Redemption - A Renascida do Inferno
4 A perdição de olhos claros.
Notas iniciais
POV Stefan
Ouvi alguém falar algo na sala, desci e quase na mesma hora percebi quem era.
A nova Mikaelson. Percebi porque nunca tinha visto ela aqui ou em qualquer outro lugar, ela exala um poder imenso, é como se eu pudesse senti-la a quilômetros de distancia, ela tem uma aura, uma coisa que... É forte, dá medo, mas... É tão linda, meu deus, como é linda.
—Melissa. —Eu disse sério. Acho que ela veio tentar algo contra Elena, não vou deixar que toquem nela! Elena é meu anjo, vou proteger ela com todas as minhas forças.
Eu comecei a olhar pra ela, era impossível não olhar, ela é linda e afinal, eu tenho que conhecer o inimigo, é realmente impossível não pensar o quão linda ela é... Não babe, Stefan, você tem Elena.
Começamos a conversar, ou pelo menos algo próximo disso, ela parece estar totalmente desinteressada. Tanto em Elena quanto em tudo o que diz respeito aos irmãos dela.
—Se você acha que eu to aqui pra matar qualquer um que seja, pode ir guardando sua capa de superman. Eu só vim conhecer os ‘amigos’ dos Mikaelson.
—Eu não confio em Originais.
—Nem no Elijah? Porque ele fez uma promessa pra uma garota lá então eu não posso matar vocês.
Ela tem razão, Elijah prometeu e por mais que eu não confie em Originais, Elijah é conhecido por ser uma pessoa que tem palavra, ele é o irmão honrado. Pelo menos eu espero isso, sério, eu vou ficar muito puto da cara se ele quebrar essa promessa, eu daria um jeito, eu mesmo, de matar todos os originais, um por um. E sei que Damon não permitiria também, por mais que eu odeie admitir, Damon também ama Elena, ele a ama talvez tanto quanto eu.
Eu me sentei do lado dela e de repente aquela cara de desinteresse se transformou em um sorriso de canto de boca, daqueles que te fazem querer agarrar a pessoa na mesma hora. Meio segundo depois Melissa veio parar no meu colo, com uma perna de cada lado. QUE VADIA. Ela não está só se divertindo, ela está me provocando e me tentando completamente. POR QUE? Por que ela tem que ser tão... tão... AI MEU DEUS! ... Não; Não, não, não, não; Não me diz que eu to babando...
Eu olhei pra baixo tentando me controlar e... Que pernas perfeitas, eu tentei esconder a baba e acabei por não resisti em tocar aquele corpo perfeito, botei minhas mãos na cintura dela. Mesmo assim! Eu tenho Elena, eu amo Elena. Nunca trairia minha amada, eu juntei forças e disse: “A garota lá se chama Elena Gilbert, minha namorada.”.
A expressão dela mudou, isso é um alívio, antes ela parecia que iria me devorar a qualquer segundo e eu não sei se ia conseguir resistir, porque, que cara conseguiria? Bom, talvez um cara apaixonado, o que eu sou, mas... Aff. Ela revirou os olhos e voltou a usar aquela expressão indiferente. Sinceramente, não dá pra saber o que essa garota pensa.
Aí ela deu um sorriso fofo e falou: “Awnt, diz pra ela que eu mandei lembranças”. Então ela simplesmente me beijou.
No começo eu tentei me controlar, tentei não corresponder, mas aquela garota me deixa louco! Ela tem um olhar sexy, uma boca sexy e é tão gostosa. Ela tem um cheiro muito bom, natural. Ela cheira a morangos, era como se eu pudesse sentir a brisa dos campos. O beijo foi ficando cada vez mais intenso, eu apertei a cintura dela contra a minha, ela começou a puxar o meu cabelo com as mãos enquanto mordiscava meu lábio, ela estava me deixando louco!

Eu comecei a levantar a base da blusa dela devagar enquanto ela desafivelava meu cinto. Ela usou sua força vampiresca pra me deitar no sofá, ficando por cima de mim. Os beijos estavam cada vez mais desesperados, eu precisava dela, precisava arrancar cada peça de roupa que ela tem e sentir ela por completo.
Começamos a ouvir uma buzina de carro, a garota simplesmente saiu de cima de mim, baixou a blusa, esticou a saia e arrumou o cabelo, logo seguida me olhando com malícia e piscando pra mim.
—A gente continua isso outra hora, bonitão. — Ela disse, enquanto andava despretensiosa até a porta.
