
Fechei o esmaga-seio lentamente, com mais força. A cada centímetro que o instrumento percorria, mais próxima Esther ficava de perder seu seio. O que aconteceu. Assim que eu fechei completamente meu adorável instrumento de tortura.
O seio dela jazia no chão enquanto sua pele curava. Ela olhou pra baixo, vendo agora a pele completamente curada, porém um único seio.
—Ainda acha que o tal bruxo pode fazer pior que eu? — perguntei, olhando para o corpo dela com cara de nojo.
—O nome dele é Tristan. — disse, chorando — Ele é um bruxo poderosíssimo, está aliado a duas garotas, não sei o nome delas, mas sei que são vampiras e que uma é muito próxima a você.
—Tristan do que? — Perguntou Brooke, atônita, de olhos arregalados e boca entreaberta.
—Não sei o sobrenome, juro! Os cabelos são castanhos e os olhos esverdeados, pele branca, mas meio bronzeada e...
—Não... — Sussurrou Brooke, para si mesma, enquanto eu olhava para ela também surpresa. Seus olhos agora marejados se dirigiram à mim, pedindo socorro. —Melly. — disse ela, dessa vez com a voz embargada.
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