Redemption - A Renascida do Inferno
3 Ela não expressa nenhuma emoção?
Notas iniciais
POV Melissa
Drake foi embora e eu entrei pra dentro de casa. Subi as escadas e resolvi tomar um banho, desde que cheguei de viagem ainda não tinha o feito.
Tomei meu banho, botei uma roupa e desci. Elijah estava sentado na sala lendo um livro e ouvindo música clássica. Ele tem cara de quem faz muito isso. Ele estava sereno, muito sereno, isso me incomoda.
—Quatro estações, Vivaldi. —Eu disse, enquanto sentava na mesa de centro, na frente dele, e cruzava as pernas.
—Vejo que se interessa por música clássica. — Ele disse, sem tirar os olhos do livro. —Tem favoritos?
—Como não ter? —Respondi sentada, indiferente, olhando ele ler o livro.
— Tchaikovsky?
—Quebra Nozes.
— Chopin?
— Noturno Opus Nove. Nº2.
—Bach?
— Tocata e Fuga.
—Mozart?
— Requiem.
—Beethoven?
—Ah, meu favorito, sem sombra de dúvida! Fur Elise. A primeira música que aprendi a tocar no piano.
—Você toca?
—Obvio.
Elijah finalmente abaixou o livro pra olhar pra mim, mas não conseguiu olhar no meu rosto no primeiro momento, relutantemente seus olhos se fixaram nas minhas pernas, ah, Elijah, doce e nobre Elijah, assim que percebeu o que fazia ele se forçou a olhar para nenhum lugar além dos meus olhos.
—Me daria a honra de um dueto? —Ele falou, se levantando e estendendo a mão pra mim.
Eu estava entediada, não tem nada pra fazer nessa cidadezinha medíocre, por que não um dueto com meu 'irmão'? Não adianta, vai ser difícil me acostumar com essa ideia de família. E mesmo embora tenhamos o mesmo sangue, eles não significam nada pra mim.
—Claro. —Eu disse, enquanto pegava a mão dele.
Sentamos ao piano e começamos a tocar uma linda música chamada ‘I Migliori Anni Della Nostra Vita – Jim Porto’
Ele estava indo muito bem, mas errou uma nota, botou a mão muito pro lado e paramos de tocar com a mão dele em cima da minha.
Eu olhei pra ele com uma cara de ‘sério?’, mas ele nem notou, ele olhava fixamente as nossas mãos juntas.
—Elijah?
—Ah, me desculpe, eu... Me desculpe. — Ele falou e saiu rápido de perto de mim e subindo as escadas.
Por acaso Elijah Mikaelson está interessado na sua irmãzinha mais nova? Haha, já to até vendo a manchete: ‘Irmão pede irmã mais nova em casamento’.
Eu me levantei do piano e me joguei no sofá, que tédio, não tem nada pra fazer aqui... Hum, será que os Mikaelson não têm nenhum inimigo? Adoro fazer visitas inesperadas.
Rebekah entrou pela porta e se jogou no sofá, do meu lado. Ela parecia chateada...
—Que foi? — Eu perguntei.
—Tédio.
—Te entendo.
—Vamos sair?
—Onde?
—Sei lá, dar uma volta.
—Vamos.
POV Rebekah
Cheguei em casa e a Melissa tava atirada no sofá, que garota folgada, me joguei do lado dela e ela perguntou o que eu tinha. Minha cara de tédio tá tão explicita?
Eu falei que tava entediada e chamei ela pra sair, ela topo, vamos dar uma volta em um lugar qualquer, podemos tentar o Grill, não acho que vá ter muita coisa melhor mesmo.
A gente se levantou e decidimos ir no carro dela. Wow, e que carro. Paramos no Mystic Grill e descemos.
Entramos e pegamos uma mesa, Matt foi logo nos atender.
—Melissa. — Disse ele. —Que bom ver que ainda tá aqui.
—Ah, olá, Matt, certo?
Ele olhou pra mim e volto a olhar pra ela, aff, por que ela tem que ser tão linda?
—É sim, hum, vocês são amigas?
Eu dei um sorriso meio irônico e Melissa disse: “Hum... Pode se dizer que sim”. É impressão minha ou essa garota não expressa nenhuma emoção?
—Ei, escolhe algo pra gente comer, eu vou ao banheiro. —Eu disse pra ela.
—Tá, vai lá. — Ela disse, abrindo o cardápio pra ver o que tinha de bom.
Assim que eu saí eu consegui ouvir Matt tentando fazer a cabeça dela contra mim. Mereço.
—Olha, eu não quero me intrometer. —Dizia ele. —Mas eu não acho que Rebekah seja uma boa companhia.
—Por que? —Dizia minha irmã, completamente indiferente, sem tirar os olhos do cardápio. —Só porque ela é uma vampira? Não se preocupe, Matt, eu também sou.
—Mas... Mas... — Ele começou a gaguejar, não esperava por essa.
—Na verdade, pode-se dizer que eu sou A vampira. Sabe como é, afinal, eu sou a primeira Original.
PORQUE ESSA GAROTA NÃO PARA DE SER TÃO METIDA?! Só porque ela me pegou desprevenida àquela hora não quer dizer que ela seja mais forte que eu.
Eu retoquei minha maquiagem e voltei à mesa. Melissa tava sozinha de novo.
—O que pediu pra gente?
—Pra você, refrigerante, hambúrguer e batatas fritas; Pra mim, vodka, ah e sundae de sobremesa.