Pera. O QUE ACABOU DE ACONTECER?!
Meu coração pesou. Eu... Eu acabei de trair Elena. Isso... Isso... Como isso foi acontecer? Qual o problema dessa garota? Ela entra na minha casa como quem não quer nada, começa com um papinho idiota de que não vai fazer mal pra ninguém depois simplesmente me beija! E pior, eu correspondi! Eu não devia ter feito isso. Elena nunca me perdoaria se descobrisse.
Eu ouvi o barulho de um carro, Elena acabou de entrar pela porta, completamente suada, acompanhada de Alaric... E Damon.
Eu amo Elena, sim, a amo mais que tudo, mas... Se eu voltar a demonstrar pra ela meus sentimentos, ela vai me implorar pra desistir da minha vingança. Eu não vou desistir de me vingar do Klaus por nada nesse mundo!
POV Melissa
Saí da mansão e entrei no carro. Aquele cara beija bem. Outra hora vamos ter, definitivamente, que continuar de onde paramos. Sentei e a Rebekah ficou me olhando, arqueei uma das sobrancelhas, indiferente.
—O que foi?
—O que aconteceu lá dentro? — Ela perguntou. Parecia até meio enciumada.
—Não é da sua conta, agora anda, dirige.
Ela bufou e fez o que eu mandei. A gente chegou na mansão rápido, até. Ficamos o resto do caminho todo em silêncio.
—Rebekah, estaciona meu carro. —Eu disse e desci rápido.
—Nem vem! Odeio estacionar.
Nós duas nos olhamos como se a gente estivesse lendo os pensamentos uma da outra.
—KOOOOL — Gritamos ao mesmo tempo.
Ele apareceu na nossa frente e a Rebekah me olhou e disse: “Agora é com você” Enquanto entrava pra dentro da casa.
Eu olhei pra ele sem expressão, com os braços cruzados e disse: “Estaciona o carro”.
—Claro, amor, quer dizer, maninha.
Revirei os olhos. Assim que ele entrou no carro eu entrei pra dentro de casa, que sono, caralho. Elijah, Niklaus e Rebekah estavam sentados à mesa. Todos me olharam como se me convidassem pra jantar com eles.
—Não olhem pra mim, minha janta é outra. — Falei, indiferente, subindo as escadas.
Antes de entrar no que seria meu novo quarto, Kol apareceu me olhando da cabeça aos pés com malícia.
—Não mereço um prêmio por ter estacionado seu carro? — Ele perguntou, cheio de desejo na voz.
—Não. — Eu falei indiferente.
—Não precisa se fazer de difícil. — Ele sussurrou no meu ouvido, me prensando contra a parede.
Eu pus minha mão no peito dele e distanciei um pouco o corpo dele do meu.
—Eu não me faço. — Respondi, com um sorriso irônico no rosto. — Não preciso me fazer, eu sou Melissa Petrova Mikaelson e posso SER o que eu quiser.
Quando terminei a frase botei um pouco de pressão na minha mão que tocava o peito dele e o fiz voar escada a baixo. Escutei as risadas do andar de baixo, revirei os olhos e entrei no quarto.
Lá estava meu jantar, em todos os sentidos que se pode imaginar. Encontrei esse cara mais cedo e compeli ele a vir pra cá e esperar até eu voltar. Ele é bonito, ruivo, olhos verdes e algumas sardinhas no rosto, tem cara de garotinho inocente, mas claramente já é um homem feito. Fui até a cama e comecei a beber seu sangue, quando comecei a me sentir satisfeita, compeli ele, dizendo que ele podia ir embora... Ou ficar, se quisesse.
Obviamente ele ficou. Dei um pouco do meu sangue pra ele, afinal, eu tinha bebido muito. Ele começou a me beijar, depois foi descendo os beijos, mordiscando meu pescoço. Eu comecei a tirar a roupa dele e ele a minha. Transamos loucamente... Não, tá, só transamos, mas foi bom. Mandei ele embora depois fui pro banheiro tomar um longo e super-demorado banho. Vesti meu pijama e me joguei na cama.
Não deve demorar muito pra eu pegar no sono...
Quando fechei os olhos lembranças começaram a pairar sobre a minha mente, as palavras que ele disse naquele dia...
"Acredite, Melissa, isso é pro seu bem! Logo voltarei lhe trazendo sangue para completar a transformação."
...Mikael, minha vingança está próxima, aguarde.
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