—Não me diz que você faz dieta.
Ela usou o tom mais irônico que eu já ouvi em toda a minha vida: “Claro, até porque eu preciso muito de dietas, eu sou horrivelmente gorda”. Eu olhei pra ela séria e ela falou, também séria: “Calma, estressadinha, eu só não gosto de fast food”.
A gente começou a conversar, esperando a comida chegar, ela tava me contando dos lugares em que morou, dos amigos e tudo mais. Eu falei pra ela um pouco sobre a nossa família. Ah, a comida chegou.
Começamos a comer e ela me perguntou se a gente tinha inimigos.
—Haha, o que menos nos falta são inimigos.
—Por exemplo...
—Bom, tem aqueles malditos irmãos, a Elena, o caçador, Katherine...
—Me mostra a casa de um deles, quero me divertir.
—Ok, só não mata ninguém, o Elijah fez uma promessa estúpida pra Elena que se ela colaborar com o Nik, ninguém que ela ama vai se machucar.
—Eu prefiro torturar a matar, mas se você diz...
A gente terminou de comer, nos levantamos e fomos pro carro dela. Pelo visto vou fazer outra visitinha aos Salvatore.
POV Melissa
Saímos de casa e passamos no Grill. Aí aquele garoto veio nos atender... Hum, qual é mesmo o nome dele? Mutt? Morv? Mark? Algo com ‘M’... Ah, sim, Matt.
Rebekah foi no banheiro e o Matt começou a me encher o saco, eu olhei bem pra ele e o compeli a sair dali, ele tava me incomodando, nossa, que tipo de humano não usa verbena em Mystic Falls?
A Rebekah voltou, nós comemos e eu resolvi pedir pra ela me levar na casa de um dos inimigos da família. É sempre bom conhecer pessoas, por mais insignificante que a maioria seja.
Saímos do Grill e a Rebekah praticamente me implorou pra dirigir meu carro. Fazer o que? Como eu não sabia o caminho tive que deixar ela dirigir... Ai, meu baby.
—Rebekah. — Eu disse enquanto ela dirigia. —Onde está Mikael?
Ela me olhou e pareceu surpresa, não esperava por aquela pergunta. Não é obvio que eu queira matar Mikael? Qual a dificuldade em pensar nisso? Não entendo essa surpresa dela... Aff, essas pessoas de raciocínio lento, se bem que... Eu amo essa expressão no rosto das pessoas, essa expressão tipo ‘EU NÃO ACREDITO’.
—Eu não sei e mesmo que eu soubesse...
—Não me contaria? — Completei em tom irônico. —Claro, afinal Mikael é um pai exemplo, é justamente o tipo de pessoa que você protegeria pelo resto da sua vida.
—Ele é meu pai, Melissa.
—E o meu também, mas isso não vai me impedir de matar ele.
Ela ia abrir a boca, mas eu comecei a ficar irritada.
—Não fala nada, só continua dirigindo. — Eu disse, ela obedeceu.
Ela me deixou na porta de uma imensa mansão e saiu, disse que vinha me buscar mais tarde. Cara, que abuso! Ela ta com o meu carro! Se ela fizer UM arranhãozinho que seja no meu baby, Rebekah Mikaelson é uma vampira MAIS QUE MORTA!
Entrei na mansão e a sala estava vazia, me joguei no sofá, como de costume, e gritei: “NÃO TEM NENHUM ANFITRIÃO DESCENTE NESSA CASA?”.
Assim que terminei a frase um lindo vampiro de cabelos castanhos claros e olhos verdes apareceu na minha frente, ele parecia preocupado e meio tenso com a minha visitinha, acho que já deve ter ouvido falar de mim, provavelmente todos na cidade já ouviram... Todos, ou quase.
—Melissa. —Ele falou sério.
—Sério que eu sou tão popular? Ah, ah, não é de se surpreender.
—A primeira Original.
—E a melhor também.
—Modesta.
—É um dom.
—Agora quer se retirar?
—Rude. —Eu falei, dando de ombros. —Mas bonitinho.
Ele finalmente deu um tempo de tentar me botar pra fora e começou a me analisar. Me olhava de cima a baixo, como se eu fosse... Sei lá.
—Se você acha que eu to aqui pra matar qualquer um que seja, pode ir guardando sua capa de superman. Eu só vim conhecer os ‘amigos’ dos Mikaelson.
—Eu não confio em Originais.
—Nem no Elijah? Porque ele fez uma promessa pra uma garota lá então eu não posso matar vocês.
Tecnicamente, poder, eu posso, mas não vou. Vou deixar os Mikaelson pensarem que eu to do lado deles.
O vampiro gatinho meio que baixou a guarda e sentou do meu lado. Eu, em um único movimento levantei uma das pernas dando um giro de 180° e indo parar no colo dele, com uma perna de cada lado. Ele ficou surpreso, olhava fixamente pras minhas pernas, eu quase podia ver uma babinha ali no canto da boca dele, haha.
Ele olhou pra baixo, botou as mãos na minha cintura e disse: “A garota lá se chama Elena Gilbert, minha namorada.”.
A minha expressão mudou, aff, o garoto resolve estragar a graça da brincadeira logo na melhor parte. Como eu notei que ele ficou aliviado por eu ter mudado de expressão eu dei um sorrisinho fofo e disse: “Awnt, diz pra ela que eu mandei lembranças” e o beijei.

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